Highschool Of The Dead - The Last Journey
14 Capítulo 14 - Choque dos Mortos
Mary seguia em passos largos na direção sudoeste da ilha. A chuva em um instante cessava, os pingos ficavam mais finos, o que facilitava a caminhada dos quatro em busca de Alice e Scot.
- Não é possível que ele tenha se escondido dentro da selva, eu não entendo qual é o intuito de capturar a Alice. – Rei, ao lado de Takashi, contestava as ações do companheiro de Rika.
- Eu conheço bem aquele maldito, apesar de não parecer, ele é inteligente. Se ele pegou a Alice ele queria que nós fossemos atrás dele. Eu ainda não sei como ele conseguiu fazer aquele estardalhaço com a Shizuka e os outros, mesmo eles não tendo poder de combate nem técnicas, os que ficaram na praia, incluindo Urui, todos tinha armas pra se defender. Como Scot derrotou todos tão facilmente assim como matou todos nesses dias? Ele me parecia normal como sempre na última vez em que o vi! – Rika se indignava por não poder descobrir o motivo de Scot começar essa matança, e além disso, como ele conseguira realizar tais proezas sem nem ao menos portar armas.
- E um detalhe, quando o vi correndo para floresta ele não possuía nenhuma arma, nem ao menos uma faca em mãos. Isso é estranho, visto que ele é um soldado, nunca deveria andar desarmado, ainda mais em um lugar desconhecido, ele não poderia ter tanta confiança assim. – Takashi também era outro que não conseguia compreender a origem das mortes e a procedência de como elas aconteceram, até que Mary, interrompendo seus passos seguindo na linha de frente, virava-se para Takashi e dizia:
- Ele não é um humano normal. Todos vocês, escutem. – A garota fez uma breve pausa, olhou para trás, para frente, e voltou sua atenção para todos. – Não que isso seja confidencial, já que chegamos a esse ponto. Tanto Scot como outras pessoas foram testadas com DNA dos mortos, o governo queria uma medida para contra atacar esses monstros que andavam por aí, e acabaram usando eles mesmos para fortalecer os humanos. O problema é que isso certamente seria 99% arriscado, mas mesmo assim, várias cobaias foram usadas, no início, os testes apenas falhavam um atrás do outro, nenhum humano conseguia sobreviver com essa ‘mutação’, tudo que se fazia era sacrificar vidas em vão, mas um professor de química dos Estados Unidos conseguiu, a muito custo, criar uma maneira desse vírus que afeta as pessoas se retardar no organismo, permanecendo de forma controlada, seria como um ataque cardíaco quando o coração de alguém se acelera demais devido a algum esforço. O vírus fora injetado em alguns soldados do Haiti, inicialmente, eles permaneceram durante uma semana com o vírus no corpo mas sofrendo pequenas mudanças de comportamento, mas, severas mudanças de força física. Não foi a musculatura nem a resistência, mas a região do cérebro que libera adrenalina ficou fora de controle, eles não podiam sentir dor nem controlar seus instintos, agiam de maneira a irem além dos limites físicos humanos, mesmo que seus nervos se estourassem. Depois de alguns dias os cientistas do laboratório Nyvid da Suécia conseguiram aprimorar os resultados. Agora eles haviam descoberto uma maneira de como ativar esse vírus somente em devidos momentos, já que, antes, o prazo de ‘validade’ para o vírus se propagar por todo corpo e matar os cobaias transformando-os em zumbis, era praticamente de 7 dias, mas com essa nova descoberta de desaceleração, quem é exposto a essa atividade consegue, deliberadamente, sobreviver a mais de dois meses e controlar manualmente quando o vírus poderá ser ativado. Parece loucura mas os testes deram certo. Cerca de vinte soldados foram mandados para zonas mais conturbadas para enfrentarem os mortos vivos de igual para igual. Não importa se eles eram arranhados ou mordidos, isso não faria nenhum efeito. Eles até podiam se misturar com os monstros que eles iriam achar que eram um deles. Se um esquadrão todo tivesse tais poderes, as coisas poderiam ser resolvidas em menos de uma semana. Mas infelizmente não foi isso que aconteceu. – Mary voltava a olhar para frente e caminhava em passos rasos em direção à trilha que seguira.
