Hes Gone - One Shot.
1 Goodbye - Capitulo unico.
Três anos... Quem diria que eu aguentaria tanto tempo não?
Você se foi...
E levou meu coração junto.
A três anos, não esboço um sorriso verdadeiro.
E aqui estou eu, vendo nossas fotos, debaixo de nossa árvore.
Com nossas fotos em mãos, e lágrimas misturadas com sorrisos, que apesar de tudo, são verdadeiros...
Por que tinhas que me deixar?
Peguei uma foto do dia... Lembra-se? Que cai e me ralei toda, sorri observando nossa foto juntos.
Flashback on
– Justiiiiin! Minha bonecaaaa! Devolveeee! — gritava correndo pelo jardim de minha casa.
– Não devolvo! — disse Justin, rindo da minha cara.
Até que por acidente... Eu tropeço numa pedra e caio em cima de várias pedrinhas, consequentemente, me ralando ineira.
– AAAAAAAAI! — gritei, ja chorando. Justin no mesmo momento se virou, seu sorriso morreu, e correu até mim.
– Você ta bem? — perguntou preocupado.
– Ta doeeeeeendo Jus!! — gritei. Os olhos do pequeno Justin, que na época tinha apenas oito anos, como eu, se encheram de agua.
– Me desculpa Lice, a culpa é minha!
– Não é não Jus, a culpa é minha que nem correr sei direito — disse tentando tirar a culpa dele.
– É minha sim, espera Lice, vou chamar sua mamãe. — disse correndo, instantes depois minha mãe e Pattie chegaram.
Flashback off
Lembro-me que depois de muito tentar, consegui lhe convencer de que a culpa não era sua.
Peguei outra foto nossa, três anos depois... Lembra? Aquele dia foi incrivel. O dia que dei meu primeiro beijo.
Que nós demos nosso primeiro beijo, na realidade.
Flashback on
– Vaai Lice, assim nós dois perdemos!
– Não Jus! Somos amigos! A-amigos não se beijam! — eu disse nervosa.
– Lice, por.fa.vor! — pediu em pausas. Bufei.
– Menino, que eu não vá me arrepender depois viu?? — disse, e ele começou a fazer umas dancinhas ridiculas, impossivel não rir com um melhor amigo desses.- Vamos logo peste!
– Ui! — disse se fazendo de ofendido — Me ame menos Alice Lopes de Freitas! — falou sarcástico.
– Impossivel Justin Drew Bieber! — disse no meus tom. — Vamos logo com isso.
Ele sorriu e se aproximou, me dando uma visão privilegiada de suas lindas e hipinotizantes orbes castanhas-esverdeadas.
Eu sorri, involuntariamente, e então sua mão foi a meu rosto, fazendo um leve carinho no mesmo. E então, de repente, nossos lábios se encostam.
Logo ele pede passagem pra lingua e eu apenas abro um pouco os lábios. E então nossa lingua dança em perfeita sintonia.
O beijo foi perfeito, o qual paramos com dois selinhos, e logo depois ficamos nos encarando e sorrindo, de testa colada.
O estranho foi o que eu senti... Senti borboletas no estomago, voando livremente pelo mesmo, uma sensação maravilhosa!
E mais estranho que essa sensação... Foi que pareceu que nossos lábios... Simplesmente se encaixaram perfeitamente.
Flashback off
E foi apartir daquele dia, que eu só consegui pensar em você.
Sequei meu rosto que ja estava completamente molhado, e peguei outra foto.
Você me abraçando por tras, com aquele seu sorriso lindo, que tanto me faz falta. Nessa nós tinhamos nossos quatorze anos.
Sorri, mais uma vez, lembrando.
Flashback on.
– Jus, o que é isso? — perguntei olhando-o enquanto ele reproduzia aquelas tipicas senas de filme, escrevendo nossos nomes na árvore.
– Nossos nomes, ué. — disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– Que coisa mais clichê — disse fazendo careta, ele riu de leve.
