Hesitate

10 Whataya want from me


Notas iniciais
Opa, bãao galera?
Eu resolvi adiantar o capítulo [e muito] porque eu estou de ótimo humor, porque vocês comentaram bastante e PORQUE NÓS CHEGAMOS AO 100! o//
Que limds...
Eu comemoro tudo beleza? Então sejam legais comigo. kkk;
Falando nisso, tem vários novos leitores e favoritos, mas os reviews continuam numa média mesma... Então comentem leitores fantasmas muliudos! kk'
O cap é grandinho e tem váarias coisas bastante interessantes, umh.. Acho que vocês vão gostar ahaha
So, reviewws? *-*


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Meus olhos estavam pesados, mas mesmo assim consegui abrí-los com alguma dificuldade, estava completamente escuro a minha volta e mecanicamente minha mão percorreu a cama, encontrando nada além dos lençóis ao meu lado.
Franzi a testa e sentei na cama enterrando uma das mãos no cabelo para arrumá-lo, olhei em volta no escuro e não consegui identificar nada.
– Brian? — Chamei e não obtive resposta, no quarto ele não estava.
Suspirei e levantei da cama, caminhei lentamente pelo corredor e percebi uma luz acesa no andar de baixo.

Desci as escadas com cuidado e percebi que a luz vinha da cozinha, me direcionei para lá e quando cheguei perto o bastante, percebi que ele estava de costas para mim bebendo alguma coisa.
– Brian? — Chamei de novo e ele me olhou por cima do ombro.
– Por que não está na cama? — Perguntou virando o corpo em minha direção.
– Acordei e vi que você não estava lá… Tudo bem?
– Tudo sim, acho que seu irmão não vem pra casa hoje. Estava pensando se eu fico aqui ou se eu vou embora. — Comentou encostando no balcão.
– Fica ué. Até porque já tá tarde pra caramba.
Ele deu de ombros — É, mas não faz muita diferença. — Respondeu depois de virar o aparente último gole do que bebia e colocar a caneca na bancada. — Volta pra cama Sam.

Sorri involuntariamente e cruzei os braços — Você me trata como uma criança as vezes.
– Não posso evitar, você é. — Fechei a cara e ele sorriu — Agora vai pra cama.
– Eu não sou criança… Deixei de ser Libby pra ser Ruby porque eu não sou mais criança.
– A mudança foi em outro sentido Sam. — Ele comentou mais sério, mas então sorriu — Criança você é e sempre vai ser.
– Não sou criança e você sabe disso.
– Pros meus padrões você é.
– E quais são seus padrões? — Perguntei o olhando com a sobrancelha erguida.
– Ser uma pirralha, baixinha, irmã do Jimmy, esse é o meu padrão pra você. — Disse andando em minha direção, então empurrou minha testa com dois dedos — Agora deixa de ser invocada e vai dormir.
– Eu perdi o sono.
– Você é muito complicada pirralha. — Disse apoiando as mãos nos meus ombros e descendo o rosto — Vou te colocar pra dormir, então vem.
– Não tô com sono, entenda isso Brian. — Eu disse séria, mas ele me ignorou, abaixando e abraçando minhas coxas, erguendo-me do chão e começando a caminhar na direção das escadas.

Segui todo o caminho até meu quarto abraçada a seus ombros, quando ele me colocou no chão, dando um beijo em meu ombro, eu sorri e correspondi ao beijo.
– Agora vai dormir, aposto que não consegue por causa dessa roupa.
– Tá, eu vou trocar e tentar dormir, tá?
– Boa menina.

Fui até o banheiro e coloquei meu pijama, quando voltei ao quarto encontrei-o calçando os tênis.
– O que você está fazendo?
– Calçando.
– Disso eu sei, mas por que?
– É melhor eu ir embora.
– Não! Eu já falei que não quero ficar sozinha.
Ele suspirou e me encarou por um tempo, depois chutou os tênis pra fora dos pés e arrancou as meias.
– Você me complica Sam.
– E é por isso que eu gosto muito mais de ser Ruby. — Comentei deitando na cama e chutando sua coxa.
– E eu gosto mais de você Libby.
– Porque eu era retardada.
– Não, porque você era fofa. — Comentou batendo no meu calcanhar — Agora dorme Ruby.
Sentei e me aproximei dele. — Eu não estou sendo mais Ruby estou?
– Por que não?
– Ué… Pra ser Ruby eu tenho que ser do Zacky… Ou estou errada?
– Está errada. E também, você ainda é do Zacky.
– Não. Definitivamente não.
Ele suspirou e esfregou o rosto — Vocês brigaram, mas logo já voltam numa boa tá?
– Não, não voltamos. — Comentei abraçando os joelhos

