Hesitate
3 It's my life
Notas iniciais
Tudo bom com vocês?
Bem vindas as novas leitoras =D
Então, esse capítulo não acontece nada de particularmente interessante, mas os dois próximos realmente me deixam quicando...
So... Espero que gostem desse mesmo sem muitas emoções...
Beeijos
Quando Johnny resolveu dar as caras para o ensaio, eu sentei no sofá que meu irmão ocupava por inteiro minutos atrás e me deitei encarando Zacky dedilhar a guitarra aleatoriamente enquanto olhava para Matt esperando para saber qual música tocar, Johnny ainda ligava o baixo no amplificador e Brian e Jimmy conversavam alguma coisa.
Quando Matt começou a cantar The Art of Subcounscious Illusion, Brian me lançou um olhar divertido, como não estava tocando, pegou o microfone e veio até mim, me empurrando-o e eu o olhei estranho.
– Você conhece a letra e a Val não ta aqui… Anda, canta.
– Como…? — Comecei, mas já era a parte onde eu supostamente deveria substituir a gêmea maldita, peguei o microfone e cantei, devolvendo-o rápido.
Zacky me lançou um sorriso fofo e eu correspondi, viajando um pouco nele.
Não conseguia entender como eu podia sentir qualquer coisa por Brian, sendo que Zacky estava ali, tão fofo, tão lindo… Tão tudo o que eu preciso na vida.
O ensaio continuou sem que eu desgrudasse os olhos do guitarrista base, e assim que eles terminaram, levantei do sofá e abracei Zacky, beijando-o enquanto tentava esquecer que Brian existia.
Senti uma dor fina na cabeça e olhei para o lado, vendo Jimmy me encarar feio com uma das baquetas levantadas, ele bateu a madeira na minha testa e cruzou os braços.
– Isso doí seu idiota. — Reclamei esfregando o local
– Eu sei, era a minha intenção.
– Deixa os dois em paz Rev. — Gates disse rindo do sofá, enquanto jogava uma almofada no amigo
– Claro, se ela fosse sua irmã e ele meu irmão a conversa era outra. — Reclamou batendo com a almofada no moreno.
– Talvez, mas ela não é. E também, pensa só Rev, essa peste vai ser maior de idade mês que vem, ela não é mais criança. — Comentou bebendo um pouco de cerveja.
Zacky me soltou para guardar a guitarra e eu sentei num pufe, não queria sentar com meu querido cunhado.
– Sei disso Brian, mas ela ainda é minha irmãzinha. — Jimmy disse sentando ao lado dele.
– Sua irmãzinha que vai poder entrar num motel. — Ele comentou com um sorriso sacana e Jimmy o olhou mortal.
– É DA PORRA DA MINHA IRMÃ QUE VOCÊ TA FALANDO SEU IDIOTA! — Gritou batendo em Brian descontroladamente enquanto nós ríamos.
– Por que eu to apanhando? — Perguntou fingindo-se de inocente — Não sou eu que vou come…
– CALA A BOCA! — Jimmy gritou com o rosto vermelho de raiva — CALA A PORRA DA SUA BOCA GATES!
Não tinha certeza se eu ficava com vergonha ou se eu ria daquela merda, Matt foi até eles e puxou Jimmy pelos ombros.
– Calma cara! — Disse rindo — Se é pra bater em alguém, o Zacky tá ali do lado.
– Porra Shadows! Eu não fiz nada, me deixa quieto aqui.
Jimmy olhou o cunhado mortalmente — Queria te lembrar que o Gates tem uma arma e eu sei mirar Zacky.
– Calma Rev.
– Ow calma lá cara, para de ameaçar meu irmão… Você não vai matar ninguém.
– Escuta. — Johnny interrompeu-os — A venda de ingressos pro show do Metallica abre segunda.
– Droga. — Zacky reclamou — Só porque eu estou pobre. — Disse com um suspiro e levou uma almofadada.
– Cala a boca sua criança chorona. Eu já disse que vou te dar essa porra de aniversário.
– Você já me deu presente no meu aniversário Syn, e também vai ficar pobre se fizer isso.
– É, mas o dinheiro é meu, então cala a boca.
Sorri involuntariamente, lembrando-me o porque de eu sempre ter gostado de Brian, eu na verdade admirava o carinho e cuidado que ele tinha com os amigos, podia ser um retardado idiota com todas as garotas, mas realmente era um ótimo amigo e irmão.
