Hey Lord!

25 Sua governanta, num casório!


Notas iniciais
OI meus amorecos, faz bastante tempo né...? Sei que devem estar com raiva, e alguns podem até mesmo terem parado de ler a fic... Mas eu estava com um bloquei terrivel, não escrevo absolutamente nada a meses! A ultima coisa que escrevi foi uma one-shot que foi apagada do meu computador na primeira vez que ele pifou. Sei que demorei muito pra postar, mas desta vez eu estava inspirada, e estou decidida a terminar isso antes de 2014! E em duvida lhes entregar a segunda temporada, querendo vocês ou não... Como eu ja havia dito, meu pc lixoso quebrou novamente, fazendo com que eu perdesse o capítulo e a ilustração na qual trabalhei bastante. Recomecei o capítulo essa noite, ficou melhor pra ser sincera, mas não pude entregar o desenho a vocês desta vez, entro sem falta no próximo cap. Boa leitura Edit: (dia 02-12-2013) : esta ai a ilustração huhu, melhor qualidade esta no meu deviantART link esta no meu perfil

Pov. Keyko

Passaram-se muitos e muitos dias desde que mamãe se mudou para mansão. E hoje é o tão esperado dia. O casamento do meu tio, Will.

Eu estava na porta do salão com Meyrin esperando o senhor Grell. Ele havia reservado um dia para nós três no salão, “para ficarmos ainda mais lindas do que já somos”, dizia ele rindo. Não demorou para ele chegar. Parecia pálido.

– Grell...? Você esta bem?- perguntou a garota ajeitando seus óculos de fundo de garrafa e se aproximando dele preocupada

– Só estou nervosa- ele respondeu com um sorriso forçado

– Entendo, é seu casamento, é normal que se sinta assim- sorri

– Ela tem razão ruiva, melhor esquecer o nervosismo e se lembrar de que hoje é o dia em que você estará oficialmente do lado do homem que você ama pelo resto de sua vida- Meyrin sorriu também, tão inocente, mal ela sabe que o Will vai estar preso ao Grell pela eternidade, literalmente...

Nosso dia estava separado em uma peque lista, a qual deveríamos seguir severamente para que desse tempo de fazer tudo. Primeiro confirmaríamos os nossos horários e deixaríamos Grell no salão para o “dia da noiva”, logo depois iríamos verificar se o espaço alugado para o casamento estava devidamente organizado como planejado e se o reverendo (muitas vezes contratado em casamentos fora da igreja, ou até mesmo poderia ter sido chamado um pastor) já havia confirmado seu horário de chegada e saída do local. Após isso, iriamos buscar meus irmãos, que seriam junto a mim a banda que fora “contratada” para tocar na festa do casamento, e deixa-los no espaço da festa para se prepararem. Logo, partiríamos até a mansão e tomaríamos banho para então voltarmos ao salão já com as roupas devidas e nos arrumar.

Bem, parecia simples e complicado de cumprir tudo ao mesmo tempo, mas eu e Meyrin estávamos decididas a fazer daquele, o melhor dia da vida da nossa amigo (a) ruiva.

Começamos com os afazeres da lista e pegamos um táxi para ir até o espaço alugado para a cerimônia e ao mesmo tempo a festa de casamento. Era um local extremamente lindo, como é algo comum hoje em dia, o casamento seria realizado numa pequena capela ao ar livre, e perto da mesma estariam mesas com as comidas do jantar, a mesa decorada com o bolo de casamento, o palco da banda e etc.

O lugar era numa espécie de planície, com a grama verdejante e belíssimas flores em todos os cantos. Nas altas árvores perto do Buffet haviam sido penduradas lanternas de papel, o que dava um charme rustico para o local, que combinava muito com a decoração e as flores dispostas na mesa do bolo.

Verificamos também a grade de horários para todas as coisas, ligamos para o reverendo, que felizmente havia confirmado o horário da cerimônia. Saímos de lá tranquilas e seguimos em outro táxi para a casa da minha família adotiva no subúrbio de Londres. Havia muito tempo que eu não os visitava, estava com saudades, creio que eles também. Chegamos enfim a uma pequena casa de cor amarelo claro, onde nos esperando havia um grupo de orientais vestidos em trajes de festa.

