Bob: — Ah, cuidado com as malas Miriam.

Miriam: — Esta tudo bem Bob.

Helga: — É, brilhante, vou ter de aguentar 10 horas de viajem em um ônibus quente com esses dois manes. Espero que acabe logo.

Bob: — Olga vem cá ajudar a sua mãe com as malas!

Helga: — E Helga papai.

Bob: — Tá tanto faz, agora venha!

Helga: — Ah, seus babacas.

Empurei as malas para dentro do bagageiro do ônibus com força, entrei nele e escolhi um lugar longe deles, Bob ficou a viagem toda reclamando e Miriam estava dormindo tão profundamente que até roncava, o tempo todo fiquei ouvindo música com meus fones, mas também pensava em meus amigos e se eles se lembravam de mim mesmo depois de todos esses anos. Estava com saudades de todos, da Phoebe, do Gerald até mesmos da Laila aquela miss perfeição, mas principalmente do Arnold, desde o dia que mudei até hoje fiquei pensando nele, como ele estava, se estava bem, como tinha ficado depois de sete anos? Meu coração não parava de bater, um tempo depois acabei pegando no sono e sonhei com minha volta e como seria a reação de todos principalmente do Arnold.

Algumas horas se passaram e enfim chegamos, minhas pernas já estavam doendo de ficar na mesma posição por horas.

Bob: — Miriam vem pegar as malas!

Miriam:- Está tudo bem Bob.

Ela falou ajeitando os óculos. Ela pegava as malas enquanto meu pai tentava chamar um taxi.

Miriam: — Helga querida venha me ajudar com as malas.

Helga: — Ah, tá bom Miriam.

Bob: — Consegui Miriam... Olga venha rápido.

Colocamos algumas malas no porta-malas e o resto ficou no teto amarrado apenas com uma corda, mais dez minutos de viagem e chegamos à nossa antiga casa, ela não tinha mudado em nada estava à mesma coisa, acho que no fundo estava feliz com isso, antes de abrir a porta dois caras entraram lá dentro com um sofá velho, esperei eles passarem e fui direto para meu quarto, tudo já estava arrumado do jeito que era antes... Ah, que droga sempre odiei aquele quarto. Então rasguei o papel de parede e peguei duas latas de tinta spray e comecei a pintar, aquilo havia se transformado em uma espécie de passa tempo, era como se todos os meus sentimentos estivessem fluindo naquele momento.

Mais tarde passei na casa da Phoebe, não sabia se ela havia se mudado, mas naquele momento não pensei nessa probabilidade, mas quando apertei a campainha e a vi na porta não tive duvidas, eu a abracei com muita força.

Phoebe: — Helga é você?

Helga: — sim, sou eu.

Phoebe: Ai Helga, eu senti tantas saudades.

Helga: Eu também senti sua falta.

Ela me convidou para entra e fomos para seu quarto, havia muita coisa para lhe perguntar, nem sabia por onde começar. Phoebe havia mudado muito, ela não era mais aquela menina baixinha e magrela, ela havia ganhado corpo e mesmo eu ainda estando mais alta ela tinha crescido bastante, também percebi que tinha deixado o cabelo crescer.

Phoebe: — Helga, você está bem?

Helga: — Estou, é que você mudou muito.

Phoebe: — Você também mudou.

Ela respondeu dando uma risadinha, mesmo que sua aparência estivesse diferente ela ainda era aquela menina doce que conheci há anos atrás.

Phoebe: — Como é lá na California?

Helga: — Muito quente e chato.

Phoebe: — Você fez muitos amigos por lá?

Helga: — Não, vamos dizer que eles não gostam de garotas como eu na California.

Phoebe: — Encontrou alguém especial?

Helga: — Fique com uns caras por um tempo, mas não foi nada sério.

Phoebe: — Você ainda gosta dele?

Helga: — Do Arnold? Bom acho que ele foi um dos motivos por eu não ter encontrado ninguém especial lá. E como esta a escola?

Phoebe: — Bom, todos ficaram surpresos com a notícia.

Helga: — Até o Arnold?

Phoebe: — Principalmente ele.

Helga: — Sério! Como ele reagiu?

Phoebe: — Lamento informar mais a reação dele não foi das melhores.

Helga: — Oh, claro também com tudo que eu fiz com ele. Nossa já ta tarde tenho que ir pra casa.

Phoebe: — Ah não Helga, por que você não dorme aqui hoje.

Helga: — Não posso, se eu dormir aqui a Miriam vai acabar pegando minhas coisas e dando pra doação. Mas talvez outro dia.

Phoebe: — É você tem razão.

Nós saímos do quarto e ela me levou até a porta.

Phoebe: — Tchau Helga foi muito bom você ter vindo aqui.

Helga: — Eu também acho, tchau.

Ela acenou e fechou a porta, fui andando até em casa, já estava um pouco escuro, mas não me importei, até que cheguei perto da casa do Arnold, as luzes do quarto dele ainda estavam acesas, nessa hora meu coração bateu mais rápido que quase saiu pra fora, não via a hora de voltar para escola e rever meu Arnold.



Continua...