- Você está brincando comigo não é!? O governo americano fez isso mesmo? E o que aconteceu depois? Quer dizer que aqueles zumbis que Jouchi viu, e aqueles que encontramos na ponte... antes... eles eram cobaias? – Rei já havia entendido as coisas com clareza, mas ainda assim ficara insatisfeita com os fatos.
- Houve uma rebelião por parte do líder de um esquadrão que foi usado como cobaias, e as coisas saíram de controle. Mais ou menos 30 soldados fugiram desesperados atrás do cientista responsável pela criação desse vírus, procurando uma solução para suas futuras mortes. Muitos dele já morreram até chegarem aqui, mas Scot é um dos sobreviventes, e o motivo dele ter vindo parar aqui eu desconheço, ao menos que, alguém dessa ilha tenha alguma pista sobre o doutor Makai. – Rika, Takashi e Rei, os três não puderam acreditar ao ouvirem o trecho da conversa de Mary que falava sobre o criador ‘desse vírus’.
- O criador desse vírus, você disse? Está querendo dizer... quem começou esse apocalipse zumbi!? – Rika, apesar de não estar surpresa, se enfurecia com a possibilidade poder colocar as mãos no causador do fim do mundo. Takashi se sentia abismado com o que escutara. Rei se apoiava nos ombros do menino desconfortada, nunca imaginaram que o vírus fora criação de um ser humano.
- Basicamente. Makai Yuushi, um japonês neo-holandês, ele chegou a ser internado vários anos em um manicômio depois de ter sido capturado fazendo experimentos com sua mulher que estava desaparecida a mais de 2 anos. A polícia descobriu que ela havia morrido depois de cair da escada de sua mansão, e que desde então, Makai tentou uma maneira de revivê-la, mas há outra versão dessa história que diz que Makai foi quem a assassinou para testar na mesma uma de suas experiências que trazia para as pessoas a vida eterna. Mas anos atrás o mesmo foi solto depois de provar que tinha condições de se reintegrar na sociedade, mas como vapor ele despareceu. A CIA e o FBI estão em busca do miserável desde então, mas notícias sobre o mesmo foram proibidas de serem veiculadas, nem o governo japonês tem conhecimento sobre ele, aliás, diria que vocês são as únicas pessoas do Japão que sabem sobre isso. – Mary parecia ter enxergado algo vindo de longe, suas pupilas haviam se contraído depois de terminar sua explicação que era tida como surpreendente pelo restante que caminhava junto a ela.
- Uma coisa dessas é possível? Digo, ele não pode ter sumido do nada, criado um vírus zumbi que destruísse o mundo todo e ainda continuar desaparecido. Isso tem as mãos do governo, certamente. – Rei era segurada por Rika que a pedia para fazer silêncio.
- O que foi? – Takashi olhava para Mary que se abaixava se escondendo atrás de uma rocha.
- Tem algo ali, não estão vendo? – Rika apontava para o que parecia ser um tronco de madeira enterrado na areia a poucos metros do mar. Aquilo parecia se mexer mas com o tempo escuro e a chuva que caía não podiam analisar com precisão do que se tratava. Até que Mary, pela primeira vez demonstrando emoções, tinha sua face preenchida com total repugnância e nojo.
Saya e Kouta, juntamente das pessoas que os capturaram permaneciam sentados esperando a volta dos membros enviados por Marshall, mas vários minutos já haviam se passado e o líder ficara inquieto.
- Não pode ser que eles tenham fugido pra tão longe! Esses incompetentes de merda não conseguem nem capturar alguns lesados. – Ele chutava uma das partes do helicóptero depois de ter revistado o mesmo e nada de útil encontrado.
