High School
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Acordei no dia seguinte com meu celular anunciando uma mensagem de Lily dizendo que sairia de casa dentro de pouco tempo. Ao olhar no relógio constatei que havia dormido mais do que o planejado e levantei já indo direto para o chuveiro, onde tomei um banho rápido.
Com os cabelos molhados me vesti apenas com uma bermuda e desci as escadas descalço e sem camisa, mas devidamente perfumado como ela sempre elogiava. Decidi não tomar café e esperá-la para almoçarmos juntos, então me sentei no sofá e matei o tempo mudando os canais da TV sem realmente prestar atenção.
Alguns minutos depois a campainha soou e do lado de fora da porta Lily estava parada com as mãos nos bolsos do short jeans que estava usando. Ela sorriu para mim antes de entrar e acariciou discretamente minhas costas quando me deu um beijo.
–Como foi o passeio? — Perguntei me dirigindo ao sofá com ela ainda abraçada a mim.
–Eu já imaginava que não seria legal, por isso sem novidades. — Respondeu quando já estávamos sentados lado a lado.
–Pelo menos foi um final de semana só. — Consolei.
–Onde está sua mãe? — Questionou se levantando do meu ombro. — Nem a cumprimentei.
–Ela não está.
–Mas ontem você disse que tudo bem eu vir almoçar com vocês. — Comentou confusa.
_Sim, e está realmente tudo bem, é só que depois que falei com você ela me avisou que iria sair e passar o dia fora com uma amiga. — Expliquei e Lily me olhou desconfiada, com um meio sorriso. — Mas não precisa se preocupar, ela deixou o almoço pronto então você está a salvo. — Ergui minhas mãos em sinal de promessa e ela gargalhou.
–Tudo bem, nesse caso então não tem problema mesmo. — Se juntou a minha brincadeira. — E qual é nosso cardápio de hoje?
–É lasanha de queijo, se já quiser comer eu posso preparar agora. — Ofereci.
–Eu gostaria. — Aceitou prontamente e se levantou do sofá para me acompanhar até a cozinha. — Vou poder ajudar a colocar a mesa e a lavar os pratos ou sua mãe deixou ordens para que você não me deixasse?
–Ela deixou ordens, mas podemos descumpri-las. — Aceitei sua ajuda. — Os pratos estão nos armários de cima, pode pegá-los por favor?
Foi legal almoçar na minha casa só com ela, conversamos bastante durante o almoço e Lily me ajudou depois com a louça, secando tudo enquanto eu lavava os pratos que usamos.
–Minha mãe ficaria envergonhada de mim se soubesse que você me ajudou com isso. — Informei e ela rolou os olhos como sempre fazia quando não concordava com algo.
–Não tem nada demais, só estou secando alguns pratos. — Expôs seu ponto de vista.
–Eu sei, mas ela acha que visita é visita, e não deve fazer essas coisas.
–Pois saiba que eu não ligo, então lá em casa você pode lavar a louça também. — Determinou, e eu ri um pouco de sua lógica.
–Claro, me lembrarei disso da próxima vez.
Secamos as mãos quando terminamos e fomos juntos até a sala, onde me sentei no sofá e ela fez o mesmo ao meu lado, colocando as pernas em cima do meu colo. Durante bastante tempo conversamos sobre tudo que lembramos, rimos bastante e namoramos um pouco, aproveitando o fato de que ninguém chegaria para nos flagrar.
–Vamos assistir um filme? — Lily convidou depois de um tempo enquanto eu distribuía alguns beijinhos por seu pescoço.
–O que quer ver? — Perguntei sem desviar minha atenção do que estava fazendo.
–Não sei, quais você tem?
–Estão no meu quarto, vou buscar. — Informei já me levantando para ir até a escada.
Notei quando ela se levantou também e deu dois passos atrás de mim, antes de comunicar:
–Vou com você.
–Tá bom. — Respondi displicente, contrariando toda a expectativa que assola alguém que vai levar a namorada ao quarto pela primeira vez estando sozinhos em casa.
Da primeira vez que ela esteve aqui não pudemos nos demorar porque meus pais nos esperavam para jantar , então trocamos apenas alguns beijos e descemos para nos juntar a eles. Hoje, no entanto, a situação era outra e o fato de minha cama estar uma bagunça só comprova o quanto me pegou de surpresa.
