Heroes Of Sand
31 30 - Tonight You Will Die (Part 1.)
Notas iniciais
Deixem suas reviews com suas opiniões, críticas e palpites pro que vai acontecer!
Boa leitura amigos *-*
30 – Tonight You Will Die (Part 1.)
POV Juliana
Não conseguia descrever a dor que senti, mas tive forças para abrir meus olhos e tentar reconhecer onde eu estava.
- Acordou... – uma voz me disse.
- Onde estou? E quem é você? – perguntei. Minha cabeça latejava, levei minha mão á ela e percebi que eu sangrava.
- Não importa! Eu cansei de brincar! – a voz feminina me assustava, a mulher estava fora de si. – Vamos ver quanto vale sua vida miserável! – a mulher pegou o celular e ligou para alguém e depois abaixou até minha altura. Eu estava amarrada numa sala escura e suja. Meus pés não se mexiam e meu corpo sentia toda aquela dor e agonia. Eu realmente não sabia o que estava acontecendo, mas me irritei quando a mulher pegou a foto do meu bolso
- Isso é meu! Me devolve sua puta! – ela me chutou quando eu disse aquilo. Cuspi na cara dela e recebi outro chute no estômago. Gemi.
- Pode começar a rezar... – ela rasgou a foto com meus ídolos e sorriu para mim — Será que eles vêm pra te salvar? Veremos até onde vai esse amor! – ela saiu da sala, deixando- me sozinha com minha fotografia e coração despedaçados.
POV Jimmy Sullivan
Eu ainda estava na praça com Bia, andávamos de mãos dadas e conversávamos sobre tudo.
- Acho que Mário já terá alta amanhã e poderá seguir com o tratamento em casa. Já faz meses que ele está na clínica e finalmente os médicos disseram que ele evoluiu! Ah Jimmy estou tão feliz – ela me disse encostando a cabeça em meu ombro.
- Agora tudo vai melhorar meu amor... – eu disse um pouco incerto
- Socorro! Vocês precisam me ajudar! – uma garota apareceu correndo e Brian estava com ela
- Você? – Bia parecia conhecer a garota – O que faz aqui?
- Oi Bia, e olá The Rev – ela disse
- Ei, você me conhece?
- Claro você é famoso né? É baterista do Avenged e tal, aposentado, mas é – Brian disse sorrindo
- Cala boca Brian! – eu disse
- Ela nos conheceu na capela quando você estava no hospital. Ela nos ajudou e deu apoio para que não desistíssemos – Bia me disse
- Não me apresentei á você Bia, sou Rita... E preciso de vocês! Eu encontrei minha irmã e ela está em perigo! – Rita nos mostrou seu celular e havia uma mensagem de número desconhecido. – Não sei como descobriram meu número, mas a mensagem é verdadeira! Juliana precisa de mim
- Calma aí, Juliana? Não, mentira né? A nossa fã? – perguntei
- Sim! Nossos pais verdadeiros nos abandonaram e fomos criadas em cidades diferentes. Ela veio para um orfanato de São Paulo e eu fiquei em Minas Gerais, onde nasci.
- Caramba, meio longe hein? Mas onde ela está? Faz tempo que não a vemos – Brian perguntou
- Aquela vagabunda, cretina! Eu sabia que ela iria atingir você The Rev, mas eu não pensei que poderia ser assim. Ela quer usar uma alma inocente só pra seguir a diante com seu plano de vingança. – Rita estava nervosa e algumas lágrimas estavam caindo por seu rosto
- Leana? Ela faria isso apenas para me atingir? Eu vou matar aquela puta! – Eu disse trincando os dentes
- Não, só precisamos dar um jeito de salvar minha irmã! 17 anos eu procurei, e agora que encontrei não vou deixá-la sozinha! – Rita olhou pra mim – Pode me ajudar?
- Demorou... Vamos nós quatro para não chamar atenção. Vou avisar Zacky e o pessoal por SMS. Sabe onde Leana levou Juliana?
- Sei sim, uma casa velha longe daqui. Vamos ao meu carro – Rita, eu, Bia e Brian entramos no carro dela e seguimos em uma estrada deserta. O dia já estava terminando quando chegamos á casa.
- Vamos devagar, por aqui – Rita nos guiou. O lugar realmente me assustava
- Ai caralho, meu pé! – Brian gritou
- Cala a boca Brian ou vão nos ouvir! – eu disse
- Você pisou no meu pé! Já entendi que se dane o Brian aqui né? – ele disse fazendo bico
- Brian, quieto! – Bia disse
- Vocês me odeiam mesmo e... – Qualquer coisa que ele fosse dizer Rita o interrompeu
- Vamos entrar devagar pessoal – estranhei que a porta já estivesse aberta. Rita e Bia não perceberam e já entraram correndo para a sala onde Juliana estava
- Não, não entrem é uma armadilha! – Eu gritei
- Relaxa Rev, o que pode ter de tão perigoso? A casa está vazia – Brian deu de ombros e entrou também. Respirei fundo e prossegui com ele.
