Hes Lost Control
9 Capítulo 9
Notas iniciais
“As horas passavam rápido, já era quase hora da mãe de Frank chegar e ele ja estava com tudo pronto pra ir. Eu não era muito bom em despedidas, ainda mais se for pra me despedir da pessoa que eu mais amava do mundo, eu não sabia se ia aguentar.”
- Senhor Iero, sua mãe chegou. Está te esperando lá fora. – Helena disse entrando no quarto.
Frank me olhou, pude ver algumas lagrimas em seus olhos.
- Eu já to indo. – ele disse.
Eu segurei a mão dele forte.
- Vamos ficar juntos pra sempre, Frank. Não tenha medo, ok?
-Eu acredito em você.
Passamos pelo pátio, onde Frank foi recebido com vários abraços e beijos de despedida. Demi parecia muito abalada com a partida de Frank também, eles eram muito amigos.
- Se cuida Fronkeh! Um dia apareço por lá pra te ver. – ela dizia meio que chorando.
- Se você e o Gerard começarem a chorar eu não vou conseguir ir embora.
Nós rimos.
Fomos com ele até o portão onde a mãe estava o esperando com um sorriso no rosto, ela parecia muito feliz. Mas também, que mão não ficaria? O seu filho estava curado! Acho que a minha não. Ela nem se importaria de vir me buscar, mandaria logo um dos motoristas dela. Eu tinha inveja de Frank, ele era tão perfeito, tão doce e tão especial; eu era só um miserável sem futuro.
- Até mais então. – Eu disse tentando não chorar.
Ele me abraçou tão forte que ficou difícil de respirar.
- Eu vou vir te visitar toda semana, e vou te ligar de 5 em 5 minutos.
- Vou cobrar, hein!
O beijei com tanta emoção, parecia que me coração não agüentaria aquilo, era estranho... eu não sei, parecia que eu nunca havia amado ninguém antes, nem ao menos gostado. Eu falava isso toda hora pras garotas com quem eu saia ‘eu te amo’, mas nunca foi verdadeiro, eu não sabia o que aquilo significava. Não até agora.
- Tchau, meu amor.
- Tchau.
Frank se saiu do meu abraço com uma certa dificuldade, eu não queria deixá-lo ir e sabia que ele também não queria. Ele foi andando em direção ao carro e acenando pra mim. A mãe dele me lançou um olhar daqueles tipo ‘wtf?’. Já era de se esperar essa reação da parte dela, eu tinha muito medo de que ela ficasse com raiva e descontasse em Frank, mas acho que existem mães ‘boas’ nesse mundo, não são todas como a minha. Ele entrou no carro e partiu, ainda me olhando pelo vidro de trás, chorando, o que me fez querer morrer.
Demi me abraçou, tentando me confortar ou algo assim, eu não a entendia muito bem mas, todo o apoio naquela hora era bem vindo, eu não sabia se podia aguentar aquilo sozinho.
- Vamos Gee, ta na hora dos remédios. – ela disse puxando meu braço.
- Você acha que eu vou conseguir? Quero dizer... me recuperar e ficar com o Frank?
- Acho que tudo é possível. É como nos livros sabe, na maioria das vezes o final é feliz... e nas outras bom, um dos dois morre.
- Ah, me ajudou muito. – Eu disse sarcástico.
- Eu sei, eu sempre ajudo. – Ela disse sorrindo e segurando minha mão. – Agora vamos, preciso dos meus remédios ou vou dar uma de Dexter daqui a pouco.
-Não duvido nada. – eu sorri de lado.
Passei o resto do dia no quarto, Helena e Demi tentaram me fazer sair mas eu não queria. Eu sabia que eu teria que esquecer o Frank um pouco se não quisesse morrer de depressão, mas naquela hora tudo o que eu queria era me afundar na minha doce tristeza.
Amanhã era um novo dia, uma nova chance de tentar de novo.
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