Zacky era adotado e Brian aparentemente sempre soube, nunca conversei com ninguém sobre esse assunto e era muito pequena quando Zacky descobriu, só lembro de Brian dormindo lá em casa e conversando sobre isso com Jimmy, a preocupação em sua voz era sempre perceptível.
Gates era um filho da puta em tempo quase integral, mas eu consegui gostar dele e talvez tenha sido um pouco pelo carinho que ele tinha com os amigos, por exemplo, quando descobrimos que Jimmy tinha cardiomegalia.
Eu entrei em parafuso por um tempo, mamãe queria que ele parasse de tocar bateria, mas aparentemente ele tinha nascido com aquilo e era de primeiro grau, ou seja, ele não tinha limitações em atividades habituais, então depois de brigar com todo mundo ele continuou tocando e com o apoio do amigo, que me disse que mesmo que talvez fizesse mal, aquilo o deixava vivo e só seria pior restringí-lo de fazer o que gostava, porque estar vivo sem fazer o que ele amava não ia significar tanto pra ele.
Olhei para Zacky com peso no coração, voltando a me odiar com força sobrenatural. Ele conversava com o irmão e isso só me deixava pior.
– Você vai Sam? — Matt perguntou sentando no chão ao meu lado.
– Aonde?
– No show. — Disse como se fosse óbvio. — Ta viajando garota?
– Desculpa Matt, acho que me distraí…
– Nota-se. — Riu divertido — Mas você vai ou não?
– Não sei. Quero ir… Mas Jimmy… Você sabe.
Ele riu e deu um tapa de leve no meu joelho — Por isso mesmo vim te perguntar, ele não vai deixar você ir acampar com a gente, mas caso você queira, eu compro pra você o ingresso e convenço seu irmão.
– Você é tão lindo Matt. — Eu disse rindo e abraçando seus ombros.
– Eu sei.
Ri e chutei-o de leve. — Obrigada.
– Já vou fazer isso pelo Johnny também… Vocês dois tem aulinha ainda. Crianças.
– Se mata seu ogro. Só porque você faz faculdade não te faz maduro ta?
– Claro que faz.
– Você e o Gates fazem música Shadows.
Ele riu malígnamente e se levantou — Mesmo assim, e eu já me formei no ensino médio. Criança.
Mandei-lhe o dedo do meio, ele retribuiu mandando um beijo e saiu andando para pegar outra cerveja na caixa de isopor.
Aparentemente Jimmy tinha voltado a ameaçar Zacky e Brian xingava o melhor amigo e falava que iria revelar os podres dele para o mundo.
Levantei e fui até eles, apoiando as mãos nos ombros do meu irmão.
– Jimmy, nós precisamos ir. — Eu disse apertando seus ombros e ele reclamou.
– Por que Sam?
– Papai mandou a gente chegar cedo hoje.
Ele fez careta, mas concordou. — Ok. Falou então seus arrombados, Syn, passa lá em casa pra ir pra Long Beach amanhã, to com preguiça de andar até sua casa.
– Sim senhora.
Matt acenou para que eu fosse até ele e assim fiz.
– É bom você falar com seus pais também, não esquece pirralha, ou vai gastar seu dinheiro atoa.
– Tá.
– Sam! — Johnny gritou e veio até nós — Dá pra me dar carona pra escola na segunda?
– Dá, se você não tiver medo de motos.
– Tenho não.
– Então beleza, passo lá na sua casa… Sete e quarenta e cinco.
– Valeu Sam.
Sorri e bati em sua mão num high five.
– E o que vocês estão fofocando aqui no canto? — Brian perguntou num sussurro se inclinando para frente e deixando o rosto a altura do meu.
– Conspirando sua morte. — Respondi sorrindo e ele gargalhou
– Ta bom Ruby… Você sabe que me ama.
Rolei os olhos e virei para ir embora, Jimmy foi até onde eu estava antes para se despedir dos amigos e eu fui até Zacky, beijando-o por pouco tempo, pois Jimmy já estava puxando meu cabelo de leve para irmos embora.
Dei um tchau geral e fui para fora, sentando na moto e dando o capacete para Jimmy, ele não gostava de usá-lo, mas eu sempre obrigava.
Fomos para casa e eu finalmente pude estacionar minha filha em um local apropriado.