Assim que passei pela porta me dirigi ao meu criado mudo, onde ficavam os DVDs e Lily se encaminhou à minha escrivaninha, onde ficavam todas as coisas banais e úteis que eu tenho, como alguns personagens de filmes de ficção, meu computador, um porta retratos dos meus pais, o livro que estou lendo atualmente e os controles do meu vídeo game.
Observei-a enquanto ela avaliava tudo ali de costas para mim, mexendo em uma coisa ou outra, até se virar para mim e sentar-se ao meu lado na cama.
–O que temos? — Quis saber.
–Só esses, não são muitos, mas todos são legais. — Entreguei a ela os filmes disponíveis e me recostei no travesseiro atrás de mim para esperar que escolhesse .
Ela procurou por algum tempo até me entregar um filme de ação que eu também gostava bastante.
–Aqui, o que acha desse?
–Adoro esse filme. — Respondi e já emendei meu convite despretencioso. — Podemos assistir aqui, se preferir.
–Pode ser, parece mais confortável mesmo. — Comentou e se deitou onde eu estava antes de me levantar para ir até minha TV e o aparelho de DVD com o filme em mãos.
–Você é que parece estar confortável demais aí. — Brinquei e ela riu, mas continuou no mesmo lugar.
Antes de me juntar a Lily tirei sua sandália para que pudesse colocar os pés sobre o meu edredom e me deitei atrás dela como no dia da nossa festa do pijama. No início tentei ao máximo não pensar na junção dos termos sozinho em casa + namorada + deitados na minha cama, e por fim consegui me concentrar realmente no filme.
Durante alguns minutos, pelo menos, até ela começar a fazer um carinho gostoso no meu braço enquanto continuava concentrada na tela a nossa frente. Para retribuir me apoiei e dei alguns beijos em seu pescoço, aproveitando o acesso privilegiado que minha posição proporcionava a ele. Minha namorada gostava desses beijos, e notei quando ela riu e fechou os olhos aproveitando a sensação.
–Eu gosto desses beijos. — Sussurrou sem abrir os olhos.
–Eu sei. — Afirmei envolvendo meus braços em sua cintura e trazendo-a para mais junto de mim.
Continuamos assim até ela se virar para mim e iniciar o que eu certamente posso chamar de melhor beijo que trocamos até aquele dia. Não que nunca antes eu a tivesse beijado daquele jeito, mas era a primeira vez que ela estava deitada embaixo de mim, e foi inesquecível. As mãos de Lily corriam sozinhas para os meus cabelos quando a gente se beijava, e eu ignorei a ponta de ansiedade que me envolveu quando direcionei a minha mão ao seu quadril.
Acariciei suas coxas a mostra em toda a extensão que o short curto me permitia e senti sob meus dedos quando ela se arrepiou com a proximidade dos meus dedos ao seu bumbum, aproveitei o momento para voltar minha atenção ao seu pescoço e deixá-la livre para apreciar a sensação completa desse momento. Me senti igualmente arrepiado quando ela arranhou minhas costas nuas com a ponta das unhas, me fazendo arquear um pouco e ficar ainda mais grudado a ela.
Subi minha mão por dentro da sua camiseta e fiz o mesmo em suas costas, onde detive meus carinhos por alguns minutos enquanto ela beijava meu pescoço e a extensão dos músculos do meu ombro, definidos pelos jogos de basquete no time da escola. Sem muita certeza, acariciei sua barriga sob o tecido fino da camiseta e me senti em êxtase com o som de satisfação que ela soltou quando meus dedos tocaram seu sutiã pela primeira vez.
Acariciei seus seios por cima da peça e senti meus cabelos serem puxados um pouco mais forte quando ela gemeu de novo em meus ouvidos, me fazendo sorrir contra sua boca. Nos viramos na cama depois de um tempo para que ela se acomodasse obre meus quadris e antes de voltar a me beijar trocamos um sorriso muito cúmplice.
Aproveitei toda a liberdade que minhas mãos ganharam nessa posição e a intimidade recém adquirida para acariciar o corpo de Lily enquanto ela também deslizava seus dedos pela minha barriga, me causando arrepios constantes e beijando meu pescoço.
