Heroes Of Sand
17 16 - Don't Stop me Now
Notas iniciais
PS: Perdoem se os caps estiverem curtos ou toscos tá? Eu ando passando por umas coisas tensas ultimamente e isso me deixou bem mal para escrever.. Bjos anjos
GENTEEE FELIZ PÁSCOA ADIANTADOOOOOO ♥
16 – Don’t Stop me Now
POV Zacky
Fazia semanas que Jimmy desaparecera, até que li a manchete no jornal e entendi onde ele estava e com quem.
Estávamos todos em minha casa, o clima tenso tomava conta de todos. A melancolia de Bia era terrível. O que deu na cabeça daquele idiota de fazer aquilo com ela? Justo com Leana? Era difícil acreditar.
- Vou quebrar Jimmy ao meio! Eu juro! – Lorena estava nervosa, seu rosto vermelho e o olhar de preocupação.
- Ah deixe um pouco pra mim, ainda quero bater naquele vagabundo enquanto estiver vivo – Brian resmungou
- Parem com isso! Tenho certeza que o Rev não está com a vadia por que quer! Ele está armando alguma coisa, só não entendi o que exatamente – Rô disse se levantando do sofá
- Desculpe Rosana, mas é difícil de acreditar viu. Eu só queria entender! Caramba, o Rev pisou na bola! – Diego mascava alguns amendoins enquanto falava. Bia se levantou do sofá também e virou de costas para nós.
- Caio me procurou... Me propôs um acordo – ela sussurrou
- E você aceitou? – Arin perguntou
- Sim... Era o melhor a ser feito! Precisamos de alguém que entenda dos piores assuntos possíveis para que nos ajude. É perigoso, mas agora só me importa salvar Mário
- Você é louca de se juntar com ele! O cara é perigoso Bia... – Paloma disse. Fiquei pensando e talvez essa loucura dela ajudasse ou nos matava de vez.
A campanhia tocou e fui atender, eram os garotos amigos de Mário.
- Entrem... – eu disse
- Alguma notícia do Mário? – Natalia perguntou. Neguei com a cabeça. O outro garoto, João, pareceu um pouco perturbado, mas resolveu falar.
- Vocês topam ir á um lugar comigo? Talvez encontremos pistas sobre o Mário – Nos entreolhamos. Bia foi a primeira aceitar, logo todos nós aceitamos também.
Os garotos nos guiavam pelas ruas de São Paulo, eu estava apreensivo, mas não conseguia perder a esperança.
POV Mário Sullivan
- Aonde você vai Mário? – Juliana me perguntou enquanto estudava. Ela havia evoluído muito e logo iria aprender a ler. Aproximei-me dela e sentei ao seu lado no colchão velho.
- Preciso sair para tomar um ar... – Acariciei seu rosto, ela sorriu.
- Obrigada por comprar cadernos e me ajudar a ler e escrever, eu sou grata á você até o fim. – Corei, ela se aproximou mais e pude sentir sua respiração em meus lábios. Não pude resistir e nos beijamos. Juliana era parecida com Natalia, as duas eram doces e lindas. Inteligentes, porém Ju sofreu demais em sua vida.
Ela parou nosso beijo e encostou sua cabeça em meu ombro.
- Mário, prometa que você nunca mais vai usar aquilo novamente – Estremeci. Eu não podia revelar á ela que iria sair justamente porque não conseguia ficar sem a droga. A abstinência era terrível e meu corpo pedia mais. Eu ainda tinha alguns trocados, mas depois disso eu não sabia como iria conseguir dinheiro pra droga.
Todas as noites eu saía escondido do galpão, deixava Juliana dormindo e eu me dirigia para uma das melhores “bocas”, onde se vendia o melhor. Eu comprava e utilizava ali mesmo, porém eu estava endividado com o dono da boca. Prometi pagar, afinal ele sabia que eu era filho do The Rev e logo imaginou que fôssemos ricos.
Se eu não pagasse logo, eles iriam atrás dos meus pais.
- Ju, eu tenho que ir tá? Volto logo – Menti. Dei um selinho nela e saí rumo ao meu destino.
