Heroes

8 007 - Como ser o Garoto Prodígio


Notas iniciais
Versão brasileira Herbert Richards!
Capítulo contando um pouco sobre o Richard

Já vi que o dia vai ser daqueles , mano! Acordei assustado com o barulho do telefone. Eram 2h da manhã, puta que pariu!

Acordei e me arrastei até o telefone, eu tinha dormido na sala assistindo séries na tv a cabo e nem me dei ao trabalho de ir pra cama, dormi no sofá mesmo.

-Alô – eu disse esfregando os olhos.

-Desculpe-me — a voz de mulher soou do outro lado da linha – com quem eu falo?

-Richard Sammers... – Eu respondi meio mau humorado.

- Desculpe-me, Senhor Sammers, o Senhor Wayne está em casa? – ela parecia nervosa e a voz dela tremia levemente

-Só um momento sim? – eu disse bufando e subindo as escadas. Bruce ia arrancar meus olhos com as unhas. Bati na porta do quarto dele e ele abriu em seguida. A Luz da luminária da escrivaninha estava acesa e ele tinha a mão suja de ferragens de mexer nos apetrechos do Batman.

- o que foi? – ele perguntou de mau-humor.

-Telefone pra você.- entreguei o aparelho pra ele e saí de perto. Nem queria ver o que ia acontecer. Quem será essa mulher ligando pra ele ás 2h da madrugada? Pelamor né? Muita filha-da-putagem.

Desci as escadas pra pegar o meu celular que eu tinha deixado em cima da mesinha de centro da sala. 15 mensagens não lidas da Sophie. Rolei os olhos já sem paciência. Sophie é minha ex-namorada, não ficamos juntos nem 2 meses, mas ela não larga do meu pé, e ainda por cima coloca todas as amiguinhas dela pra me perseguir junto e me atormentar. Desliguei o aparelho e enfiei-o dentro do bolso. Caminhei preguiçoso até a escadaria. Não era atoa que eu era magro... Bruce podia colocar um elevador aqui né?

Ouvi passos apressados e Bruce saiu do quarto com o telefone quebrado nas mãos vestindo apressadamente um suéter.

-Richard, eu vou pra Londres...

-O que aconteceu, Bruce?

- Elisabeth foi assassinada ontem a noite... Preciso ir buscar a ... minha... ahn... filha.

-Filha? – eu perguntei assustado – você tem uma filha?

-Longa história, garoto... cuide das coisas aqui por mim... devo estar de volta amanhã...

-ok..

Então vi Bruce correr até a porta que dava acesso á garagem. Caralho, eu nunca imaginaria que Bruce tivesse filhos... por que bem.. sejamos bem sinceros ele não tem jeito de Pai, digo isso por que moro com ele desde os 6 anos de idade.

Você deve estar se perguntando o por que né? Simples... Depois que a minha mãe morreu no meu parto – triste eu sei... – eu e meu pai viemos morar aqui com o Bruce que era um grande amigo dele. Meu pai se chamava Dick Grayson e minha mãe era Marie Sammers. Depois que o meu pai foi morto eu meio que... tomei o lugar dele nos seus antigos deveres sabe... e acabei adotando o sobrenome da minha mãe pra chamar menos a atenção de pessoas suspeitas. Gotham é uma cidade perigosa.

Acabou que eu não consegui pregar os olhos e resolvi foi tomar um banho pra ir pra aula.

Olha, eu tenho 18 anos e estou no 3° ano do 2° Grau... você deve estar pensando: Caralho que menino burro! Mas não é bem assim... acontece que meus Deveres atrapalharam e muito meus estudos e como punição Bruce me força a trabalhar com ele na empresa depois do colégio.