Ficamos em silêncio um tempo e ele me abraçou, apoiando o queixo no topo da minha cabeça.
– Vai ficar tudo bem Sam, você vai ver.
– Vai sim, vai ficar porque depois do que ele fez eu não vou sofrer por terminar.
Brian se afastou de mim, me olhando confuso e curioso — E o que foi que ele te fez Sam?
Suspirei — Não quero conversar sobre isso. Por favor?
Ele tirou uma mecha do cabelo da minha frente e riu — Então vai dormir.
Bufei e empurrei seu peito, fazendo com que ele me puxasse mais, acabamos caindo na cama comigo deitada por cima dele, os dois rindo como retardados.
– Você é um idiota.
– E você é um caso perdido. Não consegue nem decidir se é Libby ou se é Ruby.
– Eu sou Sammy. — Respondi divertida e ele apertou abaixo das minhas costelas, me arrancando uma risada.
– E o que é que a Sammy faz? — Perguntou divertido.
– A Sammy… — Comecei e me perdi nas palavras.

Levantei-me um pouco para encará-lo e arrumei meu corpo sobre o dele.
– Você não pode ser Sammy. — Murmurou — Seu cabelo ainda é o da Ruby.
Sorri e me puxei um pouco pra cima — Mas eu ainda sou Libby em um quesito.
– Qual? — Perguntou colocando meu cabelo pra trás da orelha.
– Eu ainda quero beijar o irmão errado. — Murmurei colocando minha testa na dele, que fechou os olhos e se mexeu sob mim.
– Quando você era Libby eu não era irmão errado. Você está pensando como Ruby. — Disse fraco apertando minha nuca, mantendo-me distante.
– Não, eu estou pensando como Sammy.
– E no que é que a Sammy pensa de diferente?
– Em você. — Murmurei contra a boca dele. — Ela pensa em você.
Mal terminei de falar e senti sua mão me puxar para baixo com força, colando nossos lábios em um beijo urgente.

Brian nos girou na cama e prensou meu corpo no colchão, ele me beijava com força e certo desespero, puxando minha nuca e apertando a pele das minhas costas.
Eu me encontrava perdida em mim mesma, tendo pela segunda vez arriscado e obtido algum sucesso. Meu coração martelava o peito e minha mente rodava tentando suprimir a felicidade estranha que corria em minhas veias.
Enterrei uma das mãos nos cabelos negros arrepiados e puxei-o mais para mim, o ar deixara de ser necessidade básica enquanto eu apertava seu braço, cravado as unhas na pele colorida.
Senti seus dentes arranharem meu lábio inferior, depois ele desceu a boca até o pescoço, onde distribuiu beijos e mordidas.

Abri os olhos e encarei o teto, o quarto estava quase completamente escuro e eu me peguei pensando se aquilo era uma espécie de sonho ou tortura que meu cérebro estava me impondo, mas resolvi que, mesmo que fosse, eu aproveitaria minha insanidade.
Enterrei mais minhas unhas na carne dele e o puxei para cima, percebi que Brian sorria antes de voltar a me beijar intensamente.
Suas mãos deslizavam por mim acariciando meu corpo por inteiro, puxando minhas pernas e arranhando-me de leve com as unhas curtas.
Mordi sua boca de leve e ele sorriu correspondendo a mordida.

Sem querer meu cérebro comparou-o a Zacky e aquilo rodou na minha cabeça de forma confusa.
Brian era mais… Bem, eu não sei bem… Zacky era sempre fofo e sempre tinha uma atmosfera bem estilo ursinhos carinhosos, cheio de beijos fofos e tudo mais. Já Brian era tão mais… Testosterona. Tudo nele era mais forte, beijos, carinhos, mordidas… E até as brincadeirinhas não tinham um simples ar bonitinho, mas algo mais.
O corpo dele agora pesava um pouco sobre o meu, enquanto uma de suas mãos acariciava a parte de trás da minha coxa, empurrando-a para mais perto do meu corpo e apertando-a com força.
Ele esfregou o quadril contra o meu, evidenciando a ereção e apertando-a contra a minha outra coxa.
Minhas mãos percorriam as costas nuas e eu alternava arranhões ao longo da pele macia, sentia-o me beijar e acariciar.

