Hesitate

1 So complicated


Notas iniciais
Oi gente! Fic nova o/
Espero que gostem! ^^
Todos os capítulos terão uma música no final e tal.. Aos poucos vocês pegam.

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Saí da maldita escola e fui para a minha linda moto, uma yamaha yzf r1 preta e prata.
Sempre acabava ficando na detenção e isso costumava ser uma injustiça muito grande… Eu nem sempre era a responsável.
Hoje, por exemplo, eu só estava lá enquanto eles jogavam o corante na caixa d’água, não fui eu quem coloquei.

Acelerei pela rua depois de me despedir dos garotos, Zacky ia me matar por atrasar de novo. Mas ele tem que entender que pontualidade não é comigo e a escola ainda atrapalhava me castigando por ser platéia.
Parei em frente ao prédio e o porteiro me deixou entrar sem interfonar, passei pelo Hall bem decorado e apertei o botão, o elevador demorou vidas para chegar ao térreo e quando chegou, uma das vizinhas de Zacky começou a falar comigo.
Ela era uma velhinha simpática, mas eu realmente não tinha tempo para ouvir as histórias de como seus filhos, netos e parentes em geral estavam, então apenas disse a ela que estava atrasada e ela concordou sorrindo, finalmente me deixando subir.

Apertei o número nove repetidas vezes até a porta fechar, então lembrei da porcaria do botão feito para isso, mas ignorei minha burrice e virei de costas para as portas, arrumando o cabelo e a roupa, algum eventual borrado no lápis de olho, e todas essas coisas que você faz no elevador subindo para a casa do seu namorado.

Ouvi o barulhinho fino e irritante de que estava no andar desejado e saí para o corredor, virando a esquerda e tocando a campainha do 901.
Fiquei encarando a porta de madeira até ela ser aberta e substituída pelo garoto.
– Detenção de novo? — Perguntou sorrindo e eu fiz careta.
– Mas eu não fiz nada dessa vez. — Retruquei passando para dentro e ele riu, fechando a porta atrás de mim e puxando-me para um beijo.
– Você vai ser expulsa Sammy.
– Não eu não vou Zee… Eles não expulsam ninguém do último ano. É uma verdade universal.
Ele rolou os olhos, mas concordou comigo.

Caminhamos pelo hall até a sala onde nos sentamos no sofá preto de couro. Para um apartamento com apenas dois moradores, o lugar era muito grande, a sala tinha dois sofás e duas poltronas, uma mesa de centro. O arco da porta levava para outra sala, onde tinha um sofá gigante em forma de L e uma TV. A sala era ligada a cozinha e a copa, e a um corredor, que dava para os quartos e banheiro.
– O que você fez dessa vez Sammy? — Perguntou puxando minhas pernas e colocando-as sobre o colo.
– Eu não fiz nada, já disse.
– Então por que a detenção?
– Ian resolveu colocar corante na caixa d’água, eu e o resto da galera fomos. Mas é claro que a Nick se salvou, então ficamos só eu ele e o Tom.
– Se eu fosse você aprendia a se safar das coisas como essa garota, ou você vai acabar se fodendo no seu último ano e não vai passar em nenhuma faculdade.
– Cala a boca Zee. — Eu disse chutando sua coxa e ele riu.

Me puxei para mais perto dele e beijei sua boca, brincando com os snakebites, passando a língua por eles de leve.
– Vocês não ficam com medo de todos esses piercings se agarrarem? — A voz irritante soou divertida.
– Se agarrarem vai ser uma delícia. — Zacky disse e piscou para o irmão.
– Você não ia viajar com a sua vadia? — Perguntei sorrindo irônica — Vai logo.
– Essa é a minha casa pirralhinha. E ela não é uma vadia.
– Sei… Mas e ai? Por que você não está a mil milhas de distância?
– Porque a Michelle liga pra porra da faculdade e resolveu que ia pras aulas.
Bufei rolando os olhos e Zacky mordeu minha bochecha de leve.
– Escuta Syn, o Rev ligou ai, mas eu não atendi então não sei se era para você.
– Não era. — Respondi — Era pra mim, porque eu não atendia o celular.
– Irmãozinho superprotetor esse seu einh? — Brian zoou — Mas eu vou ligar pra ele porque é melhor que conversar com vocês dois.
– Manda um chute pra ele. — Eu disse sorrindo fofa.
– Pode crer Ruby.
Fechei a cara, não gostava que ele me chamasse por apelidos, eu não gostava nem que ele soubesse do meu nome, Brian era irritante o tempo inteiro e eu mal podia acreditar que tive uma queda por ele quando era menor.

