Heroic Wish
1 Desejo Heróico
O vento frio da manhã de São Francisco se chocava contra o rosto quase desacordado do rapaz mais forte do planeta, causando-lhe certo arrepio invasivo no corpo do herói juvenil. Superboy planava metros acima da Torre Titã, onde cochilava e curtia o confortante brilho do sol matinal revigorando todas suas forças.
Era final de semana e o trabalho com os Novos Titãs nunca lhe pareceu tão entediante, significando que há algum tempo não participava de uma missão realmente importante. A Liga da Justiça, por outro lado, permanecia no espaço monitorando todo o movimento criminoso na Terra, provando mais uma vez que a teoria de Superboy estava correta:
- Esse grupo é uma verdadeira perda de tempo.
Não que tivesse muitas outras coisas para fazer. A vida na fazenda Kent se resumia a ordenhas e carpintaria e achava, com todas as forças, que a vida escolar em Smallville era intragável. Nem conseguia imaginar Superman passando por situação pelas quais passava como Conner Kent.
Os veteranos da equipe Titã eram atenciosos e, estranhamente, faziam de tudo para convencer aos outros mascarados que os Novos Titãs eram como uma grande família unida. Não havia crescido em meio ao calor humano, mas tinha uma ideia de como funcionava uma relação em família graças à convivência com a tia de Clark, Martha Kent. E os Novos Titãs até podiam ser companheiros e terem um bom trabalho em equipe, mas cada membro possuía um forte individualismo que impedia que uma amizade verdadeira surgisse entre os componentes da equipe. Qualquer indício de uma relação mais duradoura não suportava mais que dois dias, nos encontros de final de semana.
Apesar de o ambiente passar-lhe um ar quase falso, tinha que admitir que existia uma pessoa interessante no local, fazendo-o, de certa forma, empolgar-se com tal compromisso. Percebeu a algum tempo que tal pessoa citada não era Cassie, a Moça Maravilha. Até havia cogitado a possibilidade do “lance” que havia acontecido entre os dois se tornar mais sério, virando um namoro firme. A questão era que a Mulher Maravilha, princesa Amazona Diana, começara a pegar demais no seu pé, interrompendo momentos mais íntimos e agradáveis. Não suportou por muito tempo tal situação.
Detestava complicação, só queria viver sossegado.
Despertou de seu cochilo ao ouvir o alerta de seu comunicador. Espreguiçou-se e atendeu ao chamado, não demonstrando nem um pouco de empolgação.
- Conner...? – Uma voz jovem e séria o chamava do outro lado da linha.
Superboy sorriu, abrindo seus olhos azuis ao constatar que se tratava do motivo de insistir em uma equipe que sabia que nunca daria certo.
- Oi, Tim... – Voou de bruços e viu que Robin estava no terraço, olhando para cima, provavelmente o procurando.
- Onde você está?
- Eu to te vendo... – Dizia brincando, pois sabia que Tim Drake não suportava perder o controle da situação.
Tim levanta o olhar e encontra a figura relaxada de Superboy pairando sob algumas nuvens já ensolarado de São Francisco. O rapaz acena e sente um sorriso brotar em sua face. Um sorriso quase inédito, diga-se de passagem, pois o jovem Robin costumava transpassar seriedade aos companheiros Titãs boa parte do tempo. Deixava a proeza de fazer nascer risos em seu rosto quase sempre impassível para Conner, seu melhor amigo.
- Meu melhor amigo...
O título ecoava pela cabeça de Timothy à medida que Conner aterrissava até seu encontro. A educação que recebera de Batman o impedia de obter ou criar a confiança de qualquer pessoa, mesmo se tratando de companheiros de equipe. Mas Conner... Há muito se dera conta que o rapaz não era como os outros.
Era fato que todos os novos integrantes dos Titãs somente se reuniram em uma equipe nova por vontade de seus protetores, quase que para agradá-los. Apesar disso, Conner lhe parecia tão independente quanto si próprio e isso lhe chamara a atenção no início, quando os outros parceiros lhe pareciam despreparados e desfocados.
Superboy finalmente pousou no terraço da Torre e analisou por alto a feição descansada de Tim, concluindo sem muita surpresa que o rapaz estava tão entediado quanto si. Conner olhou-o de cima a baixo, dando-se conta que Robin estava com um uniforme diferente, mais madura que a antiga roupa verde, vermelha e amarela que o menino prodígio possuía. Agora, o vermelho e o preto prosperavam, causando certo impacto em Kon-El, que o admirava um tanto abobado por mais tempo que planejara.