Desci do táxi por um momento e literalmente corri para o abraço. Seguido de lágrimas aleatórias de felicidade e saudade de alguns deles. Logo nos soltamos e fizeram quase que uma fila para cada um falasse uma coisa pra mim.

Sayu, minha irmã adotiva mais nova, melhor amiga e tecladista da banda, estava reclamando por eu ter demorado para vir em japonês, afinal, ela sempre fala em japonês quando está nervosa. Os “pais”, Kaya e Akyo, riam alegres com a volta. Miasato o filho do meio era nosso baterista, e o mais “tsundere” de todos, hora me xingava, hora dizia que me amava muito. Por fim, Johan, o mais velho, o baixista e melhor amigo sem dúvida alguma, me tomou nos braços com um abraço apertado, cheio de saudade e paixão, creio eu, não consegui identificar o que foi, sei que ele me tirou do chão e enterrou o rosto nos meus curtos cabelos e ficou assim por uns instantes.

Ele então desencostou dos mesmos e levou o rosto para mais próximo do meu, e sussurrou em meu ouvido de forma que minha face ficou tão vermelha quando a cor dos meus olhos de demônio.

– Você esta muito diferente baixinha- riu de leve com isso- esta ainda mais bonita... Eu senti muito sua falta

Sua entonação no “muito” chegou a me dar arrepios, logo me livrei de seus braços subitamente, com a face rubra. Sayu e Miasato riam baixinho atrás de nós. Dei tchau para meus pais desajeitada e desconcertada enquanto Johan ria sozinho levando os instrumentos para o porta-malas do táxi.

Entramos no mesmo e seguidos de volta para o espaço alugado, onde junto a Meyrin expliquei como funcionaria o evento. Hora iriamos tocar uma pequena sequencia de música, sendo compostas ou não, e hora daríamos uma pausa, deixando o DJ, se divertir na aparelhagem também alugada. Ronald seria ele, falara disso durante toda a semana. Sim, ele, é, nosso, DJ.

Certo, saímos novamente de lá e seguimos de táxi para mansão. Adeus economias, estou gastando tudo em transporte, porque papai não deixou o Ronny levar a gente. Chegando lá, Meyrin e eu seguimos correndo para meu quarta sem ninguém (lê-se família enxerida) nos percebesse. No dia anterior ela deixou suas roupas lá. Logo tomamos banho e novamente sem ninguém nos perceber fomos para o salão.

Lá estava Grell, tagarelando com as moças todo alegre, elas pareciam ter gostado dele, estavam bem amigos a essa altura. E com tititi pra cá e titti pra lá, ele nem nos notou. Duas moças altas vieram nos atender. Nos levaram até aquelas cadeiras especiais de salão de beleza as quais eu nunca me lembro o nome, e lá arrumaram nosso cabelo e maquiagem.

Combinavam perfeitamente com nossas roupas, assim como o esperado. Meyrin usava um vestido cor rosa bem claro, que fazia um efeito plissado na saia rodada, feito num tecido brilhoso, sua parte superior era quase prateada por conta do glitter. Seu cabelo foi preso num coque com várias mechas de cabelo soltas. Eu estava num vestido julgado por Grell, que era “a minha cara”, numa cor vermelha muito escura que por pouco não seria negra, o vestido era tomara que caia, imitando um espartilho na parte superior, sua saia era curta na frente e longa atrás, eu estava usando salto alto como maior parte das vezes, já que a pedido do meu tio, eu seria a madrinha dele, junto a Ronald, que estava sem par. Ciel estava se mordendo de ciúmes.

Já era noite, estávamos dentro da limusine alugada pela ruiva doida já a caminho do casamento, agora sim, ele(a) estava mais nervosa que nunca. Chegando lá, eu e Meyrin fomos as primeiras a sair do carro. Claro que estava repleto de pessoas, que cochicharam mais e mais. E os cochichos pioraram quando eu apareci.

“Será que eles sabem quem sou eu?”, pensei aflita comigo mesma.

Pedimos para que Grell esperasse um pouco, como o planejado a limusine daria mais uma volta enquanto o reverendo chamaria os padrinhos um por um com o inicio da cerimônia. Encontrei Ciel sentado na última fileira de cadeiras, com uma expressão um pouco emburrada. Ele estava uma gracinha, de verdade. Não sei ao certo, mas o terno dele era quase que um terno infantil, com uma bermuda no lugar de calça. Fazia o estilo dele.

