– Hoje foi um dia e tanto, me pergunto como ele consegue dormir tão tranquilamente todas as noites. – Em um quarto de solteiro da mansão onde estavam abrigados o grupo da mãe de Rei, Takashi tinha de dividir o local com Kouta, mas não ficara nada feliz com isso, visto que o garoto falava coisas estranhas durante a noite.

– Seus peitos são tão macios... ah, espere, Shizuka-San, eu ainda estou ferido, ah! – Takashi tentava cobrir sua cabeça com o travesseiro mas não adiantara, ainda mais, estava pensativo sobre o sobrevivente que havia chegado e criado um clima perturbador no grupo.

– Ele não podia estar falando sério, podia? Zumbis mais fortes? Isso é impossível... Bem, isso tudo já é impossível, então não diria que não há nada que não possa piorar. – Enquanto virava de um lado para o outro não suportando o calor e os sussurros de Kouta que ficara em um colchão no chão, alguém havia batido na porta do quarto duas vezes.

– Hm? Será que é a Alice querendo ir no banheiro? Aquelas preguiçosas nunca levantariam pra leva-la, tem que sobrar tudo pra mim no final. – Pensando em ser Alice a pessoa que batera na porta de Takashi, o mesmo se levantava, e ao abri-la, não havia ninguém no corredor.

– Mas que diabos? – Ele olhava para o lado esquerdo e não podia ver nada além de uma escuridão que cobria o corredor. – Mas eu ouvi... – Antes que pudesse olhar para o lado direito, o garoto fora golpeado fortemente na cabeça.

– Ah...O que foi que aconteceu? Eu caí? Não, espera... – Minutos depois, Takashi havia acordado sentindo fortes dores em sua cabeça. Ele colocava sua mão na nuca e ao vê-la, seu sangue estava quase seco, mas ainda manchado em seu cabelo.

– Que porra tá acontecendo!? Quem está aí!? – Estava uma total escuridão, Takashi não podia ouvir nada além de gritos vindos, provavelmente, de mortos vivos.

– Parece que o fodão acordou, Hoshido-Kun. – Fukiyama, o rapaz que tentara violentar Rei mais cedo, acendia sua lanterna apontando-a para o rosto de Takashi que não conseguia enxergar nada.

– Foi mais fácil do que será estuprar aquela vaca leiteira, haha, agora, espero que se divirta com esses comedores famintos, vai ser melhor do que morrer ao lado de suas meninas sem poder fazer nada, não é? – Fukiyama, Hoshido e Katou estavam na porta do que parecia uma garagem, um local afastado da mansão de onde eles estavam. Os três saíram do local fechando a porta e trancando Takashi lá.

– Só pode ser brincadeira porra! O que vocês querem? – Por mais que o jovem gritava, os três já estavam distante dali. Era uma rua isolada do quarteirão, poucos metros da mansão, os rapazes haviam deixado Takashi inconsciente depois de batem em sua porta, juntos, o carregaram até quarteirão abaixo sem que alguns zumbis os percebessem, e com sorte, voltaram para a mansão sem serem notados.

– Hahaha, muito boa Hoshido, usar aquela morteira pra chamar atenção dos zumbis foi excelente, ainda mais que nós três nos disponibilizamos pra servirmos de guarda essa noite, não podia ser melhor, daqui a pouco só vão sobrar os ossos daquele mané! – Katou. parecia animado, agora, faltava apenas uma etapa.

Na garagem, Komuro tinha apenas a saída dos fundos, que parecia estar repleta de zumbis do lado de fora esperando pra saborearem sua carne.

– Esses filhos da puta! – Takashi dava uma olhada pelo vidro ofuscado da pequena janela ao fundo da garagem abandonada, podia ver que mais ou menos 12 mortos vivos rondavam a área, sozinho, jamais iria conseguir passar.

– Eu fico aqui e espero? Caralho, eles trancaram a porta com alguma coisa pesada lá na frente... e essa merda de porta tá sendo quebrada, aquele maldito zumbi gordo tá persistindo em entrar, mas como, sendo que estou quieto? – O rapaz via que um dos zumbis sabia que ele estava ali dentro, e com certa força, se empurrava contra a porta na tentativa de entrar.

– É isso! – O jovem colocava a mão novamente em sua cabeça e via seu sangue. – Só pode ser isso... esse maldito sente o cheiro do meu sangue, se for assim...

Komuro olhou todos os cantos da garagem, lá haviam um macaco velho, um chave de fenda jogada no chão toda empoeirada, uma gaiola vermelha e alguns pneus murchos. Ele teria de se virar com o que tivera, sua ideia não era das melhores, mas talvez era sua única escapatória. Takashi pegou a chave de fenda e se ajoelhou no chão.