– Deixa de ser chata vai! — disse e eu bufei, logo deixando um sorriso escapar.
– Ta bom, mas faz bem bonitinho ok? — eu disse sorrindo, e ele sorriu.
Um tempo depois, ele terminou, olhei e ficou muito fofo.
– Eu te amo, Lice– ele me disse, sorrindo, foi a primeira vez que ele me disse isso, depois que começamos a namorar. Sorri largamente.
– Te amo mais, Jus.– eu disse e ele sorriu, selamos o momento com um beijo.
Flashback off
Sorri mais uma vez, esse dia foi perfeito.
E então, achei uma foto que me trazia lembranças maravilhosas, nós dois com dezesseis anos, depois da nossa primeira vez, lembra?
Eu com sua camisa xadrez, e você só de cueca, nós dois fazendo caras e bocas?
Eu ri da foto. Me lembrando.
Flashback on.
Acordei com a luz em meu rosto, abri meus olhos, e dou de cara com o Jus, me olhando e sorrindo lindamente, como só ele sabe sorrir.
E então conclui, a noite passada não foi só mais um sonho.
– Bom dia, pequena — disse ele, sorrindo, logo sorri, amo quando ele me chama de pequena.
– Bom dia, principe — falei e ele sorriu. Logo ele iria me dar um beijo, mas desviei.
– O que foi? — perguntou confuso.
– Bafo matinal, beijo assim, nem ferrando — disse me levantando e procurando minha roupa.
– Aaaaa deixa disso Lice — disse ele vindo me beijar, me desvincilhei de novo.
– Não Jus, ja disse — falei e ele fez bico, depois bufou. — Onde ta minha roupa?
– Usa minha camisa, depois a gente procura — disse dando de ombros, peguei a camisa e coloquei, logo fui pro banheiro, escovei os dentes e voltei pro quarto — Agora posso? — perguntou.
– Quantos você quiser — eu falei e ele sorriu, logo vindo em minha direção.
Flashback off
E ai ja veio uma foto que não gosto muito... A foto do dia que descobri... Quando tinhamos nossos dezessete anos.
Flashback on.
Jus estava tendo mais uma de suas crises de tosse, as quais ja estavam a me deixar preocupada.
Depois que ele terminou, pegou a agua que trouxe pra ele, com suas mãos trêmulas e bebeu, logo depois que melhorou eu o encarei.
– Jus, me diz, o que está acontecendo? — perguntei, ele me olhou tenso.
– Acontecendo? N-nada. — gaguejou.
– Justin, essas crises de tosse, isso ja ta virando rotina! É todo dia! — eu falei, me irritando.
– Amor, não é nada, que você deva se preocupar, ta bem? — falou, com a voz falha.
– Justin, não posso continuar com um relacionamento baseado em mentiras! Se você não me contar... Saio por essa porta e não volto... Nunca mais — falei sentindo a voz trêmula.
– Não me deixa, por favor... Preciso de você! — disse com os olhos marejados, se sentando na cama e apoiando a cabeça em suas mãos.
– Então me diga, o que está acontecendo... Por que essas tosses? Por que você anda se cansando tão rápido? Por que anda faltando as aulas frequentemente? Por que saiu do time de basquete da escola?
– Eu... eu queria te contar de um jeito diferente Lice mas... mas ja ta mais do que na hora de você saber... — ele suspirou — A pouco tempo descobri que estou com uma coisa... muito séria...
– Que coisa Jus? Diga logo! — falei ja me extressando.
– Lice... Eu to com cancer no pulmão. — ele disse, começando a chorar.
E então, meu mundo desabou.
Flashback off
E depois começou a frequentar a radioterapia, lembra? você sempre reclamava.
Ri dos meus pensamentos.
Peguei mais uma foto, foi uma das ultimas, lembra-se? Você pediu pra irmos a praia, estavamos eu, você, Cait, Chaz, Ryan, Chris, Jaxon e Jazzy.