Eu andava apressado pelas ruas, eu queria pegar o que havia “encomendado”. Cruzei a esquina e logo reconheci aqueles homens e mulheres. Todos viciados, perdidos, assim como eu. Ralf, o dono da boca me viu e logo se aproximou.
- E aí Sullivan? Conseguiu a grana? Sua dívida está aumentando e eu não vou perder um centavo por causa de um moleque entendeu? Ele apontava o dedo em minha direção. O cara era enorme, todo tatuado e causava medo em qualquer um.
- Não se preocupe eu vou arranjar o dinheiro, trouxe o que pedi? – ele sorriu e me entregou o pacotinho.
- Bom apetite garoto... E não se esqueça, eu estou de olho em você, idiota – Ralf saiu enquanto eu desenrolava o pacote. Aquele pó me atentava, mas antes que eu pudesse cheirá-lo eu vi pessoas que não deviam estar ali.
Minha mãe, meus tios e meus amigos estavam todos lá, eles corriam de um lado para o outro, estavam me procurando é claro. Me escondi atrás de um caminhão. Aquele lugar era barra pesada e eu não queria que ferissem meus amigos.
Até que a vi, Natalia estava lá com eles, ela chamava meu nome. Não pude deixar de sorrir quando a vi.
Ralf avistou minha mãe e se aproximou.
- Olá, posso ajudar gata?
- Só quero saber se conhece meu filho Mário Sullivan
- Seu filho? Poxa não sabia que aquele pirralho tinha uma mãe tão “boa” assim – meu tio Brian avançou para cima dele
- Respeita ela cara ou eu quebro você! – Ralf apenas se afastou e levantou as mãos.
- Você está na minha área. Vocês todos tem que me respeitar – Alguns caras chegaram para dar cobertura á Ralf. Estavam armados e encaravam tio Brian.
- Só quero saber se conhece esse garoto – minha mãe lhe mostrou um panfleto
- É eu conheço ele sim... Mas não me pergunte onde o moleque anda, eu realmente não sei. – ele se aproximou da minha mãe mais ainda e colou seus lábios nos ouvidos dela e sussurrou algo que compreendi. “Cuidado gata, seu filhinho está se transformando num monstro e agora não tem mais volta.” Ele tentou beijá-la, mas tio Brian e tio Zacky avançaram contra Ralf.
Logo travavam uma briga, os caras armados disparavam para todo lado. Pessoas gritavam e o desespero tomava conta daquelas vozes.
- Corram! – João gritou e eles se espalharam pelo lugar. A raiva me consumiu, a droga estava em minhas mãos, me chamava. Eu era fraco e precisava escapar daquela visão então cheirei aquele pó pra dentro de mim. Fiquei totalmente aéreo e só me lembro de ouvir tiros, tiros, tiros e... Caí, mas alguém me segurou, eu só não consegui descobrir quem.
- Fique comigo garoto, você está sangrando – a voz era conhecida, mas a droga me deixava fora de mim. Logo vi um líquido vermelho sair e manchar minha camisa. Uma bala perdia havia me acertado e eu simplesmente tinha perdido minha mãe e amigos. Onde eles estariam agora? – Não se preocupe, vou ajudar você... – A voz continuava, senti que alguém me deitou num banco, de carro talvez. Ouvi o ronco do motor e logo eu devia estar longe daquele lugar.
Meus olhos estavam pesados e o coração acelerava e talvez aquela dose fora a maior que eu já havia ingerido.
- Fica vivo moleque, você ainda tem muito que fazer! Tem que consertar tudo isso – a voz me mandava continuar vivo. Eu conseguiria obedecer? Não sei, minha respiração falhava até que perdi a consciência e tudo escureceu.
“Não temos tempo para passar a vida á limpo e por isso devemos vivê-la com verdade, de verdade. O tempo comanda tudo, e quando você se dá conta, ele passou diante de seus olhos e levou consigo toda sua alegria, toda a sua vida. Aproveite cada dia antes que não possa abrir mais os olhos, antes que só tenha mais um sopro de vida...” (autora)
Notas finais
Vejo vcs amanhã.. feliz Páscoa adiantadoooo kkk
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