No outro dia deixando tudo certo para o gatinho Sasaki se arruma e toma café para voltar para escola. Com certeza havia perdido bastante coisa, não faltaria mais. Na sala já no seu acento tudo volta ao normal. Só apenas não falava com o Bakugou. Mas não que ela se importasse. Na hora do intervalo ela mostrou fotos que já tinha do gatinho para as amigas e que mais tarde iria tratar dele.

—Já que todos estão aqui vou passar outro trabalho antes de vocês me entregarem o da semana passada, faram o trabalho na mesma equipe. – Aizawa.- Dessa vez quero que analisem seus companheiro de equipe vendo seus pontos positivos e pontos negativos. Quero isso daqui a uma semana.

Sasaki engoliu em seco, talvez falar com Bakugou seria mais cedo do que esperado. Ela virou para ele e ele já a fitava mal encarado.

Acabando as aulas Sasaki volta para casa leva o gatinho ao veterinário e começa a medicação dele. Deu um banho nele com o sabonete receitado pelo veterinário e o secou.

—Pronto você está lindo. Mesmo peladinho assim. Agora pode ser danado pela casa. .-Assim que ela soltou, ele subiu no sofá derrubando uma almofada no chão -Danado... – Ela pega a almofada colocando no sofá novamente. — Dandan? É um bom nome Dandan? Sinônimo de gatinho danado. Seu nome vai ser Dandan. -Sasaki pega ele no braço e ele tenta se soltar. – Mas mal chegou na nova casa já é afrontoso.

—Caso de Dandan resolvido, agora falta o outro caso. – Sasaki coloca o Dandan no chão que logo vai brincar com sua bolinha de brinquedo. Ela resolve confrontar Bakugou.

Em frente a casa dele Sasaki bate na porta e logo quem abre é o jovem loiro de cabelo espetado.

—O que você faz aqui mulher? -Bakugou coça os olhos cansado e irritado.

—Não podemos ficar assim faísca. Vamos resolver logo isso.

—Resolver o que? O que foi visto não pode ser desvisto. – Bakugou debocha.

—Eu vim aqui para resolvermos isso porque temos assuntos a resolver, ainda mais da escola. Mas se não quiser beleza! — Sasaki se vira.

—Não! Espera mulher! – Bakugou segura o braço dela.-Eu não vou pedir desculpas.

—Não me surpreende saber que você não iria pedir desculpas. – Sasaki fala.

—Então está tudo acertado. -Bakugou.

—Apagaremos aquele dia da memória e esta ótimo. – Sasaki fala, mas para o Bakugou aquilo ia ser difícil mas acenou que sim para finalizar esse assunto. -Então... O que falta no trabalho?

—Sua parte. – Ele se encosta na borda da porta.

—Ótimo! Vou estudar e fazer. É para quando?

—Amanhã. – Bakugou fala serio e despreocupado.

—Amanhãã?!!- Sasaki grita surpresa.- Mas como você fala tão despreocupado assim?

—Ué! Minha parte eu já fiz. — Coça o ouvido – Mas já você... – Solta um riso debochado. Solta

—Não mesmo. Você vai me ajudar! – Sasaki pega no pulso de Bakugou e entra na casa dele.

—Mas o que você está querendo mulher- Bakugou é puxado sem rodeios.

Sasaki passa pela sala falando com a Mitsuki sem antes perguntar onde era o quarto do Bakugou que logo sinaliza e Sasaki sai puxando o Bakugou. Que vai sendo levado praguejando para seu quarto. Chegando ao quarto Sasaki abre a porta e senta em uma almofada próxima uma mesinha.

—Certo me mostre o que você fez po- por favor. – Sasaki pede ao Bakugou um pouco nervosa por que também era a primeira vez que entrava em um quarto de um garoto.

Bakugou queria praguejar ela de todos os tipos de nomes que o viam na cabeça, mas parando para pensar mesmo de cabeça quente também era trabalho dele. E assim estando todo completo sua pontuação seria melhor. Então momento se deu por vencido pegou o trabalho,mais anotações e uns livros e sentou ao lado dela, não notando o nervosismo dela.

