Notas iniciais
Oi meus amores. Olha desculpa pela demora, mas é que pela primeira vez eu não sabia o que escrever nesse cap. Prometi também que ia postar ontem, mas tinha uma prova e tive que estudar. :/
Mas aqui esta o cap 17. espero sinceramente que gostem e deixem revies e recomendações para eu ficar mais feliz ok??
E muito obrigada a vocês lindonas que deixaram review no ultimo capitulo e aos fantasminhas que estão acompanhando ai essa fic maluca. E graças a vocês a fic já tem quase 200 reviews então esse cap é dedicado a cada lindona que comentou e a cada lindona e lindão que estão acompanhando ok??
Bom, boa leitura e espero que gostem.

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P.O.V Miah Calleigh

Assim que mudamos para Los Angeles, eu vendi meu apartamento. Nunca pensei que um dia precisaria dele, agora não tenho para onde ir. Mas precisava de um lugar para ficar até comprar um novo apartamento para eu e Sophia ficarmos. Então liguei para o John, sabia que ele iria me apoiar.

O táxi estacionou na frente do prédio onde John mora e ele já estava lá embaixo esperando. O motorista me ajudou com as malas já que a Sophia dormiu nos meus braços depois de tanto chorar chamando pelo Nathan.

— Miah o que aconteceu? – perguntou John enquanto o táxi ia embora.

Não falei nada, o abracei e as lagrimas voltaram. Ele passou seus braços em torno do meu corpo, cuidando para não machucar a Soph que ainda dormia.

— Vamos lá para cima e você me conta direito essa história.

Ele pegou as malas e fomos para o seu apartamento, que era enorme para um homem que morava sozinho. Deitei a Sophia no quarto de hóspedes e voltei para sala, onde ele me esperava.

— Conta tudo. – falou.

Deitei minha cabeça em seu ombro e contei tudo que vi, minhas lágrimas voltaram com mais intensidade. John cerrou os punhos de raiva.

— Eu vou matar aquele idiota. – esbravejou levantando-se.

— Não John, ele ainda é pai da minha filha. – falei e ele me olhou.

— O como vai ser quando se encontrarem no trabalho? – perguntou um pouco mais calmo.

— Não sei e também não quero pensar nisso. Só quero um banho e descansar um pouco, amanhã tenho que começar a procurar um apartamento. – falei.

— Não, você vai ficar aqui comigo. Esse apartamento é grande demais. – falou e sorriu.

— Muito obrigada, mas eu quero começar minha vida, eu e minha filha. – ele assentiu.

Fui para o quarto de hóspedes, Sophia ainda dormia, peguei uma roupa dentro da mala e fui para o banheiro. Enchi a banheira com água quente, prendi o cabelo em um coque e entrei. Fechei os olhos e fiquei revendo minhas lembranças com o Nathan, só ao lembrar da primeira vez que ele foi trocar as fraldas da Sophia.

Flashback on

Nunca passou pela minha cabeça ter um filho, então mal sabia o que era uma fralda. Minha sogra fez um curso intensivo me ensinando o básico para se criar uma criança e disse que o resto eu aprendia com o tempo.

No primeiro dia da Sophia em casa, Nathan resolveu que queria trocar a fralda dela. Fiquei com medo, mas não impedi afinal ele teria que aprender.

— Amor tem certeza que quer fazer isso? – perguntei.

— Claro, eu tenho que aprender. E se você estiver em uma externa e eu precisar ficar ela? Como vou fazer? – falou divertido.

— Primeiro você sabe muito bem que eu só vou em uma externa aqui a cinco anos e a Sophia não vai mais usar fraldas aos cinco anos. – falei e ele fez uma careta. – Ta tudo bem, vai trocar ou não? – perguntei.

— Claro me dá ela aqui. – falou pegando a Sophia nos braços e a colocando no trocador com cuidado.

— Primeiro você pega a frau... – ele não deixou eu terminar.

— Eu sei, deixa comigo. – falou e eu me afastei.

— Vou tomar banho, Nathan cuidado. – falei e ele nem me ouviu.

Fui para o banheiro, mas não tranquei a porta caso o Nathan precisasse de algo. Coloquei a banheira para encher enquanto me livrava das roupas. Assim que coloquei o pé dentro da banheira Nathan me gritou.

— Miah vem aqui, rápido. – falou.