- Conner... – Chamava-o sentindo-se um pouco incomodado com o olhar do parceiro.
-... Han?... Ah, traje novo, não é?
-... Fico surpreso que tenha notado. Sim, é novo. Batman mesmo o confeccionou.
- Sinistro. Alguma ocasião especial?
- Nenhuma. Acho que deu vontade e ele fez... Coisa de gente rica. – Caminhou até a borda do terraço, parando no parapeito enquanto Conner sentava-se ao seu lado.
- Alguma novidade lá dentro? – Perguntou sem emoção.
- Victor está monitorando o movimento criminoso na cidade. Os acontecimentos mais graves estão sendo resolvidos pela Liga.
-... Por que pegamos os casos mais fáceis? – Resolveu dizer o que lhe incomodava há algum tempo.
Tim o olhou de soslaio e riu amargamente.
- Você sabe a resposta... Nenhum deles tem confiança nos Novos Titãs. Mesmo os veteranos estão preferindo que a Liga cuide de certos casos.
Conner levantou-se com certa violência e flutuou sobre o local. Robin o seguiu com o olhar, enquanto Superboy mirava entediado o céu da manhã ensolarada da cidade.
- Cansei disso, Robin... – Desabafou. – Não fazemos nada nesses encontros de final de semana além de treinar. Acredito que só existimos para podermos elevar o ego dos nossos predecessores. Isso soa tão ridículo...
O menino prodígio via seu companheiro colocar as mãos nos bolsos da calça jeans e franzir as sobrancelhas de forma contrariada. Sentia-se pequeno ao lado de Kon-El, que possuía altura e músculos consideravelmente excessivos para sua idade. Volta e meia pegava-se o admirando durante os treinos, ou mesmo de momentos de lazer. Ficava a vontade com o amigo, mas ainda repreendia-se por encará-lo de forma tão desconcertante como estava fazendo naquele exato momento.
Conner virou para o parceiro, esperando por um argumento que não veio, vendo-o com um olhar perdido sobre si. Encararam-se por alguns segundos, tempo suficiente para fazer Conner pousar no concreto e puxar Robin para um beijo leve e um tanto desajeitado. Segurou o rapaz menor pelos braços, apertando-os, não calculando a força que deveria usar em um corpo humano. Não sentiu recusa no ato de carinho que há muito estava contido em sua mente, mas estagnou suas ações ao ouvir um gemido de dor por parte do parceiro do Batman. Abriram os olhos, retornando à realidade, e Conner se afastou, largando-lhe rapidamente.
- Minha nossa, Tim... Me desculpe... – Ofegou e aproximou-se novamente de Timothy, passando os dedos na parte onde havia apertado o rapaz. -... Eu te machuquei, não foi?
O rapaz menor respirava pesadamente e fez menção de se afastar do toque de Superboy. Conner notou tal afastamento e coçou a cabeça, jogando os fios negros e curtos para atrás, baixando o olhar.
-... Perdoe-me...
- Você não me machucou, Conner...
- Estou me desculpando pelo beijo.
Robin o viu encaminhando-se para a saída do terraço, deixando-lhe sozinho com aquelas palavras frias e a lembrança do ato deliciosamente impulsivo. Pensou em chamá-lo e lhe dizer que sempre desejara secretamente que o clone de Superman lhe roubasse um beijo, mas abominou-se por não possuir a impulsividade da qual Conner desfrutara há pouco. Seguiu-o em silêncio, até chegarem à sala de reuniões da Torre Titã.
- Não teremos reunião hoje? – Perguntou sem olhar para Robin.
- Parece que todos arranjaram o que fazer. Cheguei à torre e somente Victor me recebeu. Os outros estão em missões com a Sociedade da Justiça.
- Com a SJA? – Estranhou.
- É... Parece que eles são os únicos que aceitam nossa ajuda.
- Eu não fui avisado sobre isso...
- Claro que foi, Conner... Ontem mesmo Ciborgue nos deu a chance de escolhermos se participaríamos ou não. Mas eu não me interessei pela missão. Aliás, tive uma reunião com Batman e Asa Noturna de madrugada.