—Certo então vamos continuar de onde parei.

Bakugou explica a parte que já havia feito e Sasaki ouvia atentamente, nem parecia a garota avoada que normalmente era. Assim que ela entendeu começou a ler um dos livros, parecia que já sabia o que iria precisar. Sasaki lia um pouco e começava a escrever, algumas vezes conversava com Bakugou sobre o tema se ele concordava.

Ele sem perceber a observava atento, como seus lábios mexiam enquanto lia e escrevia silenciosamente, observava sua respiração, vendo seus peitos subirem e descerem, quase hipnótico para ele.

Parando para olhar ela é bem atraente, ele começava a observar discretamente, Kirishima estava até certo a um ponto por dizer que ela é gata, talvez até certo por demais. Pele parecia bem macia, branca como se não tomasse sol nenhum, com apenas alguns pontos rosados, ombros, suas bochechas, não era a toa também que seus seios eram nesse contraste.

—Bakugou você concorda com isso Sasaki aponta para o papel.

—Sim,sim. -Concordou sem nem mesmo saber do que ela tratava.

—Certo então! Isso vai demorar, mas terminamos hoje.

—Olá pessoal eu trouxe um lanchinho. -Mitsuki aparece.

—Obrigado Tia Mitsuki! -Sasaki

—De nada meu anjo. – Põe uma bandeja no canto da mesa.- Precisando de mais algo só avisar.

—Não precisamos de nada velhota. -Mitsuki ouvindo isso de Bakugou dá um cascudo seguro na cabeça do loiro.

—Olha como fala comigo no meio de visita pirralho.

Enquanto eles discutiam Sasaki ria da situação, a mãe de Bakugou sai e Bakugou a observa rir. Seu sorriso era bonito também, mas o que ele estava pensando porra?

—Tá rindo de que idiota? Foca no trabalho! -Bakugou segura na cabeça de Sasaki de uma forma que ela virasse para o trabalho.

—Ta já estou focada. -Sasaki fala dando uma mordida no lanche, assim Bakugou deita relaxado mas emburrado.

Já estava tarde em torno de 03:00 da manhã.

—Acabei! -Sasaki fala se espreguiçando. -Esta ouvindo Bakugou? -Quando Sasaki se vira para ele, nota que ele já estava dormindo. – Para que ficar acordado e tentar me ajudar não é?

Sasaki também se deita um pouco ao lado dele.

—Você nem parece estar sempre de tpm acordado. -Sasaki sussurra para não o acordar dando língua para ele, porem estava muito cansada para levantar e acabou dormindo automaticamente.

Já era cedo e raios do sol batiam nos olhos de Bakugou que estava incomodando, então senta com os olhos ainda fechados e apoia sua mão em algum lugar macio. Estranhava não era seu travesseiro, era meio que redondo e firme, achou legal o toque, continuando a apertar até ter coragem de abrir os olhos e ver o que estava a apalpar.

Assim que abriu os olhos, desliza o olhar do seu braço até a mão que estava a apertar com tanto gosto e ficou sem acreditar, puxou o ar e pois a outra mão na boca de surpreso.

—Puta que pariu! – Sussurou Bakugou e tirou a mão do peito de Sasaki.- Porra ela acabou dormindo aqui. -Ele olha para ela dormindo, a blusa tinha subido, estava acima da barriga quase com os peitos cobertos pelo sutiã a amostra. Bakugou olhava, desviava o olhar algumas vezes, mas olhava novamente. Ainda surpreso respirou um pouco e se aproximou , observou o sono pesado que ela tinha, seus olhos deslisaram novamente pelo corpo dela voltando para uma mecha de cabelo foda do lugar, assim a ajeitando no rosto da jovem, se aproximou mais um pouco, conseguia sentir a respiração dela, os olhos vermelhos de Bakugou estavam fixados nos lábios carnudos da que estava dormindo.Fechou os olhos e respirou lentamente, estendeu as mãos novamente para Sasaki e decidiu ajeitar sua blusa e se distanciar. Não é certo abusar. -Como ela dorme tão calmamente em um quarto de um homem. Eii mulher levanta está na hora. – Bakugou balança o ombro dela para a despertar que aos poucos ia acordando.