Após longas horas no escritório e dois dias sem conseguir dormir por conta de um filho-da-puta mascarado que andava me dando um trabalho da porra -ê- se super-vilão mala que não me deixava em paz- eu me deparei com a seguinte cena:

Uma menina linda – cara ela era muito gata! – sentada na cadeira do Bruce. Ela tinha a pele branca, as bochechas coradas e usava uma maquiagem forte principalmente nos olhos destacando o tom cinzento deles. Pareciam nuvens de tempestade. Os cabelos dela eram negros e caiam lisos contornando o rosto. Eu engoli um seco antes de entrar na sala e fazer o que eu tinha que fazer... tudo bem que ela era linda, mas o Bruce iria me MATAR se visse uma menina na sala dele.

-O que você está fazendo aqui? – perguntei usando meu tom autoritário

-Estou esperando meu pai voltar- ela respondeu revoltadinha e jogou uma bolinha de papel na lixeira. Ela era linda mas por Deus, ela era muito insolente.

-Então vá esperar lá fora, Por que o Bruce nçao vai gostar de uma pirralha na cadeira dele – ei disse no mesmo tom que ela

-Duvido – ela me desafiou fazendo um biquinho muito fofo- ele mesmo me mandou esperar aqui...

-Você está querendo me diser que... – ela tá de brincadeira comigo né?

-Emylle – a voz de Bruce ecoou no corredor atrás de mim e eu senti um arrepio... EU ESTAVA MORTO – Você..

-Oi, Pai – ela disse me fitando com um sorrisinho sarcástico. PESTE!

-Bruce... – sussurrei me preparando para a morte... Não literal claro...

-RichardVocê poderia levar a Emylle pra casa por mimtenho um problema pra resolver...do tipo coringa...

-Ah! Sem problemas, Bruce – respondi entendendo a piadinha horrível dele – volto logo.

Vou explicar pros Noobs o que está acontecendo. Bruce Wayne na verdade é o Batman... é sim aquele cara que se veste de preto e acha que é um morcego fodão e bate nos caras... esse mesmo... e eu sou Robin... acabei assumindo o lugar do meu pai – que foi o 1° Robin – depois que o “Robin vermelho” abandonou o título.

Puxei a menina pelo braço e a levei até a garagem... eu precisava me apressar. Entreguei a ela um capacete e montei na moto

-SOBE – eu disse apressado.

-Por que eu deveria? Eu nem sei se você tem Habilitação pra pilotar essa coisa

-Cala a boa e sobre logo na PORRA DA MOTO — eu disse nervoso. Aquela menina estava me tirando do sério. E não era de uma forma boa.

E foi assim que eu tive meu primeiro contato com aquela pestinha. Não que eu esteja reclamando... hoje em dia eu não reclamo mais...

Ela acabou entrando na mesma escola que eu e pro meu azar ela é da minha série... Só podia ser filha do Bruce mesmo, ela só tem 15 anos e... melhor deixar pra lá o comentário que eu ia fazer.

Bem... já fazem uns 3 meses que ela chegou aqui em Gotham... e misteriosamente fazem quase 3 meses que tem uma gostosa bancando a heroína aqui na cidade. Não que eu reclame e talz... mas... cara... o vestido dela é tão curto que eu me distraio nas pernas perfeitas dela enquanto eu tento bater no bandido safado que fica secando ela... Nem me pergunte o por que disso tudo por que nem eu sei...

Mas eu ando tendo muitos problemas ultimamente. Eu tentei fazer a Emylle fingir ser minha namorada no primeiro dia de aula dela sabe, pra ela poder ficar protegida dos tarados alheios e também me ajudar com a Sophie que não larga do meu pé. Mas como sempre tinha que dar merda né?

Ela então diz que é minha irmã e agora ela anda com a esquisitona da Samara. Mas ela é esquisitona do tipo bom. Ela é minha amiga de infância, mas pega demais no meu pé.

Voltando a falar da gostosa-heroína hoje eu tirei sorte grande viu. Riddler atacou hoje, espalhando pistas malucas pela cidade e o Bruce estava me atormentando com aquele mau-humor maldito por que ele não conseguia resolver a porra da charada. Eu já estava de saco cheio. Então veio a luz e disparamos em um prédio onde estava a pista. Então eu me deparei com Butterfly a garota que eu falei. Escapamos por um tris da bomba que estava implantada lá, mas eu tive um momento bom. Agarrei-a pela cintura enquanto salvava nossas vidas. Não que tenha sido romântico e eu não tentei nada com ela – vontade não faltou mas eu tinha um trabalho a cumprir e um compromisso também.

