Heroes Of Sand
20 19 - Nothing to Say
Notas iniciais
MAAAAAAS para a alegria de vocês (ou não), EU VOLTEI *-* HAUAHSH *música de suspense taaaaaaaan* kkkk
Espero que gostem desse capítulo e espero que estejam gostando da fic ok? É a mais diferente que já fiz :)
Bjão pessoal! Boa leitura
19 – Nothing to Say
POV Jimmy Sullivan
Não percebi o tempo passar, e logo era de manhã. Bia já estava vestida e me chacoalhava para acordar
- Jimmy levanta! A Fernanda vai chegar daqui a pouco para a aula e ela não pode ver um cara nu no carpete do meu estúdio né? – ela sorriu e eu também. Puxei-a para que caísse em cima de mim – Você nunca me leva a sério né?
- Desculpe, é que eu sou muito irresistível pela manhã – rimos juntos
- E como a gente fica? Transamos ontem e hoje você volta pra Leana e fim? Não quero viver assim Jimmy – acariciei seu rosto
- É claro que não, eu sou teu e você sabe disso. Só vou sustentar a farsa com a Leana até termos tudo sobre controle, aí eu dou um jeito de sair daquela casa – ela abaixou a cabeça
- Dói saber que você dorme com ela, passa o dia com ela e eu fico aqui sozinha – Ignorei seu comentário e a puxei para um beijo. Ela se arrepiou.
- Oi Bia cheguei para a aula! – escutei a voz da garota
- Jimmy corre, a Fernanda chegou! Vai pro banheiro, rápido! – Que cena linda de se ver. Eu, nu, correndo com minhas roupas na mão. Ela ria de mim e eu não pude deixar de sorrir. Fechei a porta bem na hora que a garota entrou.
- Bom dia professora! Eu ouvi vozes, tinha alguém aqui?
- Não... Não, era o... – ela hesitou por um momento – O rádio! É eu estava ouvindo música! Sente-se e vamos começar a aula. – Bia estava nervosa e eu sabia bem como ela mentia mal. Pensei em como sairia daquele banheiro sem que a garota me visse, até que senti meu celular vibrar...
- Alô? – falei baixinho. As notas do piano e a voz de Bia me davam cobertura, mas também me faziam não ouvir nada no telefone
- Rev? Ah seu viado até que enfim consegui falar com você! – Aquela voz era inconfundível... Era Brian – Seguinte, antes de eu te matar e jogar seus restos ao mar eu preciso falar contigo pode ser? É sobre a Bia e... – Brian não parava de falar e me xingar. – Por que não me responde? Jimmy seu puto fala comigo!
- Calma cara eu não posso falar agora ok?
- O QUE? FALA MAIS ALTO! – Brian gritara do outro lado
- Brian agora não...
- VOCÊ TÁ BÊBADO? OU A LIGAÇÃO ESTÁ FALHANDO? FALA PRA FORA MANO! – Desliguei na cara dele e me coloquei a esperar até que eu pudesse sair de lá. Brian não iria se contentar e então me mandou uma mensagem: “Me encontra no bar do Johnny. Todo mundo vai estar lá! Precisamos conversar cara. Ás 15:00 horas, não esqueça” – sorri.
POV Bia
Uma hora e meia depois eu ainda estava dando aula para Fernanda. Estávamos quase acabando.
- Bia, você tem notícias de seu filho? – aquela frase atingiu meu peito como um tiro
- Não Fernanda e essa tortura parece não ter fim sabe? Eu não suporto mais sofrer por conta disso – ela me abraçou
- Não se preocupe Bia, se eu puder vou lhe ajudar também! Agora eu tenho que ir, estou atrasada! – ela se levantou e me abraçou.
Fui até o banheiro e abri a porta para Jimmy
- E ai como foi? – ri dele
- Uma hora e meia trancado nessa droga! Realmente foi sensacional – ele me abraçou e me beijou. – Preciso ir agora, Brian está me esperando no bar do Johnny. Ele disse que quer conversar comigo e parece que todos vão estar lá também.
- Quer que eu vá com você? – ele assentiu e praticamente me arrastou até o bar.
Não demorou muito para que eu avistasse meus amigos, eles correram até mim e me abraçaram. Lorena, Paloma sempre exuberantes e muito lindas. Encontrei os meninos também. Brian ainda tinha uma mancha arroxeada embaixo do olho esquerdo por conta da briga com Ralf.