Papai estava com um sorriso de vitória e um olhar de deboche aos shinigamis que o fuzilavam com o olhar. De terno como habitual, não muito diferente do de sempre. Minha mãe estava abraçada a ele toda alegre, com um vestido azul marinho longo e colado até a cintura onde descia e fazia uma saia estilo sereia.

Ótimo, fomos chamados aos pares, um a um. Meu pai e minha mãe eram padrinhos também, foram chamados antes, logo após eu e Ronny fomos, seguidos de outros casais desconhecidos. Tio Will parecia suar frio de nervoso la na frente, mas ainda sim estava com um enorme sorriso.

Logo chegou a vez de Meyrin, que mesmo com dezessete anos foi a dama de honra, e entregou as alianças a William toda acanhada. Mas enfim, com o soar dos trompetes e do piano tocando, entrou a maior estrela da noite, a noiva.

Grell desceu da limusine com um sorriso de ponta a ponta e um buque de rosas vermelhas em mãos. Seu vestido era um tradicionalmente conhecido como “bolo”, sua parte superior também imitava um espartilho, com detalhe em vermelho sangue e fitas atrás, com brilhos por toda a parte. Seu cabelo estava peso num lindo coque alto com apenas as mechas de cabelo na frente.

A cerimônia seguiu alegre, todos estavam felizes naquele dia. Na hora do “eu vos declaro marido e mulher” e “pode beijar a noiva”, houve uma grande salva de palmas. Sim foram usadas palavras no feminino para Grell, afinal, ele é um transgender.

Após isso, Ciel veio a meu encontro com um sorriso.

– Você esta linda Key- falou passando a mão em meus cabelos- vamos, ou vai perder a festa- riu

Papai apareceu também, seguido por minha mãe. Ronny tentava distrair os noivos para que chegassem antes no local da festa, que não era muito longe da pequena capela, por isso poderiam ir todos a pé.

Ciel olhou para mim rindo e apontou para os recém casados que estavam saindo da capela tentando evitar o “papo furado” de Ronald.

– Temos que correr, literalmente, ele estão indo naquele carrinho ridículo de golf porque o ruivo não quer estragar os sapatos na grama- ele falou rindo

– Mas eu não posso correr...- falei um pouco preocupada

Porém antes que eu completasse meus pensamentos negativos sobre minha surpresa ser estragada, Ciel me ergueu em seus braços rindo e saiu correndo pelo gramado em direção as luzes da festa. Eu soltei um gritinho no momento mas depois eu e ele fomos gargalhando até la.

Por sorte o carrinho demorou um pouco para dar partida, e Ciel por sorte era bem rápido. Chegamos lá quase que em cima da hora, eu fui puxada por Johan para cima do palco, e o mesmo encarou meu namorado com um olhar de fúria. E o mesmo por sua vez parecia não ter ligado, pois estava ofegante de mais, e pareia suar frio.

Sebastian pareceu notar, pois com uma expressão um pouco preocupada apertou o passo e veio até Ciel.

– Esta tudo bem?- perguntei me abaixando na beira do palco

– Não se preocupe comigo ta?- ele sorriu- vai la e “arrasa”

Joh me puxou novamente com ciúmes do garoto de tapa olhos. Ciel seguiu para uma das mesas com meu pai, Milly, como carinhosamente apelidei mamãe levou um copo de água para o mesmo.

“Nossa, eu sou tão pesada assim?”, pensei brava comigo mesma mas ainda sim preocupada. De onde estavam papai e Ciel acenaram num sinal que dizia algo como “va em frente, estou bem”.

Certo, me aprecei a pegar minha guitarra com Sayu e afina-la. Quando menos esperei as luzes diminuíram e pude ouvir os auto-falantes com a voz de Ronny.

– Agora, uma banda não muito conhecida, mas ainda sim uma das mais incríveis que já vi- ele parou um momento como suspense e então gritou o nome da banda, que eu havia dito a ele- Kuroshitsuji!

Houve uma salva de palmas para nós quando as luzes se voltaram para o palco, e então escutei uma risadinha dos meus amigos japoneses, que entenderam mensagem subliminar por trás do nome.