Graças as forças do universo eu consegui chegar a tempo mansão e ainda dar uma surra no Riddle. Tudo bem que ele fugiu mas... pego ele outra hora.

Bruce tinha feito um compromisso daqueles tediosos pra esta noite. Iriamos a um daqueles bailes de riquinhos com muita frescura e ponche de frutas. Eu não gostava daquele tipo de ambiente. Mas minhas ideias meio que mudaram quando eu vi a Emylle arrumada descendo as escadas.

Olha, eu não sei exatamente o que vem a minha cabeça quando eu vejo aquela menina, o sangue simplesmente vai pra partes que ele não deveria ir – se é que me entende. Isso já vem acontecendo a um tempo.

Emylle é uma menina forte, até hoje não a vi derramar em público nenhuma lágrima pela perda da mãe. Mas eu sei o quanto ela está fragilizada. Não sou o tipo de cara que é bisbilhoteiro, mas nós vivemos na mesma casa, não é? E eu ainda a vejo na escola... Já a vi pensativa demais pelos cantos, ou nitidamente segurando as lágrimas.

Eu também ando pensando demais nela ultimamente, o que não é realmente normal. Eu sou o tipo de cara que não namora, fico com umas meninas ali outras aqui, sem sentimentos. NUNCA.

Então eu realmente não consigo compreender o que é aquilo que eu sinto quando ela me toca.

Nos últimos 2 meses depois de sem querer eu a pegar chorando na sala eu passei a trata-la como uma irmã mais nova. E ela parece aceitar bem esse tratamento. Brigamos e nos provocamos como duas crianças e é divertido até... mas me pego várias vezes preso no olhar dela. Ela esconde a tristeza em forma de sorriso, e eu sinto que quero confortá-la de alguma forma... Sinto que a quero perto de mim, quero cuidar dela e protege-la. É quase o mesmo sentimento que eu tenho quando estou lutando ao lado de Butterfly.

Como a vida pode ser confusa não é mesmo?

Depois de passar na casa de Angelina – uma piriguete que fica dando em cima do Bruce. Vai entender como ele aguenta. Acho que é tudo pelo bem da empresa – nós seguimos para a “festa”.

Chegando lá eu notei que alguns sócios das empresas Wayne estava atormentando a Emylle. Algo sobre a mãe dela. Me senti incomodado com aquilo. Chamei-a pra dançar comigo

-Vamos dançar? – Eu perguntei tentando ser cordial.

-Claro – ela concordou e me deu um sorriso me dando a mão e eu a conduzi até a pista de dança. Alguns casais já dançavam ao ritmo lento da musica

-Você sabe dançar né, Magrela? – sussurrei provocando-a

-Cale a boca – Ela respondeu daquela forma carinhosa de sempre

Então eu a segurei pela cintura e ela passou os braços em volta do meu pescoço. Senti meu corpo vibrar naquele momento. QUE PORRA TAVA ACONTECENDO COMIGO? Começamos a embalar ao ritmo da musica. Ter Emylle tão próxima de mim era ...surreal. eu me sentia nas nuvens. Quando a musica parou eu não consegui me soltar dela. Apertei a cintura dela e realmente não sei o que me deu. Os lábios dela eram tão convidativos que eu quis prova-los. Aproximei-me devagar do rosto dela, meus lábios roçaram levemente nos lábios macios dela e eu senti meu sangue ferver. Tudo era tão intenso se tratando dela. Nossas respirações se colidiam e se mesclavam e tudo que eu sentia era o cheiro doce dela. Eu me sentia um predador naquele momento.

Mas então o barulho de vidros explodindo me fez acordar, e eu me deparei com Riddler, e ele olhava diretamente para Emylle.

Notas finais
E aí gostaram?
deixem review ok?
Beijos!