Heroes Of Sand
9 8 - Teia de Aranha (part 2.)
Notas iniciais
8 – Teia de Aranha (part 2.)
POV Natalia
Meu sábado voara, nem tive tempo de sair. Eu ligava para Mário, mas ele não me atendeu o dia todo, logo uma preocupação me fez estremecer. Já passava da meia noite, e eu ainda estava olhando pra aquela fotografia do Avenged. Sorria feito uma boba até que minha mãe entrara no quarto
- Filha, tem um casal aí na porta querendo falar com você! Parecem preocupados
- Mas essa hora? Quem é mãe?
- É melhor você descer. O homem é aquele famoso que você ama sabe? Nem acreditei quando abri a porta e os vi lá. São muito educados e...
- Tá bom mãe eu vou... – desci correndo, quando me deparei com eles. The Rev e sua esposa na minha porta! Quase morri.
- Oi, você é a Natalia né? Amiga do meu filho? – Jimmy se aproximara de mim – Desculpe, mas, Mário está aqui com você?
- Não... Ele sumiu o dia inteiro, tentei ligar, mas ele nem me atendeu – a mãe do Mário ficou apavorada, olhou pro marido e suspirou
- Meu Deus onde esse menino está? Eu vou matar ele – Rev estava nervoso e era estranho porque eu nunca o vi daquele jeito. Sempre alegre e brincalhão, me assustei confesso. Ele olhou pra mim
- Você sabe onde ele pode estar Natalia?
- Não, Mário nunca me conta nada e isso me aborrece. Mas podemos tentar descobrir – Eu não tinha ideia de onde ele estaria, mas resolvi arriscar. Até que como uma luz, meu celular vibrou. “Uma mensagem recebida: Luiz”, li a mensagem em que ele me pedia socorro e dizia onde estavam. Mostrei á eles.
- Filho da mãe! Eu não acredito que Mário está lá! Eu vou arrebentar aquele moleque – Jimmy saiu da minha casa batendo o pé.
- Desculpe por isso querida, mas eu não sei o que anda acontecendo com meu filho! Precisamos ir atrás dele, quer vir junto?
- Com certeza! – Eu e ela seguimos Jimmy, entramos no carro onde ele acelerou. Meu coração palpitava mais rápido, a preocupação e decepção andavam juntas.
POV Mário Sullivan
Posso descrever aquela sensação como uma das melhores da minha vida. João estava muito bêbado, Hugo, Victória e Stella dançavam na pista como malucos, eu só não tinha visto o Luiz. Eu estava ao lado de Caio e Leana e já tinha provado de todas as bebidas que eles tinham, mas nada se comparou àquilo.
- Tenho uma coisa que você vai adorar garoto! – ele desenrolou um papelzinho onde havia um pó branco. Aspirou aquilo e sorriu pra mim – É fantástico, devia experimentar
- Me passa um desses aí – pedi, ele me deu um. Fui para longe enquanto usava aquilo, o pó entrava em mim, e eu gostava daquilo. Não conseguia parar, o gosto do álcool em meus lábios fazia tudo ficar melhor. Caio e Leana riam como se tivessem feito algo que queriam há tempos. Meu corpo não obedecia nenhum dos comandos de meu cérebro, eu só queria cheirar aquilo mais e mais, era bom demais. Pude ver Stella e Victória se aproximarem e se assustarem com o que viam
- Mário para com isso! Você está se drogando seu idiota!
- Calem a boca suas estúpidas – eu não sabia o que estava dizendo. Aquele pó passava pelas minhas narinas e meu corpo pedia mais, Caio e Leana se divertiam com o meu estado. Não me importei, até ficar meio tonto e ouvir uma voz conhecida gritar meu nome.
- Mário Owen Sullivan! – meu pai chegara, ao lado dele estava minha mãe chorando muito e ela também estava. Natalia via a cena e apenas abaixava a cabeça em sinal de decepção. Meu pai me segurou pela gola da camisa – Você pensa que está fazendo o que? Seu idiota! – ele me sacudia e eu estava nervoso
- Vai pro inferno! – eu gritei, sem hesitar. Meu pai não deixou por menos e me jogou no chão. Foi quando ele os viu.
- Seus filhos da puta!
- Olá Jimmy – Leana se aproximou dele – Que saudade de você gato
- Fica longe de mim sua puta! E esse viado aí? – ele apontava para Caio
- Caio, muito prazer James Sullivan
- Foram vocês que trouxeram os garotos prá cá? Eu vou arrancar cada osso do corpo de vocês!
- Amor, vamos embora, por favor! – Minha mãe chorava enquanto Natalia me segurava no chão. Meu pai partiu pra cima de Caio começando uma briga generalizada, logo toda boate estava brigando.
- Fica longe dele! – Gritei para meu pai soltar Caio. Eu sei que se ninguém fizesse nada, ele o mataria. Meu pai parou e me olhou
- Quer ficar com ele? Quer ficar aqui? Fique! Não vou sustentar vagabundo na minha casa! Beatriz, vamos embora!
- Não vou deixar meu filho aqui Jimmy! Vamos embora Mário
- Ele não vai pra mesma casa que eu! Deixa esse vagabundo aí
- Você está louco? É meu filho e já disse que você não manda em mim! – minha mãe me ajudou a levantar e me levou para o carro. Meu pai não olhava para mim. Natalia e Luiz estavam no carro, não lembro dos meus outros amigos. Em poucos minutos chegamos em casa.
- Santa mãe! O que é isso? Ah eu ajudo – Tio Brian saíra só de cuecas samba canção e ajudara a me levar pra dentro. Natalia e Luiz subiram junto.
- O que houve? – tia Rosana perguntou
- Seu sobrinho querido resolveu me desafiar – meu pai ficou á minha frente – escuta aqui, eu disse pra você não fazer isso. Durma e amanhã de manhã quero que arrume suas coisas e saia da minha casa entendeu?
- Não! Mário não vai sair daqui! – minha mãe gritava e eles dois já estavam brigando como eu nunca tinha visto
- Bia você não vê? Não percebe no que ele se transformou? Eu não tenho mais filho nenhum. – Meu pai subiu as escadas. Minha mãe chorava muito enquanto era consolada pela minha família. Tio Brian me colocou na cama, só lembro de ouvir uma discussão feia entre meus pais e ver Natalia chorar.
“Não sabemos onde essa estrada vai nos levar e nem por onde vamos passar, se você tem medo, é melhor não cruzar essa zona de perigo.” (autora)
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