– Sei que isso vai doer mas, é melhor do que virar refeição desse gordo. – A porta estava para ser arrombada, quando Takashi com certa força enfiou a chave em seu braço esquerdo, em um ponto onde seus nervos não seriam atingidos, havia aprendido isso graças a Shizuka Sensei.

– É nessas horas que sou grato à ela por ensinar sobre primeiros socorros e alguns pontos vitais do nosso corpo. – O sangue jorrava de maneira constante do ferimento no corpo do rapaz, o mesmo havia tirado sua camisa e deixava que todo seu sangue caísse sobre ela.

– Acho que já está bom agora. – Com um pequeno farrapo de camisa que havia rasgado antes de usar a mesma como um recipiente para o sangue, o garoto apertava sua ferida que ainda sangrava, mas era contida pelo pano.

Takashi então fazia uma pequena bola com a sua camisa coberta com sangue, se aproximava da janela do fundo da garagem e quebrando o vidro com um soco, colocava sua mão direita para fora junto com a camisa e fazendo um impulso com seu pulso, a jogava o mais longe que podia. Naquele momento, vários zumbis, parecendo urubus na seca rodeava a camisa rapidamente, até o gordo que estava empurrando a porta.

– Essa é minha chance! – Pegando apenas a parte de cima do macaco para se proteger, o rapaz abria a porta e corria na direção oposta de onde os zumbis estavam, infelizmente, apenas 6 deles foram distraídos, os outros, estavam no caminho.

– Já que não tenho escolha... – Dando um leve salto, Komuro arrebatava o pedaço de ferro em sua mão na cabeça de um morto vivo que parecia ser uma garota na adolescência, com um golpe, seu crânio havia partido em três partes. O próximo monstro ao se aproximar de Takashi tentou lhe agarrar por trás, mas o mesmo, com muita audácia o chutou mesmo sem olhar, antes que o zumbi caísse de costas no chão ele desferiu um golpe com o ferro do macaco em seu queixo arrancando para fora sua mandíbula podre junto com seus dentes. Ao perceberem o garoto, os outros zumbis rapidamente corriam em sua direção, Takashi não sabia para que lado a mansão estava, mas ao perceber o enorme pinheiro do quintal da mesma, usou-o como referência, e assim, deu a volta na esquina perseguido pelos zumbis, mas ao virar um poste, viu que havia mais 10 em sua frente.

– Só pode ser piada.

Ele correu antes que os mesmos o pudesse notar sua presença, mas era tarde. Um deles tentou o arranhar mas Takashi se jogou no chão ralando toda suas costas, um outro se agachou para pegá-lo mas teve o pedaço de ferro afundado em sua cabeça. Outros haviam cercado o garoto que se levantou rapidamente e deu um forte golpe em um hidrante na calçada fazendo com que água se espalhasse pelo local.

– Estão com sede filhos da puta?

Usando ainda seu ferro, Komuro o pressionava contra a água que saía do hidrante e mirava em direção aos zumbis, um por um, eles iam caindo com a pressão exercida, mas isso não iria durar muito tempo. Ao ver que a maioria deles estava no chão, o rapaz correu tentando dar a volta na esquina mas um deles segurou sua perna. Segundos antes que ele pudesse mordê-lo, Takashi pisou fortemente contra sua cabeça esmagando-a até que todo seu cérebro fosse esparramado no chão.

Na mansão, os três jovens havia deixado uma carta no quarto de Rei, em nome de Komuro.

“Rei-Chan... por favor, preciso me encontrar com você aqui na piscina, por favor, eu preciso lhe dizer uma coisa.” – Surpreendida pelas palavras de Takashi, Rei ficara levemente corada, seu coração pulsava rapidamente, não podia imaginar Takashi sendo direto dessa forma, estava preocupada mas ao mesmo tempo ansiosa.

– Esse idiota... é a primeira vez que ele age assim! – A menina não pensou duas vezes. Colocou um pequeno casaco e saiu para fora discretamente. Caminhou até a piscina mas não conseguia ver Takashi por lá.

– Ele me chama e ainda não está aqui? Digno daquele idiota.

– Realmente, digno de um idiota, não é? – Sem poder olhar pra trás, Rei havia sido agarrada por Katou, o rapaz vendava seus olhos e amarrava suas duas mãos com um pano, Hoshido ficara responsável por amarrar sua boca com uma fita isolante. Os três levaram a garota até a piscina jogando-a no chão e tirando seu casaco.

– Que puta gostosa Taki-Kun, você realmente é foda. – Dizia Hoshido enquanto babava nos seios de Rei que saltavam para fora de sua camisola.

– Caralho, deixa eu ser o primeiro? Juro que serei rápido. – Katou a olhava de maneira sedenta, parecia o mais louco por ali.