Senti-o parar de me beijar e de repente ele se sentou na cama, franzi a testa e sentei também, percebendo que ele esfregava o rosto e depois o pescoço.
– Tudo bem? — Perguntei baixo.
– Vai dormir Sam. — Murmurou se levantando e pulando da cama.
– Brian…
– Vai dormir. — Repetiu vestindo a blusa.
– Aonde você vai? — Perguntei olhando-o e ele suspirou.
– Pro quarto do seu irmão, se precisar de alguma coisa me chama.
– Mas…
– Boa noite. — Disse sério e saiu do quarto.

Suspirei e deitei novamente, esfregando o rosto um pouco frustrada e ouvindo um “eu te avisei” de mim mesma.
Brian me confundia de formas incríveis, não existia ninguém no mundo inteiro mais confuso do que aquele garoto.
Fiquei remoendo os últimos acontecimentos em minha mente, as ameaças, a história da Libby de novo, o beijo… Todas as coisas…
Se eu não conseguia esquecer desse idiota antes, seria impossível agora.
Soquei a cama irritada e arranhei o lençol pensando como seria agora.

Rolei na cama a noite inteira, incapaz de dormir ou de pensar em qualquer coisa que não fosse Brian.
Sentei-me na cama as oito da manhã e fui tomar banho, esfreguei o cabelo com força e acabei deixando o couro ardendo, mas ignorei isso e fui secá-lo.
Desci as escadas e fui para a cozinha, colocando bacon fatiado em uma frigideira e ligando o fogo.
Coloquei uma música do Misfits para tocar no meu celular e cantarolei junto, tentando esquecer a existência de Brian, mas é claro que isso era impossível.

Coloquei meu café da manhã em um prato e sentei na mesa, me concentrando em comer lentamente ao invés de descarregar minha raiva no pobre bacon.
– Bom dia Sam. — Ouvi a voz rouca e me assustei.
Engoli o bacon e respirei fundo — Bom dia Brian. — Murmurei sem olhar para trás para vê-lo. — Achei que já tinha ido.
– Dormi mais do que devia. — Comentou sentando na cadeira da ponta, ao meu lado.
– Mh. Quer? — Perguntei empurrando um pouco o prato na direção dele, que pegou uma das fatias e colocou na boca.
– Você cozinha bem. — Comentou depois de engolir.
– Obrigada.

Ficamos em silêncio e eu continuei comendo lentamente, Brian me encarou todo o tempo e eu odiava aquilo, primeiro porque eu já odeio pessoas me encarando quando eu como, segundo porque era ele.
– Acho que seu irmão só chega hoje a tarde. — Ele comentou e eu virei o rosto para ele pela primeira vez no dia, lembrando o quanto ele fica lindo pouco depois de acordar.
– Por que? Ele te mandou mensagem?
– Não, só estou presumindo.
– Então tá.
– Escuta, provavelmente você nem quer saber disso, mas vai ter tipo, uma festa lá em casa hoje…
Ri — E?
– E, se você fosse seria legal.
– Não Brian, seria péssimo.
– Qual é Sam, você e o Zacky…
– Já era e ponto. — Disse séria me levantando e levando o meu prato para a pia.
Ouvi Brian suspirar e levantar da cadeira, abri a torneira e comecei a lavar o prato, até que senti-o me abraçar por trás e beijar meu ombro.
– Você devia pensar melhor sobre isso Sam.
– Não preciso pensar em nada Brian, agora por favor…
– Te vejo hoje a noite. — Disse e beijou minha bochecha — Nem que eu faça seu irmão te arrastar pra lá.

Não falei absolutamente nada e ele foi embora, assim que ouvi a porta da frente se fechar joguei o prato na pia irritada e vi a porcelana branca se partir em vários pedaços.
Me irritei ainda mais e ignorei os cacos, saindo da cozinha e subindo para o quarto, queria chutar e socar tudo, mas me contive e apenas sentei na cama agarrando meus cabelos irritada.
Ouvi meu próprio grito ecoar enquanto sentia as lágrimas descerem pelo meu rosto.
Era simplesmente insuportável estar dentro da minha pele naquele momento, nada fazia sentido, nada era bom, nada era nada.
Levantei-me e fui para o banheiro, me encarando irritada e não aguentando mais a mim mesma.
A música do celular ecoou e eu me virei para ir atendê-lo, assim que alcancei o aparelho, a raiva borbulhou ainda mais em meu sangue, fazendo-me atirar o celular na cama.
– Zacky idiota. — Grunhi e saí do quarto.
Eu estava perdida e sem nenhuma chance de me encontrar tão cedo.

