Hey, Ho. Let's Go!
38 Capítulo 38
Notas iniciais
O meu aniversário_ como meu pai fez o favor de me lembrar_ estava chegando e eu mal tinha noção do que poderia fazer.
Quero dizer, eu tinha poucos amigos naquela época_ Roberta, que eu mal conversava, Afonso, meu namorado ciumento, Nicolas, em outro país, Talita, que nem poderia ser considerada amiga; Miguel, um caso à parte. E além do mais, ninguém sabia que meu aniversário era dia 30 de Junho, apenas Nicolas e Talita e, bem, já estávamos no dia 23.
_Alguma sugestão do que eu posso fazer no meu aniversário?_ Disse, agarrada ao Afonso.
_Hum, deixe-me ver... que tal a gente ficar aqui na sua casa?
_Mas isso a gente já faz todos os dias. Afonso, eu não quero parecer chata mas eu tenho que ficar com os poucos amigos que eu tenho!
_Então chama os seus "amigos" pra cá, ué._ Afonso saiu da sala, indo pro quarto.
Entrei junto com ele no quarto, não querendo piorar a situação.
_Afonso, você vai ficar bravo comigo?
Ele me olhou, sério, mas depois desistiu e sorriu, um sorriso de canto de rosto, todo lindo e perfeito...
_Não, claro que não._ ele me puxou pra perto e me deu um beijo na testa. Eu o abracei ainda mais forte.
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Três dias se passaram e eu já tinha todos os possíveis convidados cientes de que meu aniversário seria depois de quatro dias passados.
Menos Miguel.
Eu já não sentia nada mais que um simples "Obrigada por me fazer crescer", e ele também sentia isso por mim. Nós não víamos problema em sermos amigos, mas Afonso via.
Fui para a casa de Miguel sabendo que Afonso não podia descobrir. Não que eu iria esconder isso a sete chaves, afinal eu não estava fazendo nada demais. Mas eu também não queria magoá-lo, porque se eu o perdesse, ficaria sem ele e sem Miguel.
_Oi, Fatinha, o Miguel está...?
_Magda!! Quanto tempo que tu não aparece aqui!_ ela já ia me empurrando para dentro da casa dele, sem sequer me responder.
_É, eu sei, Fatinha. Mas o Miguel está aí?
Ela corria em passinhos pequenos, até chegar na porta do quarto dele e o chamar baixinho.
Miguel sai do quarto, surpreso e sorridente.
_Magda!_ ele veio pra me abraçar_ Você por aqui!
Ele estava tão alegre e lindo que eu também acabei ficando contente com o fato de estar ali também.
Ele me deu um abraço tão quente e bom que eu não sentia desde o último dia que estávamos namorando...
_Tudo bom?_ ele me olhava com um brilho intenso no olhar.
_Tudo!_ acho que estava vermelha, não sei..._ é-é... o meu aniversário tá chegando. Eu queria que você fosse na festinha que eu vou dar dia 30...
_Ah, mas é claro que eu vou. Pode me esperar!
Sorrimos um para o outro e eu fui andando em direção ao portão, quando ele me para:
_É... entre nós... está tudo resolvido?
O que ele queria dizer com "resolvido"?
_Como assim?
_Quero dizer..._ ele passou a mão no cabelo loiro_ não estamos mais... brigados, não é? Você já superou aquilo tudo e...
_Não, Miguel, não estamos brigados.
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Afonso bate na porta do meu apartamento.
_Quem é?
_Abre a porta!
Eu a abri, pronta pra dar um sermão em Afonso, quando vejo suas mãos: um buquê enorme de rosas e uma caixa de chocolate.
Eu automaticamente o agarrei, o que quase fez com que nós caíssemos do lado de fora.
_Opa_ ele riu_ acho melhor eu colocar essas coisas no sofá né...
Ele entrou, e colocou a caixa de bombons no sofá e me puxou pra perto dele, com as rosas na mão:
_Rosas para uma rosa... o que acha?
_Achei lindo, Afonso. Mas por que isso tudo?
_Porque você merece, você não acha? E além do mais, não vai dar pra fazer toda essa cerimônia no dia da festinha, porque os seus amigos vão estar aqui também e... já viu, não é?
_Bom, mas eles não estão aqui agora..._ pisquei para ele.
_O que você quer dizer com isso?
Levei ele para o meu quarto, com a caixa de chocolate.
_Você vai ver...
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No mesmo dia, chegou meu celular novo. Era um iPhone 5 que eu ainda não entendi como fiz para merecer. Na verdade, não me importava muito com esses celulares de marca, mas fiquei feliz do mesmo jeito.
Depois, eu e Afonso fomos para a cafeteria onde costumávamos ir eu e Miguel, e passamos o resto da noite por ali, conversando, admirando um ao outro, numa paz de espírito com quem mais amávamos...
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