– Por quê não aproveitamos nós três porra? É bem mais prático! – Takiyama pegava uma faca e desferia um golpe contra a coxa esquerda de Rei. A garota tentava gritar e se contorcia, mas nada podia fazer imobilizada.

– Resistir é inútil vadia! Agora, vejamos essa sua bocetinha gostosa. – Hoshido se abaixava e levava sua mão até a vagina de Rei que parecia estar chorando, mas antes que o rapaz pudesse tirar sua calcinha, sua cabeça havia voado para dentro da piscina. A água ficara coberta e misturada com sangue e sua cabeça boiava enquanto dava algumas rodopiadas com sua expressão inválida e olhos arregalados na face.

– Mas o quê!? – Olhando para trás, Katou se deparava com Saeko, apenas com seu pijama segurando sua katana.

– Acho que esqueceram que estávamos no mesmo quarto, não é? Uma pena. – Antes que pudesse cortar o outro garoto, um dos rapazes do grupo de Miyamoto impedia Saeko. Logo um tumulto era formado naquele local, Miyamoto havia desamarrado Rei e ela explicado o que havia acontecido.

– Esses idiotas! Não devíamos ter confiado em vocês! Se não quiserem sair daqui a força, deem o fora! – Kouta e Takiyama, assustados, correram para longe dali, mas antes, Alice gritara.

– Espere! E o Takashi Onii-Chan!? Onde eles o levaram? – A garotinha estava certa quanto a sua preocupação.

– Tem razão! Eles armaram pro Takashi! O QUE FIZERAM? – Rei pegava a faca que Hoshido carregava e se aproximava dos rapazes que estavam prestes a pular o muro, mas antes que ela fizesse algum movimento, Takashi, coberto com sangue e sem sua camisa, aparecia no portão respirando de maneira ofegante.

– Estou de volta, pessoal. – No primeiro instante, Katou e Takiyama pularam o muro e foram para longe dali. Rei e Alice se aproximaram de Takashi.

– Você está bem? Aconteceu alguma coisa!? – Rei parecia realmente preocupada, Saeko e os outros do seu grupo também foram ver o rapaz.

– Parece que enfrentou muitas coisas lá fora, hein? Como conseguiu voltar? – Sabendo que Takashi já estava bem, Saya se aproveitava para fazer algumas provocações, mas a expressão do garoto parecia séria e um pouco abatida.

– Na verdade... eu estava prestes a ser morto, se não fosse ‘ele’.

– Ele? – Saeko o olhava apreensivo e curiosa.

– Aquele andarilho.

Horas mais tarde, Takashi, depois de tomar um banho (gelado, como só poderia), estava voltando para o seu quarto, na sala central da mansão, todos já acordados indagavam Miyamoto pelas ações dos três rapazes e principalmente, a ação de Saeko ao matar um deles. Todos não estavam conformados com a atitude da menina e a viam como um problema para o grupo.

– Parece que outra vez nós somos vistos como aberrações nos olhos dos adultos, não? – Rei aparecia na frente de Takashi que a olhava sem jeito.

– Você... me esperou sair do banho, é? – Takashi de alguma forma parecia feliz.

– Idiota! Não é como se eu tivesse te esperando, apenas tava com vontade de ir ao banheiro tá? E eu só queria... queria... agradecer, sabe. Você se meteu nessa por minha culpa, se não fosse por mim... – A garota falava de maneira pausada e gaguejando enquanto olhava para baixo, mas Takashi, cortando o assunto com delicadeza, se desculpava afagando sua cabeça.

– Eu que tenho que me desculpar sabe... Eu não estava aqui pra lhe proteger. Se não fosse a Saeko-San... – Rei pisava em seu pé enquanto ele falava.

– Não pense em coisas assim ok! Eles me pegaram desprevenida... – Os dois iam caminhando até seus quartos, ainda conversando.

– Então o Kouta vai ficar de vigia agora... parece que ele se diverte dessa maneira, é melhor do que dormir com ele fazendo aqueles barulhos, hehe. – O rapaz de alguma forma estava feliz por poder ter uma boa noite agora. Já na porta do seu quarto, antes que pudesse entrar, Rei segurava sua mão o puxando para si.

– Hã? Rei...-Chan? – Takashi ficara envergonhado ao sentir os seios da menina contra seu braço.

– Sabe... estou com vergonha de me encontrar com a Saeko-San agora... Eu me sinto inferior a ela... por ter sido salva, isso eu não suporto! – Rei parecia começar a chorar, mas Takashi a puxava para dentro do seu quarto e fechava a porta.

– Sendo assim, apenas durma aqui, oras. – O garoto dizia com total confiança.

– E-e-e-espere aí! Minha mãe tá nessa casa sabia idiota!? – Rei ficara totalmente vermelha.

– Mas ela está do outro lado, e não vai ousar abrir a porta... – Takashi olhava para o lado oposto de Rei também envergonhado.

