Heroes Of Sand

7 6 - Forgive me for my crimes


Notas iniciais
Gente me desculpem a demora tá? Aqui vamos nós com o capítulo 6 ok? *--* Obrigada á todos que estão lendo.. Meus amigos do twitter e leitores do Nyah vcs são fodas ♥

6 – Forgive me for my crimes

POV Mário Sullivan

Não sei por quantas horas eu dormi, não sei por quanto tempo fiquei ali. Mas minha cabeça doía muito e meus olhos estavam pesados, abri-os com dificuldade. Logo vi uma garota sentada na ponta da minha cama. Ela me olhava com tristeza. Era Melissa, minha prima.

- Oi Sullivan...

- Oi Baker... – sorri

- Só me diz uma coisa... Pra que tudo isso? Pelo que eu saiba, meu priminho sempre foi o xodó e o prodígio da família. – esse deboche dela me irritava

- Cansei de ser o certinho em tudo! Quero ter atitude, quero ser respeitado, temido sabe?

- Ah por favor... Pra que? Mário, cada um é bonito á sua maneira! E você sempre será o mini Rev! – ela tentou me abraçar

- Não... É isso que eu não quero! Ser a cópia do meu pai! Não quero ser o mini Rev, quero ser eu sabe? Sem comparações – respondi nervoso

- Engraçado... Eu adoro ser a versão feminina do Zacky sabia? E você devia ter orgulho dos seus pais. – Ela se levantou e olhou pra mim – Eu amo você primo, vou te ajudar em tudo que precisar, mas isso que você está fazendo ainda vai magoar muita gente. Se é que já não magoou né? – ela saiu do meu quarto batendo a porta. Me levantei e fui ao espelho do banheiro. Minha aparência era terrível. Parecia que eu vinha de uma guerra, mas pior seria encarar meu pai. Fui tomar um banho e quando percebi já eram 18:30. A casa estava cheia e isso era ótimo. Resolvi encarar, desci as escadas e logo vi as primas do meu pai na sala.

- Olá menino Mário! Despertou? Como você se sente? – Lorena perguntou. Antes que eu pudesse responder, um cachorro enorme veio pulando em mim. Quase caí no chão – Rocky! Vem cá bebê! Larga o Mário! – ela gritava e aquela coisa quase me matava sufocado. Sorri

- Tudo bem prima... Agora eu sei por que ele se chama Rocky – levantei, fiz carinho nele. O cachorro era muito bonito, gostei dele.

- Lorena o Brian está chamando você para entrar na rodada de poker! – Minha mãe viera até a sala, mas não olhava pra mim.

- Amor, eu vou comprar mais bebidas na venda! Também vou ao mercado antes que o Zacky coma tudo aqui! Quer vir comigo? – meu pai apareceu, abraçava minha mãe por trás, ele sempre fazia isso. Eles me ignoravam, como se eu não estivesse ali. Tomei fôlego e me coloquei á frente deles

- Preciso falar com vocês... Podem me ouvir? – meu pai estava nervoso. Minha mãe se aproximou

- É claro Mário! Vem, vamos ao nosso quarto – ela segurou minha mão e me conduziu até o quarto escada acima.

- O que você tem pra falar? – Rev disse secamente. Meu pai fechou a porta e cruzou os braços, isso me fazia sentir medo dele às vezes. Minha mãe sentou na cama. Olhei para baixo e depois os encarei

- Desculpem, eu fiz aquilo por pressão de fora. Tem uns caras na escola que sempre tentam me bater ou sempre me humilham por eu não ser como eles. Aí pensei em experimentar um pouco do que eles faziam e já vi que sou mais fraco ainda. – eu estava péssimo, magoar eles era como arrancar um pedaço do meu coração. – Vocês sabem o quanto eu amo essa família, o quanto te amo mãe e o quanto te admiro pai, por tudo o que vocês são. Não é pra qualquer um ser o mini Rev — sorri -

Mas eu quero ter minha identidade, tentar entender quem eu sou... Podem me ajudar? – meu pai se aproximou de mim, tocou meu ombro. Minha mãe levantou e também veio até mim.

- Era só ter dito qual sua dúvida filho. Não precisa sofrer sozinho – Rev veio até mim e me envolveu num meio abraço.

- Eu nunca vou deixar de te amar bebê – Minha mãe veio até mim

- Bebê? Ah mãe... – reclamei

- Quer ir no mercado comigo? – meu pai perguntou

- Já estou perdoado? Tão rápido assim? – arregalei os olhos, ele sorriu

- Relaxa garoto... Apenas prometa que sempre vai nos contar tudo que acontecer com você ok? Nunca esconda nada Mário – ele falou sério – Vem, vamos ao bar do Johnny falar um oi pra ele

- Não. Pai eu... – pensei em Natalia, eu precisava pedir perdão pelo o que fiz – Preciso falar com uma pessoa, pode me dar uma carona?

- Humm... Rabo de saia na jogada é? Como é a garota? É bonita né, eu espero! Ela é gostosa?

- JIMMY! – minha mãe cruzara os braços e fechou a cara – Rimos. Ele a puxou pela cintura e beijou seu pescoço – Pode parar, eu não quero! – minha mãe era dura com ele às vezes. – Vão logo e não demorem... E quanto á você Sullivan... – ela apontou para ele – Vou acabar contigo no poker! – sorriu. Minha mãe descera as escadas.

- Ela é incrível né? Cara eu sou louco pela sua mãe, juro! Eu piro nela a cada dia e...