Prendi a respiração e senti meu coração falhar quando ela começou a descer seus beijos pelo meu peito, em direção a minha barriga. Mordi o lábio com força diante da sensação nova e não consegui segurar um gemido baixo quando ela mordiscou perto do meu umbigo enquanto suas mãos acariciavam minhas coxas por baixo do short largo. Ouvi quando ela riu baixinho diante da minha satisfação e não consegui não rir também.
–Lily… — Murmurei em um tom de advertência que dizia claramente que ela não precisava parar.
Minha namorada riu de novo antes de começar a trilhar o caminho inverso, novamente em direção a minha boca. Me sentei na cama e ela se acomodou no meu colo, de frente para mim, no entanto antes que me beijasse novamente segurei a barra de sua camiseta e a olhei demonstrando minha intenção. Quando entendeu o que eu queria levantou os braços para me ajudar a passar a peça por sua cabeça e jogá-la ao lado da cama.
Parei um momento para admirar seu peito coberto apenas por uma peça preta e discreta, mas que a deixou incrivelmente sexy. Subi minhas mãos novamente pela sua barriga e já sem constrangimentos a acariciei sobre o tecido fino, para depois nos virar novamente e me deitar sobre ela.
Retribuindo a sensação que senti desci meus lábios por seu pescoço e me demorei no decote avantajado da única peça que ela vestia ali, segui meus beijos por sua barriga e explorei com os lábios o espaço que o cós do short me permitia. Empolgado pelo clima do momento desci meus lábios até suas pernas e beijei também a parte interna de suas coxas expostas pela peça curta que ela vestia, em troca ganhei um gemido longo, seguido pelo meu nome sendo pronunciado da maneira mais sexy do mundo.
Após alguns minutos me deitei novamente em cima dela e nos beijamos afoitos enquanto ela acariciava com urgência minhas costas expostas. Desci minha mão por entre nós dois até alcançar o botão fechado do seu short.
–Posso? — Perguntei nos separando o suficiente para olhar para ela.
–Sim. — Respondeu tão ofegante quanto eu estava.
Me ajoelhei entre suas pernas enquanto ela permaneceu deita à minha frente e com as mãos levemente trêmulas desabotoei e abaixei o zíper de sua roupa, revelando um pedaço pequeno da calcinha que parecia combinar com o sutiã. Nos olhamos por um instante e com o coração aos saltos puxei a peça para baixo na intenção de tirá-la.
Antes, porém, que ela alcançasse a metade de suas coxas, ouvimos o som estridente da campainha tocando e assustando a nós dois. Praguejei baixinho e apoiei meu rosto em sua barriga para superar a frustração, enquanto Lily puxou meu travesseiro e cobriu o rosto com ele fazendo o mesmo.
–Podemos ignorar. — Sugeri depois de alguns segundos.
–E se for importante? Melhor atender. — Negou minha sugestão.
Respirei fundo antes de me levantar e ela me acompanhou quando fiquei de pé. Olhei quando ela ergueu e fechou novamente o short e peguei uma camiseta para mim no guarda-roupa enquanto ela vestia a própria e calçava novamente os sapatos, para então descermos juntos as escadas.
Quando chegamos à sala a campainha já havia soado mais duas vezes, então tratei de abrir a porta logo enquanto Lily se sentava novamente no sofá. Do outro lado estava minha confirmação de que esse chamado poderia, sim, ter sido ignorado.
–Mas que demora é essa, James? — Sirius reclamou assim que a porta foi aberta.
–O que é que vocês estão fazendo aqui? — Perguntei a ele e Remus sem me preocupar em ser simpático.
–Viemos te fazer companhia. — Remus respondeu enquanto entravam sem esperar meu convite. — Ops… — Se deteve a meio caminho do sofá quando notou minha namorada sentada ali e disfarçando uma risada. — Onde está a Sra. Potter? — Questionou baixinho, para que só eu ouvisse.
–Saiu com uma amiga. — Informei não tão discreto quanto ele.
–Estamos atrapalhando? — Sirius perguntou de maneira sugestiva, com um sorriso de canto.
–Sim, estão. — Lily respondeu tão direta quanto ele havia perguntado.
–Então nesse caso vamos embora, não é Sirius? — Remus se prontificou, um pouco mais sem graça que o outro.