– Hã... Oi- eu disse no microfone com muita vergonha- hoje é um dia muito especial para os noivos, estou muito feliz por eles, e estou aqui para fazer uma homenagem a eles, com uma música que Grell disse que queria me ouvir cantar a bastante tempo, espero que você goste- eu disse olhando para o casal que descia do carrinho um sorriso de surpresa e alegria ao mesmo tempo.

A música começou com um toque leve da bateria, depois comecei a cantar.

“I heard a knock upon my door the other day

I opened it to find death staring in my face”

Então fui com a guitarra, num toque, dois toques, e assim segui a música. Logo chegou a parte mais agitada depois da primeira estrofe, onde tocavam a bateria, o baixo e um pouco do teclado. Então chegou no refrão.

“I've lost my god damn mind

It happens all the time

I can't believe I'm actually meant to be here

Trying to consume

The drug in me is you

And I'm so high on misery

Can't you see?”

Ciel parecia melhor, e me olhava com fascínio, um sorriso brilhante do mesmo foi direcionado a mim, que toquei melhor do que nunca.

A música enfim acabou, todos nos aplaudiram novamente de pé, fora algo incrível, Grell foi até o palco e subiu no mesmo novamente com a ajuda de Johan, e me deu um abraço apertado e me agradeceu pela festa e todo o resto.

Ele me chamou para descer, pois queria me apresentar o resto da família. Acenei para Ronny gritando para o mesmo “manda a ver loiro!” e na mesma hora uma frenética música eletrônica começou a tocar.

Pedi um minuto ao meu novo tio(a) um minuto para ver Ciel, que parecia melhor. Corri até a mesa onde ele s encontrava com meu pai, e ambos com expressões de tedio.

– Ciel, o que houve aquela hora?- perguntei preocupada

– Nada de mais- falou emburrado- não se preocupe com isso

– Jovem amo imaginou que por se tornar demônio estaria livre de sua asma- Sebastian retrucou sério

– Asma? Eu não sabia que você era asmático... Desculpe...- eu abaixei a cabeça com um pouco de culpa

– Não foi sua culpa Key- ele sorriu sem graça- vou ficar bem. Agora anda, tem um grupo de shinigamis esnobes ali querendo te ver, não gostaram muito de parte da família ser akuma agora- ele riu apontando para minha mão, tio Will e mais algumas pessoas

Segui até eles acanhada, eles me encaravam sérios, pareciam não gostar da minha presença.

– Então tia- minha mãe disse a uma senhora mais velha com cabelos negros que parecia ainda muito jovem- essa é minha filha Keyko

– Sua filha Milena?- falou um bigodudo com reprovação- essa cria do mal, não deveria estar viva

– Muito menos aqui- completou uma moça baixinha e roliça com um vestido verde horrível

– N-não deveriam pensar assim dela- Milly falou totalmente sem graça- ela é uma ótima menina, apesar de ter sangue de demônio, Keyko não se virou para o lado perverso para hã... Seduzir as pessoas e leva-las a morte

– Como pode dizer isso?- voltou a roliça- não se lembra das almas que foram recolhidas décadas antes do prazo no final do ano passado, pela falta de controle dessa criança?

– A senhora tem razão- disse rude a senhora de cabelos negros- ela é uma ameaça, ninguém sabe do que é realmente capaz! Espero que esteja ciente do conflito que esta causando por trazer dois demônios e uma sangue ruim para festa de casamento de seu irmão

– Você poderia ter seguido o exemplo dele, e ter se casado um homem como Undertaker, antes de se tornar louco claro- riu outra mulher dizendo- que vergonha, uma deusa da morte se envolvendo com um demônio...-antes que ela pudesse continuar eu a interrompi

– Com toda licença madame eu ainda estou aqui- falei pouco rude

– Eu percebi mocinha, que desagradável interromper as pessoas assim, seja la quem foi que te criou, não te ensinaram a ter respeito pelos mais velhos?- falou com ar de superioridade que me dava nojo

Fiquei realmente irritada, mas do que nunca, ela estava denegrindo o nome de minha mãe, meu pai, meu namorado, e toda a família adotiva que eu amava tanto. Senti meu sangue ferver, meus caninos aumentarem significativamente de tamanho e meus olhos ficarem com uma visão mais avançada.

