Hiatus - Te Beijar Ou Te Matar? Segunda Temporada
31 Capítulo 30
Notas iniciais
Demorei?? Lá embaixo eu explico. *-------*
Esse cap não ficou dos melhores, mesmo assim quero review ok? Vai que alguém gostou. kk'
*Sem banner de capitulo. Fiquei com preguiça de fazer . kkk'
Boa leitura!
P.O.V Miah Calleigh
Abri os olhos demorei a localizar onde estava. Quando meus olhos se acostumaram com a luz branca notei que estava em um quarto de hospital.
Senti alguém tocar meu braço e logo me espetou algo, olhei para o lado era a enfermeira que estava me colocando no soro.
— Que bom que acordou. – falou sorridente.
— O que eu estou fazendo aqui? O que aconteceu? – perguntei.
— Um homem, amigo seu, te trouxe disse que você reclamou de dor e depois desmaiou. – falou. – Vou avisar ao médico que você acordou, ele poderá explicar com detalhe o que aconteceu com vocês.
Lembrei do que havia acontecido, tinha sentido uma forte dor no abdômen quando o Nathan saiu do meu apartamento. Mas o que ela quis dizer com vocês?
Ouvi duas batidas na porta e logo ela foi aberta, um homem alto, cabelos grisalhos, deveria ter por volta de quarenta anos, entrou se identificou como Dr. Sullivan. Logo Riley entrou e ficou ao meu lado.
— Então o que aconteceu comigo? – perguntei.
— Você sofreu uma ameaça de aborto, mas felizmente o bebê esta bem, você só precisa descansar e ficar longe do stress.
— Espera, espera eu não ouvi direito ameaça de aborto? Eu nem estou grávida. – falei e olhei para o Riley e ele tinha a mesma reação: Surpresa.
— Sim você esta, nos fizemos exame de sangue quando você chegou aqui ontem e constatado que esta grávida e bom... pela sua reação temo que desconhecia.
— Claro que desconhecia, eu tomo remédio isso é impossível. – falei.
— Você deve ter pulado ou até mesmo não ter tomado, mas a senhora esta grávida e terá que ficar longe do stress ok? – falou ele, apenas assenti. – Você ficara em observação por mais algumas horas e poderá ir para casa. Depois eu volta para assinar sua alta. – falou saindo do quarto.
Grávida. Eu não podia acreditar que isso estava acontecendo, não agora não com tudo que estava acontecendo, mas ele ou ela será bem vindo. Passei minha mão pela barriga, estava feliz por ter mais um ser crescendo em meu ventre.
— Parabéns mamãe. – falou Riley passando sua mão pela minha barrida.
Aquilo era tão estranho, eu estava feliz em saber que terei mais um filho, mas queria ter divido essa descoberta com o Nathan, queria que ele estivesse ali passando a mão na minha barriga. Mas ele não poderia saber, pelo menos não agora. Não sem antes eu descobrir quem quer nos fazer mal.
— Obrigada. Muito obrigada também por ter me ajudado e... – então eu lembrei da Soph. – Ai meu Deus, Sophia com quem ela ficou? – perguntei me sentando rapidamente na cama. – Tenho que ir embora. – tentei tirar o cateter do braço, mas Riley segurou minha mão, me impedindo.
— Sophia esta bem, antes de traze-lá pedi para a Taylor cuidar dela e ligar para o Nathan. Agora sem stress lembra o que o médico disse. – falou.
Passei mais algumas horas deitada recebendo soro, naquele quarto de hospital. Riley passou todo tempo comigo, estava se saindo um amigo e tanta, mas tudo que eu queria era ir para casa e abraçar minha pequena.
O médico apareceu dizendo que eu já podia ir embora, com tanto que eu repousasse mais um pouco e evitasse stress. Ele me deu o exame de sangue onde dizia que eu estava grávida e me deu alta. Riley me levou de volta para casa, ele estava tão cuidadoso que nem minha bolsa deixou carregar.
— Cheguei. – falei assim que abri a porta. Tay apareceu no corredor e veio correndo em minha direção. – Tudo isso é saudade? – perguntei rindo.
— Embora eu odeie admitir eu gosto de você e fiquei preocupada. – falou. – Então o que você tem? – perguntou curiosa.
— Só mal estar, muita coisa aconteceu hoje. – falei e olhei para Riley que me encarava curioso. – Cadê a Sophia? O Nathan está aqui? – perguntei rápido.