– O que... o que tá querendo dizer hein!? – Enquanto se aproximava mais do garoto, Rei era agarrada pelo mesmo que a beijava loucamente. Ele jogava o corpo da jovem contra a parede do quarto e enquanto a prensava sentindo todo seu corpo quente, brincava com sua língua macia de maneira rápida, levando suas mãos pelas pernas e coxas da garota que apenas se deixava levar.

O beijo era interrompido e Rei tirava a blusa de Takashi com certa agressividade, logo em seguida, empurrava o garoto na cama o olhando de maneira sádica. Rei se ajoelhava no chão e rapidamente ia puxando o pequeno shorts que Komuro usava para dormir, juntamente com sua cueca. A fome de Rei era tanta que ela não podia mais esperar. Ao ver o membro do garoto exposto e todo ereto e volumoso em sua frente, a jovem segurava com suas duas mãos na cintura do rapaz e caía de boca em seu pênis. De início, ela apenas passava sua língua gentilmente, deixando-o ainda mais ereto, e aos poucos, fora o abocanhando de maneira mais intensa, até que ela estava o metendo rapidamente em sua pequena boca. Takashi tentava não gemer muito alto, apenas olhava para cima sentindo a língua de Rei roçando sobre seu membro que ficara molhado por sua saliva. Tirando sua boca do membro do rapaz, Rei deixava saliva escorrer por seu queixo e olhava para Komuro com um olhar louco de prazer, esperando para ser a caça dessa vez. Sem esperar que a presa fugisse, Takashi a segurava pela cintura com força e a colocava deitava na cama. Rapidamente ia despindo-a, dando leves beijos em seu corpo, quando finalmente chegou até sua vagina, abriu suas perna de maneira delicada e levantando-as, levou sua boca até a intimidade da menina. Lá ele passou a movimentar sua língua de maneira continua e apressada, Rei apertava a fronha da cama com suas mãos enquanto abria sua boca deixando saliva escorrer quase entrando em um orgasmo apenas ao sentir a boca do seu amado. Takashi lambia sua boceta e dava fortes chupadas, cada vez mais intensas e sem parar para respirar. Sem aguentar sem membro que pulsava instintivamente, o rapaz a colocou de bruços da cama e encaixou seu pênis na vagina apertada de Miyamoto. A garota deu um leve gemido que se ecoou pelo quarto, e sem que percebesse, já estava sendo penetrada por aquele membro que ela adorava. Komuro apoiava suas mãos na cama e pulava fortemente com seu pau na bocetinha de Rei, essa que segurava na parede tentando conter seu tesão.

– Por favor, eu quero mais Takashi-Kun... Takashi-Kun! – A garota não conseguia mais se conter, ao ouvir a voz de Rei, Takashi segurava em sua cinturinha e a colocava de quatro na cama. Ajoelhado, o jovem exercia cada vez mais pressão afundando seu pênis de maneira violenta até que Rei pudesse gozar e melar seu membro. Ele segurava em seus ombros para pegar mais impulso e continuava daquela maneira por alguns minutos, seu corpo já estava repleto de suor, a respiração de ambos estava fraca mas Komuro não conseguia parar, dessa vez puxava o cabelo de Rei enquanto lhe dava alguns tapas naquela bunda excessivamente macia.

– Não vou aguentar, eu quero você, vem pular em meu pau logo. – Takashi se jogara na cama no lado oposto e Rei rapidamente sentava em seu membro. A garota pulava de maneira precisa enquanto sorria de maneira safada arranhando o peitoral de Komuro que apenas levantara sua cintura fazendo Rei subir e descer afundando sua vagina em seu pau.

– Gosta que eu rebole assim delícia? – Rei parecia ter muita disposição para rebolar de maneira consecutiva, ela torcia o pênis do rapaz em sua vagina, fazia com que Takashi gritasse e a cama toda tremesse com o impacto dos corpos.

Depois de alguns minutos, Takashi e Rei estavam deitados na cama, totalmente exautos.

Saeko, em seu quarto, percebendo a falta de Rei, não havia dormido em todo aquele tempo. Ficou segurando seus punhos fortemente até que sangue saísse da palma de sua mão. Seu olhar era tenebroso.

Na região Oeste de Tóquio, a marinha nacional enviava um comunicado para o capitão no comando da evacuação final.

– Já está tudo pronto, capitão Ushido? – Uma mulher com a aparência jovem e um tanto magricela se aproximava do capitão Ushido, homem que liderava um grupo no intuito de evacuar uma área devastada de Tóquio.

– Parece que sim. Não vamos poder fazer nada com o resto... – Dizia o velho coçando seu bigode.

– Entendi. Sendo assim, vamos começar o plano da detonação de Tóquio.