Hesitate
22 Lost in the echo
Notas iniciais
Enfim... Desculpa pelo atraso, amei os reviews do cap passado..
Eu tinha mais coisas pra falar, mas esqueci..
Boa leitura e olhem as notas finais, o Avenged ta concorrendo aos fãns mais devotados e eu coloquei o link para vocês.
Capítulo dedicado à GnomaSynystra pela recomendação *-*
Andei pelos corredores ouvindo Johnny reclamar da escola, coisa que ele sempre fazia por sinal, mas hoje eu não estava prestando muita atenção.
Não via Brian a duas semanas, perguntei para Jimmy se ele estava bem, se por acaso tinha se machucado muito ao rolar daquela porcaria de rampa, mas ele me disse que o moreno estava bem, só tinha ralado os braços, não muito mais do que isso. Não achei boa ideia perguntar o porque de ele ter desaparecido lá de casa, então continuei sem saber muita coisa.
Perguntar a Zacky não era bem uma opção, ele era a pessoa mais irritada com o fim das férias de inverno, mais ainda do que Johnny. Claro que Ian era o problema dele, não as aulas em si.
Só então me dei conta de que Johnny seria ótimo para perguntar, então esperei que ele terminasse o monólogo sobre como odiava a escola e concordei.
– Hey Joh, por que vocês sumiram e não vão mais lá em casa perturbar a gente?
– Ah, agora a gente vai ensaiar no Matt e fica por lá mesmo, tá com saudade da gente?
– Um pouco. — Disse e ele riu, socando meu braço de leve.
Entramos na sala e sentamos no fundo, Johnny não tinha nem ideia do que havia acontecido, então era bastante simples conviver com ele na escola ao mesmo tempo que Ian
Meu dia foi bastante improdutivo, planejei fazer uma visita surpresa para Zacky, já que as vezes que eu tinha ido lá nessas duas semanas Brian não estava, cogitei que talvez ele estivesse saindo porque eu ia para lá.
Então quando a última aula acabou, segui direto para o prédio tão conhecido e fiz o caminho até o nono andar, tocando a campainha e esperando.
Minhas mãos suavam enquanto eu encarava a madeira e esperava os passos se aproximarem.
Quando ele abriu a porta me lançou um olhar confuso.
– Zacky não me falou que você vinha.
– Ele não sabe. — Respondi rápido.
Ele deu de ombros e saiu da frente — Então tá.
Fechei a porta atrás de mim, enquanto via Brian andar para dentro do apartamento.
Segui-o calmamente através da sala, mas antes de chegar na sala de TV, onde ele estava, ouvi uma voz que me fez parar.
– Quem era amor?
– A Sam. — Ele respondeu e eu ouvi o barulho dele se jogando no sofá.
Respirei fundo e voltei a andar, entrando na sala de TV e olhando para Michelle, que sorriu e acenou para mim, sorri de volta, mas depois virei para frente e segui o corredor.
Parei em frente a porta do quarto de Zacky e respirei fundo algumas vezes antes de bater na porta.
Ele gritou para que eu entrasse, então passei para dentro, fechando a porta atrás de mim e me encostando na madeira fria.
– Sam? — Perguntou confuso — Tudo bem amor?
– Tudo. — Respondi fraco.
– Você não avisou que vinha... — Ele comentou andando até mim.
– Pois é... Eu decidi vindo pra cá. — Respondi e ele sorriu, me beijando.
Zacky me puxou pelo quarto até a cama, fechou o notebook e colocou-o sobre o criado, sentando na cama e me puxando para sentar ao seu lado.
– Então... O que você queria vir fazer aqui?
– Nada de mais... Sei lá.
Ele murmurou em entendimento e deitou na cama, colocando os braços para trás.
Ficamos um tempo em silêncio, aproveitei isso para articular minhas perguntas na cabeça.
– Com fome? — Ele perguntou e eu neguei com a cabeça — Já volto.
Zacky saiu do quarto e eu deitei na cama, encarando o teto branco e mergulhando nos meus pensamentos.
Só acordei quando ele voltou, me estendendo um copo de sprite, sorri e me sentei, pegando o copo de suas mãos.
Uma das coisas que eu gostava em Zacky era que ele se importava de verdade, não ligando se eu dissesse que não estava com fome, ele ia trazer qualquer coisa para mim de qualquer jeito.
Então não foi nenhuma novidade ele sentar do meu lado e me empurrar a latinha de pringles.
– Obrigada Zee. — Eu agradeci e ele sorriu.
– De nada amor.
Pensei um tempo enquanto nós comíamos e ele falava sobre o novo jogo de videogame que tinha comprado.