Saí de casa ainda de pijama e sentei na varanda, olhando a casa da frente, a garotinha brincava com a irmã e elas se abraçaram. Elas que tomassem cuidado quando crescessem, pois ser mulher é a pura desgraça.
Respirei fundo e me lembrei que em poucos dias faria dezoito anos, aquilo devia ser algo que me animava, mas isso só significava que Jimmy ia me farejar e revistar antes de sair de casa e quando eu voltasse.
– Oi mana! — A voz dele me assustou e eu pulei da cadeira, fazendo-o rir — Tava dormindo aí?
– Não, pensando.
– Amh. Vamos lá pra dentro, eu trouxe almoço. — Disse alegre levantando as sacolas.
Franzi a testa porque não sabia que já era hora do almoço, acho que meu ódio e raiva implacáveis me fizeram perder a noção do tempo.

Segui-o para dentro e sentamos para comer, quando ele foi tirar o próprio prato olhou estranho para a pia.
– Que isso aqui Sam?
– Eu quebrei um prato.
– E não catou os cacos? Nossa, quem é você? — Perguntou rindo.
– Estou de tpm Jimmy, eu literalmente quebrei o prato, joguei ele aí dentro. — Grunhi e ele ergueu as sobrancelhas.
– Quer um chocolate?
– Não obrigada. — Murmurei e peguei meu prato para levá-lo a pia, mas Jimmy tomou-o das minhas mãos
– Sem mais pratos quebrados, né?
Ri — Relaxa, não vou quebrar mais nada por enquanto.
– Ótimo. Escuta, você vai lá nos meninos hoje?
Bufei — Sei lá. Acho que não.
– Brigou com o ZV?
– É, tipo isso. — Respondi cruzando os braços e me apoiando na parede.
– Mas vocês se acertam mana. — Ele disse rindo e atrapalhando meus cabelos.
– Acho que não.
Ele fez careta — Então tá… Mas qualquer coisa…
– Eu fico bem Jimmy. — Murmurei e ele sorriu
– Se você diz. — Disse dando de ombros — Mas eu quebro ele por você dependendo do que aconteceu.
– Sem quebrar nada tá?
– Só porque você pediu.
Ri e abracei-o.
– Você é um saco e ciumento, mas eu te amo pra caralho.
– Eu também te amo mana, mesmo você me dando tantos motivos para ser ciumento.

Soltei-me dele e Jimmy me tocou da cozinha para poder lavar a louça em paz, porque ele não queria mulher de tpm brigando com ele.
Voltei ao meu quarto e peguei meu celular, vendo o que já esperava, Zacky e toda a sua maldita insistência.
Desliguei o celular e fui tomar banho, decidindo por ir nessa porcaria de festa para acabar com essa merda toda de uma vez, aproveito e mato dois coelhos com uma cajadada só.
Quando chegou a noite, me vesti e fiz a maquiagem, terminei de arrumar meu cabelo e desci as escadas, encontrando Jimmy esperando na sala.
– Você vai? — Perguntou feliz — Mas eu acho que podia trocar de roupa e tal.
– Sim vou, mas não troco de roupa. Quer carona?
– Vou com o Matt… Ele já está chegando. Você vai de moto?
– Prefiro assim, termino o que eu tenho que fazer e volto para casa.
– Então tá, nos vemos lá.

Concordei e fui para a garagem, colocando o capacete e ligando a moto, logo já estava na rua e acelerava irritada em direção ao prédio conhecido.
O porteiro me deixou entrar e me disse que a festa era no salão, mas eu subi direto para o apartamento da esquerda no nono andar.
A porta estava aberta e eu segui para o quarto de Brian, batendo irritada na porta. Ele nunca chegava na hora nem nas próprias festas.
Ouvi-o me mandar entrar e abri a porta, encontrando-o apenas de cueca preta e secando o cabelo com uma toalha.
– Você veio! — Disse sorrindo sem se preocupar em se cobrir.
– Vim terminar com seu irmão.
– Meio bonita de mais só pra isso Sam. — Comentou jogando a toalha na cama e pegando uma calça preta no armário.
– Nunca disse que foi só para isso.
Ele riu e colocou uma blusa vermelha. — Ah eu sei que não foi só pra isso. — Comentou e se virou para mim sorrindo — Se não você não estaria no meu quarto estaria?
– Exatamente, não estaria. — Respondi vendo-o pegar uma garrafa e virar o conteúdo transparente na boca.
– Então me diga, o que veio fazer no meu quarto? — Perguntou chegando perto de mim
– Vim te perguntar que merda foi aquela ontem a noite.
Ele fez uma careta meio fofa e bebeu de novo — Acho que o Zacky deve ser gay mesmo, se você não…
– Estou falando sério Brian! — Disse séria- Eu cansei! Cansei dessa chatice toda! Você me diz para terminar, me ameaça, me beija… Eu não entendo mais nada nessa merda! E não me interessa se é complicado, explica! Explica porque se não eu vou acabar explodindo! — Quase gritei e só então percebi que a raiva voltara a fluir por mim.