— Não, eu vi que vocês brigaram, então eu chamei o Jason, ele esta lá dentro brincando com a Sophia. – falou. – Eu vou chamá-lo.
Ela saiu da sala me deixando sozinha com o Riley, que me olhava com o olhar repreensivo.
— Não me olhe desse jeito. – falei. – Eu não contei por que não quero que saibam agora, não com tudo que esta acontecendo. – falei e ele sentou-se ao meu lado.
— Não quer contar para eles tudo bem, mas não pense que eu como seu amigo, vou deixar você sair por ai matando bandidos e correndo perigo. – eu ia protestar, mas ele não me deixou falar. – E se você insistir eu vou ser obrigado a contar ao Nathan. – me abraçou.
Jason voltou com a Sophia no colo. Ela se jogou em meus braços e começou a brincar com meu cabelo enquanto eu conversava com o Riley e o Jason.
— Vou fazer o jantar. – falei levantando-me, mas Riley segurou meu braço me impedindo de continuar.
— O que o médico disse sobre repouso? Deixa que hoje eu cozinho. – falou.
— Não, eu já estou bem. Muito obrigada por se preocupar, eu cozinho e você é meu convidado. – falei colocando a Sophia no colo dele e indo para a cozinha.
Pensava em que ia fazer enquanto olhava na dispensa o que tinha de ingredientes.
Riley foi para a cozinha com a Sophia e a sentou no bancada, ela ainda parecia meio receosa em elação a ele, mas se melhorou depois que ele tirou uma barrinha de chocolate de dentro do bolso. Estávamos conversando sobre amenidades quando escutamos um grito das Taylor e uma risada alta do Jason. Larguei o que estava fazendo e fui para a sala, Riley pegou Sophia no colo e me seguiu.
— Grávida? Você esta grávida e não ia me contar nada? – perguntou frustrada enquanto segurava o exame de sangue, que eu havia esquecido em cima do sofá. – Por que mentiu? – perguntou agora brava.
— Eu ia te contar, mas não agora. Estamos passando por muitas coisas e eles saberem que eu estou grávida só vai piorar a situação. – falei. – Jason não estou vendo graça nisso. – falei séria e ele parou de rir.
— Desculpa, mas você já percebeu que sempre fica grávida quando esta correndo perigo? – perguntou e não pude deixar de rir. – Agora deixa eu adivinhar, o Nathan não pode saber que você esta esperando um filho dele, que na hora certa você vai contar. – falou Jason.
— Você é tão esperto. – falei. – Tay desculpa, mas isso é para a segurança de vocês e dos meus filhos. – falei e a abracei.
Estranhei esse interesse todo da Tay, mas acho que a entendo, ela esta carente. E depois de ter uma arma apontada para sua cabeça pela própria irmã não deve ser uma coisa fácil de se superar tão rapidamente.
— Vou terminar o jantar. – falei voltando para a cozinha.
O jantar correu agradável, Jason e Riley ficaram conversando sobre esportes e eu e a Tay sobre o bebê, parece que ela não é mais a mesma garota irritante que tentou destruir meu casamento. Assim que terminamos, Jason e a Tay lavram a louça e foram para o quarto dela, eu e o Riley ficamos conversando mais um pouco.
— Bom se não se importa vou dar banho na Soph, ela esta morrendo de sono. – falei.
— Não mesmo, não vi você repousar desde que chegamos do hospital, então deixa que eu dou banho nela e você descansa ok? – ele nem esperou eu responder, pegou a Sophia no colo e foi em direção do meu quarto.
Depois do banho ele ainda fez a Soph dormir, enquanto isso eu lia o meu livro que estava empoeirado no criado mudo, por não ter mais tempo de ler.
— Bom eu tenho que ir. – falou sorrindo.
— Não sei como te agradecer. – falei ficando em pé em sua frente.
— Cuida bem desse bebê e faz tudo que o médico mandar, você já vai estar me agradecendo. – falou e se aproximou. – Foi muito bom passar esse tempo com vocês. Embora o susto que você me deu. – riu. – Boa noite. – disse e aproximou sua boca da minha, quando ele ia me beijar virei o rosto e ele beijou minha bochecha.
— Boa noite. – falei e me afastei. – Vou te acompanhar até a porta. – olhei para porta e o Jason nos olhava com os braços cruzados e com um ar nada amigável.
— Não precisa, descanse. Amanhã eu volto para ver como vocês estão. – falou e tocou minha barriga.
E mais uma vez aquilo foi estranho.