Levantei do sofá e puxei Zacky comigo, fomos para a outra sala e eu liguei a TV em qualquer coisa, ele prestou atenção no show do Cannibal Corpse que começava e eu fui até a cozinha para beber água.
Quando voltei, me animei e comecei a fazer gutural junto, balançando o cabelo alegremente.
Zacky sorriu e Brian entrou na sala com as sobrancelhas erguidas.
– Eu não sabia desse seu talento. — Disse sorrindo de lado.
– Não é bem como se eu gostasse de você o suficiente pra mostrar coisas.
– Eu gostava mais de você antigamente. Na época em que você era loira e mais legal comigo.
– Problema seu. — Disse sentando com Zacky no sofá enquanto ele ria e saía pela porta da frente.
Passamos a tarde assistindo shows e nos pegando, até que eu dormi no sofá agarrada ao peito dele.

Senti alguém me sacudir e abri os olhos lentamente, estava escuro e eu não conseguia enxergar nada.
– Ruby?
– Mh?
– Acorda, eu vou te levar pra casa.
– Não. Eu to com sono.
– Eu sei, isso é porque já são dez horas, e como eu não quero que o seu irmão mate o meu, levanta logo.
Grunhi e me sentei, percebendo que ainda estava em cima de Zacky, que dormia profundamente.
– O que aconteceu? — Perguntei como se ele soubesse.
– Não sei, nem quero saber. Mas ande logo porque o Jimmy já ligou para você e pra mim mil vezes.
Concordei e levantei do sofá calçando minhas botas e ajeitando o cabelo, como ainda estava grogue dei a mão para Brian e ele me guiou para fora do apartamento escuro.

O corredor estava iluminado de mais, então enterrei o rosto em suas costas e ele riu, apertando o botão do elevador.
Quando ouvi o barulho da porta se abrindo, acompanhei-o para dentro do elevador, acostumei-me a luz e me afastei dele, encostando na barra do elevador.
– Você chegou agora? — Perguntei prestando atenção nas roupas
– Cheguei e estou saindo de novo. Interessada? — Perguntou divertido e eu rolei os olhos.
– Que dó da Michelle.
– Não devia ter, ela sabe disso, eu não namoro ela. Pego frequentemente.
– Ah tá… Então tudo certo né? — Perguntei irônica.
– Exatamente.
– Espero que você seja corno quando começar a namorar alguém de verdade.
– Não espera não. Você sabe que me adora.
– Amo, Brian. — Disse rolando os olhos e ele piscou para mim.

Saímos na garagem e eu entrei em seu carro.
– Espera… Minha moto.
– Depois você pega ela aqui.
– Mas…
– Você vai acabar dormindo e vai morrer. Então não reclama.
Bufei e ele arrancou com o carro, acelerando pelas ruas vazias até minha casa.
– Obrigada. — Eu disse soltando o cinto.
– Cunhados servem pra isso.

Entrei em casa e fui para o meu quarto, me jogando na cama e encarando o teto, me odiando como sempre acontecia quando eu passava um segundo sozinha com ele.
Não dava para entender, eu tinha tanta certeza que tinha superado minha queda por ele, inclusive comecei a namorar o Zacky.
Mas nada, agora que esse desgraçado voltou eu não consigo evitar, não tem como.
E o pior é que eu me sinto a pessoa mais nojenta e idiota do mundo, porque meu coração acelera, minha perna treme, e todas essas coisas idiotas… Mas eu amo o Zacky! Eu sei disso com todas as minhas forças.
Se eu amo ele, como é que pode eu estar apaixonada pelo irmão dele? Isso não existe!

Ouvi batidas na porta e sentei na cama, mandando a pessoa entrar.
– Posso saber por que você demorou tanto para chegar? — Jimmy perguntou carrancudo.
– Eu cochilei assistindo um filme.
Ele semicerrou os olhos — Assistindo um filme?
Suspirei — O Brian estava lá Jim, pergunte a ele se quiser. Por sinal, vim com ele e minha moto ta lá.
– Ótimo, vou perguntar, e eu sei que você veio com ele.
– Que bom.
– Nós vamos sair, quer ir?
– Para onde?
– Uma festa.
– Eu não, vocês vão se pegar com pessoas aleatórias e o Zacky não vai.
– Então agora você fica presa ao meu irmão? — Brian perguntou divertido entrando no meu quarto.
Fechei a cara — Não, mas eu não quero ir para um lugar onde eu não conheço ninguém direito e ser vela de vocês.
– Você sempre pode se juntar a nós e perder o papel de vela. — Ele disse divertido e eu lhe dei o dedo do meio.
– Boa noite então maninha. — Jimmy disse vindo até mim e me dando um beijo na bochecha.
– É cunhadinha, tenha uma boa noite sozinha em casa. — Brian disse também me dando um beijo, e eu dei um tapa em seu pescoço, fazendo-o rir