– Acho que quem não aprendeu a ter educação aqui foi a senhora- eu disse

– O-o que a senhorita disse?- o bigodudo veio me encher o saco indignado

– Isso mesmo que o senhor ouviu! Estou tentando ser educada aqui, por favor!- reclamei o encarando com fúria nos olhos- parecem que não sabem respeitar algo que chamamos de amor, acho que devem saber o que é. Estão falando mal dos noivos aqui presentes também, devo imaginar

Ninguém respondeu a pergunta, até que com desdém a “titia” resolveu falar.

– Sim, William é um homem sério e deveria saber o erro e o pecado diante de Deus que esta cometendo em estar erguendo um matrimonio diante de outro homem- ela riu irônica- porém, o mesmo por sua vez se assume mulher, o que para um shinigami pode não ser problema, já que alguns de nós não tem o sexo definido- ela deu uma pausa irritante e voltou a dizer se abaixando um pouco para que seus olhos realmente se encontrassem com os meus- mas no caso de sua querida mamãe rebelde, é algo imperdoável, principalmente o fato de ela ter mentido ao departamento de morte sobre você, feito um demônio cria-la em segredo na mais nojenta situação e depois de quase quatrocentos anos nos aparecer contigo de volta, nos apresentando orgulhosa

Não pensei duas vezes em “sentar a mão na cara dela”.

– Cale sua boca nojenta- senti minha voz se alterar, mas não aumenta o volume- minha mãe não cometeu erro nenhum ao me gerar com um demônio, que mesmo sendo tal tem uma educação de longe melhor que a sua. Eu não saio por ai matando os humanos descaradamente- involuntariamente fui andando para frente como forma de ameaça-la- espero que retire o que disse, pois, tanto no matrimonio dos meus tios e dos meus pais, não há nada de errado, pois o amor não nos caminhos certos ou errados, apenas escolhas, as quais muitas vezes podem ser, aceitar, e aceitar

– Minha nossa, controle essa coisa Milena!- ela reclamou assustada

– Não sou nenhuma coisa, posso não ser humana, nem um shinigami, e nem um demônio, entendam que, sou os dois, e que nada que digam ou façam ira mudar isso, não quero que culpem minha mãe por ter se apaixonado por um demônio, nem meu pai por ser um, ele sem duvida é um homem gentil e encantador. Não fui criada de uma forma nojenta, e a senhora deveria pensar no quanto foi difícil para ambos admitirem minha “morte” e me mandarem para um lugar qualquer, com pessoas aleatórias durante os séculos, sem saber o que poderia acontece no futuro

Nesse momento uma mão gentil me puxou para trás fazendo com que eu voltasse totalmente ao normal com o susto. Era meu pai, e logo atrás estavam tio Will e tia Grell.

Papai me abraçou enquanto Willian chamou os shinigamis com quem eu discuti para conversarem sobre o assunto.

– Fique calma, não de ouvidos a eles ta legal?- ele disse dando um beijo na minha testa- mas de qualquer forma foi um belo discurso, calou a boca desses idiotas- ele riu

Milena apareceu cabisbaixa perto de nós e a puxamos para um abraço também.

– Não ligue você também pra isso querida- ele deixou uma risada fraca escapar- Key tem razão, o amor só nos da uma escolha e um caminho, podem parecer vários mas sempre dão no mesmo lugar... Você não deve ter vergonha de quem é filha, você é um ser incrível, quase um milagre, deveria se sentir superior apenas por ter nascido- ele disse sorrindo

– Er... Desculpe interromper a família feliz agora- Grell apareceu rindo- titia é meio esnobe, não liguem, mas enfim, esqueçam essa discussão aleatória e sem rumo nem pé nem cabeça certo? Vamos aproveitar a festa linda que Keyko organizou aqui- ele me puxou pelo braço para o meio da multidão que parecia não se importar com o fato de eu ser meio demônio- Ah sim quase que me esqueço, Will quer tirar uma foto nossa, antes de aproveitarmos a festa e ficarmos todos desarrumados

Fomos até um canteiro de flores que havia perto das mesas um pouco mais afastado da multidão e nos pomos a tirar aquela foto. Estávamos sorrindo, felizes, era um momento para se comemorar.

Papai voltou a me procurar avisando que passaria por uns minutos em casa para medicar Ciel devidamente para que ele não voltasse a se sentir mal durante a festa. E assim que saíram, Johan e Mey apareceram sorrindo e me puxando para o meio da festa.

