Notas iniciais
Oi, mas um cap, deixem reviews :) desculpa qualquer erro

Acordei um pouco mais cedo que o habitual, fiz minha higiene e desci para o salão comunal. Lá encontrei um Percy escrevendo em um papel.

– O que está fazendo? – perguntei.

– Deuses, que susto. Eu estou escrevendo para Annabeth, sobre tudo.

– Acho que ela vai ficar um pouco triste, sobre você estudar aqui sabe.

– Por que pensa isso? – ele perguntou desconfiado.

Droga, ele não faz a mínima ideia que a Annabeth gosta dele. Eu preciso controlar minha boca.

– Ué, porque ela é sua amiga – eu disse – se eu me separasse de Rony ou Harry eu ficaria triste também.

– Ok – ele disse, ufa – como eu faço pra mandar isso pra ela?

Olhei no relógio, ainda faltava um bom tempo até as aulas começarem.

– Me segue.

**

Mostrei caminho do corujal para Percy, que pareceu muito maravilhado ao ver tamanha inteligência das corujas, como ele não tinha uma, emprestei a minha coruja para ele poder mandar a carta.

– Ok, vamos para o café? Já está na hora. – eu disse, ele só concordou e seguimos sem falar uma palavra para o salão principal.

– Acho que devemos ir falar com Nico, ele parece meio sozinho. – Percy me disse quando estávamos na porta do salão, ele apontou para Nico. O menino estava sentado sozinho em um canto da mesa da Sonserina.

– Acho que ele não se enturmou muito – eu disse.

– Pelo jeito não, vamos lá.

Chegamos do lado de Nico, o garoto não se mexeu, nem notou nós ali.

– Ããn... Nico?

– Ah, olá Percy e Hermione, querem sentar?

Percy sentou do lado dele na mesma hora, mas eu não, quer dizer, sentar na mesa da Sonserina? Os dois me encararam esperando que eu sentasse, dei uma olhada em volta. Ah, que mal tinha? Afinal, Nico era meu amigo independentemente da casa. Por fim, sentei.

– Eai? – eu disse pegando uma torrada – fez amizade com alguém?

– Ahh sim sim. – disse Nico.

– Com quem? – perguntei com medo da resposta, afinal, eram pouquíssimos alunos da Sonserina que eram agradáveis.

– Onde estão eles? – Nico olhou em volta – ah, olhe lá, estão vindo – Nico apontou para um bando que estava vindo em nossa direção, reconheci imediatamente. Vincent Crabbe, Gregório Goyle, Pansy Parkinson, e claro, Draco Malfoy.

– Sinceramente Nico! – eu disse para ele assustada – eles?

– Eles não são tão ruins quanto eu pensei.

– Claro que não são ruins, são horríveis. Nico você não pode...

– Vejamos, o que temos aqui nessa manhã? Dois grifinórios sentados na mesa da Sonserina? Isso é novidade. – disse Malfoy com sua voz rouca. Ele e seu bando se sentaram de frente para nós.

– Só viemos falar com o Nico, Malfoy. – disse Percy.

– Ele é nosso amigo – completei e encarei aquele loiro nojento.

– É, eu sei, provavelmente o único sonserino que é amigo de grifinórios.

Ignorei aquele Malfoy atrevido.

– Já tem varinha? Vestes? Livros? – perguntei para Nico.

– Sim, McGonagall me deu tudo agora de manhã. Aliás, Percy, ela está procurando por você.

– Vou procurar por ela – disse Percy, e saiu da mesa. Droga eu estava ‘’sozinha’’ na mesa da Sonserina. Não há nada pra fazer a não ser sair também.

– Ahh, seu namoradinho sai, você sai também Granger? – perguntou Malfoy quando eu já ia saindo. Me virei, todos estavam rindo, até Nico.

– Ele não é meu namorado Malfoy.

– Uooou, ficou na friendzone é? – ele perguntou.

– Malfoy – disse Rony, aparecendo do meu lado, e Harry logo atrás – chega de veneno. Dumbledore está nos procurando, nós quatro.

Malfoy se levantou e seguimos para sala de Dumbledore. Bati na porta, e ouvi um ‘’entre’’ lá de dentro, nós quatro entramos. Dumbledore estava sentando em sua cadeira, com um homem alto e moreno ao seu lado. Do lado esquerdo de Dumbledore se encontrava um homem que reconheci imediatamente graças ao profeta diário. O ministro da magia.

**

– Foi de conhecimento do ministério, que três jovens saíram do castelo ontem de noite, como se não bastasse uma regra quebrada, usaram magia fora da escola, ato que é totalmente proibido fora da escola. Foram eles os feitiços ‘’alohomora’’ e ‘’bombarda’’- dizia o ministro – ah meus jovens, todos do ministério acham que vocês devem ser expulsos.

Meu coração deu um salto, comecei a tremer e com muita vontade de chorar.

– Porém – ele continuou, porém? – tenho o conhecimento de que se não fosse o Sr. Malfoy, primeiramente por ter ajudado á entrar na mansão, a Srta. Granger, por ter usado com extrema facilidade e perfeição o feitiço ‘’bombarda’’, para assim conseguirem escapar. E é claro, o Sr. Weasley que mostrou que sabe voar tão bem quanto um profissional, e que ajudou a chegar até a mansão. Sem vocês três, não teríamos achado Harry Potter, e essa hora, o pior já teria acontecido.

– Vamos ser expulsos? – Rony perguntou com a voz fraca.

– Seria o certo, no entanto acho mais apropriado parabeniza-los por tal feito, nem todos os bruxos de 13 anos teriam feito o que vocês fizeram. E claro, serão dados 50 pontos para Sonserina e 50 pontos para Grifinória.

– Obrigado senhor – eu disse abrindo um enorme sorriso.

– Agora Sr. Malfoy – disse o Ministro – foi você quem envenenou Harry Potter?

Silêncio.

Silêncio.

– Sim – Draco disse por fim – mas eu fui obrigado.

– Foi é? Tem provas? – perguntou o Ministro.

– Provas não – eu disse automaticamente – mas testemunhas sim. Eu e Harry ouvimos, realmente Draco não queria fazer isso, o pai dele o obrigou.

O ministro olhou para Harry, o mesmo assentiu, como se confirmasse o que eu acabei de dizer.

– Ótimo, bom saber que você não virou para o lado das trevas, Sr. Malfoy – disse o Ministro –acho que a sua casa não é um lugar apropriado, uma vez que está cheia de comensais, além de que, tentamos prender seus pais, mas eles fugiram. Sinto informar que vai ter que ficar em Hogwarts, sinto lhe informar mas você é como um órfão agora.

Olhei para Draco, pude ver uma lágrima escorrer no rosto dele, pela primeira vez na minha vida eu senti pena de Draco Malfoy.