Brian me olhou por um tempo e bebeu mais vodka, depois colocou a garrafa de lado, se aproximando mais de mim.
– Eu não tenho que te explicar nada. Fui legal o suficiente com você ontem não fui? Então não reclame.
– Você por acaso é bipolar? — Perguntei irritada e ele riu.
– Ah quem sabe. Mas se eu fosse você parava de tentar descobrir.
– Me explica o que tá acontecendo!
– Já disse que não. Então não me encha o saco, já disse que fui legal ontem, talvez devesse ter perguntado, quem sabe eu teria te respondido?
– Você sempre fica insuportável bêbado!
– Eu não estou bêbado.
– Então alcoolizado, não me interessa. Devia ficar sóbrio porque você é um idiota completo nesse estado.
Ele apertou minha bochecha de leve e riu — E mesmo assim você ainda me quer, veja que irônico.
Dei um tapa em sua mão e ele riu, puxando meu pulso e me obrigando a chegar mais perto dele.
– Me solta.
– Não. Deixa eu te provar que eu sou igualzinho bêbado e sóbrio. — Murmurou e puxou minha boca.

Era humanamente impossível para mim resistir a ele, então beijei-o de volta, recebendo um puxão na nuca.
Brian me apoiou na parede e me apertou contra ela, puxando minha nuca e aprofundando mais e mais o beijo, eu agarrei seu cabelo e braço e me deixei levar como todas as vezes.
– Agora, eu espero você ser uma boa menina Sammy. — Murmurou contra a minha boca e me soltou.
Abri os olhos e vi que ele voltava para o armário e pegava o perfume, assisti paralisada enquanto ele bagunçava o cabelo com as mãos.
Assim que ele se virou para mim, saí do quarto com passos rápidos e alcancei a sala.
– Sam? — Zacky perguntou confuso passando pela porta. — Que bom que você veio! Estou tentando te ligar e você… — Ele cortou a frase de repente e olhou confuso para trás de mim — Achei que já estava lá em cima Syn.
– Eu estou indo Zacky. Oi Sam. — Ele disse sorrindo e beijou minha bochecha — Que bom que veio.
Sorri forçado e ele riu saindo do apartamento e fechando a porta atrás de si.

Zacky se aproximou de mim e me abraçou, assim que voltei a consciência, empurrei-o com força, deixando-o confuso.
– O que…
– Como é que você tem coragem? — Perguntei cerrando os olhos
– Coragem do que Sam?
– Do que? Zacky…! Você tem noção do que…? — Estava tão irritada que mal conseguia falar.
– O que foi Sam? — Perguntou confuso, tentando se aproximar de mim.
– NÃO! — Gritei e ele deu um passo para trás — Depois daquela porcaria daquela noite Zacky…
– Que noite Sam? Do que você tá falando?
– Da porra da noite do black out, você sabe!
– O que que tem? A única coisa que eu sei é que você desmaiou de bêbada!
– Para de mentir!
– Eu não estou mentindo! Eu mal te vi aquele dia, o que eu sei é o que você me contou! Eu passei a noite inteira no bar e depois pegando a Gena! Pergunta pra ela se você quiser. Se quiser culpar alguém o Brian acabou de sair daqui, foi ele quem te embebedou! — Disse também irritado — Que porra! E o que isso tem a ver agora?
Fiquei em silêncio encarando-o, eu não tinha conseguido lembrar do rosto de quem estava comigo, mas pelo fato de ter lembrado aquilo ao estar com Zacky…

