Heroes Of Sand
12 11 - Say It's Not True
Notas iniciais
11 – Say It’s Not True
*Se puderem, leiam ouvindo a música “Say It’s not True – Queen”
POV Jimmy
3 meses se passaram e minha vida estava de cabeça para baixo, nada parecia caminhar. Todo esse tempo sem ver Bia e Mário. Ela evitava me encontrar e meu filho eu nem tinha notícias.
Estava cansado de tanto chorar e sofrer sozinho. Se meus amigos não estivessem comigo eu sei que não conseguiria. Lorena assistia TV na sala quando me chamou
- Jimmy venha ver isso! – corri e encontrei com ela sentada vendo algum jornal
- O que foi Lory? – ela ia responder, mas não acreditei quando ouvi aquelas palavras. “Hoje um assalto a mão armada foi feito aqui na Praça da Sé. Um garoto de mais ou menos 17 anos foi o autor do crime, muitas pessoas o viram e fizeram um retrato falado. A vítima foi um homem de 35 anos, este, levou um tiro no abdome e está em estado grave. O assaltante levou a bolsa e algumas jóias da esposa da vítima. Vamos divulgar o retrato falado do criminoso”. Uma dor invadiu meu peito – Não... Não pode ser! – eu dizia em baixo tom
- Incrível como esse garoto me lembra alguém! Você não acha Jimmy? – Lorena me olhou com dúvida, mas pareceu perceber quando viu meu estado. – Primo, tudo bem? – A dor me invadia, a decepção era minha companheira naquele momento. Mário tinha feito aquilo? Meu Deus por quê? As pontadas estavam mais fortes, tentei me escorar no sofá, mas não consegui e então cai ali mesmo.
- Jimmy fala comigo! Brian, Diego, venham aqui rápido! – ela estava em desespero e meus amigos também. Eu não tinha crises faz um bom tempo, depois que me casei a doença tinha regredido e meu coração estava melhor. Mas diante daquilo eu pude sentir que todo tratamento feito tinha se perdido.
- Rev seu puto fala alguma coisa, por favor! James Sullivan fica comigo caramba! – Brian gritava, as meninas correram para ver e eu ali, não conseguia pronunciar nenhuma palavra. Dores, pontadas, facadas... Era como se eu estivesse sendo apunhalado nas costas umas 50 vezes talvez.
- Vamos deitá-lo aqui, se ele não melhorar temos de levá-lo no médico – Diego dizia
-Morfina... Pelo amor de Deus, injeta aquela porra em mim! A dor tá forte demais – eu pedia em súplica. Sempre que eu tinha dores insuportáveis a morfina me ajudava e eu adormecia. Brian não esperou mais, pegou a seringa dentro da gaveta da cômoda com uma dose do remédio e injetou em meu braço. Apaguei.
POV Natalia
3 meses sem vê-lo, a saudade me invadia. Fiquei sabendo que Mário Sullivan havia se tornado o pior tipo de pessoa possível. Nosso contato fora rápido, mas ele sempre esteve comigo quando precisei.
Eu estava no meu quarto estudando e ouvindo a música mais linda do Queen. Ela expressava o que eu sentia, a decepção em ver alguém tão nobre se perder sozinho.
Fiquei sabendo também que The Rev havia se separado de sua esposa, tudo por causa de Mário. Como eu queria que tudo melhorasse, mas o que eu iria fazer?
A melodia entrava em mim como um raio...
“Diga que não é verdade...
Quando nós pensamos que sabemos tudo, não sabemos nada
Diga que não é verdade
Diga hoje
Que quando eu abrir meus olhos
Tudo terá ido embora...”
Lágrimas caiam por meu rosto, aquela melodia linda e sua letra me faziam ficar cada vez pior, porém algo estava mudando. Uma certa coragem me invadiu.
Eu queria fazer algo por ele e eu faria. Saí do meu quarto deixando tudo como estava, e decidi procurar João, Hugo, Luiz, Stella e Victória. Se eram amigos do Mário o ajudariam certo?
Fui até a casa de João, toquei a campanhia.
- Natalia? O que faz aqui? – ele perguntou
- Já deve saber do Mário certo?
- Sim eu sei... Ele se perdeu e às vezes penso que parte disso é culpa minha – ele abaixou a cabeça
- Pode ser... Mas agora é hora de se redimir! Vamos ajudá-lo, por favor João! – ele hesitou, mas concordou.
- 3 meses se passaram e ficamos aqui parados! Eu sei onde aquele idiota está e com quem. Ele mora com Caio e Leana.- ele fez uma pausa como se estivesse bolando um plano – Vem, entra aí que vou te dizer o que vamos fazer – entrei em sua casa ainda com a música em minha mente.
A cada palavra de João eu acreditava mais, uma esperança retornava e agora se nós nos uníssemos, salvaríamos Mário Sullivan... Era pelo o que eu rezava.
“É difícil não chorar, é difícil não acreditar, tanta dor no coração, tanta razão para aflição.
Diga que não é verdade... Diga que não é real. Não poderia estar acontecendo com você... Não poderia estar acontecendo comigo.” (Queen)
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