Eu não sabia dançar muito bem, Joh riu e disse que me ensinaria, me ensinou alguns movimentos e eu apenas o segui. Foi divertido. Fomos chamados ao palco para tocar mais uma música e assim foi feito. Tocamos algo mais animado e estranho como “I’m not a vampire” o que passou um ar rebelde para os shinigamis que não gostam de mim. Logo quando desci do palco Johan apareceu com dois copos de bebida.

– Tome beba isso- ele disse bebericando seu drink cor-de-rosa enquanto tentava dançar no ritmo da musica ao mesmo tempo

– E-eu não bebo Joh-kun... E nem posso beber, você é maior de idade mas eu não...- falei envergonhada

– Ora, uma vez não tem problema né? Não se preocupe Key-chan isso é uma festa de casamento, todos bebem, não vejo problema algum- ele disse rindo e me entrgando um copo com uma bebida parecido mas de cor azul e com bastante gelo

Não pensei duas vezes e virei o copo garganta a baixo, imaginei que de primeiro teria um gosto ruim, mas não era apesar de tudo.

– Opa opa opa, vai com calma baixinha- ele disse tirando o copo de mim

– Não! Me da isso!- eu ri- é muito bom

– Não sei, era só pra você experimentar se beber de mais pode ficar bêbada, afinal, nunca bebeu antes- ele falou sério

– Eu não vou ficar bêbada, não sou irresponsável- disse pegando meu copo de volta e terminando de beber- onde consigo mais?

– Bem, se for o caso, esse é o espirito Key-chan! Me segue- ele disse rindo e me puxando pela mão dentre a multidão dançante

Pegamos mais um copo de bebida. Quando percebi perdi a conta de quantos havia bebido. Sem pensar muito e com as ideias embaralhadas eu apenas subi no palco fazendo com que Ronny parasse a musica de imediato. Eu estava alegre de um modo muito esquisito, me sentia livre, algo dizia dentro de mim que eu poderia me divertir essa noite e fazer o que eu bem entendesse.

– Bem- eu disse rindo alegre- Grell sempre me disse que essa música era a cara dela

Fiz um sinal para que Sayu subisse no palco comigo e sussurrei em seu ouvido o que tocar, ele me lançou um olhar de desconfiança como quem soubesse que eu estava passando dos limites básicos de uma moça educada.

Grell se aproximou do palco com um sorriso de malicia, ele sabia que musica era, apenas esperou meu show. Logo peguei o microfone e iniciei a música.

“So hot out the box

Can you pick up the pace?

Turn it up, Heat it up,

I need to be entertained

Push the limit, are you with it, baby don't be afraid

I'mma hurt you real good, baby”

Meus irmãos mais novos me lançaram um olhar estranho, junto de algumas pessoas na festa, mas tudo com que eu me importava agora era uma boa performance. “Voz sedutora, dança também, certo, vamos la, estamos indo bem”, pensei comigo mesma, mas algo no meu corpo parecia errado.

“I told you I'mma hold ya down until you're amazed

Give it to ya t'ill your screamin' my name”

Continuei com a música, vi Johan se aproximar muito do palco, com um olhar de interesse, não sei se poderia descrever como uma olhar de excitação, ele era meu irmão, anda mais.

“Oh, do you know what you got into?

Can you handle what I'm about to do?

Cause it's about to get rough for you

I'm here for your entertainment”

Continuei com a música sem nenhum problema se quer. Quando ela foi terminando senti minhas pernas fraquejarem, Joh subiu no palco preocupado e por sorte ele me segurou antes que eu caísse no chão. Eu estava rindo, não sabia do que mas eu ria, estava alegre por um motivo qualquer, não sei, mas era muito bom.

– key-chan- ele riu nervoso- você bebeu muito, eu falei pra não fazer isso!- disse me reprovando?

– Muito?- eu disse num soluço e outro- não, foram só alguns copos haha, era tão colorido- disse cantarolando

– Quantos dos copos coloridos você pegou?- ele disse bravo mas rindo de mim ao mesmo tempo

– Não sei- ri de novo- perdi a conta no oitavo

– Oitavo?! Nem eu beberia tanto assim Keyko! Vou te levar para casa agora! Mal se aguenta em pé!

