High School Manual

7 O rádio quebrado de Jason


Notas iniciais
Mais um para vocês ♥ Espero que gostem!

Pov Jason

Acordei com o som do despertador. Levantei e me alonguei. Peguei o celular, conferindo mensagens e ligações. Nenhum sinal de Thalia, o que significava que eu teria que enrolar Zeus e Hera até que ela chegasse.

Olhei pela janela. Thalia saiu de um carro preto que parou do outro lado da rua. Ela me olhou e piscou um olho.

Fui até o rádio que tinha no meu quarto. Sorri colocando um álbum do Arctic Monkeys para tocar e aumentei o volume até o máximo. Não demorou muito para o teatro começar.

— JASON! QUE BARULHEIRA É ESSA?! – Ouvi meu pai gritar e bater na porta. Ri um pouco e vi Thalia subir no capô do carro e subir no telhado.

Zeus conseguiu abrir a porta.

— JASON BAIXA ISSO. – Ele tentou gritar por cima do som. Ele estava de samba-canção e robe, cabelo assanhado e cara de indignação: hilário.

— ACHO QUE ELE QUEBROU, PAI. – Gritei por cima do som. A esse tempo, Thalia já deve ter entrado em seu quarto, pensei.

Zeus se abaixou perto do som e o desligou da tomada, me encarando mortalmente. Cocei a cabeça e sorri sem jeito.

— O que está acontecendo? – Thalia apareceu no meu quarto com cara de sono.

Olhei para ela sorrindo.

— O rádio do seu irmão quebrou, Thalia.Os dois, se arrumem para escola, estão quase atrasados.

Meu pai saiu do quarto. Thalia sentou na minha cama. Parecia exausta.

— Como vai fazer para ficar acordada nas aulas? Você já se meteu em encrenca semana passada. – Sentei do seu lado. – A propósito, como foi a noite.

Ela suspirou.

— Melhor do que você pode imaginar. – Sorriu. – Agora vamos nos arrumar.

Pov Thalia

Quando voltei para meu quarto, a coisa que eu mais queria era me jogar naquele bolo de lençóis e travesseiros.

Para quem se pergunta como foi a noite com Luke, eu te resumo em uma palavra: Álcool. Fomos num mercado e compramos bebidas. Fomos para a praia, a mesma que fizemos o luau, ficamos lá a noite inteira. Esperando o sol nascer, falando besteiras.

Tomei um banho e me arrumei. Não notei a fome que sentia até comer o sanduiche que Jason preparou para nós. Peguei as chaves do carro e fomos para a escola. Não encontrei Luke, mas assim que vi Annabeth, tirei ela da roda do conselho estudantil e contei minha noite.

— Você é louca. – Sorriu. – E se seu pai descobrisse?

— Ia me deixar de castigo para vida inteira. – Ela riu. – Precisamos fazer isso uma vez, nós duas.

[...]

Quando o sinal do intervalo tocou, senti uma mão segurar meu braço quando ia sair da sala. Olhei e era a pessoa que eu menos desejava ver no momento.

— Precisamos conversar. – Percy disse.

— Precisamos mesmo? Achei que quisesse afastar pessoas mentirosas como eu, Jackson.

— Não é isso Thalia, eu preciso da sua ajuda.

— Da minha ajuda?! Como quando eu precisei da sua no primeiro dia de aula e você simplesmente me chamou de mentirosa e desligou a porra do telefone na minha cara?! – Gritei.

— Calma, Thalia.

— NÃO ME MANDA TER CALMA, EU TÔ EXTREMAMENTE CALMA SE TEM UMA COISA QUE EU TÔ É CALMA.

Ele fechou a porta da sala de aula vazia.

— Eu sei que você me odeia pelo o que fiz com você, mas entenda meu ponto de vista. Numa hora, você detestava Annabeth com todas as suas forças. Era fria com ela e não suportava ela na sua frente. Eu saio por meia hora e você me liga dizendo que a PRESIDENTE DO CONSELHO ESTUDANTIL está BÊBADA na escola e que precisa da minha ajuda. Eu não devia ter te chamado de mentirosa, mas eu estava furioso por você ter me dado um bolo no almoço. Enfim, admito que minha atitude foi errada, e peço desculpas. Se quiser aceitá-las, obrigado. Se não, eu não posso fazer mais nada por nós.

Abaixei a cabeça como se meus tênis fossem a coisa mais interessante daquela sala.

— Então? – Ele perguntou.

— Eu aceito as suas desculpas, Percy. Mas não pode fazer mais nada por nós.

Ele franziu a testa.

— Como assim?

— Eu nem sei por onde começar. – Dei um sorriso irônico. – Nós não podemos mais ficar juntos, porque eu estou... Você sabe, estou começando a gostar de outro menino.

Ele deu um meio sorriso tristonho.

— Tudo bem, pelo menos voltamos a ser amigos.

Sorri e o abracei.

[...]

— Então ele foi te pedir desculpas? – Luke perguntou e comeu mais uma batata.

— Isso mesmo. – Respondi.

Luke disse que tinha chegado na segunda aula, mas como tínhamos aulas diferentes, eu não o vi.

Estávamos eu, ele e Annabeth sentados em uma das mesas do refeitório almoçando.

— Finalmente vocês se entenderam. – Ela disse bebendo mais suco.

Sorri terminando de mastigar, mas quase senti a comida voltando quando o vi. Camisa de botões e colete. O cabelo preto arrumado.

— Eu não posso acreditar. – Disse em voz alta.

— O que? – Annabeth e Luke disseram ao mesmo tempo e olharam para trás.

— Quem é aquele? – Annie perguntou.

— Luke, preciso que você vá até aquele menino e se apresente. Diga que nunca o viu aqui e vá embora quando ele responder, pelo amor de todos os deuses, não o convide para almoçar na nossa mesa.

Ele me olhou confuso mais foi. Abaixei a cabeça e Annie fez o mesmo. Olhei discretamente eles conversando. O moreno parecia apresado. Respondeu a pergunta de Luke e saiu

Luke veio andando até nossa mesa tranquilo.

— Ok, o nome dele é Nico e ele está em intercâmbio.

Intercâmbio. Intercâmbio. Intercâmbio.

Quem inventou essa droga?

— Merda. – Xinguei.

— Tá, agora você conta quem é ele. – Luke disse.

— Aquele idiota é filho do cara com quem meu pai está fazendo negócios. Ele é da Europa e tem o sotaque mais irritante do mundo, é tudo o que sei sobre ele. Fora o fato de eu ter sido obrigada a concordar em sair para jantar com ele.

— Você tá numa encrenca. – Annabeth roubou uma batatinha do Luke e vendo ele sair do refeitório.

— Aí estão vocês! –A Galera chegou e sentou na nossa mesa, incluindo Percy.

— Temos ótimas notícias. – Disse Silena, animada.

— Quais? – Annabeth perguntou.

— Nossos pais vão viajar e voltam quinta. Eu e Silena temos a casa inteira só para nós durante quatro dias, e sendo nós duas as pessoas que somos, é claro que não vamos deixar esses quatro dias passarem batidos sem uma festa. – Piper disse e sorriu.

— Amanhã quero todos na nossa casa ás 20:00 – Silena bebeu seu suco.

— Mas porque tão tarde, meninas? – Perguntou Leo.

— Leo, meu elfo querido. – Alguns riram. – Quanto mais tarde começar, mais tarde vai terminar.

Notas finais
Sinto que essa festa vai ser um gancho perfeito para percabeth ♥ Comentem!