Hey You
1 Hey You
HEY YOU!Hey you,Out there in the cold, Getting lonely, getting old, Can you feel me? Hey you, Standing in the aisle, With itchy feet and fading smile, Can you feel me? Hey you, Don't help them to bury the light. Don't give in, without a fight. .Hey you, Out there on your own, Sitting naked by the phone, Would you touch me? Hey you, With your ear against the wall, Waiting for someone to call out, Would you touch me? Hey you, Would you help me to carry the stone? Open your heart, I'm coming home. But it was only, fantasy. The wall was too high, as you can see. No matter how he tried,
he could not break free. And the worms ate into his brain. Hey you, Out there on the road, Always doing what you're told, Can you help me? Hey you, Out there beyond the wall, Breaking bottles in the hall, Can you help me? Hey you, Don't tell me there's no hope at all. Together we stand, divided we fall. Ei você, Aí fora no frioFicando sozinho, ficando velhoVocê pode me sentir?Ei você,De pé no corredorCom pés sarnentos e sorriso fracoVocê pode me sentir?Ei você,Não os ajude a enterrar a luzNão se entregue sem lutarEi você,Aí fora na suaSentado nu ao telefoneVocê me tocaria?Ei você,Com o ouvido contra o muroEsperando alguém chamarVocê me tocaria?Ei você,Você me ajudaria a carregar a pedra?Abra seu coração, estou indo para casaMas era apenas, fantasiaO muro era muito alto, como você pode verNão importa o quanto ele tentasse, ele não poderia se libertarE os vermes comeram seu cérebroEi você,Aí fora na estradaFazendo o que te mandamVocê pode me ajudar?Ei você,Aí fora além do muroQuebrando garrafas no corredorVocê pode me ajudar?Ei você,Não me diga que não há nenhuma esperançaJuntos nós resistimos, separados nós caimosUm homem caminha por um corredor, a procura de algo... Ele não sabe o que é, mas não para de procurar... Tenta de todas as maneiras descobrir o que é mas só acha um sentimento instintivo de continuar procurando... Estava tudo escuro, e ele continuava andando e andando e andando, não parava... Na fria madrugada o que fazia um homem nu caminhando sem sentido aparente por um corredor, sem janelas, mas as vezes iluminado por um reflexo debaixo de uma porta, graças aos raios e trovões da tempestade que salpicava a noite de terror. Tudo estava girando, mas ele ainda queria o que procurava... E andou por mais de uma hora por um corredor de trevas e não achava... Chegou ao fim, o corredor terminava numa porta logo aberta pelo nosso personagem mistério... Olhou para si mesmo no espelho, e refletiu... Ele está ridículo. Não passa de um lunático, se é que chega a esse grau. Às vezes ele se sente mais diminuido ainda. Entrou no boxe, ligou o chuveiro frio... Sentou-se num chão frio, o que causava ainda mais a depressão. Um mecanismo auto-destrutivo de seu corpo lhe dizia que o objeto de desejo deste individuo era a cura para sua esquizofrenia. Não demorou para os funcionários do hospício o ajudarem, esquentando seu frio com uma camisa de força e aliviando sua solidão com alguns loucos que frequentavam a casa. E assim se sentia em relação aos outros: apenas mais um. Ele era apenas um deficiente mental, incurável, depressivo e solitário. Olhou para seus pulsos cortados, não sentia a dor, não sentia nada. A dor que sentia era outra, pior. A dor que ele sentia era o fardo da loucura que pressionava suas costas.
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