Highschool Of The Dead - The Last Journey
10 Capítulo 10 - Ilha dos Mortos
- Isso parece nostálgico pra você? – Rei apoiava suas mãos na macia areia que se estendia por todo litoral daquele lugar paradisíaco, apesar da madrugada ainda não ter terminado, junto de Takashi, a garota esperava o momento para ver o céu se cobrir com diversas cores celebrando a chegada do inferno ao ver Tóquio entrar em ruínas.
- Essa sensação de segurança, parece até desconfortável, por um lado. Acho que fiquei mal acostumado correndo por aí e matando essas coisas, Rei-Chan... – Takashi colocava uma de suas mãos por cima da mão direita da garota, tentando confortá-la do suposto desastre psicológico que a invadira naquele instante.
- Meu pai não está aqui, não é? Ele deve estar em Tóquio salvando alguém, como sempre fez. Eu devia me conformar com tudo, somos só nós. Takashi-Kun... – Rei virava seu rosto fitando o garoto que se envergonhava por poder, nesse momento, mostrar seus verdadeiros sentimentos à Rei. – Eu só não quero que saia do meu lado, está bem? – A menina voltou a olhar para o horizonte, logo em seguida, viram que mais pessoas se reuniam naquela região onde os dois estavam, todos preocupados com o fim prematuro da capital que todos conheciam.
Horas Atrás
Além das vinte uma pessoas que chegaram na ilha, residiam nela mais 23, mas do lado em que os sobreviventes desciam de seus botes, apenas 11 pessoas tomavam conta do local. O grupo foi recebido por Ichizumo, um ex-professor de física aposentado que era o responsável pela administração daquela ilha. Do outro lado, o grupo formado por doze pessoas vivia de maneira independente, eles formavam duas comunidades, nessas duas semanas que passaram na ilha, não houve problemas, exceto os problemas em obter comida, já que tudo que conseguiam lá eram frutas e animais selvagens, mas a caça desses mesmos não era uma atividade prazerosa, ainda mais para pessoas que não estavam habituadas nem a darem passeios no campo. Essas onze pessoas eram todas de Tóquio, vieram até a ilha com ajuda de políticos e outros homens poderosos, apenas pessoas que eram envolvidas com interesses maiores do que meros acasos da sociedade podiam fazer parte daquela sociedade anônima.
No início, tudo parecia tranquilo, Takashi e seu grupo percebeu que, apesar daquelas pessoas estarem todas envolvidas com políticos corruptos e interesses que envolviam dinheiro e poder, não aparentavam má índole, ao menos, fora a primeira impressão de todos. Apenas algumas tochas iluminavam um pequeno cercado com algumas cabanas, local onde o grupo residia, e esperava, através de Rika e seu navio, que mais suprimentos e outros tipos de acessórios para a vivência do grupo lá fossem trazidos, mas ao se depararem com apenas três barcos chegando ao local, todos se decepcionaram. Miyamoto explicou para todos o ocorrido com o navio, logo, aquela sociedade ficou com um pé atrás para com os novos recém chegados, já que dentre eles, havia alguém que poderia ter colocado aquela armadilha no navio, e essa pessoa certamente seria alguém perigoso.
Não havia no momento maneiras de estabelecer novas cabanas ou comida o suficiente para os novos habitantes do local, felizmente, Rika e seus dois soldados haviam conseguido salvar alguns mantimentos do navio antes do mesmo explodir, mas era o suficiente apenas para algumas horas.
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Frente às ondas que se chocavam contra as pedras que pareciam correr com a violência das águas, o grupo de jovens, reunido, discutiam somente entre eles o que seria ‘dali para frente’.
- Faltam só dez minutos pra Tóquio explodir né? Depois disso tudo a vida nunca mais será a mesma. Não teremos lugar pra voltar. Não teremos mais nada. – Saya estava sentada encolhida em um canto isolado à frente dos jovens, se lamentando e sentindo a dor de todas as perdas que ocorreram e ainda irão ocorrer.
- A verdade é que desde que isso começou não tínhamos mais nada. – Rei abaixava sua cabeça, o momento era de tensão e tristeza, independente de quem estivesse ali. Os pais de Takashi, de Kouta, de Saya, todos os conhecidos do grupo, ninguém poderia saber onde se encontravam. Deixavam para trás as falsas esperanças de um reencontro, tudo que faziam era apenas sobreviver, como fizeram até o momento.