Subimos para a sala e eu me joguei no sofá, Jimmy foi buscar alguma coisa para comermos e ficamos sentados na sala até papai chegar.
– Boa noite. — Dissemos em coro e ele sentou conosco
– O que estão assistindo?
– Esportes em geral.
– Mh.
– Por que pediu pra gente chegar mais cedo? — Jimmy perguntou curioso.
– Ah sim, Katy virá morar conosco por uns tempos.
– Por que? — Perguntei confusa, mas animada com a ideia.
– Os pais dela vão para Londres ou alguma coisa assim. Aparentemente ela não quer ir e pediu para ficar aqui.
– Legal!
– Jimmy, você e o Brian, já que eu sei que ele vai chegar aqui alguma hora hoje, podiam tirar os móveis do quarto de hóspedes e colocar no porão.
– E você? Vai fazer o que?
– Vou mandar em você. Então não discuta.
Ri e ele também — Sim senhor. E que dia você volta?
– Devo voltar amanhã a noite.
– Eu vou pra Long beach com os caras comprar ingressos pro Metallica.
– Boa viagem para vocês então. Tomem cuidado. — Disse e subiu as escadas.
Fui atrás dele até o quarto e ele parou me olhando confuso.
– Precisa de alguma coisa filha?
– Quero saber se eu posso ir ao show.
– Você não tem aula?
– Não, o Show é no sábado.
– O Zacky vai estar lá?
Torci os lábios — Vai.
– Bem…
– Mas qual é pai, até parece que você precisa se preocupar, o Jim quase me acorrenta nele quando a gente sai de casa.
Ele suspirou — Tudo bem, mas fique com o Jimmy. Eu confio em você Sam.
Concordei com a cabeça e ele sorriu, beijando o topo da minha cabeça.
– Obrigada papai. Boa viagem para o senhor.
– Obrigado filha.
Fui saltitando para o meu quarto e me joguei na cama abraçando uma das almofadas roxas. O quarto preto banco e roxo era decorado de forma vintage e eu adorava isso.
O celular vibrou em meu bolso e eu o alcancei, vendo que Zacky me ligava, conversamos por um tempo e confirmei que iria no show e ele ficou feliz. Passamos um tempo no telefone até eu resolver que estava com fome de mais e desligar.
Desci as escadas feliz ouvindo música, mas quando entrei na cozinha me choquei com alguém e fiz careta.
– Tudo bem Sam?
Abri os olhos e me deparei com o peito nu de Brian. — Tudo. — Respondi meio envergonhada e dei a volta nele, entrando na cozinha.
Jimmy estava praguejando sobre a escada.
– A gente devia cobrar pelo trabalho Gates.
– Para de reclamar Rev, nós já estamos bebendo a cerveja do seu pai.
– Papai não vai gostar de vocês bebendo a cerveja dele.
– Triste não? — Brian perguntou irônico e eu fechei a cara.
– Ele já foi Sam, nós vamos repor depois… Relaxa.
Dei de ombros e abri o freezer, pegando os hambúrgueres e depositando-os no balcão.
Jimmy me pediu para fazer para ele e Brian também, como estava de bom humor concordei e me pus a fazer os hambúrgueres cantarolando junto a uma música que tocava, quando começou a parte do gutural eu acompanhei ainda mais feliz, quando me virei para pegar o queijo encontrei Brian me encarando interessado. Tirei um dos fones meio sem graça.
– Tudo bem?
– Tudo.
– Então por que ta me olhando desse jeito estranho?
– Só pensando como você consegue fazer isso… Porque o Shadows eu entendo, ele só grita. Mas você faz um troço diferente.
– Amh… É mais ou menos um sussurro muito alto. — Ele ergueu as sobrancelhas e eu ri. — Deixa eu terminar isso que eu te explico direito.
– Você é muito estranha Ruby.
Dei-lhe o dedo do meio e fui para a geladeira, pegando o queijo e logo terminando os hambúrgueres.
Chamei Jimmy e ele correu toda a escada do porão saltando os degraus.
Assim que acabamos de comer, fomos todos para a sala e meu irmão se jogou no sofá abraçando a barriga.
– Tava ótimo Sam. Você é linda.
– Obrigada Jim.
Gates chutou meu pé de leve e eu o olhei.
– Vamos lá menina do grito, me explica.
– Ah é… Olha só, é bem fácil, você sussurra, ai sussurra mais alto, depois grita esse sussurro… — Disse sorrindo e dei de ombros, demonstrando rapidamente o que eu queria dizer. — Tenta.