Todos praticamente congelaram quando me viram com Jimmy.
- Bia? Mas vocês dois não... – Lorena ficou confusa e Jimmy resolveu falar
- Eu e ela voltamos. Percebi como fui idiota e que não podia abandonar minha mulher – Brian estava emburrado
- Você merecia ser arrastado uns cem quilômetros e depois jogado nos trilhos do metrô! Eu quero muito te quebrar a cara Rev!
- Eu sei, me desculpe Brian. Devo desculpas á todos. Mas ainda preciso continuar a farsa com Leana até que eu arranque informações dela e... – Jimmy parou de falar e olhou para o outro lado. Gelei, pois lá estavam Caio e Fernanda. Não entendi nada.
— O que ele faz aqui? Eu vou matar aquele canalha! – Jimmy se dirigiu até Caio, mas os meninos o seguraram
- Para Rev, o cara quer nos ajudar! E foi pura coincidência estarmos todos aqui! Calma aí grandão – Brian o segurava e Zacky o ajudava.
- Olá Bia – Caio veio até mim e me cumprimentou – Eu tenho algumas coisas para falar. É sobre seu filho – Jimmy estava nervoso demais
- Fica longe dela cara! Filho da mãe! Colocou meu filho naquele mundo sem volta e agora ele é o que? Um drogado, um vagabundo! Eu ainda mato você! – Os meninos tinham dificuldade de segurá-lo. Caio ficou de frente para Jimmy e Fernanda observava tudo á distância.
- Eu realmente sinto muito Jimmy, não queria seguir com isso, mas eu estava louco pela Leana e estava cego. Agora vejo tudo diferente e posso ajudá-los a encontrar Mário. Por isso estou aqui – ele me olhou – Bia, eu sei onde seu filho está dormindo. Levou um tempinho até que eu tivesse certeza, mas sei onde ele está. – Meu coração gelou quando ele pronunciou aquelas palavras.
- Pare de usar meu filho para se aproximar! Não vou á lugar nenhum com você! É tudo uma armadilha pra entregar nossas cabeças á Leana!
- Jimmy... – Caio sussurrou
- É James pra você! Vamos embora Bia! – ele me puxou, mas saí de perto dele
- Não Jimmy, eu vou com ele... – ele me olhou com uma decepção no olhar
- Nós também vamos! – Brian, Zacky, Arin e todos se aproximaram de Caio. Jimmy simplesmente não disse nada. Me olhou uma ultima vez e saiu do bar sem ao menos se explicar.
- Deixem que ele vá, será melhor. James me odeia e tem motivos pra isso. Mas vamos ao que interessa – Caio retirou do bolso um pequeno papel dobrado – Trouxe o endereço. Mário está num galpão velho, num lugar afastado daqui. Vão me seguir ou não? – Todos ficaram em certa dúvida, mas decidiram ir. Fomos em vários carros.
O lugar era realmente terrível, a pobreza me fazia entristecer, mas apesar de tudo eu estava muito feliz em saber que Caio estava disposto á nos ajudar. Ele estava sendo muito bacana e talvez tivéssemos alguém novo para chamar de amigo. Era tudo que eu queria...
POV Mário Sullivan
Eu estava no galpão com Juliana, ela estudava muito e já havia evoluído muito.
- Mário eu não consigo! – reclamava ela. Ju estava na fase de ligar sílabas e finalmente formar palavras. Ela escrevia bem, mas a leitura ainda estava defasada.
- Claro que consegue – insisti
- “O Ga-ro-to a olha-va sem me-do, pois a-go-ra ele co-nhe-ci-a o...” – ela travou e olhou para mim
- Continue, falta uma palavra
- Sim... Você pode dizer qual é? – ela se aproximou de mim e tocou meus lábios
- “Amor” – respondi, ela sorriu e me beijou. Eu estava perdido no seu sabor e em tudo que ela representava para mim. Eu queria mesmo era ajudá-la e dar á ela uma vida digna e longe dali.
- Acho que tem alguém aí fora Mário... – ela sussurrou. Duvidei até ver todos... Todos que faziam parte de mim. Minha mãe, meus tios e primos. Até Caio estava lá. Juliana se assustou – Quem são eles? O que querem? – ela se escondeu atrás de mim
- Vamos para casa agora! – Gelei com as palavras de minha mãe...
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