Hey, Potato!
19 Why Katchup?
Notas iniciais
Harry
Depois de o Liam desabafar com a Mari, era a minha vez. Estava me preparando para contar meu caso. Cheguei lá, comecei falando:
-Lembra-se daquela sua amiga, a Maria? – ela deu um sorriso e me confirmou com a cabeça, então continuei – Eu havia pegado o celular dela com você, antes de terminar com o Niall – ela fechou a cara, como se não quisesse que eu tocasse nesse assunto. Isso chega a ser errado, porque ela ainda o ama do mesmo jeito que ele ama ela (de longe dá pra ver). – Então... Eu comecei a conversar com ela a duas semanas, e nesse meio tempo, nós estamos muito amigos... E acho que estou gostando do jeito dela, me acostumando com aquele jeito irônico de ser. – ela deu risada, e eu dei um sorriso de canto, com a cabeça baixa, envergonhado.
-Harry... – olhei para ela e ela falou – isso é muito bom! Sabe se ela vai vir para Londres já?
-Ela vai vir? – perguntei, entusiasmado.
-Sim, mas não sei quando. Talvez nas férias do meio do ano, ela vai ficar uma semana...
-Ah, vai demorar... – pensei que ia demorar menos, fiquei frustrado.
-Capaz, em um estalo chega lá! – ela deu risada e me abraçou. Quando me soltou, ela olhou no fundo dos meus olhos, me deu um beijo na bochecha, chegou perto de meu ouvido e sussurrou – Espero que vocês dois fiquem juntos, porque eu quero que meu irmão, assim como os outros, seja feliz. – eu amo essa minha irmãzinha!
Mari
Harry começou a falar com a Maria, Liam com a Leticia, Zayn com Gabriele. Cara, isso tá bom demais para ser verdade. Agora, só falta o Louis.
Louis
Queria falar tudo para a Mari, até porque, ela é minha melhor amiga. Claro, quatro dos cinco meninos, ela já disse serem melhores amigos dela. Ainda não entendo porque não o Niall, mas também, aqueles dois se amam, mas voltaram a brigar, então... Já dei conselhos para ela, e ela faz o máximo para cumpri-los, mas ela ainda gosta dele. É inevitável! Minha anja me chamou, fui até lá, e comecei a falar, um pouco nervoso e magoado, porque aquilo ainda era meio recente.
-Mari, me ajuda. – mal comecei a falar e lacrimejei. Era dolorido falar daquilo, ainda mais quando se sabe que é sobre algo que você gosta, mas não pode fazer nada para voltar atrás. – Eu terminei coma Eleanor semana passada. – mal tinha terminado a frase ela veio me interrogar...
-AH NÃO, COM A ELS? PORQUE BOO? NÃO CHORA, NÃO FICA ASSIM! – ela falou nervosa, surpresa, e parecia estar chateada. Ela me abraçou antes de responder aquele “Quis mágico”, e falou sussurrando – Se não quiser falar, não precisa. Pode falar depois, ou até mesmo, deixar quieto. O importante é que você saiba que eu tô aqui para te segurar em todas as quedas, levantar o muro quando os mesmos caírem, te ajudar a realizar seus sonhos. Isso que os irmãos devem fazer. – ela não estava nada bem me vendo daquele jeito. Respirei fundo, e comecei a falar:
-Mari, vou responder sim. Como você mesma disse, você é minha irmã, e tem que me suportar, queria você ou não. – dei risada, ela riu comigo e continuei – Sim, foi com a Els porque ela era a minha única namorada – ela riu da minha cara de ironia –Porque nós não estávamos mais unidos daquele jeito, e desconfiava de uma traição. – ela fez cara de espanto – E, foi isso.
-Sendo sincera, nunca achei que isso ia acontecer. – a Mari disse, em choque – mas agora, é bola pra frente amor! – ela deu um sorriso, me recompus e continuei.
-Sabe a Jaque?
-Harry te passou o número dela, não é mesmo?
-Sim... – ela deu um sorriso safado, e demos risada. – Tô falando muito com ela. Ela tá me ajudando bastante até. Ela não é próxima como você, e ela não sabe os detalhes do fim do namoro. E tipo, ela é super amiga minha...
-Louis, posso te dar um conselho? – ela parecia meio preocupada...Porém, fiz que sim e ela continuou– a Jaque é uma ótima pessoa, seja muito amigo dela. Quem sabe, algo rola entre vocês... Eu ia ficar estupidamente feliz!
-Será que me apaixonaria por uma menina assim, tanto tempo mais nova? – a questionei... Será possível?
-Claro, só depende do seu coração... – ela me abraçou e fomos ao sofá, onde todos estavam para assistir ToyStory. Liam nos obrigou a isso, que vergonha, meu Deus, mas tudo bem, eu aceito essa decisão. O filme estava na metade, quando a Mari levantou correndo e eu perguntei com um berro, o que estava acontecendo, quando ela respondeu:
-O bolo está queimando no forno e a gente se esqueceu! Alguém me ajuda a tirar daqui! – Niall foi o primeiro a se levantar para tirar o bolo de lá. Na verdade, isso foi uma brincadeira, porque eu e os garotos sabíamos que isso ia acontecer. Era só para aproximar os dois.
Niall
Todos os meninos fora eu, foram desabafar com a Mari. Eles são todos amigos dela, a consideram a irmã mais nova deles, principalmente o Louis e o Harry, pois a conhecem há mais tempo. E eu? Ainda tenho as cicatrizes do término. Ainda a amo. “O bolo está queimando!” Eu já sabia, porém, fui lá, queria a “ajudar” e conversar um pouco com ela, já não sinto que ela tem mais tempo para mim, acho que pelo menos aqui, eu teria um pouco.
-Niall, corre, pega o pegador! – ela começou a dar risada do que havia falado. “Pega o pegador” fica esquisito, não?
-Deixa que eu pego! – eu falei, coloquei a mão em um dos pegadores, e ela pegou outro que estava próximo ao forno, nós fomos pegar o bolo, mas a luva dela estava frágil, e não havíamos visto, e ela queimou um pouco as pontas dos dedos. Soltou na mesma hora, desisti de pegar a forma de lá. Desligamos o forno, deixamos o bolo lá mesmo, peguei água fria e falei – Mari coloca a mão na pia, tem que jogar água fria!
-NÃO! – ela respondeu rapidamente e falou – Dá o catchup. – Whatthefuck?
-Pra que mulher?
-Pega! – peguei o frasco e dei para ela, ela jogou na ponta de seus dedos e falou – para queimadura, não há coisa melhor. – Não sabia dessa, mas tudo bem Ela olhou os próprios dedos com as pontas vermelhas cremosas, olhou para mim, e nós rimos.
-Tá melhor? – perguntei preocupado para ela...
-Uhum, não se preocupe comigo, estou bem! – ela disse, num tom normal de voz, sem tempo para conversar. Ela lavou sua mão, e fomos novamente para a sala. Aquilo não havia saído como planejado. Na sala, nós nem tínhamos notado, mas o filme acabara, e nós não vimos o final. Fiquei decepcionado com os garotos, por não pausarem. Mas, o bom é que ia ser mais rápido fazer a pequena surpresa para ela.
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