– Escuta...
– Umh?
– Você e o Brian... Tá tudo bem?
Ele fez careta — Mais ou menos... Eu pedi desculpas e tudo, ele aceitou, mas o cara tá bem estranho.
Mordi o lábio inferior — Como assim?
– Sei lá Sam... Ele não voltou pra faculdade, ele não sai de casa e o máximo de interação social que ele tem tido é com a gente nos ensaios e quando a Michelle vem aqui.
– Não sai? Mas todas as vezes que eu vim aqui ele...
– Estava trancado no quarto.
Olhei confusa em direção à porta — Mas você sabe o porque de ele estar tão estranho?
– Não tenho ideia, ele não tem conversado muito comigo.
Antes de eu ter outra ideia para pergunta, meu celular tocou e Jimmy me perguntou aonde eu estava, então resolvi ir embora.
Despedi-me de Zacky e pulei da cama, andando pelo corredor, olhei a porta aberta do quarto de Brian, vendo Pinkly deitada no meio da cama de casal, embolada em uma blusa do dono.
Continuei andando e entrei na sala de TV, virando o rosto com um sorriso forçado.
– Tchau gente. — Eu disse tendo dificuldade em continuar com o sorriso.
Michelle estava sentada entre as pernas de Brian, encostada em seu peito e brincando com suas mãos.
– Já vai Sam? — Ela perguntou
– Já... Você conhece o Jimmy.
Ela sorriu e concordou — Então tá, até um dia desses.
– Até.
Recomecei a caminha e parei quando a voz de Brian ecoou na sala.
– Tchau Sam.
Virei um pouco surpresa para ele, que ainda mantinha os olhos vidrados na TV.
– Tchau.
Forcei minhas pernas a continuarem o caminho, cheguei em casa e me sentei no sofá, imersa em meus pensamentos sobre Brian e seu comportamento estranho.
Não era novidade para mim as mudanças de humor e comportamento do moreno, mas ainda assim era estranho.
– SAAAAM! — Jimmy gritou no andar de cima e eu olhei em direção a escada, vendo meu irmão descer correndo loucamente a escada.
– Que foi Jim?
– Depois de amanhã é meu aniversário.
– Sim eu sei, mas e dai?
– Quero fazer alguma coisa diferente.
– Por exemplo?
– Sei lá.. Qualquer coisa.
– Você sabe que vai acabar bebendo no meio de mil pessoas Jim.
– É... Tem razão. — Ele concordou sentando do meu lado e rindo.
– Uh... Jim?
– Que?
– O Brian... Zacky falou que ele anda muito estranho. Você sabe por que?
Jimmy fez careta — Não. A única coisa que eu sei é que ele tava desesperado uns dias pra trás, mas agora já tá de boa.
– Desesperado?
Ele riu — Michelle e as paranóias dela... De vez em quando ela esquece de tomar os remédios dela e bagunça tudo. — Fiz uma cara de nojo involuntária e Jimmy riu mais — Mas relaxa, sem crianças chatas dessa vez.
– Será que é por isso que ele anda estranho então?
– Ah não. O Gates é campeão em quase ser papai com várias garotas diferentes, mas ele nunca ficou bizarro desse jeito.
Fiz outra careta de nojo. — Ok... Então por que?
– Relaxa Sam. Ele vai ficar de boa.
Suspirei e olhei para a TV desligada, esperando que ela me desse a resposta das minhas perguntas.
As aulas ficavam cada dia mais chatas e eu tinha agora um trabalho em grupo que irritaria Zacky ainda mais. Então ao invés de ligar, mandei uma mensagem para ele, que me ligou três vezes consecutivas, mas eu não estava com ânimo para as chatices dele.
Saí em busca de um presente para Jimmy e resolvi comprar baquetas novas, já que a maioria das dele já estavam todas comidas pelos pratos.
Voltei para casa pela praia, estava distraída olhando para o mar e as pessoas, quando um carro encostado me chamou atenção. Parei atrás dele e caminhei pela areia procurando por ele.
O encontrei deitado sob o píer, encarando o nada acima.
Caminhei lentamente até ele e ajoelhei ao seu lado, Brian não deu nenhum sinal de que tinha percebido minha presença, então toquei seu braço de leve.
– Brian?
– Sim?
– Tudo bem?
Ele riu — Por que não estaria?
– Porque todo mundo me disse que você está estranho.
– Você devia se preocupar mais com a sua própria vida não acha? — Perguntou me olhando pela primeira vez.
Mordi o lábio inferior e encarei o castanho dos olhos dele, Brian me confundia, não interessava em qual contexto, ele sempre era uma dúvida constante.