O cheiro da sala era horrível, o chão estava sujo de sangue aparentemente.
- Isso é um matadouro? – perguntei
- Sim, mas está desativado. Acho que foi interditado, olha o estado disso aqui! Eu não compraria carne daqui nunca! – Brian disse mostrando a língua. Nos aproximamos até encontrarmos Juliana amarrada.
- Vocês vieram!... – ela sussurrou – Mas devem ir embora porque ela... – Juliana ficou paralisada e olhava com medo para mim...
- O que? – perguntei. Não tive tempo quando vários caras entraram na sala e pegaram meus amigos. Corri até Juliana e fiquei na frente dela. Leana e Ralf estavam lá e riam de nós.
- Jimmy, meu amor que saudade – ela se aproximou de mim
- Sua louca deixa a gente em paz! – eu desamarrei Juliana e deixei que ela ficasse atrás de mim – Juro que eu mato você sua vaca! Por que faz isso?
- Entenda Jimmy, se você não for meu, não será de ninguém. Sabia que se eu trouxesse a faveladinha pra cá vocês viriam correndo – Juliana chorava, mas não conseguia levantar, ela se agarrava á minha perna e tremia, abaixei para abraçá-la
- Rev, acabou pra mim... – ela dizia
- Para com isso, eu vou tirar você daqui. Sua irmã veio de longe pra procurar você! – eu disse. Ela parou por um instante e seus olhos encontraram os de Rita
- Minha irmã? Eu não sabia que tinha uma – Juliana sorriu
- Não se preocupe Ju eu vou te tirar daqui mana! – Rita chorava. Leana se aproximou de nós
- Eu sinto muito fazer isso com um cara tão lindo e especial quanto você Jimmy, mas eu te avisei que você era meu – ela pediu á Ralf que terminasse o serviço. Ele respondeu com um sorriso sarcástico – Matem todos... – ela piscou pra mim e saiu da sala. Meu coração acelerou, senti as dores novamente, mas fiquei firme. Juliana fechou os olhos e se agarrou á mim. Eu havia avisado Zacky e os outros, mas era arriscado que viessem, realmente estávamos sozinhos e ninguém podia nos ajudar
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POV Zacky
Eu estava no quarto de Mário e o médico nos dava alguns conselhos.
- Muito bem senhor Sullivan, receberá alta amanhã de manhã. Toda a lavagem estomacal e desintoxicação foram feitas, agora você deve continuar com os remédios e as visitas ao meu consultório a cada 15 dias ok? Parabéns rapaz, depois de meses de muita luta, você conseguiu – o médico abraçou Mário e se dirigiu á nós – Parabéns pela força família – ele sorriu e saiu.
- Ah que bom que o mini Jimmy está bem! Abraça a prima aqui! – Lorena puxou Mário para um abraço
- Relaxa gente, que agora é só alegria pra nós – Mário disse, sorrimos quando senti meu celular vibrar. Mensagem de Jimmy
- O que houve amor? – Rosana me perguntou
- Jimmy... Eles estão numa roubada! Pegaram a Juliana também! Foi aquela vaca loira da Leana!
- Juliana? Temos que fazer alguma coisa! Eu preciso salvá-la – Mário foi se levantando, mas Johnny o segurou
- Ou ou ou, pode ficar aí mocinho... Temos que ajudar o Rev! Onde eles estão? – Johnny me perguntou
- Num matadouro... – Caio fez um sinal positivo com a cabeça
- Eu conheço o lugar. Já me encontrei com Leana várias vezes nessa casa. Posso levá-los lá se quiser – assenti
- Meu irmão precisa de mim... Vamos nessa Caio
- Isso é uma missão? – Lorena perguntou – Ótimo, vamos todos com vocês – antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, todos saíram conosco deixando Mário e Natalia na clínica. Fomos em vários carros. Seguíamos Caio pela estrada escura, a noite já havia chegado e apenas os faróis iluminavam as redondezas.
- Zacky eles estão com Bia e Brian também? – Rosana perguntou, respondi que sim e ela chorou
- Só tenho uma coisa a dizer pra vocês... Aconteça o que acontecer hoje, morra quem morrer, foi um prazer conhecê-los e servir com vocês nessa missão – Caio disse sorrindo para mim, Rosana, Lorena e Arin.
Chegamos ao lugar, estava muito escuro, a neblina cobria nossa visão. Haviam luzes que saiam da casa e muito barulho, como se houvesse pessoas correndo ou gritando.
- Vamos entrar! – Diego disse. – Seja o que Deus quiser pessoal – Não pensamos duas vezes e invadimos a sala. Mas definitivamente não estávamos preparados para o que viria a seguir.
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