- Pai chega! Isso tá meloso... Preciso falar com a minha amiga, dá pra apressar?

- Ah claro, vamos lá! – ele correu escada abaixo, pegamos a chave e fomos até a casa dela. Meu pai foi ao bar do Johnny e me deixou em frente à casa da Natalia. – Boa sorte mini Rev! – ele gritou da janela e saiu arrancando com o carro. Tomei fôlego, toquei a campanhia e pedi que ela não batesse a porta na minha cara ou me expulsasse com um cabo e vassoura. Alguém atendeu a porta

- Pois não?

- Olá, boa noite... Eu gostaria de falar com a Natalia, ela está? Sou amigo dela – A mulher ficou esperando eu dizer meu nome – Ah sim... Eu me chamo Mário Sullivan, mas pode dizer que e o mini Rev. Ela vai entender! – sorri. Eu era cara de pau, mas beleza.

- Pode subir, ela está no quarto estudando. Mas não demore muito ok? – assenti. Subi escada á cima, a porta estava entre aberta e vi sua imagem. Era linda, mas... Ela estava se trocando. Quando cheguei lá ela estava apenas de roupa intima, de costas para a porta. Senti uma coisa louca dentro de mim, Natalia era linda demais, seu corpo era perfeito, curvas maravilhosas, suas coxas era lindas e seus sei... Ah eu vou parar com isso! Posso dizer que ela era a garota mais gostosa da escola. “Preciso parar de olhar”, me virei de costas e fingi não ver aquilo. Ela já estava vestida, quando bati na porta.

- Quem é? — saudade daquela voz doce

- O entregador de pizza... – ela veio até a porta, quando me viu fez uma cara de desprezo que cortou meu coração

- O que faz aqui Sullivan?

- Por favor não me chama assim... Posso entrar? – gelei esperando por sua resposta.

POV Natalia

Quando o vi na porta do meu quarto eu tive uma vontade louca de duas coisas. Primeira: socar a cara dele até eu conseguir quebrar todos os dentes. Segunda: me jogar nos braços dele e dizer o que eu já sentia. Resolvi me fazer de difícil e ver até onde ele chegaria.

- Fala logo o que você quer por que estou ocupada – disse secamente

- Eu vim aqui pra pedir desculpas á você... Me desculpe pelo beijo. Eu não costumo agarrar as pessoas assim, na verdade, aquele foi meu primeiro — não acreditei nele

- Mentira! Um cara como você nunca...

- Como eu? É nerd, idiota e sem muitos amigos. Nenhuma garota se importou comigo antes e você fez isso naquele dia, por isso eu te devo desculpas, mas eu sei que você não vai me perdoar. – ele olhou para mim, depois desviou o olhar para a janela. Suspirou e se virou – Vou embora tá? Boa noite pra você! Ah eu trouxe uma coisa... – ele tirou do bolso uma fotografia antiga dos meninos do Avenged Sevenfold e atrás alguns autógrafos. Matt ainda estava lá. Não contive minha alegria. Nela liam-se: “Um grande beijo para a fã Natalia... que você continue conosco sempre. Abraços, Brian – Synyster Gates”, a letra dele era linda. “Aproveite o dia sempre, e venha nos conhecer! Beijos pra a avenger Natalia! Zachary – Zacky Vengeance”. Mais dois autógrafos na parte de baixo da fotografia “Abraço do Johnny Christ pra querida fã Natalia Cerrao” e por fim a dedicatória do meu preferido: “Um avenger sempre tem sorte... Obrigado por nos acompanhar, queremos te conhecer! Beijão garota!” Jimmy – The Reverend

- Como... – eu não tinha palavras

- Pare... Esqueceu que o baterista e o guitarrista são da minha família? Brian é meu padrinho. Johnny e Arin não saem de casa também. – ele sorriu. Foi maravilhoso ver aquele antigo Mário a minha frente

- Eu já vou, me perdoe Natalia e... – ele me encarou e suspirou de tristeza. Virou-se para ir embora até que segurei seu braço

- Prometa que as coisas vão ser diferentes... Por favor – ele segurou meu rosto e me deu um selinho. Estremeci. Não me contive e o abracei bem forte

- Tudo vai ser diferente Naty eu prometo – deitei minha cabeça em seu peito e fiquei á admirar a fotografia. Parecia ser tão melhor com ele ali... Ele sentou-se na minha cama e eu me aconcheguei em seu peito, não demorei a pegar no sono.

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- Ele está saindo da casa agora! Vai! – a mulher e o companheiro estavam dentro do carro luxuoso. Observavam o garoto cruzar a avenida. O homem saiu apressado e foi de encontro ao rapaz

- Oi... Está perdido? – uma desculpa para se aproximar.

- Não, não obrigado. Sei o caminho – o homem insistiu e conseguiria o que queria. Acompanhou o rapaz até sua casa. – Valeu por conversar comigo, até outro dia – ele ia entrando em casa, sua ingenuidade era terrível

- Espere! Se quiser sair qualquer dia pode chamar seus amigos e levo vocês á uma boate famosa. Mesmo sendo de menores eu garanto a entrada, sou influente aqui na cidade – ele retirou um cartão do bolso e o entregou

- Ah... Tá certo valeu – o garoto entrou na casa.

Está feito, que a brincadeira comece”, o homem sabia que a curiosidade falaria mais alto e que ele encontraria Mário Sullivan outra vez.

Notas finais
é isso pessoal..gostaram?