Hiatus - How To Be A Bad Girl
3 Capítulo 3
(3ª pessoa)
– Então Leana, por que veio para esse inferno? Quer dizer, escola! – Valary iniciou a conversa.
– É uma historia bem longa na verdade... resumindo, minha mãe achava que meus amigos eram má influencia para mim, bebiam, fumavam, saiam muito e tinham tatuagens. – falou.
– Espera só ela conhecer a gente! – Michelle disse e as duas começaram a rir escandalosamente. Esperou que parassem de rir para continuar.
– Vocês não tem cara de... delinquentes?! – Disse, um tanto hesitante.
– Não mesmo... mas os meninos sim... Jimmy já foi preso umas seis vezes até agora. – Valary respondeu, e Leana arregalou os olhos. – Calma, foram crimes bestas, sabe? Correr atrás patos e furtos. Falaram que um deles foi a mão armada, mas duvido...
– E como tiraram ele da cadeia? – Perguntou curiosa. A essa altura, as três já haviam se sentado em uma mesa do Starbucks.
– Na verdade nem nós sabemos direito, parece que os meninos sedaram os guardas e roubaram as chaves. Eles não perdem tempo... – Michelle falou.
– E o Jimmy tem namorada?
– Ah temos alguém gostando da girafa... – Val zoou, e Leana corou violentamente.
– Não, ele não tem não. Todo seu. – Mich deu seu famoso sorriso sarcástico, mas dessa vez havia um pouco de malicia no mesmo.
– Eu... eu não sei. Acabei de conhecer ele. – falou um pouco desconfortável. – E se ele não gostar de mim? Com certeza meus pais nunca o aprovariam.
– Por que? – As gêmeas perguntaram juntas.
– As tatuagens, o piercing, o cabelo... Apesar de que ele é lindo e encantador.
– A gente te ajuda! – Val disse. – Falando em ajuda, que bandas você gosta afinal?
– Ninguem sabe mas curto Misfits, Guns N Roses, Metallica, Iron Maiden e por ai vai...
– AH.MEU.DEUS. – Michelle sorria de orelha a orelha e parecia vomitar arco ires.
– O que? – a olhou assustada.
– Finalmente achamos mais alguém que goste do que gostamos! Quer dizer, uma garota. Sabe o quanto é difícil nessa escola? – Respondeu Val.
– Não, mas se também gostam, talvez possam me ajudar a contornar meus pais né? — Elas assentiram. – Não tem tatuagens aparentes né?
– Nenhuma. Na verdade, isso me lembra uma coisa. Esqueci de te contar Val. – Michelle virou-se para a irmã. – Marquei da gente fazer amanha mesmo. Quer ir com a gente Lea?
– Não sei não... ta-tatuagens? Mas não dói? – Perguntou um pouco apreensiva.
– Dói, mas tem vários procedimentos que fazem amenizar a dor rapidinho. É legal. E o nosso amigo trabalha lá. – Michelle respondeu, e Valary a olhou confusa. – Ah é. O Frank conseguiu o emprego.
– Aah que maravilha! – Valary bateu palmas. Olhando para Leana, falou: — Frank é nosso amigo a muito tempo. Ele e Matt não se davam muito bem, mas agora são super amigos e ele faz parte de uma banda. Estão no começo, mas são muito bons.
– Todos vocês tem bandas? – Leana perguntou, inocente.
– Não. Nós duas só acompanhamos os garotos nos shows. E claro, impedimos que façam merdas. O que por um lado é ótimo, por que o primeiro que fizer vai ser castrado. – As três riram.
– Então acho que vou com vocês sim. Mas me ajudam com meus pais?
– Aham. Sabemos o que fazer, estamos acostumadas.
–Mas olha, eles são super conservadores, então por favor, se vistam da maneira mais “patricinha” que conseguirem suportar.
– Deixa com a gente. – Sorriram.
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(2 semanas depois)
Como não conseguiram ir no estúdio nas semanas anteriores, foram essa semana. Valary e Michelle já estavam com tudo planejado para “passar” por cima dos pais de Leana. As duas colocaram tops cor-de-rosa um pouco curtos, batom rosa claro, saias jeans e sapatos de salto 3 centímetros. Por serem gêmeas, acharam que faria sentido se ficassem parecidas. Chegaram a casa de Leana por volta das 9:00 com o pretexto de que iriam a biblioteca estudar. Ajeitaram o cabelo e tocaram a campainha.