Vesti o roupão e corri para o quarto. Dá porta dá dava para ouvir o choro da Sophia. Nathan me olhou apavorado, tenho que admitir que ele conseguiu limpar ela, mas colocou a frauda do avesso, deixou os lenços umedecidos rolarem pelo chão e estava todo sujo de talco, o que ele também tinha deixado cair na Sophia.

— Tem certeza que consegue? – perguntei rindo da situação.

— Dá para ajudar aqui? Acho que machuquei ela. – falou um tanto quanto apavorado.

— Não machucou. Ela só não gostou que tenha mexido nela. – falei rindo limpando o talco que o Nathan havia derramado sobre ela e arrumei a fralda, vestindo-a logo em seguida. Ele ficou observando tudo com atenção. – Pronto. – falei, pegando Soph nos braços que voltou a dormir instantaneamente.

Nathan me abraçou por trás, passando seus braços sobre a Soph. Beijou o topo da minha cabeça e sorriu.

— Vocês são a minha vida agora. – falou.

Flashback off

Nem percebi que chorava. Lembrar de quando ele dizia que me amava doía, já que agora sei que tudo não passou de uma mentira.

Fui despertada dos meus pensamentos com batidas na porta. Era John avisando que o almoço estava servido, mas não estava com a mínima fome. Não conseguia pensar em comer quando meu mundo e tudo que eu acreditava estavam se desmoronando.

Sem pressa sai da banheira, sequei-me e coloquei a roupa que havia pegado na mala. Sai do banheiro e vi John sentado na poltrona com a Sophia no colo, que ainda estava com os olhinhos vermelhos de tanto chorar.

— O almoço esta pronto. – repetiu ele.

— Estou sem fome. – falei indo direto para a cama.

— Você tem que comer. – disse ele.

— John não estou com cabeça para comer, faz um favor. Dá comida para a Soph vou aproveitar para ficar um pouco sozinha. – falei. Ele não falou nada, apenas assentiu e saiu do quarto levando a Soph junto.

P.O.V Lauren W. Jensen

Eu estava brava, ou melhor, possessa com o Nathan. Como ele pode fazer aquilo com a Miah? Foi um pouco difícil de acreditar nessa historia do Nathan com a Olívia, mas não foi tão surpreendente. Sempre soube que minha ex-cunhadinha era uma vagabunda, mas não sabia que chegaria á esse ponto.

As da casa dele e corri para a minha, precisa achar a Miah e saber como ela esta. O problema era que ela atendia ao telefone e eu já estava começando a ficar preocupada. Corri até em casa e a Cindy estava olhando desenho enquanto Elister fazia algo no notebook.

— Vai há algum lugar? – perguntou Elister quando me viu andando de um lado para o outro.

— Preciso achar a Miah. – falei.

— E ela esta perdida por acaso? – sorriu.

— Provavelmente sim. – falei e ele me olhou curioso, fechou o notebook e caminhou até mim.

— Lauren o que esta acontecendo? Você esta agitada e o lance da Miah estar perdida foi brincadeira. – falou ele.

— Mas o pior que ela pode estar pedida mesmo. – falei. – Aconteceu uma coisa horrível; a vaga... – parei de falar quando notei que Cindy nos olhava. – A Olívia conseguiu destruir o casamento do Nathan e da Miah.

— Você esta se preocupando a toa, aposto que eles brigaram por que a Miah sentiu ciúmes da Olívia. Daqui a pouco ela volta. – falou ele.

— Você não esta entendo. Miah pegou o Nathan beijando a Olívia e parece que agora eles voltaram. Eu estou preocupada por que ela saiu com a Sophia e não disse para onde ia. – falei sentando na escada. Elister sentou-se ao meu lado e me abraçou de lado.

— Ela esta bem. Já tentou ligar para o celular dela? – perguntou ele. Lancei um olhar assassino para ele. – Claro deve ter sido a primeira coisa que você fez. – Tentou ligar para a Jess? John? – falou ele.

— O John, claro como eu não pensei nele? – falei levantando e indo até o telefone.

Nunca vi uma pessoa demorar tanto para atender o telefone. Estava começando a achar que estavam me evitando. Até que escuto a voz do John.

Alô. – diz ele.

— John, Lauren. A Miah esta ai com você. Estou desesperada atrás dela. – falei.

Bom ela não queria que eu contasse, mas esta sim e esta precisando de você. – disse ele agora com preocupação.

