Notas iniciais
Sei que um milhão de desculpas não são suficientes para tanto tempo, mas ainda assim estou pedindo. Estive muito ocupada e ainda estou, capítulo curtinho, só para matar a saudade e criarmos teorias do que está por vir.

Nós éramos acompanhados a todos os lugares, não havia nada que pudéssemos fazer, após anos de sequestro, a invasão de cada escola de magia existente, os bruxos sequestrados começaram a agir.

Eles atacaram Gringotes, assim como outros bancos bruxos, atentaram contra os ministérios mágicos e até invadiam arenas onde jogos importantes de quadribol aconteciam.

As pessoas estavam apavoradas e não havia a menor possibilidade de se descuidarem dos melhores alunos das escolas, na verdade, superprotegiam a todos, uma vez que mais um aluno sequestrado, seria mais um no exército já gigantesco de nosso inimigo.

Ninguém sequer sabia quem era essa pessoa, os seus guerreiros agiam por trás de sua névoa que não deixava ninguém desperto o suficiente para prender algum dos jovens. Não se sabia se eles estavam sob a maldição imperium ou se fora criada uma ainda pior.

Eu estava mais forte, me fazia mais forte, treinava todos os dias, incansavelmente, meus pais não deixavam que eu saísse, agora que estava mais perto de me formar, precisava ser mais cuidadosa.

A noite em claro era apenas mais uma de muitas, quando desci as escadas e lá estava meu pai com o jornal nas mãos observando as notícias, me aproximei antes que ele pudesse escondê-lo como geralmente fazia.

"Mansão Malfoy invadida!

Na madrugada de hoje, a mansão Malfoy fora invadida, o senhor Draco Malfoy e sua esposa estão desolados sem saber como tudo aconteceu, porém seu filho Scorpion, fora levado durante um ataque dos nossos inimigos."

Não consegui ler o resto da matéria o meu pai me vira, lágrimas rolaram pelo meu rosto e puxei a varinha antes que ele conseguisse me impedir, aparatei.

Todas as casas tinham feitiços de proteção, parei a alguns metros de onde sabia ser a casa dos Malfoy. Corri descalça pelas ruas, os poucos bruxos que estavam pelas ruas me encaravam com expressões estranhas.

Assim que parei em frente a mansão apontei minha varinha para o vazio, sabendo que o feitiço reconheceria minha varinha e eu teria permissão de entrar, mas não aconteceu.

Ataquei a proteção várias vezes, conseguia ouvir o escudo ranger com os mejs ataques, lembrei do sorriso de Scorpion quanfo dizia-me que sempre estaria ali por mim. Lembrei de quando me prometeu que se eu fosse sequestrada, iria atrás de mim.

Eu não estava ali por ele, não me perdoaria se ele se tornasse mais uma marionete da bruxa que estava por trás de tudo.

Os Malfoy mal conseguiam acreditar quanfo viram que eu rompi a barreira de proteção de sua casa assim como todos ali presentes. Minha mãe chegou assim como o meu pai, os dois sussurravam coisas sobre estarem procurando, como jamais desistiriam do meu amigo.

— Me usem como isca. — Pedi num murmúrio.

Um silêncio pesou sobre todos que estavam ali naquele instante, minha mãe me encarava com olhos arregalados, como se mal acreditasse no que eu estava dizendo.

— Me usem como isca. — Repeti. — Sou uma das melhores alunas da escola, ela virá atrás de mim. Essa é a sua chance de pegá-la.

— Não podemos fazer isso Thalia. — Meu pai sussurrou quase como se implorasde uma reconsideração. — Se algo der errado e ela conseguir te levar...

— Tenho todos os feitiços de proteção que vocês colocaram sobre mim e mais alguns que eu mesma coloquei enquanto estudava. Não importa qual seja o feitiço de controle da mente dela, ela não vai conseguir invadir a minha com tanta facilidade.

— Ainda existe a possibilidade de eu te perder. Não me peça isso. — Minha mãe falou.

— Você teria feito isso por Harry ou Rony quando estudaram juntos, não me peça para abandonar o meu amigo.

— Você a treinou bem mãe. Tenha confiança nisso. — William falou.

— Tem mesmo certeza disso? — Meu pai me perguntou.

Assenti sem qualquer dúvida, se aquela mulher o machucasse eu seria capaz de matá-la.

Assim eles começaram a moldar o plano que faria com que eu fosse capturada por ela, vários feitiços rastreadores foram colocados em mim, os aurores me explicavam tudo que eu precisaria fazer, todos me diziam para não atacar, a menos que eu precisasse me defender.

Muitos anos atrás, minha mãe e seus companheiros enfrentaram Voldemort e suas orcruxes, antes disso, Alvo Dumbledore enfrentara Grindelwald.

Agora era minha vez, eu enfrentaria essa bruxa e faria com que ela pagasse por tudo que vinha fazendo com todos os jovens bruxos, obrigando-os a atacar aquilo pelo qual lutaram.

A mulher parecia determinada a destruir o mundo bruxo, o que era completamente estranho se comparado aos antigos bruxos das trevas.

Por dias me treinaram, tentaram penetrar em minha mente, alguns bruxos usaram a maldição imperium contra mim, minha mãe recusava-se a assistir aquilo, mas o meu pai permanecia na sala. O ministro da magia inglês me parabenizou pela coragem. Ele me disse que pensaram em usar alguém de isca muitas vezes, porém não poderiam pedir aos pais que deixassem seus filhos serem submetidos ao que eu estava sendo.

As palavras soaram tão vazias, eu não estava tentando salvar o mundo, estava tentando salvar o meu amigo. Eu o salvaria... Fosse qual fosse o custo.

Notas finais
Não desistam da Thalia, vou tentar postar mais em breve... Beijinhos.