– Sim... – A Sra. McFadden atendeu.
– Olá. Somos Valary e Michelle, amigas de Leana. Ela está?
–Como é bom conhecer as novas amigas de Leana. – Falava olhando carinhosa para as garotas. – Tão ajeitadas e bonitas. – A mulher suspirava, alegre.
– É um prazer, Sra. McFadden. – Valary sorriu, simpática.
– Vamos meninas, precisamos começar, se não corremos o risco de chegarmos atrasadas e todos os bons livros serem pegos. – Michelle piscou para Lea.
– Sim. Tem razão. Estamos indo, mamãe. – Depositou um beijo na bochecha de sua mãe, já se dirigindo a porta.
– Tchau garotas. Aproveitem. – Fechou a porta atrás delas, que correram para o carro.
– Isso foi muito bom, de verdade. Até achei que fosse serio.
– Sabemos.
Ao entrar na Ferrari preta dos pais das gêmeas, Leana notou uma mala encostada atrás de um dos bancos.
– O que é isso aqui atrás? – Perguntou a Michelle, no banco do passageiro.
– Nossas roupas. Acha mesmo que ficaríamos com essas porcarias? Estão curtas. Pegamos da vizinha. – Michelle soltou um suspiro aliviado, ao tirar a camiseta, exibindo o sutiã de renda preta e trocando o top por uma camiseta azul marinho lisa, um pouco larga demais.
– E você Val? Não vai se trocar?
– Ah sim, mas vou esperar para ir no banheiro. Não sou louca como essa aqui – apontou para Michelle ainda de olho na direção. – Respeito meu namorado. Não quero que olhem para meu corpinho sexy.
AH TA! – Gritou Michelle e as duas começaram a discutir.
Michelle começou a beliscar Valary e a mesma começou a estapear a irmã enquanto dirigia. Valary acabou arranhando Michelle, que com raiva, deu um soco na irmã até que, cansada, Leana se pronunciou.
– PAREM COM ISSO PORRA! – Gritou e as gêmeas pararam na hora.
– O-o que você disse? – Valary perguntou e Michelle teve uma crise de risos.
– Mandei vocês pararem... Por que ta rindo assim?
– Você falou “porra”. – Mich disse ainda entre risos.
– Sim, e...?
– Nada, ela é retardada. – Valary revirou os olhos e Michelle a olhou, mortal. – Chegamos.
Saíram saltitando para a loja. Michelle correu na frente para abraçar Frank, que esperava por elas. Depois de rodopiar no ar com Michelle, olhou para Valary com o pior olhar de reprovação que conseguia fazer.
– Por que ta vestida desse jeito? Perdeu uma aposta? – Riu da própria piada.
– Não idiota. É uma longa historia. – Revirou os olhos.
– Aham. Temos tempo. – Logo notou Leana entrando junto com elas. — Mas veja se não temos carne nova por aqui... – virou-se para Leana. – E ai gata, qual seu nome?
– Leana. – Sorriu, tímida e estendeu sua mão em comprimento.
– Prazer, Leana. Sou Frank. – Para sua surpresa, ao invés de simplesmente aperta-la, Frank beijou a mão da garota, lhe lançando um olhar malicioso.
– Ela é do Jimmy, seu tarado. – Michelle o puxou para o estúdio, onde logo pode se ouvir ele rindo. Leana corou violentamente.
(Jimmy POV)
Beleza. Tudo que eu mais queria era acordar a essa hora. Hoje é sábado, eu acho. Sei lá. Só sei que está cedo. Mas quando levanto, raramente volto a dormir.
Desci as escadas e ouvi meu toque de celular, vindo não sei de onde. Procurei por toda parte até acha-lo em baixo do sofá com alguns agradáveis montes de sujeira de 1693. A quanto tempo ninguém limpa essa merda?
– Alô.
– E ai coisa gorda do tio ZackyZacky... Te acordei?
– Não. Sorte sua, anêmico. Mas enfim, o que você quer?
– Adoro seu bom humor. – idiota. – Quero saber se vai pra escola hoje. Eu não to afim. Estava pensando se queria ir pra praia comigo.Você sabe, para passarmos o dia juntinhos. – ele riu.
– Não. Acho que vou para a escola mesmo. Você sabe, sentir os prazeres do aprendizado. – O ouvi respirando forçadamente. – Relaxa bicha gorda. Acha mesmo que eu quero ir pro inferno?