Nessa estavamos todos nós, pedimos a um homem pra tirar, lembra daquele dia?
Flashback on.
– Jus, quer molhar os pés? — o perguntei. Ele assentiu. Se apoiou em mim e fomos.
– Obrigada pequena.
– Não foi nada. — disse.
– Não por isso — falou, o olhei confusa. — Por não me deixar... Por ainda estar aqui. — disse com seus lindos olhos cor de mel, sem tanta cor, cheios de lágrimas.
– Hei, escuta bem o que vou te dizer ok? Eu sempre, sempre vou estar aqui. Eu te amo, nunca vou te abandonar — falei e lhe dei um beijo.
Flashback off
Então peguei a do Ano novo, lembra-se que passou comigo e com o pessoal? Eu me lembro. Foi lindo...
Flashback on.
– Dois... Um... — gritamos - Feliz ano novo!!– gritamos todos juntos.
– Eu te amo meu amor — disse Justin me beijando.
– Te amo mais — eu disse sorrindo, retribuindo o beijo.
– Vem — falou me puxando, percebi como ele estava magro, muito magro. — Dança comigo?
– Com que musica?
– Imaginação Alice! — disse rindo, sorri, e começamos a dançar. E ele começou a cantar uma musica que ele disse que fez pra mim, no meu ouvido. — As long as you love me. We could be starving. We could be homeless. We could be broke. As long as you love me. I'll be your platinum. I'll be your silver. I'll be your gold...– parou de cantar e dançar, me olhou e sorriu — Eu te amo mais que tudo meu amor, nunca se esqueça disso.
– Eu te amo mais, muito muito muito, também nunca se esqueça disso — eu disse, ele sorriu de canto e nos beijamos.
Flashback off
E então peguei a foto que mais doia em mim ver, a nossa ultima foto, nós na cama de hospital, na sua ultima radioterapia. Eu estava com o livro que estava lendo pra você, "A ultima musica" na mão.
Você ja com sua pele mais clara que o normal, magro, seus lábios rosados ja sem cor, seus olhos cansados e ja sem tanta cor também, mas seu sorriso, que apesar de tudo, só de ver, ja melhorava meu dia.
Flashback on.
– “A vida, entendeu, era bem parecida com uma música.
No começo, há mistério, e no final confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa toda valha a pena.
Pela primeira vez em meses, não sentiu dor alguma; pela primeira vez em anos, obteve as respostas às suas perguntas. Ao ouvir a música que Ronnie havia composto, a música que Ronnie havia aperfeiçoado, fechou seus olhos sabendo que tinha terminado sua busca pela presença de Deus. Finalmente, havia entendido que a presença de Deus está em todo o lugar, em todos os momentos, e é sentida em um momento ou outro, por todas as pessoas. Estava nos momentos em que havia trabalhado com afinco na janela com Jonah; estava nas semanas em que havia passado..."– fui interrompida pela infermeira.
– Vamos senhor Bieber? — perguntou, Justin assentiu, sorriu de leve, me deu um selinho.
O ajudei a se levantar da cama.
– Isso é constrangedor, minha namorada me ajudando a levantar da cama. — disse baixinho.
– Pare de ser bobo — lhe disse, e ele sorriu de lado, e foi.
Flashback off
E então, consequente me lembrei do dia que soube que você se foi...
Flashback on
– Filha, meu amor — minha mãe me chacoalhava.
– Hum — resmunguei e abri os olhos — Que horas são? — olhei pra minha mãe, ela estava chorando — O que ouve mamãe?
– Filha... O Justin passou mal, e a Pattie acabou de me ligar, eles foram pro hospital, ele está numa cirurgia agora.
– O QUE? — gritei, corri pro guarda-roupas e me troquei.