— E a Sophia? – perguntei.

Esta aqui, brincando. Chora querendo ver a Miah, mas ela esta trancada no quarto. – falou ele.

— Okay, estou indo para ai. – já ia desligar o telefone, quando lembrei do mais importante. – John onde você mora? – perguntei.

Antes de sair deixe instruções para o Elister. Peguei meu carro e dirigi o mais rápido possível até o prédio do John. Confesso que quase matei um cara enquanto atravessava a rua, mas não estava nem ai ninguém mandou ficar na minha frente. Estacionei de qualquer jeito e fui para a entrada do prédio, onde o porteiro já me aguardava.

Toquei a campainha e o ele logo atendeu. Era estranho ver o John de jeans e camiseta, parece que perdia um pouco a seriedade.

— Que bom que veio. – disse ele e sorriu. Conduzindo-me até a sala, onde a Sophia brincava com o controle da televisão. – Ela se trancou no quarto na hora do almoço e não saiu até agora. – falou.

— Eu falo com ela. Onde é o quarto? – perguntei.

— Segunda porta a direita. – disse apontando para o corredor.

Fui onde o John tinha mostrado e parei na frente da porta. Do corredor dava para ouvir os soluços. Abri a porta lentamente, entrei no quarto escuro, já que as janelas estavam com as cortinas fechadas. Miah estava deitada coberta com o edredom.

— Miah. – chamei enquanto me aproximava da cama.

Ela virou-se e deu para notar os olhos inchados, provavelmente de tanto chorar. Doía ver minha amiga assim, mesmo aquele idiota sendo meu irmão ela não merecia passar por isso.

Miah sentou-se na cama e esticou os braços, era visível que precisava de um abraço. Corri até ela e a abracei, senti suas lagrimas molharem minha camiseta, mas não me importei.

— Por que isso esta acontecendo comigo hein? Por que justo eu? – falou entre soluços e lagrimas.

— Eu... Não sei explicar. Não faz sentindo Miah, ele te ama, sempre amou. – falei, mas até eu estava duvidando dessas palavras.

— Não Lauren, ele não me ama, ele confessou que nunca a esqueceu. – falou separando-se do abraço. Ela deitou novamente ficando de costas para mim. – Mas agora eu quero esquecê-lo. Esquecer que um dia ele esteve na minha vida, esquecer que um dia eu o amei... – a interrompi.

— Você ainda ama, e não vai conseguir esquecê-lo. Vocês têm uma filha juntos, Miah tem que ter algo de errado nisso ele não seria capaz de te trair, para e pensa. – falei.

— Se tivesse algo errado ele teria me dito, mas não ele confessou que a amava, foi demais para mim. Eu fui humilhada, enganada e traída isso não tem perdão. – falou por fim. Seria inútil discutir, ainda mais nesse estado que ela se encontra, teria que dar um tempo para ela esfriar a cabeça e pensar direito.

— E o que você vai fazer agora. – perguntei, fazendo a volta na cama e deitado ao lado dela. – Vai ficar aqui com o John?

— Não, tenho que procurar um apartamento para mim e Sophia morarmos. – disse ela. – Agora sem querer ser grossa, poderia me deixar sozinha? Eu tenho que pensar sobre o que vou fazer da minha vida agora. – falou ela fechando os olhos, vi novas lágrimas rolarem pelo seu rosto.

— Tudo bem, mas promete que vai atender ao telefone quando eu ligar? – perguntei e ela assentiu. Peguei minha bolsa e fui em direção a porta. – Só mais uma coisa. – ela me olhou. – Aquela menina que esta lá na sala, esta sofrendo tanto quando você, por que ela esta longe do pai o qual é tão apegada que até você tinha um pouco de ciúmes às vezes. Então para e pensa um pouco nela, a Sophia também esta precisando de você. – falei por fim.

Notas finais
Então? Gostaram? Mandem review me dizendo o que acharam. E se quiserem recomendar eu ficaria ainda mais feliz. ^^
Dicas de leitura.
Dica¹:http://fanfiction.com.br/historia/221565/Que_O_Jogo_Comece.../
Dica²:http://fanfiction.com.br/historia/237712/A_Assassina_Em_Mim/
Dica³:http://fanfiction.com.br/historia/259705/Uma_Nova_Vida_Gracas_Ao_Meu_Pai/
*Leiam e viciem-se como eu*
Beijos e até o proximo cap. ^^