– Quase me matou do coração! Faz isso de novo que eu te arrebento.
– Tanto faz. Passa aqui daqui uma meia hora?
– Claro querida. Beijo meu amor.
– Vadia! – Desliguei .
Como Zacky é a criatura mais lerda que existe, fui até a cozinha e preparei um sanduiche com oito pães, salada e um salaminho inteiro. Delicia. Sentei no sofá e fiquei mudando insistentemente de canal, até que não achei nada de legal. Comi meu sanduba e fui escovar os dentes. Deve estar pensando por que não fui tomar banho, certo? Primeiro, era o Zacky, se fosse uma garota seria diferente. Segundo, que só o Matt pra tomar banho para ir a praia.
Logo meu gordinho delicia chegou. Entrei em seu carro e ele arrancou com o carro.
– Ta querendo morrer, porpeta? – Falei meio exaltado depois da corrida.
– Não. Tenho uma surpresa.
– Eu não vou casar com você Zachary, já falei. – Ri.
– Prefiro perder a língua.
– Qual delas? – Ele ficou algum tempo sem responder e me olhou carrancudo.
– Cala-boca James!
Chegamos a praia e fiquei olhando para a figura a minha frente. Os raios de sol da manha batendo em sua pele, deixando-a atordoantemente dourada, seus olhos castanho-esverdeados agora brilhavam e seus cabelos castanhos que desciam em cascata por seus ombros e costas me fizeram ficar cada vez mais abobalhado. Ela havia acabado de sair da água, e a blusa azul que vestia estava colada as curvas de seu corpo. Quase enfartei quando vi que por aqueles lábios cor-de-rosa palavras estavam sendo dirigidas a mim.
– Oi Jimmy. – Sorriu em minha direção. Sinceramente, se Zacky não me amparasse, eu teria desabado na hora.
– Leana. Oi. – Ela me abraçou e depois beijou Zacky na bochecha.
– Não vão a escola? – Perguntou olhando para mim.
– Não. Resolvemos ficar por aqui mesmo. E você? Está aqui sozinha?
– Vou daqui a pouco. E não, Valary e Michelle estão na água ainda.
Leana foi chamar a gêmea do Matt e a filha do Capeta e sentamos na beira da areia. Zachary buscou algumas cervejas no carro e passamos a manha na praia. Acho que as meninas nem ligaram para isso, nem Leana, pois estava tão bêbada que cheguei a pensar que nunca havia bebido na vida.
Do nada, ela levantou, me puxando para longe dos outros e me levando para a área reservada as bicicletas e carrinhos. Como havia um muro que dava espaço a banca de jornais, ela me jogou contra o mesmo, logo colando nossos corpos.
– Você gosta de mim James? – Perguntou. Pensei por alguns segundos e assenti. – Então prova! – Veio em minha direção começando um beijo feroz e cheio de desejos. Do tipo de quem está esperando a um bom tempo para concretiza-lo.
Claramente, entrei na dela, deixando-me ser possuído por cada toque de suas pequenas mãos em meus cabelos. Cada puxada que ela dava para que nossos corpos se colassem cada vez mais. De repende, senti que devia a ela o melhor beijo de todos. Mesmo sabendo que ela se encontrava bêbada e possivelmente não soubesse o que estava fazendo. Mas isso não vem ao caso. Inverti nossas posições, colando suas costas ao muro e colocando suas pernas em volta de minha cintura.
Ficamos assim por algum tempo, até que eu recuperasse a consciência e lembrasse de que estávamos em publico. Nos separamos e nos olhamos nos olhos. Percorri meu olhar por seu corpo quase seco e... percebi que havia algo diferente nela. Uma... tatuagem?
– O que é isso nas suas costas?
– Uma serpente. Gostou?
– Sim, é muito bonita. Mas já pensou que sua mãe vai querer te matar? – Eu sabia que não. Não precisava de palavras, só com seu olhar vi que estaria morta assim que a mãe reparasse no que a filha havia feito. Suponho que não a deixaria nem beber direito, quanto mais fazer uma tatuagem. Corremos de encontro aos outro, e tive que carrega-la, pois Lea já estava ficando vermelha, não sei se de ódio, raiva, medo. Mas sei que logo ela estaria ferrada, mas se precisasse, faria de tudo para encobri-la, pois cima de tudo, eu sou um bom amigo.
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