Hiatus - How To Be A Bad Girl
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Desculpa essa demora toda para postar. De verdade. Eu entrei em provas e como minha escola é super bacana, temos prova em uma semana, na seguinte vem os boletins e na próxima, já temos recuperação, e infelizmente fiquei de muitas, graças aos meus professores que não anotam minhas lições. Por isso, não tive tempo nem para mim, quanto mais para escrever.
Mas enfim, aqui está um capitulo bem grande para vocês *O* Espero que gostem e desculpe se ficou meio confuso ou se tiver muitos erros.
Boa leitura *O*
(Leana POV)
Acordei com uma puta dor de cabeça. Não me lembro de quase nada. Só sei que ficamos bebendo a noite toda e quando cheguei em casa, meus pais estavam dormindo, então nem me viram. Espero que tenha sido só isso. Levantei rápido e entre tropeços, me dirigi ao banheiro. Meu cabelo estava ridículo, então resolvi tomar banho lava-lo. Enquanto estava entrando no banho, meu celular começou a tocar, era um mensagem do Zacky.
“Lea, vai estar ocupada hoje?”
Hoje... hoje é domingo... Acho que não tenho nada.
“ Não, por que?”
Como Zacky estava demorando para responder, resolvi entrar no banho. A água estava tão boa que nem tinha vontade de sair de lá. Por mim, ficaria o dia inteiro ali. Acredito que tenha ficado pelo menos meia hora. Sai, me enrolei em uma toalha e depois de uns 15 minutos, Zacky respondeu.
“Agora tem. Matt arrumou uns ingressos para um show. Ta afim? Não aceito não como resposta.”
“Zacky... isso me parece... suspeito. E perigoso. Meus pais não deixariam...”
“Se precisar, te amarro e te obrigo a ir.”
Se ele vai me obrigar a ir, por que pergunta se eu to afim? Revirei os olhos e respondi.
“Tanto faz. Que horas?”
“21 eu passo ai.”
Não respondi. Não estou acostumada com esse tipo de coisa, mas do jeito que me sinto livre esses dias, pode ser divertido, afinal, para tudo tem uma primeira vez. Passei algum tempo me olhando no espelho quando vejo algo nas minhas costas. Me viro rápido e logo me lembro da tatuagem. Como vou esconder isso da minha mãe? Quer dizer, a mulher vai ter um surto psicótico assim que me vir com isso. Espera, por que fiz ela mesmo? Hm, foda-se.
Coloquei uma camiseta branca lisa e um shorts rosa e desci. Da ultima vez que olhei para o relógio era quase duas da tarde, e meu estomago está roncando incansavelmente. Meus pais não estavam em casa. Percebi um papelzinho na mesa e o peguei.
“Querida, papai e eu viajamos e provavelmente voltaremos só quarta. Tem comida na geladeira e dinheiro e um cartão de credito na bancada do corredor. Não faça bagunça, confiamos em você. Se comporte. Com amor, Mamãe.”
Maravilha. De verdade, estou explodindo de alegria. Só não entendi esse “se comporte”, sou um exemplo maravilhoso de filha perfeita, não? Claro que sou. Não vou precisar esconder essa coisa dela por... três dias. Sai rodopiando pela casa, chegando na cozinha, encontrei o resto da lasanha de ontem e comi. Isso pode enganar meu organismo por algum tempo.
Parece burrice tomar banho e pois ir para a praia, mas com o tédio que eu fiquei depois do almoço, qualquer coisa era melhor do que aquele sofá. Estudar agora estava fora de cogitação. Já havia feito toda minha lição, por tanto, não tinha necessidade de ficar me matando agora.
Passei o dia andando calmamente pela areia fofa, revezando entre a mesma e a parte mais próxima ao mar, parando para tomar sorvete uma vez ou outra. Já eram 19:30 e ainda estava sol. Vejo uma figura pequena acompanhada junto a uma um pouco maior, se aproximando de mim. De inicio pensei ser uma criança, mas logo reconheci Johnny e ele estava com uma garota, mais ou menos da nossa idade.
- Lea! – Veio correndo e me abraçou. Olhei para a menina e parecia que havia revirado os olhos. Mas talvez fosse imaginação minha, pois a mesma se seguia sorrindo de canto.
- Jojo! Tudo bem? – Perguntei. A garota, que ficou um pouco para trás havia alcançado a gente.
- Sim, sim. – Sorriu. – Essa é a Lacey. Amor essa é a Leana.
- Oi. – Sorri envergonhada. Ela estendeu a mão para mim e eu a apertei. Não sei por que, mas ela mantinha um olhar penetrante, estava começando a me assustar.
- Prazer. Johnny me falou muito de você. – Olhei para ele e ele apenas sorriu.
- É... legal, eu acho. Bem, vocês vão sair com a gente hoje? Parece que o Matt arrumou uns ingressos para um show de sei lá o que.