– Ai, me larga Johan- eu falei tentando me livrar de seus braços fortes, mas não foi possível meu corpo estava mole e indisposto- a festa esta de mais, me deixei curtir até o fim

– Não key, olha, não devia ter feito você beber ta, é errado, você precisa descansar até o efeito do álcool passar antes que você faça algo estranho, como cantar aquela musica agora, o que estava tentando fazer garota- ele ficou sem jeito- me seduzir?

– Não, na verdade eu só queria me divertir mesmo, mas se foi o modo que te acertou tudo bem- sorri maliciosa para ele aproximando meu rosto do dele fazendo com que nossos narizes rosassem um no outro- podemos nos divertir de outra forma quem sabe- eu ri alto me livrando dele que a essa altura estava com a face rubra por completo- no dia 32 quem sabe, ou no 33 se for melhor pra você- e sai antando até a pista de dança com certa dificuldade

Já estava ficando tarde quando me toquei que Ciel havia chegado na festa há bastante tempo e me visto dançar aquela musica. Ele veio bem preocupado me buscar na pista de dança quando eu estava prestes a cair novamente.

– Keyko, você já se divertiu mais do que devia, já chega- ele falou me reprovando enquanto me pegava no colo

– Ah- choraminguei- mas a festa ta tão legal Ciel, começou agora pouco, não quero sair- falei fazendo um biquinho e cruzando os braços infantilmente em protesto- se quer me levar ao menos me ponha no chão, vai passar mal de novo

– Não, não vou, a festa esta quase no fim, você parece mal, esta se sentindo bem?- falou preocupado enquanto se dirigia ao estacionamento

– Estou ótima–eu disse alegre- porque a pergunta?

– Você bebeu não é? Você é acanhada de mais para ter feito aquilo no palco sóbria, esta cheirando a álcool e bem, você quase caiu no chão sua vezes, esta bem “chapada”

– Que exagero ein, foram só alguns copinhos...- falei passando os braços em torno do pescoço dele e beijando-o de forma que o deixou constrangido

– K-Keyko, chegando em casa, tome um banho e va direto dormir esta bem?- falou ele com o rosto rubro

– Pare de agir assim Ciel, vamos brincar quando chegar em casa- falei sorrindo e sem pensar, creio que inconscientemente eu disse algo pervertido e ele entendeu isso

Ele me levou ao carro, onde eu não me lembro bem do que aconteceu além de eu ter dito que estava passando mal e adormeci desesperada nos braços do baixinho de tapa olhos.

Tenho pouquíssimas lembranças do que aconteceu depois do oitavo copo de bebida essa noite, vagamente me lembro de ter dito algumas ciosas pervertidas a Ciel, depois me lembro dele rindo da minha cara enquanto eu estava com a cara “enfiada no vaso” vomitando, depois da minha mão me ajudando a tomar um banho, gelado, e indo dormir.

Acordei tarde nesse dia, minha cabeça latejava, eu me sentia indisposta para qualquer coisa. Sem me lembrar de quase nada, eu não tinha vontade de sair da cama, o quarto estava escuro, minha cama um pouco mais desarrumada que o normal. Peguei facilmente no sono após ter tentado lembrar de alguma coisa.

Não sei quanto tempo passou entre eu acordar e cochilar novamente, mas sei que quando acordei de novo, meu pai estava com um olhar meio sentado ao meu lado nada cama com um copo de água e algumas aspirinas.

A janela estava aberta e o quarto bem iluminado o que fazia meus olhos doerem.

– Pai... o que aconteceu?- eu falei baixo seguido de um gemido de dor

– Sabia que ia me perguntar isso- ele disse balançando a cabeça negativamente com um olhar de quem diz “fez algo terrível, mas agora já foi né...”- bem, você foi uma menina muito imprudente ontem Keyko

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado... Ficou bem comprido, desculpem... Tentei encurtar, poupei muitos detalhes até... Mas enfim, as músicas tocadas foram "The drug in me is you" e "I'm not a vampire" de Falling in reverse, "For your entretainmet" de um cara que eu não lembro o nome... Os linnks estão ai, espero vocês no próximo capitulo :3 - http://www.youtube.com/watch?v=rgWr2nln83s (the drug in me is you) - http://www.youtube.com/watch?v=ODhMdujZeEY&list=RDrgWr2nln83s (I'm not a vampire) - http://www.youtube.com/watch?v=_R63xv1CMYo ( for your entrainment, ver. Grell U3U) senti a falta de vocês meus amores
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.