Hey Lord!
2 Coexistência pacífica, só que não
Notas iniciais
Pov. Ciel
Ela se assustou, se levantou e envergonhada disse.
– Boa tarde Lord- e se curvou de ante de mim
Eu retribui o boa tarde por educação, e tive certeza de ser frio. Não fui com a cara dessa garota, logo joguei minha mochila no chão e falei num tom alto e bravo.
– Que raios essa garota esta fazendo aqui?!
– Essa é a nova empregada senhor- Sebastian disse no sempre condito e suave tom de voz
A garota estava inquieta, parecia estar envergonhada.
– Vocês se conhecem? -ele me perguntou
– Quase isso- ela disse baixo- Meu nome é Keyko senhor Phantomhive, irei trabalhar aqui a partir de agora
Eu a encarei, e peguei minha mochila no chão.
– Ótimo!- eu disse grosseiro- estou indo para meu quarto! — e sai do cômodo
“O que esta havendo? Desde quando sou assim? Estressado e mal educado, isso não é bom, tenho que me acalmar e me desculpar com aquela garota... Não! Sim! Ah, seja como for!"
***
Pov. Keyko
Ciel saiu furioso do escritório, tenho receio de que aquele meu comentário na escola o irritou, mas não entendo porque irritou tanto. Sebastian continuou mantendo sua postura tranquila, eu observei por um segundo.
“Nossa que homem! Ei! Pare de ser tão safada e libidinosa! Concentre-se"
Ele se aproximou de mim, e contra minha vontade acabei ficando com o rosto completamente vermelho, ele sorriu e pegou minha mochila toda ferrada do chão e pediu para que eu o seguisse até meu novo quarto.
"Que vergonha! Eu na casa desses ricaços desse jeito!"
Até que para um quarto era muito grande! Tinha uma cama de casal encostada em uma das paredes que eram mais escuras, o quarto era todo azul marinho e branco, e seus detalhes desde o tecido da colcha até o dos móveis combinavam. Havia um guarda roupas bem espaçoso, uma escrivaninha com uma luminária preta em cima, e um grande tapete felpudo branco.
– Com o dinheiro que você irá receber, poderá decorar o local como desejar- ele me disse indo em direção ao guarda roupas- aqui ficam seus uniformes- ele abriu uma das gavetas e me mostrou
– Muito obrigada- falei meio rouca
Ele colocou a minha mochila dentro do guarda roupas e pediu para que eu o seguisse. Ele então me mostrou cada cômodo da casa, que pra mim era quase uma mansão, desde o salão de entrada e a enorme cozinha, até a lavanderia e sótão. Ele também me explicou tudo o que eu deveria ou não fazer, e me deu uma "lista de tarefas" diárias, além das que ele me daria normalmente. Ele me levou de volta a cozinha.
– Sempre sou eu que faço esse tipo de coisa, mas como você esta aqui para me ajudar e eu sempre faço de tudo, vou te ensinar a fazer um chá que agrade o nosso jovem amo
Eu assenti com a cabeça. Ele me mostrou os tipos de chá e me explicou sobre cada um e o momento certo de servi-los, desde o jeito de prepara-los até de servir aos convidados. Era mais complicado do que eu imaginava.
“Porque logo uma pobretona sem classe como eu tinha que ser escolhida? Muito estranho, mas ok"
Ele me pediu para levar o chá para o mestre Ciel, e me entregou uma bela bandeja de prata com o aparelho de chá. Eu subi as escadas, até onde ficava o quarto do garoto, e bati na porta.
– Com licença
– Entre- ele disse numa voz serena
Eu equilibrei a bandeja em uma das mãos e abri a porta. O quarto dele era realmente o mais bonito da casa, paredes em vários tons de cinza, uma cama de casal, televisão de cinquenta polegadas na parede e um PS3 acompanhando. Ele ainda estava de uniforme, sentado de pernas cruzadas em cima da cama lendo. Não pude esconder que eu estava surpresa. Coloquei a bandeja na escrivaninha que ficava no canto do quarto, servi o chá e entreguei a xicara a ele. Ele olhou pra mim.
– Desculpe por ter sido rude com você- ele tomou um gole de chá- eu realmente estava estressado
Esperei que ele terminasse de tomar o chá assim como Sebastian havia me dito, eu estava saindo da sala, quando bocchan me pediu para ficar.
– Sente-se, por favor- ele fechou o livro e apontou para uma poltrona preta a sua frente- posso falar com você?
– P-pode- eu coloquei a bandeja de volta na mesa e me sentei
– Sinceramente, o que leva uma garota da minha idade ir morar na casa de estranhos só por um emprego? -ele perguntou — afinal, somos da mesma escola, você não precisa disso... Mas me diga, por que
– Bem... Eu sou bolsista no seu colégio- falei um pouco desapontada, ele ficou surpreso- eu não tenho pais nem casa, eu estava morando de favor na casa de uma amiga, precisei desse emprego- abaixei a cabeça- me desculpe se eu insultei o senhor hoje mais cedo
– Não, não, eu é que me desculpo por ser tão rude! -ele pareceu se preocupar
Eu me levantei peguei a bandeja e fui até a porta.
– Não precisa se preocupar — eu sorri- a vida é cheia de obstáculos, não adianta se queixar do passado, não é mesmo? Com licença — e sai
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