Robin não viu, mas Superboy franziu o cenho quando ouviu falar em Asa Noturna e suspirou nervosamente. Tim se referia a Dick Grayson com certo carinho, o que o deixava deveras enciumado.
- Como tem estado o Dick? – Sentou-se em uma das poltronas do grande salão titânico e apoiou as pernas na poltrona da frente.
-... Bem. Tem estado ocupado. Não o via há alguns meses, está um pouco diferente fisicamente.
- Ah, é? – Cruzou os braços e vou Robin encaminhar-se para a poltrona ao seu lado, cruzar as pernas e lhe perguntar.
- Qual é, Conner? Ficou seco de uma hora pra outra por quê?
- Não é nada. Só estou cansado disso tudo...
Tim o encarou pensativo, como se estivesse calculando se deveria contar o ocorrido depois da tal reunião.
- O Richard... Se declarou por mim hoje de madrugada...
O clone olhou-o com certa surpresa.
- Como assim?
- Disse que me ama. – Avermelhou-se e desviou o olhar.
Conner pigarreou e tentou não demonstrar nervosismo ao se manifestar.
- E o que você respondeu? – Disse baixo, quase num sussurro.
- o que? – Perguntou, pois não ouvira a indagação.
- O que respondeu ao Asa Noturna??
Falou alto e agressivamente, fazendo Robin lhe encarar com certa indignação e levantar impulsivamente do local, retirando-se da sala de reuniões.
- Disse que estou apaixonado por outro idiota.
Proferiu inexpressivamente, passando pela porta automática que se fechou logo que o jovem vigilante partiu.
Conner ficou a olhar a porta fechada por longos segundos e sobressaltou-se, correndo atrás de Tim, que se dirigia aos seus aposentos. Controlou sua força ao puxar o menor pelos braços e prendeu-o à parede de seu quarto, com os braços acima de sua cabeça.
- Con...
O clone do Superman aproximou-se mais do corpo do parceiro, colocando uma de suas pernas entre as duas de Robin.
- Solte-me. – Virou o rosto, impedindo-se de cair na armadilha de Kon-El.
Segurando os braços de Tim com apenas uma mão, Conner tirou-lhe a máscara e jogou-a em qualquer lugar, mirando atentamente os azuis claros do menino prodígio.
-... E o que o Richard fez depois de levar um “fora” desses?
Perguntou de forma lenta e rouca, atitude que fez o mais baixo baixar ainda mais a guarda.
Timothy fechou os olhos como se revisse a cena da noite anterior em sua mente.
- Ele... Fez o mesmo que você está fazendo agora.
Superboy mordeu entre dentes e sua respiração ficou pesada ao imaginar tal cena.
- E o que mais?
- Chega Conner. Por que está fazendo isso?
- Você poderia muito bem se soltar se quisesse... Me responda.
Tim mostrou-se contrariado e teria tomado alguma providência se não tivesse percebido a respiração de Conner em seu ouvido.
- Ele te beijou, não foi? Tenho certeza que ele ousou fazer isso.
Tim sentia as pernas tremerem e o ar lhe faltar ao lembrar do beijo que Asa Noturna lhe roubara. Era fato que já tivera um caso com o primeiro Robin e aquele ato o desconcertara de imediato. Não somente o beijo, mas toda a declaração de amor também o pegara de surpresa. Apesar de terem tido relações sexuais, jamais cogitaria tal situação, pois acreditava que, desde o início, os dois viviam uma relação física apenas, e mais nada. O próprio Dick impusera tal situação e não se sentia orgulhoso de tê-la aceitado.
Mas também era fato que por várias noites em que dormira com Richard Grayson... Sonhava estar com Kon-El em seus braços.
- Eu o odeio...
Conner proferiu, tirando Tim de seus devaneios.
- Eu odeio o Asa Noturna, Timothy... Por mim, já tinha dado umas na cara dele, e te proibiria de vê-lo... Se não o fiz, foi por sua causa. Por que sabia que estavam juntos...
O coração falhou e Tim gaguejou:
- V-você sabia...?
- Eu até pareço, mas não sou nenhum idiota...
- Conner... Precisamos conversar...
O maior viu a feição de Timothy lhe pedir perdão e soltou uma leve risada, fazendo-o se irritar com tal atitude.
- Qual é a graça, Superboy?