Eles saíram e me deixaram sozinha pensando minhas merdas novamente, resolvi tomar banho para lavar a alma daquele acontecimento estranho.
Lavei o cabelo esfregando o couro cabeludo com força e raiva de mim mesma, passei a bucha pela pele até deixá-la vermelha e saí da água, me secando e trocando de roupa, secando os cabelos e colocando uma roupa qualquer de ficar em casa.
Peguei o notebook e deitei na cama, colocando os fones e colocando Slipknot para tocar enquanto conversava com algumas pessoas pelo chat do Facebook e olhava coisas atoa na internet.
Fiz uns esboços de letras de músicas, mas não dei muita atenção a eles.
Estava ficando tarde e eu fiquei com fome, coloquei o computador de lado e desci as escadas, andando para a cozinha e procurando por alguma coisa interessante para comer.
Lavei a louça e subi para o meu quarto, mas assim que entrei no quarto ouvi uns barulhos estranhos, abrindo a porta da novo.

Caminhei pelo corredor lentamente e ouvi o som de algo caindo no chão, então desci devagar com as mãos tremendo.
– Merda. — A voz balbuciou e ouvi o barulho da madeira tremendo.
– Brian? — Chamei e ouvi minha voz falhar
– Sam? Merda, eu te assustei?
– Seu idiota! O que você está fazendo aqui?
– Levei seu irmão pro quarto, mas quando eu desci estava mais escuro, então eu tropecei algumas vezes.
Andei até o lado da porta e acendi a luz, ele tapou os olhos fazendo careta.
– E você acha que eu vou te deixar ir embora bêbado desse jeito?
– Por que não deixaria? Acha que o Zacky vai me dar uma bronca? — Perguntou divertido.
– Não, porque é muito capaz de você não chegar em casa.
– Você adoraria isso não é?
– Claro que não idiota. Anda logo, vou arrumar a cama do quarto de hóspedes para você.

Ele segurou minha mão e eu rolei os olhos, subindo as escadas com um vacilante Brian atrás de mim.
Caminhamos pelo corredor em silêncio e eu abri a porta do quarto, ele sentou na poltrona do canto e eu puxei a colcha, embolando-a de qualquer jeito nos braços e indo trocar os lençóis.
Sentia seus olhos cravados em mim, aquilo me trazia um desconforto inexplicável e o ódio borbulhou por baixo da minha pele mais uma vez.
– Quer ajuda Sam?
– Não. — Respondi esticando o tecido branco no colchão — Eu já acabei. Prefere coberta ou edredom?
Ele deu de ombros e eu peguei um edredom, jogando-o na cama junto a dois travesseiros.
– Obrigado Sam. — Disse sorrindo um pouco idiota devido ao grau de álcool.
– De nada.

Saí do quarto e sentei na cama irritada comigo mesma, então peguei o celular e liguei para Zacky.
Conversei com ele a noite toda até dormir e acordei no dia seguinte me sentindo menos mal com tudo aquilo.
Tomei banho e saí do quarto para comer, mas quando entrei na cozinha meu estômago deu trezentas voltas e congelou.
– Bom dia Sam! — Brian disse sorrindo, ele estava sem camisa e com uma cara fofa de quem tinha acabado de acordar.
– Bom dia mana! — Jimmy disse alegre e me abraçou, me acordando dos meus pensamentos idiotas.
– Bom dia cachaceiros.
– Estou muito orgulhoso de você mana, cuidou do Gates ontem a noite.
– Não cuidei, arrumei a cama para ele.
– E não me deixou ir embora bêbado e dirigindo.
– Segurança pública, não só sua. E outra, ele te trouxe pra casa vivo Jim, era o mínimo que eu podia fazer. — Eu disse dando de ombros enquanto pegava o suco na geladeira
Eles começaram a falar do ensaio que teria a tarde e eu fiquei fuçando por comida.
– Você vai mana?
– No ensaio? Vou sim.
– Então anda logo.
– Mas não é de tarde? — Perguntei confusa
– É, e agora são três horas.
Fiz careta e concordei — Tá, só espera eu trocar de roupa. — Disse e saí da cozinha, pulando os degraus para o andar de cima.