- Não podemos nos abalar agora! Não é hora pra ficar chorando, estamos em uma ilha, sei que não podemos confiar nas pessoas ao nosso redor, mas vamos tentar construir um ambiente de paz, isso pode dar certo! – O otimismo de Shizuka não era um fato real a ser transmitido para os demais, entretanto, Kouta a apoiava.
- Eu não quero saber de Tóquio nem de nada, aqui estaremos salvos, vamos poder descansar, curtir a beleza tropical e... garotas com biquínis... – Naquele momento Kouta começava a babar imaginando perversidades com as meninas do seu grupo.
- Você é retardado ou o quê? Nem trouxemos biquínis nem nada do tipo seu tarado. – Saya o repreendia.
- Vocês que se enganam, hihi, quando estive em minha casa peguei algumas roupas de banho e coloquei em minha bolsa! – Shizuka dava uma breve piscada para Saya que não entendia o comportamento da mulher.
- Vejam só, acho que vai começar. – Saeko fitava seus olhos frios para o horizonte que começava a se propagar diante dos olhos de todos, riscos amarelados e alguns pontos de luz apareciam rapidamente no céu escuro, todos se reuniam na praia para contemplar a destruição de Tóquio.
O bombardeio durou por volta de dez minutos, algumas pessoas mal conseguiram assistir aquelas pequenas luzes e sons distantes de explosão que eram ecoados pelo oceano. Alguns até chegaram a sentir o calor do fogo chegando até a ilha, visto que não estavam distante de Tóquio, finalmente, a bomba final fora lançada, uma enorme cortina de fumaça cobria a vista de todos que mal podiam acreditar que o Japão estava afundado. A fumaça que mal podia ser vista devido ao tom da madrugada subia gradativamente, Takashi se levantava e saía daquele local, antes que Rei se levantasse e fosse atrás do mesmo saber o que estava acontecendo, Kouta a segurou:
- Deixe-o. Ás vezes um homem precisa pensar sozinho.
Haviam 32 pessoas na parte oeste da ilha, local onde os sobreviventes estavam. Por hora, eles iriam ficar em algumas cabanas improvisadas, um pequeno alojamento de segurança criado pelos moradores anteriores, um local coberto por folhas de bananeira e palha, alguns galhos de árvore também reforçavam a cobertura, era como construir uma casa na árvore no auge da infância.
Longe dali, Rika e um de seus soldados tentavam esquecer o corrompimento de Tóquio e toda aquela desgraça aparente que ficara na história.
- Você acha que devemos deixar o passado de lado mesmo? – Urui, ao dizer tais palavras, logo em seguida, abocanhava um dos peitos de Rika enquanto a encostava contra a areia gelada da praia. Os dois estavam à alguns metros distante do acampamento do grupo, no mesmo momento em que Tóquio derretia em chamas, os dois tentavam relaxar de maneira prazerosa.
- Estamos na nossa última missão, afinal, temos que estar psicologicamente estáveis para proteger essas pessoas, eu sinto pena por eles mas, aqueles jovens... eles não são fáceis de derrubar. – Rika puxava o cabelo do rapaz enquanto sentia o mesmo usar seus dentes para chupar e mordiscar de maneira agressiva os mamilos da mulher, ela não conseguia conter seus estímulos, suas pernas se estremeciam e seus olhos se fechavam automaticamente quando Urui levava sua mão até sua vagina e colocava três de seus dedos dentro da mesma fazendo movimentos rápidos enquanto continuava a devorar ambos os peitos da tenente.
- Assim não vou conseguir me manter calada. – Rika mostrava toda sua força ao jogar Urui para o lado e rapidamente subir em cima do mesmo. Enquanto uma brisa fria cortava o corpo suado dos dois, a mulher apoiava suas mãos no abdômen do soldado e pulava em seu membro avolumado com toda destreza e agilidade que seu tesão a permitia usar, o pênis de Urui penetrava completamente a intimidade de Rika que rebolava de maneira feroz enquanto o homem apenas segurava sua cintura, impulsionando-a para cima e para baixo, deixando que a mesma se acabe enquanto sentia seu vagina receber seu membro por completo.