– Eu me preocupo com a minha vida, só que você... Tem duas semanas que eu não te vejo, Zacky disse que você fica trancado no quarto, não vai pra faculdade... Eu só... Queria saber se você está bem.
– Agradeço a preocupação Samantha, mas você devia se preocupar mais com o Zacky do que comigo não acha?
– Isso é por causa do... O Jimmy me contou sobre a Michelle ter...
– Relaxa, você não vai ter um sobrinho.
– Tá... Mas... Você está estranho por isso?
– Eu não estou estranho.
– Claro que está! — Remedei e ele se sentou, tirando a camisa e embolando-a nas mãos.
– Você devia parar de me atormentar. Os problemas são meus, a vida é minha.
– Então você está com algum problema? — Perguntei calmamente.
– Eu e o resto do mundo, mas aparentemente você só me atormenta.
Toquei seu braço novamente — Eu não quero te atormentar, só quero te ajudar.
Brian sorriu de canto, então eu percebi a ironia naquilo — Sam, obrigado mesmo por se preocupar, mas a questão é... Você não tem nada a ver com isso. Devia ir se preocupar com o Jimmy, com o Zacky, com seus amigos... Tanto faz com quem, mas você não é parte da minha vida, eu não sou parte da sua, nós mal somos amigos. Então, por mais que você esteja querendo ser uma boa menina e ajudar os outros. Eu sou só o irmão do seu namorado, e eu não preciso da sua ajuda pra nada. — Ele disse calmamente — Sinceramente, muito obrigado, mas não preciso mesmo da sua preocupação.
Pisquei desconcertada pelas palavras do moreno, minha mão caiu na areia entre nós e eu senti uma dor estranha na garganta.
Ele ficou encarando o mar sem nenhuma expressão que eu pudesse entender, então levantei e andei, praticamente me arrastando, de volta para a moto.
Depois daquilo perdi completamente minha mente para outras coisas, então quando abri a porta de casa e vi Zacky parado no meio da minha sala, a única coisa que pensei foi que eu não tinha paciência para ele.
– Então você me manda uma mensagem falando que tem um trabalho com o Ian, some, não me atende...?
– Eu não estava com ele. — Respondi — Eu encontrei seu irmão.
Ele franziu a testa — Brian? O que tem ele?
– Acho que concordo com vocês, ele está muito estranho.
– Ele foi babaca com você?
Pensei por um tempo — Não exatamente.
– Alguma coisa aconteceu com ele. — Zacky comentou encostando-se no sofá, então percebi o semblante de preocupação em seu rosto
No meu interior eu pensava que Brian estava estranho por minha causa, mas parecia um pensamento muito egoísta e idiota da minha parte, então ignorei-o. Mas agora eu era obrigada a olhar para isso, vendo Zacky se preocupar com o irmão e sentindo uma culpa dupla que queimava no fundo do meu ser.
Zacky sentou no sofá e começou a falar consigo mesmo, preocupado com o que poderia estar acontecendo com o irmão.
Meus pensamentos sobre isso foram quebrados quando a campainha soou alto na sala, virei e caminhei até a porta, abrindo-a e congelando ao ver a pessoa do outro lado.
– Olá parceira.
– O... O que você está fazendo aqui?
– Então, eu tentei te ligar, mas seu celular estava desligado, eu comprei umas paradas aqui pra gente fazer o trabalho, só que você sabe, lá em casa é tenso, minha irmã é uma pequena peste.
Ri — Ok, então traz aqui pra dentro. — Eu disse dando passagem.
Assim que Ian passou pela porta, ele sorriu para Zacky.
– E ai cara? — Perguntou sorrindo, mas não ouviu nada em resposta.
Ian era o tipo de cara simpático não importava quando, como, onde ou com quem e isso era ótimo nesse momento.
Fui com ele até a cozinha, onde ele largou tudo em cima da mesa.
– E quando a gente vai montar o projeto?
– Amanhã?
– É aniversário do Jimmy.
– Mesmo? Legal! Parabéns para ele! Mas então depois?
– Pode ser.
– Beleza, você avisa o anão então. E eu já vou, tenho que buscar a May na escola. E o Zacky tá meio bizarro hoje.
– Problemas com o Brian. — Respondi e ele concordou com a cabeça.
– Irmão é uma desgraça. — Comentou rindo e saindo da cozinha — Até amanhã Sammy.
– Até. — Respondi andando atrás dele, que me abraçou na porta e deu um tchau de longe para Zacky antes de sair.
O olhar duro que recebi me fez suspirar, mas eu sabia que não ia mudar mais. Agora Zacky odiava Ian, e aquilo me fez ter calafrios, eu não queria que ele odiasse o próprio irmão por minha causa.
