Heroes

11 010 - O Super Padrinho


Notas iniciais
desculpem a demora XD

Meu corpo ainda dói da noite anterior, aquela cama de hospital realmente não fez bem pra mim . Richard pareceu preocupado demais durante o dia, ficou o tempo inteiro me perguntando como eu me sentia e não me deixou sozinha nem um segundo sequer. Eu até me senti feliz por isso. Mas eu estava muito confusa para “aproveitar” a atenção dele.

Em todos esses anos nada desse gênero havia acontecido comigo. Eu descobri aos 5 anos que eu era uma mutante. Isso após uma visita de um amigo da mamãe. Ele ficava brincando comigo usando seus poderes de mover objetos com a mente para me entreter. Uma semana depois minha mãe descobriu que eu conseguia fazer o mesmo.

Desde então ela começou a meio que me superproteger e começou também a me forçar a fazer aquelas malditas aulas de piano, violão, canto, ballet... era um verdadeiro saco! Mas talvez tenha sido bom por que as aulas me exigiam disciplina e isso me ajudou a não ter crises constantes com meus poderes.

Mas depois disso eu nunca tive contato com outros mutantes... acho que minha mãe teve medo deles serem uma influencia ruim para mim.

Mas o que me preocupa mesmo é o que aconteceu ontem. Eu estava literalmente em chamas. Foi horrível, assustador... era como se eu possuísse um poder que não era meu, como se fosse um poder maior do que o meu corpo poderia ousar suportar e muito menos.... controlar. Nunca estive tão assustada na vida. Nem mesmo quando minha mãe foi assassinada.

Eu estava me vendo no fundo de um abismo de mistérios que talvez eu nunca fosse solucionar. Quem matou minha mãe e por que? Por que eu estava em chamas ontem? Quem é o Robin? Por que Richard tentou me beijar?

Resolvi então parar de ficar pensando nessas coisas pelo menos por um segundo, eu tinha que me acalmar. Nos últimos 10 anos eu aprendera que quanto mais nervosa eu ficava, mas facilmente eu perdia o controle dos meus poderes.

Subi para o meu quarto e me deitei em minha cama me cobrindo com o grosso edredom de penas. Fazia um frio estranho demais em Gotham.

Fechei os olhos e pensei em minha mãe. No quanto ela era bondosa comigo, no quanto ela me amava. Por um instante eu senti a mão macia dela acariciando meus cabelos e os lábios dela me dando um beijo de boa noite. E quando dei por mim, eu já estava acordando no dia seguinte.

Era segunda-feira e eu tinha aula. Eu não abandonaria meu ultimo ano na escola por causa de um probleminha que eu nem sabia a origem. Tomei um banho tentando pensar apenas em coisas positivas e não me lembrar em como eu destruí a minha suíte — sim eu estou tomando banho em um dos banheiros sociais da casa... são tantos...

Vesti-me como habitualmente, o uniforme sem graça do colégio St. Mary. Mas o tom vermelho da saia e da gravata pareciam dar cor ao meu rosto.

Procurei maquiar-me um pouco para esconder as olheiras. Encontrei-me com Richard na garagem pronto pra montar naquela maldita moto.

–O camaro tá estragado — ele disse jogando um capacete pra mim — Vamos de moto.

–Eu estou de saia se não percebeu, espertinho — eu apontei pra saia curta do uniforme escolar e ele simplesmente fechou a viseira do capacete.

–Ninguém quer ver a sua calcinha, princesa... sobre ai logo ou vamos chegar atrasados. E segura firme por que eu gosto de correr. — ele deu uma risada.

A contra gosto eu subi naquela motocicleta maldita e me segurei nele. Ele correu tanto que eu achei que morreria antes mesmo de sairmos da rua da minha casa.

Por sorte aquele capacete do demônio não bagunçou muito o meu cabelo, e eu saí pisando firme para dentro da escola. Samara me esperava na porta da classe do Sr Brunner.

–Está se sentindo bem? — ela me perguntou visivelmente preocupada.

–Acho que sim... — respondi — foi muito estranho o que aconteceu, mas eu estou bem ... minha cabeça só dói um pouco.