— Tchau Jason. – ele falou e saiu. Jason apenas acenou com a cabeça e entrou no meu quarto fechando a porta.
— Eu vi. – falou parado na ponta da cama com os braços cruzados.
— Não é o que você esta pensando. – falei, mas nem eu acreditei nessa afirmativa.
— É sim, e isso não é justo com o Nathan. – falou sério.
— Justo com o Nathan? Não aconteceu nada e eu não iria permitir você sabe que eu amo o Nathan e nunca o trairia. – falei e uma lágrima rolou pelo meu rosto. Jason sentou ao meu lado na cama e me envolveu com seus braços.
— Deixa eu adivinhar, já esta com saudade né? – assenti. – Então por que mandou ele ir embora? – perguntou.
— Para proteger minha, ou melhor, meus filhos. – falei tocando minha barriga. Ele sorriu e tocou minha barrigada também. – Quero ser padrinho desse muleque também. – falei enquanto ai para a porta.
— Sabe que a Lauren vai ficar louca com você né. – falei.
— Com a loirinha eu me entendo. Boa noite e descansa. – falou fechando a porta, só que abriu novamente. – Se esse carinha tentar qualquer coisa, me conta que eu vou ter o enorme prazer de quebrar a cara dele. – falou e eu ri.
— Pode deixar, mas eu pensei que você tinha gostado dele. No jantar vocês estavam tão amigos que pensei que ia trocar o Nathan pelo Riley.
— Nada, não troca aquele moreno dos olhos azuis por nada nesse mundo. – falou com cara safada. – Se não se importar eu vou dormir com a Tay. – disse.
— Por mim tudo bem, os quartos são a prova de som. – falei rindo e ele saiu correndo.
Foi estranho dormir sozinha na cama, embora o Nathan não passasse todos os dias pelo menos o perfume dele ficava, mas nem isso tinha mais. Demorei, mas peguei no sono.
Acordei com o celular despertando, com certeza eles não iriam deixar eu ir trabalhar. Levantei e fui para ao banho, depois escolhi a roupa que iria colocar. Por incrível que pareça antes de eu descobrir que estava grávida minha barriga era plana, mas agora parece que aumentou um pouco.
Deixei um bilhete para Tay avisando que a Jane chegaria a qualquer momento e sai.
— Bom dia Sra. Calleigh . – falou o segurança da SOD.
— Bom dia, John já chegou? – perguntei e ele apenas confirmou.
Teria que ficar longe dele ou me mandaria para casa depois de tudo que aconteceu.
— Miah, quer dizer, Sra. Calleigh o que faz aqui? – perguntou Alan assim que me viu. – Pensei que depois que aconteceu iria tirar uns dias de folga. – falou me seguindo para dentro da minha sala.
— Pensou errado. – falei. – Me passa os relatórios que estão atrasados e entra em contato com o policial que ficou encarregado da investigação sobre o cara do shopping.
— Esse caso foi passado para a Sra. Willer. John disse que você não estava em condições de trabalhar em nenhum caso. – falou Alan.
— Ok então liga para ela e peça para vir até minha sala, eu preciso pegar esse caso. – falei e ele ficou me olhando. – Esta esperando o que? – perguntei.
Susan Willer era umas das mais antigas agentes e renomadas agentes da SOD. Ela cuidou do meu treinamento quando virei agente.
Ouvi duas batidas na porta.
— Pode entrar. – falei sem tirar os olhos do notebook.
— Oi Miah, seu secretario disse que queria falar comigo. – falou entrando na sala e fechando a porta atrás de si.
— Sim. Informaram-me que você ficou com o caso do shopping não foi? – perguntei e ela assentiu.
— Sim, mas por que o interesse? Já ia começar a investigar. – falou cruzando os braços.
— Por que esse caso deveria ser meu, o John só passou para você por que acho que eu não teria condições de trabalhar, mas aqui estou eu. – falei e sorri sem humor.
— Só por que é irmã do chefe acha que pode mandar aqui dentro? – eu ia protestar, mas ela não deixou. – Mas eu não vou te passar caso porra nenhuma, ou você acha que eu passei esse trabalho todo para nada? Claro não contávamos que você conseguiria uma arma antes que ele matasse aquela aberração que você chama de filha. Aliás, como vai a Sophia? – perguntou com ironia.
Eu não estava acreditando no que ouvia. Susan, a mulher que me treinou, que cuidou de mim quando a Bruna morreu e o John ficou ocupado demais com o trabalho, agora esta conspirado contra mim.
