Notas iniciais
Oi pessoal, mil desculpas pela demora em postar... Estou realmente atolada com meus livros... aliás para aqueles de vocês que gostam de magia, elfos, anões, sereias, maldições e etc... eu peço que me deem sua opinião sobre meu original que está aqui no nyah:https://fanfiction.com.br/historia/726924/Annabella_A_maldicao_dos_sete_reinos/

É incrível como o tempo passa rápido, há tantos anos eu deixei Rony no altar para vir atrás de Viktor, nunca me arrependi dessa decisão, nós temos uma vida boa, William está agora para iniciar o segundo ano em Durmstrang, ele anda treinando muito para ser apanhador como o pai. Desaparatei perto de nossa casa, ainda trabalho para o ministério em Londres e nós moramos na Bulgária. Viktor ainda é apanhador.

Peguei a correspondência e cumprimentei nossa vizinha que cuidava do jardim. Então caminhei pela entrada de cascalhos, admito que prestei muito pouca atenção as cartas, mas uma delas me fez parar de caminhar para examinar melhor o envelope.

Para: Thalia Krum

De: Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Quase corri para dentro da casa, quando William chegou a idade de ir para uma escola de magia, ele também recebeu uma carta para Hogwarts, mas escolheu ir para Durmstrang para, com as próprias palavras dele "seguir o legado dos Krum". Thalia estava sentada no chão e tinha um livro na mesa de centro que ela estudava, algumas flores dançavam a sua frente enquanto ela movia a mão esquerda no ar para criar o movimento das plantas.

— Thalia. — Chamei.

— Oi mãe, chegou cedo hoje. — Ela respondeu sem tirar os olhos do livro.

— Você recebeu uma carta. — Falei, estendendo a carta para ela. A garota levantou e veio apanhar o envelope, os cabelos escuros dela eram iguais aos do pai, muitas vezes eu disse para ela ser grata por não ter herdado os meus cabelos.

Enquanto ela lia eu a observei, era estranho ver minha garotinha indo para a escola, ela é minha companhia quando volto para casa, William sempre está com Viktor que quase sempre está ocupado. Thalia sorriu ao concluir a leitura e me encarou.

— Eu vou para Hogwarts? — Perguntou esperançosa.

— A decisão é sua meu amor, se quiser ir para Hogwarts ou não, cabe a você decidir.

— Mas, eu não sei o que fazer... — Ela baixou os olhos para a carta.

— Hogwarts é uma escola maravilhosa, teve grandes homens e mulheres dando aula na época em que fui aluna de lá. Alguns deles ainda dão aulas lá...

— Eu sei, mas tenho medo. E se eu não for digna de ir para Grifinória como você.

— O chapéu seletor ia me colocar na Corvinal, não importa para que casa você vai. E eu sei que você é inteligente e corajosa, não há nada que você não possa fazer. — Afirmei pegando a mão dela.

Viktor entrou com William ao seu lado, ambos com os braços cheios de sacolas de compras. William ria e contava algo sobre um pomo de ouro.

— Oi mãe. — Falou ele parando apenas para dar um beijo em minha bochecha, antes de seguir para as escadas.

— Oi Will. — Gritei enquanto ele se afastava.

— O que está acontecendo aqui? — Viktor perguntou encarando-nos e se atirando no sofá ao meu lado, ele me beijou e Thalia virou o rosto para não nos encarar.

Thalia se aproximou dele e entregou-lhe a carta. Ele a leu e sorriu.

—Hogwarts? — Ele questionou. — É uma excelente escola, conheci sua mãe lá.

— Eu já sei, no baile de inverno. — Ela afirmou meio revirando os olhos. — Mas eu não sei o que fazer.

Viktor a segurou pelos braços e puxou-a para junto de si, ele tinha a habilidade de fazê-la entender os próprios sentimentos que eu nunca entenderia, muitas vezes me sinto mal por não conseguir fazê-la lidar com seus sentimentos como ele faz.

— Querida, você é muito parecida com a sua mãe. Ela é uma mulher extraordinária e sei que você vai ser como ela quando crescer, Hogwarts, Durmstrang ou Beauxbatons, não importa para qual delas você vá, desde que você esteja a vontade com a decisão. — Ele falou e ela assentiu.

***

Na manhã seguinte eu desci para preparar o café da manhã e Thalia já estava de pé.

— Bom dia mãe. — Ela falou.

— Bom dia. Dormiu bem? — Perguntei beijando a cabeça dela.

— Sim. — Caminhei para cozinha e ela me seguiu. — Mãe, você tem tempo hoje de me levar ao beco diagonal em Londres? — Virei-me para encará-la e a garota sacudiu a carta no ar. — Preciso comprar o material para escola.

— Você vai para Hogwarts?