–Acontece — ela deu um meio sorriso — tente não dormir na aula ok?

–Pode deixar — eu sorri de volta e depositei minha mochila na minha carteira me sentando em seguida para mais uma aula sobre revolução francesa.

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Acabei indo pra casa depois do almoço, por que eu passei mal e vomitei, foi muito nojento. Mas eu meio que já esperava isso por que eu comecei a me sentir tonta na aula de matemática.

Richard ia me levar pra casa de moto, mas ele desapareceu misteriosamente, então Alfred mandou o motorista ir me buscar.

Quando chegamos ao centro de Gotham fomos pegos por um engarrafamento enorme. Segundo o rádio que o motorista ouvia, alguém ( que eu não entendi o nome) tinha destruído a prefeitura, mas parecia que a situação estava sendo controlada por Batman, Robin e o Superman.

Eu estranhei a notícia a princípio já que o Superman vive em Metrópolis ... NÉ? O que ele fazia nessa cidade deprimida?

Após mais algumas horas e mais vômitos no carpete do carro eu finalmente cheguei em casa. Tomei outro banho e me vesti, resolvi me sentar na sala de TV e quem sabe assistir um anime? (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=57041690)

Encontrei meu pai na sala conversando com ninguém menos que meu padrinho Clark.

–Emy! — ele riu fazendo um gesto com a mão me pedindo para que eu me aproximasse.

–Tio Clark — eu sorri de canto e lhe dei um abraço. Ele me abraçou com um cuidado demasiado. Era sempre assim, como se ele tivesse medo de me esmagar ou coisa parecida.

–Pensei que vocês não se conheciam — Meu pai se pronunciou ainda sentado em sua poltrona.

–Como você é retardado, Bruce — ele sorriu — Elisabeth sempre me convidou para as festas da minha afilhada favorita.

–Sou sua única afilhada, Tio Clark — eu ri baixinho, ele sempre conseguia me fazer rir.

–Pensei que a Elisabeth mantivesse todas as pessoas do tipo “M proud” longe da Emylle.

–O que é isso? — perguntei curiosa, eu odiava ficar curiosa.

–Nada que você possa entender, querida — meu pai deu uma risada forçada.

–Mas eu não sou desse tipo, Bruce... minha situação é diferente... assim como a Diana, o John... nós não somos “M Proud” eu estou mais para ...

–Melhor pararmos por aqui — meu pai lhe lançou um olhar severo.

–Odeio quando falam em códigos — eu disse batendo os pés. — Minha mãe fazia a mesma coisa... e não precisa dizer o que é” M proud”eu já entendi... meu Q.I é bastante alto pra não notar algo tão obvio — eu disse um pouco nervosa — minha mãe não permitia mutantes perto de mim. Eu sei disso... mas que eu saiba o Tio Clark não é um mutante...é?

–Não... eu não sou um mutante... apesar de acreditar que seu pai é um vampiro zumbi — ele riu e eu acabei o acompanhando na risada. Meu Tio Clark era o tipo de homem bem humorado que gostava de fazer as pessoas a sua volta rirem e se sentiram a vontade. Eu gostava muito dele. Tanto que antes de conhecer meu pai, eu queria muito que ele fosse parecido com o Tio Clark... mas sinceramente eu aprendi a gostar desse pai antissocial e mau humorado.

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Meu Padrinho ( Clark) acabou indo embora bem tarde naquela noite, ele passou um bom tempo conversando com meu pai no escritório dele. Mas o engraçado é que o silencio lá dentro era tão grande que era como se eles nem estivessem lá

Subi as escadas em direção ao meu quarto. Encontrei Richard sentado no sofá.

–Precisamos conversar – ele disse meio apreensivo – é importante... olha... se eu não te contar isso eu vou explodir...



Notas finais
e aí, gostaram? Mandem reviews!
estamos chegando perto do fim do primeiro arco da Fanfic então espero mesmo que todos vocês estejam gostando.
Provavelmente esse 1° arco vai acabar no capítulo 15 e vamos dar início ao segundo arco ( provavelmente serão 3 arcos ao todo MAS EU NÃO TENHO CERTEZA)
Mandem reviews e recomendem a fic ok? BEIJOS!