— Você esta trabalhando para eles? – perguntei.
— Você acha que eu iria ficar para sempre paparicando você? Desde que se tornou essa mulherzinha cheia de si eu tenho vontade de enfiar uma bala no seu coração, e além do mais “eles” como você diz pagam muito mal. – falou. – Agora se me permite, tenho que destruir as provas. – sorriu e foi em direção a porta, ma seu fui mais rápida e a segurei pelo braço.
— Você não vai a lugar algum, ou pensa que depois que contou tudo isso vai sair livre por ai? – ela sorriu e soltou seu braço da minha mão.
Ela virou-se para a porta, mas quando ia sair tentou acertar um soco em minha face por ter um reflexo bom consegui desviar, mas não ia deixar barato para aquela agente meia boca. Consegui dar uma rasteira nela, que a fez cair deitada no chão. Susan tentou levantar, mas eu a impedi colocando o pé em seu peito.
— Cuidado Miah, por que sua filha ainda corre perigo e você sabe que eu não erro. – falou e eu não agüentei. Sentei sobre seu corpo e comecei a dar soco em seu rosto, ela tentava se defender mais não conseguia. Até que senti dois braços que tirarem de cima dela e me levarem para o outro lado da sala, enquanto dois agentes a levantavam do chão. – Ela surtou quando eu disse que não iria entregar o caso do shopping para ela. – falou.
Mentirosa, mas isso não vai ficar assim.
— Vadia cara de pau, ela acabou de confessar que esta trabalhando para o pessoal que tentou matar a Sophia. – gritei e recebi atenção até dos agentes que passavam no corredor.
— Claro que não, então teria como eu passei pelo polígrafo mês passado e não apontou nada, acho que você esta obcecada com esse assunto que se descontrola. – falou fingindo dor.
— Você não vai fazer nada? – perguntei indignada para John que apenas observava a cena. – A prende, é uma agente dupla. – falei.
— Susan é uma das nossas melhores e mais antigas agentes, e como ela mesmo disse passou pelo polígrafo mês passado e não apareceu nada. – falou me puxando pelo braço até o canto do corredor. – O que você esta fazendo aqui? Era para estar em casa com a sua filha, depois de tudo que aconteceu ontem. – disse.
— Não eu quero achar quem esta pro trás disso, e a Susan não quer me passar o caso, disse até que ia destruir as provas. – falei e ele me olhou com duvida. – Custa fazer ela passar no polígrafo novamente? – perguntei.
— Tudo bem, mas só para você deixar de ser teimosa, nunca que a Susan seria uma agente dupla.
John pediu para que colocasse o equipamento na sala de interrogatório e em menos de uma hora estava tudo proto. Pude ficar ali com a condição de que não abriria a boca e deixaria o especialista fazer a perguntas.
— Só para fazer um padrão. – disse ele. – Responda as perguntas com sim ou não. – ela assentiu. – Seu nome é Susan Willer? – perguntei.
— Sim.
— É casada?
— Não.
Até então estava tudo normal.
— A senhora afirma trabalhar para outra agencia sem ser a SOD? – perguntou ele.
— Não. – respondeu e eu olhei para o papel, não havia detectado mentira.
Como isso é possível?
— A senhora esta afirmando não ser uma agente dupla? – perguntou o homem.
— Sim.
E o polígrafo não apontou nenhum índice de mentira.
— Será que eu posso... – John segurou meu braço. – É só uma pergunta. – falei.
— Não, já temos o suficiente. Susan desculpa por tudo isso. E você. – apontou para mim. – Vem comigo.
Segui John até sua sala. Ele falou que eu havia passado dos limites e que eu estava assim por causa do que tinha acontecido no dia anterior.
— Por hoje já chega. Vai para casa e volte só quando estiver emocionalmente estável, entendeu? – perguntou bravo.
— Ok, mas isso não vai ficar assim.
Notas finais
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Então demorei para postar né? Não me matem eu estava esperando receber um numero de reviews aceitável para o numero de leitores o que não aconteceu, já que varias leitoras não apareceram no outro cap :/ Ficou tão ruim assim que não merecia um review?
Eu iria ficar mais tempo sem postar, mas não achei justo com quem tinha mandado ou sempre manda e saibam que eu amei cada um ok? Muito obrigada.
Então por favor mandem reviews, não é só pelo numero, mas eu realmente gosto de saber a opinião de voces. Então fantasminhas apareçam, gosto de saber o que acham dos caps.
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Beijos e até o proximo.
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