Acordei no dia seguinte e me espreguicei, já ouvia Jimmy gritar no andar de baixo, então sorri e desci as escadas, encontrando o magrelo aos pulos com uma caixa.
– Você vai matar ela imbecil! — Kate disse segurando os braços dele.
– Kate! Eu te amo! — Jimmy disse alegre abraçando a morena.
– Eu sei!
Ri — Por que tanto amor?
– Ela me deu o Mr. Bungle.
– Desculpa... Ela te deu um CD...?
– Não! — Ele disse abrindo a caixa e me mostrando uma iguana. — O meu Mr. Bungle.
– Você queria uma iguana?
– Sim! — Ele disse animado.
– Vou colocar ela no... Lugar de colocar iguanas.
– Você tem isso?
– Aham! Eu comprei essa semana, ia comprar o Mr. Bungle de presente para mim mesmo na segunda feira, mas a Kate foi mais rápida.
– Que bom. — Eu disse confusa, quem diria que ele ia querer uma iguana?
Jimmy correu escada acima e só ai eu me lembrei que não tinha dado parabéns para ele ainda.
Fui para a cozinha e senti o cheiro de ovos, claramente meus pais tinham vindo para o aniversário do magrelo.
Comecei a comer, Jimmy logo chegou e começou a tagarelar sobre a iguana enquanto todos nós ríamos da alegria dele.
A campainha tocou e eu me levantei para atender já que era a única que já tinha acabado de comer.
Assim que abri a porta meu coração pulou uma batida e senti o sangue fugir das minhas veias.
– Bom dia Sam.
– Bom dia. — Respondi com a voz fraca.
– Seu irmão já acordou?
– Na cozinha.
– Obrigado. — Ele disse e passou por mim, fechei a porta e caminhei atrás de Brian, encarando as costas do moreno. — Feliz aniversário Rev. — Ele disse alto e Jimmy pulou da cadeira animado. Talvez não só por Brian estar ali, mas por ele soar tão normal.
O moreno levantou Jimmy nos braços e os dois gritavam coisas aleatórias um para o outro.
Sorri involuntariamente enquanto olhava os dois, Brian colocou Jimmy no chão e socou seu ombro.
Ele sentou na mesa e começou a comer também, enquanto conversava com todos.
Saí da cozinha e caminhei até meu quarto, pegando as baquetas, Promark era a marca favorita dele. Sorri apertando o embrulho e desci as escadas, voltando a cozinha, onde só restavam Kate, Brian e Jimmy.
– Parabéns brow. — Eu disse lhe entregando o embrulho.
Jimmy me abraçou, levantando-me do chão e me baixando logo em seguida.
Ele rasgou o papel e abriu o presente, ficando animado pela segunda vez no dia.
– Sam! Eu te amo cara! Nossa, minhas baquetas já estavam todas fodidas! Você gastou pra caralho nessas baquetas, valeu mesmo mana! Eu te amo!
Ri — Você é tão volúvel Jimmy.
– Eu não ligo, principalmente porque eu não sei o que isso significa.
Brian bateu no ombro de Jimmy e ele se virou para o moreno.
– Te vejo de noite, eu tenho que ir agora.
– Beleza mano.
– Não chegue tarde para a sua própria festa.
– Pode deixar.
O moreno falou um tchau válido para mim e Kate e saiu da casa, Jimmy voltou a tagarelar da iguana enquanto brincava com as baquetas e nós duas rimos.
You were that foundation
I followed
So taken
So conditioned I could never let go
Then sorrow
Then sickness
Then the shock when you flip it on me
So hollow
So vicious
I can’t fall back
I came too far
Hold myself up and love my scars
Let the bells ring wherever they are
‘Cause I was there saying
Each word gets lost in the echo
So one last lie
I can see through
Você foi aquela fundação
Eu segui
Tão apegado
Tão condicionado que achei que nunca poderia largar
Então veio o sofrimento
Então veio o mal estar
E o choque quando você jogou aquilo na minha cara
Tão vazio
Tão deprimente
Eu cheguei muito longe
Me seguro, e amo as minhas cicatrizes
Deixe o sino tocar, aonde quer que esteja
Porquê eu estava lá dizendo
Cada palavra se perde no eco
Então uma última mentira
Pela qual eu possa enxergar
Notas finais
Linkin Park - Lost in the echo: http://letras.mus.br/linkin-park/lost-in-the-echo/#traducao
O Avenged ta concorrendo aos fãns mais devotados, vocês podem votar uma vez por hora aqui:
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