— Vou. Foi difícil ter certeza, mas eu quero estudar onde você estudou. Grifinória, Corvinal, Lufa-lufa ou...

— Sonserina. — Falei.

— Isso, seja lá para que casa eu for, você vai se orgulhar de mim. — Ela falou.

— Nunca duvidei disso.

Viktor e William desceram para o café da manhã e conversavam aos gritos sobre os passes do quadribol e os novos jogadores.

— Viktor. — Falei elevando a voz.

— Sim.

— Thalia decidiu para que escola ela vai. — Afirmei. Ele a encarou.

— Vou para Hogwarts, pai. — Ela sussurrou com um sorriso.

Ele disse que se orgulhava e se ofereceu para ir com ela comprar o material para a escola, mas ela disse que iria ao beco diagonal comigo. Enviamos duas cartas assim que Viktor e William saíram. Uma para Hogwarts confirmando que ela iria para lá e a outra para o meu trabalho avisando que eu precisaria faltar. Usando pó de fluo nós saímos para o beco diagonal.

Comprar o material foi rápido e Thalia entrou na loja de varinhas antes que eu conseguisse acompanha-la vi-a cair ao chão ao esbarrar em um homem que estava lá dentro.

— Desculpe senhor. — Ela falou.

— Ah, tudo bem. — Ele falou e a ajudou a ficar de pé.

— Thalia... Ah, oi Rony. — Cumprimentei.

— Hermione, então essa é a sua filha. — Ele afirmou.

— Vamos papai. — Um garoto de cabelos ruivos saiu do balcão com uma caixa nas mãos.

— Sim, vamos. — Rony respondeu. — Espero que você seja amiga do meu filho desmiolado, Thalia. E se puder dê suas anotações para ele como sua mãe fazia.

Ele me encarou por um momento desconcertante, antes de sair da loja com o filho o seguindo. Thalia testou as varinhas e acabou sendo escolhida por uma varinha com pelo de unicórnio, ela ainda demoraria uma semana para pegar o expresso de Hogwarts, mas observando-a caminhando por essas ruas me fez perceber que ela estava crescendo.

— Lembro exatamente a sensação que tive quando vim a esse lugar pela primeira vez. — Falei e Thalia me encarou. — Eu sou nascida trouxa, até então eu desconhecia magia, tinha feito coisas acontecerem, mas não sabia explicar então aplicava o que me parecesse mais lógico. Quando vim aqui pela primeira vez, fiquei completamente empolgada, eu quis logo experimentar feitiços e aprender o quanto pudesse sobre esse mundo.

— Você não ficou com medo?

— Fiquei morrendo, mas eu tive mais curiosidade que medo. Agora minha época passou, logo você estará embarcando para Hogwarts, minha geração e nossos feitos naquela escola ficaram para trás é a sua vez.

— Vou deixá-la orgulhosa.

— Sei que vai.

***

No dia do embarque todos nos encontramos na estação, era estranho estarmos aqui novamente todos juntos, porém agora é a segunda geração que está embarcando no trem, vi Harry parar para conversar com seu filho Alvo o garoto realmente cresceu. Rony e a esposa se despediram do filho que vi comprando varinha, Jorge estava aqui também. Quando Thalia me abraçou e por um momento achei que ela estava trêmula, então ela abraçou Viktor e vi-o sussurrar algo para ela.

Thalia sorriu para o pai e se afastou para entrar no trem, quando o fez pude sentir as lágrimas se formarem em meus olhos, Viktor me puxou para si num abraço enquanto acenávamos para ela.

— É a vez deles. — Disse Gina aparecendo ao meu lado. — Sabe, nós fizemos muitas coisas, temos muitas lembranças de Hogwarts, mas agora é a vez deles.

— É verdade, só espero que eles não tenham a nossa sorte de estar sempre presente quando coisas ruins acontecem. — Harry falou rindo.

— Isso acontecia por sua causa Harry. — Rony afirmou pouco mais afastado. Por mais estranho que tudo isso seja, nós conseguimos hoje ter um contato sem agressividade.

— Nem vem, vocês tinham sua dose de culpa. Mas temos que admitir Hermione salvou nossas vidas inúmeras vezes. — Harry falou e todos rimos.

O expresso partiu e nós nos despedimos a distância. Talvez nós todos nos víssemos dali a alguns dias no trabalho, talvez dali a algumas semanas, mas nossos laços nunca se romperam, por mais que idas e vindas que tenhamos, sempre poderemos contar uns com os outros e isso é valioso.

— Espero que Thalia consiga amigos assim. — Viktor sussurrou ao meu ouvido. — Isso é raro.

— Ela vai.

Notas finais
Espero que tenham gostado... A estória ainda não acabou até o próximo capitulo.