[...]
cheguei no hospital, Pattie estava abraçada com tio Jeremy, Cait, abraçada com Ryan, os dois chorando, Chris e Chaz, chorando num canto.
Corri e abracei a tia Pattie.
– Vai ficar tudo bem, ele é forte. — eu disse, tentando não só convence-la disso, mas a mim também.
Depois ela voltou a abraçar tio Jeremy, minha mãe teve que voltar pra casa, cuidar do meu irmão, me sentei num banco e esperei.
As horas passavam, a nada, acabei cochilando.
Eu só acordei, e a unica coisa que vi foi um par de sapatos brancos, de médico. Olhei em volta, Pattie jogada no chão, Cait, Ryan, e Chris chorando desesperadamente.
Então me dei conta...
Ele se foi...
Comecei a chorar muito, então vi que Chaz estava ajoelhado na minha frente.
– Ele queria te ver bem pequena, lembre-se disso, ele queria te ver bem — disse chorando e me abraçando, assim eu comecei a chorar desesperadamente, como todos.
Pois eu senti como se um orgão, na verdade, como se meu orgão vital, fosse arrancado de mim e levado pra longe, como se me coração tivesse sido arrancado do meu peito.
Nesse momento, eu queria morrer.
Flashback off
Nesse momento eu chorava muito, então no fim da caixa, achei um envelope.
O abri, e na hora reconheci, sua caligrafia.
"Hei pequena, como você está? Espero que bem.
Então meu anjo, você sabe que nunca fui bom em palavras, mas eu me esforcei ta?
Espero que nesse momento, que você está lendo isso eu ja tenha ido... Pequena, eu te amo tanto, você não sabe o quanto doia ver você chorando escondida de mim a noite...
Aquilo eram como mil facadas em meu peito.
Eu sei, que nosso tempo não foi longo, mas foi perfeito...
Todos os momentos que vivi com você, foram os melhores, todos...
Seus sorrisos conseguiam iluminar até meu dia mais sombrio, você conseguia me fazer sorrir quando eu só queria me trancar em um quarto escuro e ficar pra sempre lá.
Pequena, sei que não está sendo facil, que está doendo, pois bem eu... Acredite, sinto o mesmo.
Só lhe peço que não se enclausure num quarto escuro, que siga sua vida.
Que vá e não olhe pra trás, que realize seus sonhos.
Peço-te que não se esqueça também de nós... Peço-te que se lembre daquelas tardes frias em que nos enfiavamos debaixo do cobertor, e viamos aqueles filmes de terror que você tanto morria de medo.
A vida é pra ser vivida pequena, não deixe que uma perda lhe empeça de algo.
A vida tem obstaculos, e esse foi só mais um que você enfrentou.
E quero que saiba, que apesar de você não me ver, eu vou estar do seu lado, vinte e quatro horas por dia, sorrindo com seus sorrisos, e chorando lhe vendo chorar.
Bom, como disse, não sou bom em palavras.
Como você sabe, odeio despedidas, então essa não é uma carta de despedida, e sim um 'Até logo'.
Então...
Eu te amo muito pequena... Muito mesmo.
Até logo,
Do seu idiota, Justin Drew Bieber".
Minhas lágrimas ja eram incontrolaveis, eu li e reli essa carta umas cinco vezes, depois me abracei a ela.
Logo sai de baixo daquela árvore, e fui o visitar... Fazia três anos que não ia ao seu tumulo.
Quando estava chegando, vejo um menino sentado ali, olho direito, era ele...
Justin estava lindo, forte e saudavel, como o conheci, paralisei.
Seus cabelos loiros, lindos. Ele me olhou... Que saudade daquele olhar, e sorriu... Aaaa que sorriso.
Sorri junto, inevitavelmente. E então o vento veio, e ele se foi, junto a ele, só ouvi um "Eu te amo pequena", como um sussurro de sua voz rouca.
Sorri ja chorando novamente.
– Eu também te amo, por toda a eternidade principe, até logo.
FIM.
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