- Não é nada. Só que acabei de perceber que você pensava em mim quando estava com aquele maldito.
Tim corou-se e, finalmente, mostrou-se indefeso.
- É verdade, não é? Me diz, menino prodígio... – Aproximou-se da boca de Tim e perguntou, fazendo suas bocas se encostarem à medida que as sílabas saíam. -... O Asa beija melhor do que eu?
Tim engoliu o seco e arrepiou-se ao sentir o hálito doce de Conner bater em seu rosto. Aguardou mais ações por parte do clone, mas este realmente esperava por uma resposta. A mão livre de Conner passeava pela cintura trabalhada de Tim, fazendo-o ofegar e tentar esconder o rosto envergonhado em um dos braços que Superboy agarrara. Ouviu outra risada.
- Você é a prova viva daquela crença popular de que “quem cala, consente”, Timmy...
Tim abriu os olhos e encarou Conner, fazendo-o parar de rir ao constatar lágrimas em seus olhos. Por instinto, soltou os braços de Timothy, que já mostrava sem vergonha as lágrimas escorrerem pelo rosto avermelhado.
Aquela cena era impossível. Timothy não poderia parecer tão indefeso diante de si. Superboy parecia hipnotizado por aquela cena e por um momento cogitou ter utilizado força demais em seu amigo.
- Você é um maldito mimado, Conner... – Limpou as lágrimas. –... Tudo tem que ser do seu jeito, droga?
- Tim... Me desculpe... Eu...
Fora interrompido por um súbito abraço, onde Tim agarrava o pescoço de Superboy, ficando com os pés pendurados em decorrência da diferença de altura.
- Tim...?
- Vamos ver como se sai... – Puxou-o para um beijo mais profundo, agarrando alguns fios de cabelo que nasciam na nuca de Conner. – Depois eu te respondo quem beija melhor...
Conner, por um momento, mostrou-se estático ao sentir a boca ser atacada pelos lábios quentes do menino prodígio, sempre tão sério e contido em suas ações. Não reconhecia aquele cara que lhe falava tão delicadamente nos ouvidos e lhe sugava a língua com tanta sensualidade que começara a achar que estava lidando com outra pessoa.
Os papéis chegaram a se inverter e Tim, tendo todo o controle da situação, prendeu o corpo do clone à parede de seu quarto, segurando suas mãos grandes, as colocando em sua cintura, num pedido mudo para que o rapaz que tanto lhe provocara segundos antes, tomasse alguma atitude e se responsabilizasse pelo que estava prestes a acontecer. Então, Kon-El agarrou-o e o levantou pela cintura com um braço, segurando o rosto corado do menino prodígio com a mão livre, para assim responder com todo o desejo que reprimia pelo vigilante àquele beijo espetacular que fora gerado.
Cegamente, Conner travou a porta automática do quarto de Tim, e o levou para a cama de lençóis vermelhos, sentando-o na borda e sentindo sua camiseta preta com o “S” vermelho no peito ser arrancada por aquelas mãos enluvadas. Perdeu o controle quando o parceiro do Batman lhe desafivelou o cinto marrom da calça jeans, percebendo que tudo aquilo estava indo rápido demais. Mas nunca fora de pensar com mais responsabilidade que o próprio prodígio vigilante. Então deixou que conclusões fossem tiradas depois que aquele furacão Drake se acalmasse e tudo voltasse à normalidade.
- Você está tenso... – Tim sentiu as costas de Conner se contraírem enquanto esse lhe mordia o ombro. -... Kon... Eu sempre quis isso... – Confessou, soltando a capa de seu uniforme e retirando as luvas com certa afobação. -... Sempre.
- Eu também, Tim... – Ajudou-lhe a tirar a parte de cima do uniforme vermelho. -... Eu sou louco por você, e já tem um tempão... – Beijou-lhe fortemente mais uma vez, abraçando-se ao torso nu do menino prodígio. -... Me desculpe por ser um idiota... Sou tão ciumento que perco o controle e faço besteiras...