—Acabei dormindo aqui. -Sasaki da um sorriso bobo. – Bem já vou indo o trabalho de hoje esta feito, combinamos o outro depois.- Sasaki levanta e se espreguiça. – Te vejo daqui a pouco. – Bakugou acompanha ela até a porta.

Chegando em casa da uma olhada como Dandan, ajeita sua comida e caixa de areia e então se arruma para escola.

Na escola todos já sentados assistindo a aula de Aizawa.

—Coloquem os trabalhos na minha mesa e o trabalho de analise quero daqui a duas semanas.

Todos confirmam ao professor e voltam a focar na aula e assim foi até o intervalo, Sasaki está com as meninas conversando e lanchando, até que ela avista Hitoshi encostado em uma arvore lendo. Ela aponta para as meninas diz que vai falar com ele e elas confirmam que entenderam.

Ela deu uma corridinha para chegar a arvore, o vento bate e ela observa o jovem atento em sua leitura, fazendo seus cabelos bagunçados mexerem no ritmo do vento. Ela da uma parada, mas continua até o alcançar e sentar do seu lado.

—Oi! — Da um belo sorriso.

—Olá moça? Como está? — Hitoshi fecha o livro não antes de marcar a pagina em que parou.

—Estou bem. Não estou atrapalhando não é?

—Não mesmo. — Ele sorri para ela.

—Já dei um nome para o gatinho. — Sasaki fala animada.

—E é? Qual o nome?

—Dandan!

—Nome engraçado.

—Não é?! Sinônimo de gato danado! Ele se adaptou rapidamente a casa. Ele pula em todo canto em que alcança, derruba algumas coisas e fica com cara de que não foi ele. E está indo bem com o tratamento da pele dele.

—Entendo. Só tomar cuidado para não acabar pegando a micose moça.

—Sim estou tomando cuidado.

—Ótimo.

Assim que ele falou um silencio tomou o local, não era um silencio que incomodava, confortante até.

—Posso te fazer uma pergunta? — Hitoshi quebra o silencio.

—Pode.

—Por que você vem sempre me ver?

Essa pergunta pegou Sasaki de surpresa mas ela não demorou a responder.

—Por que eu gosto de você!- Sasaki sorri para ele.

Automaticamente Hitoshi sai do pálido para o rubro e assim que Sasaki notou o que disse também ficou.

—Não Hitoshi! Não entenda mal! Eu não estou me declarando para você! É... Eu só... Eu só quero dizer que eu acho você um rapaz legal, simpático, educado que me chamou atenção como amigo.

Eles ainda continuaram vermelhos e sorrindo meio bobos um para o outro.

—Eu não acho que eu sou tudo isso que você disse. – Hitoshi se encosta mais na arvore ficando mais a vontade mas ainda vermelho.

—Eu acho. – Sorri para o jovem.

Passou o tempo já próximo a voltarem para a sala e eles levantam suas mãos se tocam e sentem algo parecendo troca de energia e instantaneamente por se surpreenderem, soltando alguns risos sem jeito.

—Sasaki. Você poderia me passar o seu número?

—Hã... Sim, claro! – Sasaki passa seu numero para Hitoshi e logo salva o dele também.

—Vou voltar para sala. Até mais. – Ele vai em direção a sua sala e acena para Sasaki de costas.

A garota volta para se encontrar com as amigas, que estavam curiosas para saber o que estavam conversando enquanto iam voltando para a aula.

As aulas passam lentamente mais proveitosas, assim quando acaba Sasaki segue Bakugou para casa.

—Que tal começarmos hoje nosso trabalho de analise?- Sasaki fala animada.

—Quanto mais rápido fizermos, mais rápido me livro de você? — Bakugou bufa.

—Sim.

—Então me encontre lá em casa as 17:00.