- Vamos, vamos sim. O Zacky que te convidou né? – Assenti.
- O Jimmy vai? – Percebi como Lacey sorriu para Jojo, que retribuiu e corei.
- Então você é a garota que o Jimmy tanto fala! Ele ficou fazendo o maior mistério, dizendo que não podia contar quem era e que eu devia descobrir por mim mesma. – Revirou os olhos e voltou a sorrir. – Não importa. Que bom que nos conhecemos. A criatura não parou de falar de você desde q... – Johnny tapou a boca dela com uma das mãos, mantendo a outra em sua cintura.
- Chega Lacey. Vamos indo. – Virou-se para mim. – Tchau Lea, até a noite.
Foram embora, me deixando sozinha novamente. Legal essa namorada, amiga, sei lá do Johnny. Mas de verdade, ela me encarava de um jeito que me deixou um pouco confusa. Um pouco não, muito! Difícil de explicar, mas era um olhar curioso, como se estivesse me medindo centímetro por centímetro, enfim... era intimidante.
Comprei mais um sorvete, que no caso deveria ser meu oitavo. Voltei andando para casa, já que morava pertinho da praia. Teria que tomar outro banho, afinal, estou toda suja de areia e nunca andei tanto em toda minha vida, o que explica meu cabelo estar nojento, novamente. Espero que não tenham nada contra lavar o cabelo duas vezes no mesmo dia, enfim...
Sai do banho, faltava pouco para Zacky vir me buscar. Como não sabia que tipo de show ia ser, apenas coloquei uma regata azul escura, uma calça jeans e um all star verde. Se bem que eu poderia imaginar como ia ser o tal show, mas considerando que minha mãe lava minhas roupas, não pude ter nenhuma camiseta de banda ou coisas do tipo. Antes eu nem ligava, mas em momentos como esse seria legal...
Voltei para o banheiro, arrumando meu cabelo enquanto escovava os dentes. Nem deram 10 minutos, Zacky já buzinava loucamente na frente da casa. Meus vizinhos devem estar loucos. Desci correndo, antes pegando minha bolsa, com meus documentos e dinheiro, obvio. Sai, trancando a casa e correndo em direção ao carro de Zacky.
- Pra que essa demora? Acha que a gente tem a vida inteira pra te esperar? – Começou a me dar um sermão, até que parei para pensar.
- Como assim “a gente”? – Perguntei.
- Eu estou aqui também. – Matt me olhou emburrado no banco de trás. – E ai?
- Desculpa Mattie. – Sorri desajeitada. Me estiquei e abracei ele de um jeito bem engraçado.
- Tudo bem... – Fez biquinho e depois sorriu. – Preparada?
- Ah, claro. Onde vai ser? – A essa altura, Zacky já havia arrancado com o carro e estávamos andando em alta velocidade.
- Um bar bem legal, não tenho como explicar, mas acho que você já deve ter visto. Talvez não entrado, mas passado pela frente. É bem conhecido, vai estar estourando de gente lá dentro. – Matt respondeu, e Zacky concordou com ele.
- Imagino. Quem vai? – Olhei para onde estávamos. Sim, já passei por aqui algumas vezes. Era um dos caminhos que davam para voltar para casa quando estava na escola.
- Que você conhece? Zacky, Val, Michelle, Johnny, eu e Jimmy, claro. – Podia jurar que meus olhos brilharam. Eu e Jimmy estamos bem próximos esses dias. – Acho que só. Também temos uns amigos que vamos te apresentar que estarão lá também. – Assenti e logo chegamos ao tal bar. Era o mesmo que Jimmy disse que frequentava e que o dono era seu amigo.
Saímos do carro e havia um segurança gigante na porta. Matt deu os ingressos ao homem, ele os analisou e liberou a passagem. Entramos e logo pude ver como tudo estava um caos. Não que houvesse muitos bêbados, que pelo meu campo de visão, eram poucos. Mas digamos que o lugar estava cheio até demais. Para se ter uma ideia, havia tanta gente, que algumas pessoas tiveram que se espremer até em cima do balcão.
Separado da bagunça, em um espaço mais alto que o nível do chão, havia algumas mesas atrás de uma fita de veludo vermelha e um cara igualmente grande ao primeiro, na frente. Vimos que o mesmo segurava uma prancheta e anotava alguma coisa quando nos aproximamos.
- Seus nomes. – O homem falou com sua voz grave, um pouco assustadora.
- Sanders e Baker. – Zacky respondeu. O cara checou a lista e os deixou entrar. Quando fui segui-los, me barrou.
- Ela está com a gente, pode deixar. – Matt se virou para trás. O homem o olhou desconfiado e Zacky confirmou com a cabeça e o segurança cedeu, um pouco contrariado.