- Parece que eles é que se deram mal, hehehe. – Kouta sorria ao olhar para Marshall, que se aproximava do rapaz e dava um forte chute em seu rosto. – Isso confirma minha tese. – Kouta cuspia sangue mas não deixava de encarar o homem em sua frente com superioridade.
- Porra! Não podemos ficar esperando aqui, eu mesmo vou atrás desses merdas. Ra, você leva eles pro acampamento junto com Dizy, Carl, Hiroko, Ken e Miki. O resto vem comigo. Eu estou preocupado com aquele maldito que ficou apenas com o Nishi lá... – Marshall franzia sua testa e balançando a cabeça em sinal de protesto seguia com dois de seus homens o restante de seus companheiros desaparecidos. Os demais seguiam com Saya e Kouta em direção ao acampamento.
- Ei, que tipo de lugar vocês vivem? Por que estão fazendo isso tudo? Se todos os grupos da ilha ficassem juntos, as chances de sobreviver seriam maiores. – Saya olhava para Raquel que apenas ria ao ouvir a garota.
- Não seja tola! Aquelas pessoas da praia é que nos expulsaram! Nós não fizemos merda alguma, eles são uns demônios, eu sinto dizer mas, seus amigos correm muito perigo.
Saeko era a primeira a pisar no acampamento número um, local em que haviam chegado inicialmente na ilha. Ela podia ver algumas pessoas em pé andando de um lado para o outro meio a chuva que caía.
- Parece que estão esperando pela gente. Elas devem ter ouvido os tiros ou até nos vigiado. Acha que isso é um problema? – Saeko olhava para Miyamoto que carregava sua HK47 preparada para as consequência do encontro entre os grupos.
- Que se foda. Se eles não quiserem conversar de maneira educada, então vamos partir pro método não civilizado.
Howard se levantava e caminhava sem dar avisos até o local onde o outro grupo estivera, apenas sinalizando para Saeko e Frau que ele tentaria o primeiro contato e que o restante, deveria ficar atento e observando de onde estavam.
- Quem é você porra? Ah, o capitão do navio! Ei, Ted, é o Howard, parece que ele não ouviu nosso aviso né? – Um dos homens em pé em frente ao acampamento se aproximava de Howard dando um chute em suas pernas e fazendo-o se ajoelhar apontando uma arma para sua cabeça, e em seguida, chamava Ted, um rapaz alto com aparência sinistra portando dois facões em sua cintura.
- Quer alguma coisa? Veio sozinho? – Ted tirava um dos facões e encostava no ombro esquerdo de Howard.
- Queria conversar com vocês, sobre os nativos do meio da ilha. Poderiam nos falar quem são eles?
- Quem são eles? Você não iria gostar de saber.
- E por que eu não gostaria?
- Porque a verdade é pior do que você imagina.
- Nada pode ser pior do que meus pensamentos. – Dando um sinal com sua mão esquerda que fora erguida para cima, Howard indicava para o restante do grupo apelar para o método mais brusco de Miyamoto.
- TODOS AÍ, LARGUEM AS ARMAS E SE AFASTEM! – Miyamoto, Saeko, Masataki, Frau e Jouchi apontavam suas armas para o restante do grupo que se encontrava no lugar.
- Hey hey, calma lá madame. Vocês pensam mesmo em começarem uma briga aqui? Eu não diria que é muito sensato sabe. – Saeko percebia que o olhar de Ted se focava nas pessoas que estavam atrás dela, em questão, Frau e Masataki. Ao olhar para trás, tanto Saeko como Miyamoto viram que Frau e Masataki apontavam suas armas para as duas e Jouchi, enquanto sorriam de maneira sádica.
- Eu sinto muito por isso, eu avisei que vir pra cá não seria uma boa ideia. – Frau atirava em Miyamoto sem dar avisos.
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