Alguns minutos depois, deitados um ao lado do outro, ambos conversavam enquanto fumavam um cigarro vendo toda fumaça de Tóquio e as luzes que, antes invadiam o céu, cessarem. O soar dos tambores chegaram ao fim.
- Howard lhe disse não é? Sobre Malosky. – Dizia o homem após se sentar e franzir a testa segurando seu cigarro.
- Isso eu já sabia a algum tempo. Esse filho da mãe que acabou com tudo não é? Malosky Goviktch, o criador do vírus que se espalhou por todo mundo causando esse apocalipse.
- Você também sabia da pesquisa dos militares de Kanejima? – O rapaz se levantava parecendo inquieto.
- Eles estão tentando achar a cura e pra isso usam cobaias e até mesmo fortalecem os zumbis para que os mesmos possam se tornar soldados para eles. Isso é natural, vindo daquela facção. O problema real está naquele documento. Se o grupo do Okinagi foi destruído, estaríamos com problemas. – Rika começava a se vestir após se levantar.
- Então o que você pretende? Malosky sabe como parar isso tudo, ele é o único capaz. Não acha que o governo possa estar o escondendo, acha? Haha – A frase de Urui parecia sarcástica, ele já sabia, no fundo, que sua afirmação poderia ser, de fato, concreta.
- Não seja idiota, nosso objetivo agora é apenas proteger essas pessoas e conseguir aguentar até as coisas se acalmarem por lá.
No momento em que os dois se dirigiam para a praia onde todos se encontravam, Shizuka corria em direção de sua amiga um tanto ofegante.
- Qual o problema Shizuka? Não aguenta mais correr com esses dois melões pendurados em seu busto? – Rika apontava para a mulher tentando provoca-la, mas a mesma respondia com um tom sério e receoso:
- Alguém... alguém morreu lá!
- Como assim alguém morreu? Que diabos tá dizendo? – Urui jogava o seu cigarro fora e fitava a mulher com estranheza.
- Você não entendeu, alguém foi assassinado no acampamento! – Ao chegarem no local, os três se depararam com o corpo de Hiku, o namoro de Shizuru, esfaqueado completamente em frente a uma palmeira. A maioria estava dormindo naquele momento e ninguém viu nada, mas o dono daquela comunidade não se contentou com o ocorrido.
- Vocês acabaram de chegar e já causaram destruição! Eu não vou admitir que continuem aqui, não podemos conviver juntos, deem o fora logo. – Ichizumo, o velho que liderava os onze moradores do acampamento não iria mais permitir que o grupo de Rika permanecesse por lá.
- O que você acha que aconteceu? – Rei se aproximava de Takashi preocupada ao olhar para o corpo de Hiku enquanto Shizuru chorava desesperada ajoelhada em frente ao mesmo.
- Não precisa perguntar. A mesma pessoa que levou os zumbis no navio foi quem matou ele. – Takashi e seu grupo se reuniam enquanto Miyamoto discutia com Ichizumo, mas sem meios de reverter a situação.
- Ninguém viu nada? – Alice acabara de acordar, estava com seus olhos semi abertos falando enrolado.
- Se ao menos o Zack estivesse aqui, ele poderia ter latido e nós descobriríamos. – Kouta se lembrava do pobre cachorrinho que se perdia a algum tempo do grupo.
- Ei seu porco, você fez a Alice chorar agora! – Saya consolava a garotinha que ao se lembrar de Zack, chorava coçando seus olhos.
- Isso é perfeito. Não gostei da ideia de ficar entre essas pessoas mesmo, sozinhos, digo, com as pessoas do navio, podemos facilmente descobrir quem é o assassino. – Saeko parecia feliz com a expulsão do grupo daquele território.
- E o que pretende fazer? – Rei perguntava sem entender o sorriso de sua rival.
- Simples, o assassino certamente vai atacar outras vezes, basta ficarmos atentos, bem mais do que estávamos ao dormir com aqueles monstros ao nosso redor. Lidar com pessoas é um processo bem mais complexo. – A garota se virava e caminhava para o lado sul da ilha.
Nesse momento, as vinte uma pessoas estavam novamente sozinhas, e dentre eles, um assassino insano.
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