Me arrumei rapidamente e desci as escadas de novo, Brian estava deitado no sofá olhando a TV sem muito interesse, a camisa dele estava sobre a coxa e eu me perguntei o porque de ele não vestir aquela porcaria.
– Cadê o Jim?
– Lá em cima.
– Mh…
Sentei no braço do sofá e ele ergueu as pernas para que eu sentasse no sofá, escorreguei para o acento e ele desceu as pernas, colocando-as sobre as minhas.
– Meu irmão vai levar sua moto.
Sorri divertida — Empurrando?
– Tipo isso. — Ele respondeu dando de ombros e eu ergui as sobrancelhas.
– Zacky tem algum problema.
Brian coçou o queixo pensativo — Eu não entendo vocês dois.
– Como assim?
– Você e o Zacky… Não tem muito a ver… Se ainda fosse um tempo atrás, na época em que você era fofa e loirinha… Mas depois do segundo ano você ficou mais rebelde, pintou o cabelo…
– Fiquei menos idiota. — Concluí e ele riu.
– Não, eu gostava mais de você naquela época.
– Sei que gostava, eu fazia tudo pra vocês.
Ele riu — Não por isso, mas você ficou mais chata comigo.
– Só quando você merece.
Brian fez careta e sorriu — Não me entenda mal, não é que eu não goste de você agora, ou queira que vocês terminem. Ele gosta de você. Só que não combina… Entende?
– E com quem eu combino? Com você? — Perguntei irônica e ele fez cara de pensativo.
– Mais do que com o Zacky com certeza. — Disse rindo — Mas eu não estava falando assim, até porque, se é dele que você gosta, foda-se esse tipo de coisa. Certo? — Perguntou com um sorriso sincero e meu estômago rodou.
Abri a boca e não consegui responder, então ouvi passos altos lá em cima e virei a cabeça, vendo Jimmy descer as escadas com um quimono.
– Que merda é essa Rev? — Brian perguntou rindo.
– Minha roupa, agora vamos logo.
Fomos todo o caminho rindo de Jimmy, que não ligava e falava que nós éramos idiotas.

Descemos na casa de Matt e fomos para a garagem, minha moto estava encostada em um canto então esperava encontrar Zacky lá dentro, mas o lugar estava vazio.
– Acho que eles foram comprar álcool. — Jimmy disse se jogando em um sofá que tinha lá.
– Ótimo, vou lá pra fora fumar. — Brian comentou puxando o maço de cigarro e saindo.
Pensei um pouco e fui atrás dele, que agora estava encostado no muro lateral com um dos pés apoiados na parede enquanto fazia círculos de fumaça com a boca.

Não gostava de fumar, das duas vezes que tentei não deram certo. A primeira quando eu era fofa, segundo Brian, e a segunda quando resolvi mudar a atitude, inclusive pintando o cabelo, mas não funcionou, eu não conseguia aguentar aquele troço queimando minhas narinas e garganta.
Ele percebeu minha aproximação e sorriu. — Veio tentar aprender a fumar de novo? — Perguntou divertido e eu fiz careta.
– Não, você sabe que eu me saí mal.
– Achei que você ia morrer aquele dia. — Disse rindo — E seu irmão ia me matar por tentar te levar para o lado do mal.
Encostei ao seu lado fazendo careta — Eu era idiota e achei que seria legal aprender a fumar.
– Tem seu lado bom, mas fumar não faz bem pros seus pulmões de garota que grita.
Ri e sacudi a cabeça negativamente, ficamos em silêncio e ele terminou o cigarro, jogando-o no chão e pisando em cima para apagar, fazendo um último círculo de fumaça em minha direção, ri e abanei, fazendo aquele troço sumir no ar.

O vento se fez presente balançando meus cabelos e trazendo o cheiro dele até mim e o meu estômago rodou la dentro, meu coração acelerou e as mão suaram, de repente minhas pernas tremeram e eu fiz careta.
Era insuportável essa sensação de ser idiota e não fazer nada certo, era irritante saber que ele tinha poder sobre mim.
Não conseguia odiá-lo mais do que já odiava, e ainda assim, não conseguia ignorar que era apaixonada por ele.


Oh the way I feel for you.
So complicated, I'm so frustrated.
I wanna hold you close, I wanna push you away,
I wanna make you go, I wanna make you stay.

Oh a maneira que sinto por você
É tão complicado, tão frustrante
Eu quero te abraçar forte, Eu quero afastá-lo
Quero fazer você ir, Quero fazer você ficar

Notas finais
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Música do cap: http://www.vagalume.com.br/carolyn-dawn-johnson/complicated-traducao.html
Mas eu conheço ela com outra pessoa cantando... Link no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ViecSpG0fNk