–Pare de ser idiota, Remus. Não precisam ir embora. — Ela contestou, rolando os olhos para indicar que isso era desnecessário.
Com uma opinião diferente da dela sobre a presença deles, me sentei ao seu lado no sofá e os dois se acomodaram a nossa frente. Antes que o silêncio constrangedor começasse sugeri algo que provavelmente diminuiria o estrago que eles causaram na nossa tarde.
–O que acham de ligar para Lene e Alicia? Podemos pedir pizza para jantar.
–Lene? — Sirius perguntou, imediatamente atento no que eu dizia.
Nós três rimos do seu espanto e ele disfarçou nos lançando um gesto obsceo.
–Eu ligo para elas. — Lily se ofereceu e levou a mão ao bolso vazio do short. — Você viu meu celular? — Perguntou me olhando.
–Não te vi com ele nas mãos hoje. Onde estava? — Respondi olhando em volta em busca do pequeno aparelho.
–No bolso do meu short. — Informou me olhando, e imediatamente soubemos onde ele estava. — Acho que caiu.
–Vou buscar. — Me ofereci.
–Não, deixe que eu busco. Se importa? — Neguei com a cabeça indicando que não e ela se levantou, indo em direção às escadas.
Assim que ficamos a sós olhei para meus amigos que tiveram a sensibilidade de fingir não escutar nossa conversa e acabei rindo com a expressão que ambos exibiam.
–Que péssimo momento para aparecer aqui. — Remus comentou, fazendo Sirius e eu concordarmos com a cabeça em um gesto mudo.
–Estou me sentindo quase sem graça. — Sirius se lamentou falsamente e eu joguei nele uma almofada. — Vocês…? — Perguntou curioso, sem ser necessário terminar a frase para que eu entendesse.
–Não.
–Mas vocês iam…? — Pediu mais informações, a expressão claramente curiosa.
–Não sei. — Contestei sincero, mas de má vontade.
Ele abriu a boca para perguntar algo mais, mas os passos na escada indicando que Lily já estava voltando o fizeram se calar.
–Pronto, falei com elas. Alicia vem. — Informou, se jogando novamente ao meu lado.
–E a Lene? — Sirius perguntou imediatamente.
–Vem também, mas é mais legal informar só depois que você pergunta. — Disse ela, nos fazendo rir.
Nos trinta minutos que as duas demoraram para chegar conversamos sobre nosso primeiro final de semana de féria. A única que havia feito algo diferente era Lily, então ela monopolizou metade da conversa falando sobre sua viagem rápida e nada legal, mas que ainda era uma viagem.
Quando a campainha tocou Sirius deu um pulo no sofá, que ele logo disfarçou se levantando e dizendo que abriria a porta. Observamos de onde estávamos quando Alicia entrou dizendo um oi geral para todos e, atrás dela, Marlene adiantar-se frente a um Sirius quase tímido e grudar os lábios nos dele, em um selinho de cumprimento, antes de dirigir-se a nós.
A conversa com eles era sempre fácil, então a tarde foi descontraída e gostosa, em meio a muitas gargalhadas. Durante bastante tempo falamos também sobre a expectativa de faltar apenas alguns meses para irmos para a faculdade, e os planos de cada um para essa nova fase.
Antes mesmo de notarmos que o dia já havia acabado a porta da frente se abriu e por ela passaram meus pais de mãos dadas e conversando alegres.
–Uma invasão na nossa casa, querido? — Mamãe comentou com ele, nos fazendo rir.
–Olá, tia! — Sirius se adiantou e lhe deu um abraço. — Não temos culpa disso, James insistiu para que viéssemos.
Seu comentário nos fez rir com gosto, e após cumprimentar a todos meu pai nos questionou:
–Já comeram alguma coisa?
–Não ainda, papai. Vamos pedir pizza. — Informei a ele nossos planos.
–Pizza parece ótimo mesmo, mas o que acha de fazermos sanduíches, amor? — Argumentou ele, se dirigindo a minha mãe.
–Se todos eles quiserem. — Concordou, pedindo indiretamente nossa opinião.
–Eu acho que todos querem sim. — Sirius opinou.
–Ok, vou me trocar e desço para prepararmos. — Papai falou antes de subir as escadas.