Seguimos a mesa onde nossos amigos se encontravam e realmente, havia mais pessoas que eu não conhecia. Chegamos lá e cumprimentei todos, até que chegou a vez de um menino meio moreno, com algumas tatuagens no braço e cabelo levemente espetado.
- Prazer, sou Brian Haner. – Falou sorrindo.
- Leana. – Respondi, retribuindo o sorriso. Logo, Mich sentou em seu colo e os dois começaram a conversar. Obviamente, me senti desconfortável. Jimmy deve ter percebido, pois veio sentar ao meu lado.
- Então Lea, sua mãe viu sua tatuagem? – Ele parecia um pouco desconfortável, talvez com vergonha?!
- Não, eles foram viajar... O que agradeço, por que acho que vou morrer assim que ela vir.
- Com certeza. Mas qualquer coisa, eu te ajudo. – Sorrimos.
Do nada, as luzes começaram a mudar. Então apenas uma luz iluminava um palco médio, do outro lado do lugar. Por estarmos mais altos, tínhamos visão privilegiada. Ouvimos um som de guitarra, acredito eu, e então começaram a aparecer algumas pessoas por ali. Depois de um tempo, pude reconhecer Frank, o garoto do estúdio de tatuagens. Ele até que tocava muito bem. Então um cabeludo começou a acompanha-lo na guitarra e um outro garoto estava tocando baixo.
- Somos o My Chemical Romance! Vocês estão prontos? – Um moreno falou Começaram a gritar, e claro, acompanhamos.
Eles tocaram pelo menos umas dez musicas, e a cada uma, a multidão enlouquecia cada vez mais. Logo, pararam de cantar e então desceram do palco, se dirigindo para a área vip, no caso, onde estávamos. Eles vieram para nossa mesa, e então cumprimentaram todos, e se apresentaram para mim.
- Carne nova? – Falou o mais magro. – Interessante. Sou Michael Way, mas pode me chamar de Mikey. Esses são Gerard, meu irmão, e Ray Toro. – Apontou para o moreno e o cabeludo.
- E ai? – Os dois disseram juntos e começaram a rir escandalosamente.
Entre esse meio tempo, varias moças começaram a aparecer, trazendo-nos varias bebidas diferentes, até as que eu nunca ouvi falar. Aos poucos, todos estávamos um pouco alterados, mais os meninos do que as meninas.
Frank e Gerard haviam sumido a algum tempo. Val, Matt, Zacky, Johnny também e então só haviam sobrado eu, Jimmy, Mich, Brian, Mikey e Ray. Eu e Jimmy, acredito que éramos os mais sóbrios da mesa. Mich estava nas alturas e Brian não estava muito diferente.
- Acho que vou ao banheiro, me acompanha Lea? – Mich me chamou, falando tudo embolado.
- Claro, também preciso ir. – Respondi.
Não demoramos muito para chegar ao nosso caminho, tivemos só que desviar de alguns bêbados que estavam por ali, mas como resolvemos ir por onde havia menos pessoas, chegamos relativamente rápido.
Mich entrou em uma cabine enquanto eu ficava me observando no espelho. Depois de um tempo, uma garota loira, não muito mais alta que eu, entrou correndo aos prantos no banheiro. O mais estranho era que ela estava sozinha, e fiquei preocupada, pois ela chorava muito.
- Ei, o que aconteceu? – Ela estava na ultima cabine, acredito que nem tenha percebido minha presença ao entrar. Abri a portinha, que estava destrancada e ela estava sentada encolhida, com os pés apoiados na tampa do vaso.
- N-não aconteceu nada, não se preocupe. – Ela soluçava.
- Tudo bem, só me conta o que aconteceu. – Apoiei a mão em seu ombro, ela estremeceu. – Relaxa. Tenta se acalmar, não vou te machucar.
- Hãn, ok. – Ela respirou fundo algumas vezes e então continuou. – Eu estava no bar e um cara, que não sei de onde surgiu, começou a me agarrar. Eu tentei me soltar, mas ele ficava soltando cantadas horríveis, então eu soquei ele e ele me soltou, mas depois me segurou nos ombros e me empurrou, e eu cai. Um garoto com snake bites viu e os dois começaram a discutir, então eu sai correndo de lá.
- Está tudo bem agora. Se acalme. – Disse. – Você veio sozinha?
- Não, m-minha amiga veio comigo, mas ela sumiu com um cara baixinho a algum tempo e me deixou sozinha.
- Bem, se quiser, pode ficar comigo e meus amigos. – Sorri, tentando reconforta-la.
- Okay. – Ela respondeu. – Desculpa, m-mas qual é seu nome?
- Ah, foi mal. Me chamo Leana, e você?
- Gena. – Ela deu um sorrisinho.
- Bom, Gena. Deixa só eu salvar minha amiga aqui, acho que ela está um pouco mal. Lava seu rosto enquanto isso. Não vai querer que te vejam chorando, certo? – Ela assentiu e eu fui ver se Mich estava bem.
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