Heroes
13 012 - Choque do trovão!
Notas iniciais
Boa leitura
Richard P.O.V
Emylle estava encolhida em meus braços e Samara se colocou em nossa frente em “modo de defesa”. Me perguntei se seria o momento certo para usar minha arma secreta, mas eu ainda tinha medo de usar esses métodos. Samara sabia muito bem o por que.
-Ande logo, eu não tenho o dia todo.
-Infelizmente, senhorita deusa, eu não pretendo entregar a Emy, se você a quer terá que passar por mim – Samara disse em seu tom mais sínico. Pode trazer o Seiya e o Hyoga se for necessário... quem sabe a Saori não queira participar da festa?
-Por que você não se cala, garota? – a mulher de rosa bufou. – Pois bem se você quer assim ... ELE ficará feliz em ter mais cobaias pra ele.
-Veremos – Samara arqueou uma sobrancelha, suas íris se tornaram verdes e ela bateu o pé com força no chão erguendo uma enorme parede de terra.
Samara sinalizou para que eu recuasse levando Emylle comigo. Dei alguns passos para trás, o cara de armadura quebrou a parede de terra com um soco e em seguida ele riu da minha expressão de surpresa. Mais uma vez Emylle se contraiu e gritou a plenos pulmões segurando os ouvidos com força, eu a pressionei contra o meu corpo a fim de protege-la, suas íris estavam quase negras, então ela soltou um ultimo gemido de dor e desmaiou em meus braços.
Samara tinha uma péssima expressão no rosto. Ela ergueu as mãos como se levantasse um pelo e algumas pedras enormes se ergueram da terra e ela as atirou sobre o homem de armadura. As pedras se chocaram contra o peito do homem e se tornaram cascalho ao se fragmentarem com o choque.
-Richard, acho que não temos muita escolha... não tenho muitos recursos contra o grandão aqui. Saia daqui e leve a Emylle.
-Mas...
-Cala essa merda de boca e leva a menina daqui! – ela disse nervosa – Desgraça! – ela praguejou antes de respirar fundo , abrir os olhos que haviam se tornado cinzentos e lançado uma lufada de ar tão forte que algumas arvores caíram. O Homem de armadura caiu sentado no chão e a mulher desaparecera.
Samara me lançou um olhar ameaçador e eu não tive escolha. Apertei o botão em no chaveiro que eu tinha no bolso e minha moto chegou até mim piscando farol. Coloquei o capacete em Emylle com cuidado e montei na moto com ela em meus braços. Isso daria trabalho, mas eu não tinha escolha, eu precisava leva-la dali.
Me doía deixar Samara para trás mas tenho certeza que doeria bem mais não obedecê-la. Dirigi a moto com algumas dificuldades mas consegui chegar ileso até a mansão. Havia acabado de me lembrar que eu abandonara o carro na festa. Samara o traria de volta...
Levei Emylle com cuidado até o quarto dela e a coloquei na cama. Ela abriu os olhos devagar piscando forte. Ela estava pálida.
-Como se sente? – perguntei preocupado observando as reações dela.
-Não muito bem... é como se um trator tivesse passado em cima de mim.
-Desculpe por isso... infelizmente tivemos que fugir...
-Teria sido mais fácil se algum daqueles super heróis tivessem aparecido né? – ela sussurrou massageando as têmporas.
-C-claro – eu gaguejei. Mal ela sabia que eu era um “super herói” que não pode fazer nada naquela situação.
-Acho que vou tomar um banho. Não me sinto bem... acho que meu cérebro virou geleia – ela sussurrou novamente tentando se levantar da cama.
Ela seguiu cambaleante até o banheiro e se fechou lá. Achei melhor não interferir e sair do quarto. Talvez ela se recuperasse. Segui até meu quarto. Sentei –me na cama fitando a enorme tela da televisão de 50 polegadas que havia na parede. Liguei-a. Passava o noticiário, e a cena era das piores. A casa onde ocorrera a festa estava com um enorme buraco. Cerca de 20 pessoas se machucaram e 3 morreram com a queda de uma das paredes. O jardim destruído e várias arvores caídas. Mas ninguém além dos policiais e de médicos apareciam no local. Sem sinal de Samara ou dos dois malucos que nos atacaram.
Desliguei a televisão frustrado. Acabei pegando no sono.
Acordei assustado com um grito. Era um grito de agonia, dor, medo. Levantei-me exaltado e fui em direção ao barulho. Senti algo chocar-se contra mim. Era Emylle ela me abraçou e me apertou forte, ela chorava.
-O que aconteceu? – perguntei apreensivo.
-Estou com medo – ela sussurrou – Por favor... –ela disse entre soluços – fique comigo?
Naquele momento eu percebi que chovia forte. Um trovão rugiu e houve um clarão, Emylle gritou novamente. Eu a apertei contra meu corpo. Era difícil pra mim a ver tão fragilizada. Peguei –a no colo e a levei para o quarto dela. Coloquei-a sentada na cama e retirei as pantufas de pandas de seus pés. A cobri com o edredom e ela me puxou pela mão.
-Fica aqui comigo até a chuva passar? Eu tenho medo – ela sussurrou
-Você tem mesmo medo de trovões? – perguntei tentando não achar graça de tudo aquilo.
-Um pouco. Eu costumava ficar com a minha mãe quando chovia assim mas... – ela fungou – agora não dá mais... tenho vergonha de pedir ao meu pai... por ... favor.. dorme aqui? – ela pediu se levantando da cama e me fitando com um olhar pidão. Eu via o pavor por trás daqueles olhinhos cinzentos.
-Tudo bem ... mas deite-se e se cubra – eu disse a empurrando e jogando a coberta em cima dela. Não fazia bem pro meu cérebro ficar olhando as pernas e toda aquela quantidade de pele exposta por aquele pijama minúsculo e colado que ela usava.
(http://www.polyvore.com/emylle_12/set?id=62814962)
Deitei-me ao lado dela na cama e ela me abraçou. Quando mais um trovão rugiu ela me apertou com força e afundou o rosto em meu peito. Eu percebi naquele momento que aquela tarefa de “protege-la” dos trovões seria mais difícil do que salvá-la da maluca de roupas gregas.
Malditos hormônios e maldita menina que ... argh!
Notas finais
Eu queria avisar que essa temporada ( arco) está chegando ao fim e que nós vamos embarcar numa nova etapa de Heroes e eu espero que vocês curtam ok?
Mereço reviews ?
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