Bufei irritada e dei a volta nele, saindo para o hall e apertando o botão do elevador, ele veio atrás de mim e eu me irritei, saindo pelas escadas e descendo até o corredor do salão de festas.
O local estava apinhado de gente e a música soava alta, as paredes de vidro me ajudaram a localizar Brian rapidamente.
Andei até ele, que estava conversando com algumas garotas e bebendo, parei em sua frente e o mesmo me olhou sorrindo.
– Sentiu saudades foi? — Perguntou irônico — Cadê meu irmão?
– O que você estava fazendo na noite do black out?
– Qual black out?
– Do meu!
Ele riu e terminou a bebida do copo, colocando-a sobre o balcão — Você sabe Sam.
– Não, não sei. Depois que eu saí de perto de você.
– Eu fiquei com a Michelle… A noite toda. Você sabe, eu saí do quarto com ela aquela hora pra te resgatar do horror de ter ficado bêbada.
– Jura?
– Depois do Matt encher meu saco, minha noite foi puro sexo com ela. Então sim. — Disse com um sorriso irônico e eu bufei, me virando e andando para o meio das pessoas.

Encontrei Jimmy e ele me abraçou alegre.
– OI MANA! — Gritou me apertando nos braços e me erguendo do chão.
– Oi Jim.
Assim que ele me colocou no chão, cumprimentei Johnny e Matt, antes de eu fazer qualquer coisa senti meu braço ser puxado e olhei para o garoto irritado que o fazia.
– Dá pra parar com essa merda? — Perguntou e eu rolei os olhos.
– Tchau Zacky! — Disse irritada e saí andando para a porta.
– Para de me culpar por algo que eu não fiz! O Brian te embebedou merda!
– Eu sei! Eu sei que ele me embebedou, mas não é disso que eu estou falando Zachary! — Gritei me virando para ele.
– E do que é que você está falando?
Sacudi a cabeça negativamente sentindo os arrepios de nojo subirem pelo meu corpo — Não quero falar sobre isso.
– Sam, seja lá o que for. Eu te juro… — Disse pegando meu rosto entre as mãos — Juro que eu não fiz nada amor. — Olhei os olhos verdes e senti as lágrimas tomarem conta dos meus olhos. — Acredita em mim Sam. — Pediu apoiando a testa na minha — Eu nunca faria nada de mal pra você.
Fechei os olhos e respirei fundo, era Zacky, ele era o cara mais fofo do mundo… Não podia ser ele… Mas ao mesmo tempo…
Suspirei e me afastei. — Deixa eu pensar tá?
– Deixo Sam. Mas acredita em mim… Eu te amo.

Meu olhar vagou pelo lugar e encontrei Brian sorrindo para mim, fixei o olhar nos olhos castanhos e ele começou a andar até nós.
Zacky se virou para ver o que eu olhava e Brian nos alcançou sorrindo.
– Boa noite casal. — Disse sorrindo e passando um braço por meus ombros — Tudo resolvido agora?
– Não se mete Brian. — Zacky disse irritado e o moreno sorriu.
– Ah, mas eu não estava falando com você. Estava falando com a Sammy. — O olhei confusa e ele sorriu — Ou eu errei o apelido?
– Não. — Respondi e ele sorriu beijando minha bochecha.

Soltei-me de Brian e virei as costas para os dois, saí daquele prédio o mais rápido possível e subi na moto indo direto para casa, se eu bebesse ia ser tudo muito mais fácil… Pelo menos eu podia beber até a inconsciência.



Hey, slow it down
Whataya want from me?
Whataya want from me?


Yeah, I'm afraid
Whataya want from me?
Whataya want from me?


It messed me up, need a second to breathe

Hey, vai devagar
O que você quer de mim?
O que você quer de mim?


É, eu estou com medo
O que você quer de mim?
O que você quer de mim?


Isso me confundiu, preciso de um segundo para respirar

Notas finais
Likeed?
Haha hope so...
Então, vocês acreditam no Zacky? Não foi ele?
E se não foi ele, foi o Syn?
Ou foi outra pessoa? ahhaah
Me contem o que vocês acham! Hoje eu tô muito happy e comunicativa, dá pra ver né?
Vão lá no tumblr falar comigo, ou lá no msn, ou seja lá qual caralho a quatro... kkk'
Beijo galera
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PORRA NYAH! Vai se foder!
Okk, pra quem não sabe o porque de eu estar odiando o nyah, já que o cap saiu com formatação certa e tudo lindo...
A categoria Bandas será excluída, e as histórias já postadas serão mantidas até o fim do ano depois "apagadas" pra quem quiser saber mais:
http://fanfiction.com.br/noticia/231/mudanca_nas_regras_de_postagem/
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E pra quem tiver um outro site bom pra me falar, vamo fazer uma campanha aí né galera... Mas se não tiver jeito, o jeito é migarar pra outro site --'