Minha mãe se sentou conosco por alguns minutos até que ele voltasse e então os dois foram para a cozinha e nos deixaram sozinhos na sala novamente. Alguns minutos depois eu os ajudei a colocar as coisas na mesa e comemos todos juntos, aproveitando o momento agradável entre amigos e junto com meus pais, que sabiam como ninguém se juntar à conversa da turma.
Alicia e Remus moravam próximos, então quando a mãe dele veio buscá-lo deu a ela uma carona para casa. Sirius perguntou a Marlene em determinado momento, e com as bochechas vermelhas, se ela queria que ele o acompanhasse até em casa, e então saíram juntos alguns minutos depois dos dois primeiros, e Lily iria ligar para que a buscassem também, mas meus pais se ofereceram para levá-la para casa e não foi necessário.
Durante as férias não houve mais nenhuma oportunidade de ficarmos juntos e sozinhos, mas nos vimos com frequência. Marlene e Sirius aproveitaram esse período longe da escola para se acertarem também, então nosso último final de semana em casa passamos no shopping e no cinema, em um típico passeio de casais. Era estranho ver meu amigo mais quieto que o normal e de mãos dadas com ela, que era tão séria e o oposto dele, mas nos acostumamos logo com isso.
O relacionamento deles chocou um pouco nossos colegas de escola, como o nosso próprio havia feito, mas ao fim do primeiro mês após o retorno das aulas ninguém mais se importava com isso.
Lily e eu estávamos cada vez mais íntimos, e apesar de ainda não termos oportunidade de dar um passo a mais no nosso relacionamento, não foram poucas as vezes que repetimos pelo menos um pouco dos amassos do dia no meu quarto.
Já perto do final do ano começaram as inscrições para a faculdade, e combinamos de decidir juntos para onde iríamos, pois nenhum de nós gostaria de ficar longe um do outro. Assim, numa sexta a tarde, depois da aula, fomos juntos para minha casa com todos os folhetos em mãos, subimos para o meu quarto depois de cumprimentar minha mãe e nos setamos cada um de um lado da minha cama para decidir entre todas as opções espalhadas entre nós.
Levamos em consideração o que ambos gostaríamos de fazer e chegamos a um consenso do que seria bom para ambos, assim ao final da tarde nossas opções já estavam decididas e as escolhas feitas, faltando apenas as inscrições.
Terminamos o ano com boas notas e após o último dia de aula fomos até a sorveteria do Joe para a última sobremesa gelada como alunos do ensino médio.
–Dá para acreditar que acabou!? — Lene exclamou sorridente, sentada ao lado do namorado.
–Vou sentir saudades. — Alícia comentou pensativa.
–Só você, eu acho. — Sirius opinou.
–Eu também vou sentir. — Lily afirmou. — Principalmente de ver vocês todos os dias.
–Mas agora começa uma fase mais legal. — Remus falou pela primeira vez desde que nos sentamos.
–Alguém aqui já recebeu resposta de alguma universidade? — Perguntei a todos.
–Não. — Disseram em uníssono.
–Tomara que não demorem, estou ansiosa para saber se fui aceita. — Alícia expressou sua preocupação.
–Alícia, de todas nós você é a que menos deveria se preocupar, suas notas são excelentes. — Marlene afirmou, recebendo o apoio de todos sobre o que havia dito.
–Vamos nos ver sempre, não é? — Lily questionou, em um tom saudosista.
–Claro que sim. — Confirmamos.
–Joe! — Sirius chamou com um grito e ele nos olhou. — Por favor, traga um milk shake para cada. Precisamos brindar o fim da escola. — Caímos na gargalhada com sua intenção, mas no fim fizemos exatamente isso.
Usei os primeiros dias para organizar meu quarto e me desfazer de todas as coisas que não seriam mais úteis daqui para a frente. Nas primeiras semanas nos vimos com tanta frequência que nem parecia que já não estudávamos mais juntos, e depois disso começamos às viagens com a família antes que as novas atividades tomassem todo o nosso tempo.
Mais ou menos um mês depois do fim das aulas acordei no meio da manhã com minha mãe me chamando da porta do meu quarto.
–James, vou sair com a Sra. Flint. Não precisa me esperar para almoçar, voltaremos no fim da tarde. — Informou e eu confirmei com a cabeça desejando um bom passeio.