O jovem prodígio era livrado da parte de baixo de sua vestimenta por um Kon-El apaixonado por seu corpo, entre mordidas e beijos em seu pescoço e orelhas. Desceu as mordidas pelo tronco de Robin, que se apoiava no cotovelo para poder alcançar a visão de seu antigo colega. Segurou-lhe pelos cabelos quando o clone deu mais atenção ao seu abdômen, lambendo-o e beijando-o, causando-lhe arrepios divertidos e cheios de luxúria ao mesmo tempo. Riu baixo, logo em seguida suspirando ante a visão de Conner segurando seu sexo e lambendo-o com certa força, cuidando para não ultrapassar a força necessária para dar prazer ao seu amante. Mordeu a mão que não estava agarrando os cabelos de Conner quando esse o sugou, abafando um gemido gostoso aos ouvidos do clone.
Sentia o corpo do jovem Robin se contrair, tremer e relaxar no compasso que determinava ao sugar seu membro desperto, vez ou outra sentindo que Tim movimentava os quadris em sua boca, denunciando que apreciava tal ato um tanto promíscuo. Lambia-lhe a ponta, logo sugando com mais força, finalmente sentindo que Tim ejaculava em seu rosto, dobrando uma perna que apertava o rosto de Conner contra seu sexo.
Tal perna fora levantada e, antes que pudesse se recuperar do orgasmo que acabara de ter, o clone já posicionava seu membro rijo em sua entrada, tomando o cuidado de lubrificá-lo com saliva. Sentiu-se entrar naquele corpo e já não podia mais conter os gemidos que o membro de Tim lhe sufocava há pouco.
- Eu te amo, Tim... – Puxou a cabeça do rapaz que estava perdido em meio à excitação, fazendo entreabrir os olhos até então fechados e dar-lhe um beijo molhado e cheio de volúpia enquanto investia-se com ardor em seu corpo. -... Não conseguiria me conter por muito mais tempo... Eu te amo... Tanto... Ah... Droga...
Conner abraçou a perna do jovem prodígio e intensificou a transa quando sentiu que gozaria dentro de seu amor mais cedo que desejara.
Bateu em seu corpo com força uma última vez, fazendo Robin finalmente gritar ao sentir o líquido quente esvair de sua intimidade o fazendo ter a sensação de que se exercitaram durante horas. Não suportou e acabou ejaculando mais uma vez, sem nem ao menos ter tocado em seu sexo.
O clone abraçou-se um tanto exausto à cintura de um Tim ofegante e com um leve sorriso de satisfação estampado na face. Demorou alguns minutos para os dois retornarem à realidade e remexerem-se na cama completamente desarrumada. Timothy puxou um lençol e cobriu seu corpo e o de Conner, chamando a atenção do mais forte, que parecia perdido em seus próprios pensamentos.
- Está frio... – Riu ao imaginar que não sentira frio minutos antes.
Conner abraçou-o mais forte, fazendo Tim avisar-lhe para medir sua força com algumas palmadas no braço musculoso.
-... Eu te machuquei, não machuquei? – Perguntou temeroso, pensando que perdera a noção da força durante a transa.
- Não. – Balançou a cabeça negativamente. – Talvez no último momento, mas posso viver com isso.
Sorriram juntos e entrelaçavam as pernas uma na outra.
- Namora comigo, Timothy Drake...
-... Kon...
- To falando sério. Um namoro com direito a passeio no parque, mãos dadas e sorvete. E não foi uma pergunta, rapaz, foi uma intimação... – Olhou sério para Tim, logo colocando um riso bobo no rosto ao ver o lindo semblante de seu menino prodígio.
-... Ok, então. – Fez-se de vencido e colocou um braço atrás da própria cabeça. – Passo, oficialmente, a ser seu namorado. – Imaginou a cena dos dois passeando no parque com um sorvete em mãos e deu uma risada discreta, não chamando a atenção do seu clone super poderoso.
Conner o admirava com adoração e acariciava seus cabelos negros de forma lenta e parecia se entreter com a ação.
- Kon... – Chamou-o, admirando da mesma forma a face máscula de Superboy.
- Diga...
- Eu também te amo... – alisou o rosto do seu amor, sentindo que era puxado pela cintura para mais perto de seu corpo. -... Não está satisfeito? – Riu ao sentir que Conner começava a se excitar novamente.
- Foi tudo muito rápido... Acho que não matou minha vontade... – Pareceu um pouco constrangido, mas logo recebeu beijos ardentes de um corpo que também não lhe parecia nada satisfeito em seus prazeres físicos.
Continua...
Notas finais
Estou aqui para ser xingada ou amada, quem sabe? xD
Só escrevendo ReViEw pra eu saber o>
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