– Não. Minhas cordas vocais vão explodir e ai fodeu.
– Esquenta não mana. Essa voz de homem dele é só falando, o Syn de backing vocal canta mais fino que menininha.
– Não é fino assim idiota!
– Canta pra mim. — Pedi o olhando e ele fez careta.
– Cantar o que?
– Tanto faz, pode ser até um ohh ohh…
Ele riu e fez careta, depois começou a cantarolar um oh oh oh que sinceramente me fez sorrir instantaneamente.
Me senti estúpida de verdade enquanto o via estirado no tapete com as pernas para cima da poltrona e cantarolando de uma forma tão linda.
– Viu que voz de bicha? — Jimmy perguntou e o moreno parou de cantar para a minha tristeza.
– Não é bicha, eu gostei.
Gates virou o rosto e sorriu de forma fofa para mim. — Se a Ruby disse que gosta Rev, tem que ser bom.
– Deixa de se achar Brian, ela pode estar tentando te agradar pra conseguir alguma coisa depois.
– E o que eu ia querer do Gates? — Perguntei irônica e Jimmy riu.
– Meu corpo nu. — Disse passando as mãos pelo peito e gargalhou
Ri sacudindo a cabeça negativamente e Jimmy jogou uma almofada no amigo.
– Deixa o Zacky te ouvir falando essas merdas. Essa de fraternidade só funciona comigo e com a Sam.
– Cala a boca Rev.
Ficamos um tempo em silêncio, então Jimmy começou a cantar uma música provavelmente inventada, ele tinha essa mania.
Os versos sem sentido me faziam rir e Brian começou a fazer barulho com a boca imitando uma guitarra.
Jimmy começou a batucar no chão e eu o acompanhei, dando ênfase em algumas partes.
Ele parou de cantar e acabou com a música rindo, seguimos sua risada e ficamos como três retardados rindo na sala.
Sem eu deixar, minha imaginação voou para o que seria se eu namorasse Brian e não Zacky.
Será que Jimmy iria implicar menos ou mais? Será que ia me encher menos o saco por ter um namorado?
Jimmy gostava de Zacky, eles eram amigos. Mas não era nada comparado a Gates, eles eram irmãos e eu imagino se esse foi o motivo de as coisas terem dado tão errado, ou se foi outra coisa.
Apertei as mãos no rosto sentindo minha cabeça rodar e meu estômago se mexer desconfortavelmente.
O ódio que eu sentia de mim mesma por ter tentado algo com Brian, só não superava o que eu sentia por continuar apaixonada por ele por tanto tempo, e principalmente enquanto namoro o irmão mais novo dele.
Olhei as pontas vermelhas que caíam sobre meu ombro e respirei fundo, o dia em que elas tinham mudado de cor foi logo após um dos piores da minha vida, o dia em que eu me obriguei a tentar esquecê-lo.
As risadas deles ecoaram de novo em meus ouvidos e eu focalizei meu irmão dançando no sofá enquanto Gates cantava um rap mal elaborado entre as risadas.
Abracei minhas pernas pensando em Zacky e no que ele estava fazendo, provavelmente jogando videogame com Matt ou algo assim, sorri um pouco, pensar nele me acalmava e deixava feliz.
E se o que eu sentia por ele era tão bom, por que ainda não conseguia parar de olhar para o garoto deitado no meu tapete?
It's funny how I find myself
In love with you
If I could buy my reasoning
I'd pay to lose
Funny how I blind myself
I never knew
If I was sometimes played upon
Engraçado como eu me encontro
Apaixonada por você
Se eu pudesse comprar meu raciocínio
Eu pagaria para perder
Engraçado como eu me ceguei
Eu nunca soube
Se as vezes eu estava em um jogo
Notas finais
Espero que sim...
Reviews? *-*
Música do No doubt: http://letras.mus.br/no-doubt/77942/traducao.html
Beeijos
O hiperlink não tava funcionando ¬¬'
O quarto da Sam é esse: http://1.bp.blogspot.com/-VJcPl3BsV5w/T3FPzpnXT0I/AAAAAAAABiw/T0W2xaHNC4A/s1600/cabeceirapreta.jpg
O Gates cantando o backing de crirtical acclaim: http://www.youtube.com/watch?v=CNa0BZHndRQ
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