Antes mesmo que eu voltasse a dormir ouvi a voz dela novamente, dessa vez na sala.
–Lily? — Exclamou confusa. — Bom dia, que bom vê-la.
–Bom dia, Sra. Potter. Eu já ia tocar a campainha na hora que a porta se abriu. — Ouvi a voz da minha namorada responder. — James está?
–Sim, ainda está dormindo. Você se importa de chamá-lo? Estou de saída.
–Claro que não, não se preocupe comigo. Bom passeio. — Lily desejou e segundos depois ouvi seus passos subindo as escadas.
Ela abriu a porta do meu quarto sem bater e me encontrou ainda bem sonolento, mas já desperto.
–Tão cedo? O que aconteceu? — Perguntei quando ela se jogou ao meu lado e me deu um selinho.
–Bom dia. — Cumprimentou ignorando minha pergunta, mas sorrindo e me indicando que estava tudo bem.
–Vou ao banheiro, me da um minuto. — Anunciei antes de jogar as cobertas para o lado e me levantar.
Nenhum de nós dois se incomodou por eu estar vestido apenas com uma cueca, e quando retornei a encontrei deitada na minha cama e já sem sapato. Me joguei ao seu lado e nos grudei em um abraço confortável.
–A que devo a honra essa hora? — Quis saber
–Você abriu o site da universidade?
–É hoje? — Perguntei com os olhos arregalados, não me lembrando do dia em que os resultados seriam divulgados.
–Sim. E nós dois fomos aceitos! — Exclamou com a felicidade visível.
Comemoramos com algumas exclamações mais escandalosas e um abraço apertado que ela retribuiu com um tapa dizendo que não conseguia respirar assim.
–Não acredito que deu certo! — Exclamei depois de soltá-la.
–Nem eu. Isso quer dizer que nos mudaremos em um mês.
–Precisamos de um apartamento. — Comentei pensativo.
–Sim, tenho que falar com meus pais sobre isso. — Antes de continuar se apoiou nos braços e me olhou sorrindo. — Vamos mesmo morar juntos? — Questionou os planos que fizemos tantas vezes ao longo dos últimos meses.
–E por que não? — Dei de ombros e apoiei minha mão na curva de sua cintura. — Vai ser demais.
–Vamos poder receber os amigos sempre que quisermos. — Opinou.
–Sim, e também vamos ter tempo sozinhos sem que ninguém chegue. — Me referi ao fato de que alguém sempre interrompia nosso clima.
Lily gargalhou ao meu lado e arrumou os cabelos para trás.
–Por falar em tempo, hoje estamos sozinhos novamente. — Comentei despretensioso, mas já me aproximando dela.
–Que horas sua mãe volta? — Me perguntou jogando os braços em volta do meu pescoço.
–No fim da tarde, me disse para não esperá-la para o almoço. — Informei e afundei meu rosto no seu pescoço, já deitado em cima dela.
–Isso é tão bom que quase não consigo acreditar. — Murmurou antes de me beijar.
Suas mãos se infiltraram em meus cabelos e as minhas por sua camiseta, nos beijamos primeiro com calma e aprofundamos nosso beijo lentamente, pois tínhamos todo o tempo do mundo. No momento em que mordi de leve seu lábio inferior ouvi a porta da sala sendo aberta.
–James, voltei querido. Sara, a filha da Sra. Flint, acordou passando mal e ela a levará ao médico. Convide a Lily para almoçar conosco, vou prepara algo para nós. — Minha mãe gritou tudo de uma vez, sem me dar tempo de responder.
Minha namorada prendia o riso e eu fazia o mesmo, acreditando que realmente seria bom demais para ser verdade.
–Quer almoçar conosco? — Refiz o convite que ela já havia ouvido.
–Seria ótimo, obrigada. — Agradeceu com cortesia e rimos disso.
–Espero que morar sozinhos signifique que essas cisas não irão acontecer. — Pedi como uma prece.
–Estou contando com isso. — Reafirmou meu pedido, ainda deitada embaixo de mim.
Ela esperou que eu me vestisse e de mãos dadas descemos as escadas para contar à minha mãe as novidades sobre o nosso futuro.
Fim.
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