Notas iniciais
Oie, desculpe a demora em postar, estou trabalhando em dois livros ao mesmo tempo... Enfim espero que gostem...

Pov. Hermione

Coloquei uma camisa de Viktor e saí do quarto, caminhei pela casa até que encontrei a cozinha, a louça estava impecavelmente limpa sobre a pia. Acendi o fogão e comecei a cozinhar, apesar de ter aprendido muito sobre usar magia para cozinhar com a senhora Weasley, eu gostava de ajudar minha mãe em casa a cozinhar a moda trouxa.

Coloquei os pratos sobre a ilha e pus os ovos neles. Coloquei dois copos de suco.

— Que susto? — Disse a voz carregada de sotaque de Viktor.

— Estou tão mal assim? — Perguntei colocando os fios soltos atrás das orelhas. Virei-me para encará-lo. Ele usava apenas a calça do pijama, desconcentrando com os músculos a mostra.

— Não você está linda. Aliás como alguém acorda assim? — Ele riu e puxou-me para si em um beijo demorado.

— Hm, a comida vai esfriar. — Falei afastando-me um pouco.

— Meu susto, foi acordar sozinho e pensar que você tinha sido apenas um sonho.

— Ei. — Eu disse segurando o braço dele. — Eu estou aqui.

— Eu sei. — Disse ele enquanto nos sentávamos.

Comemos em silêncio, queria prolongar o café da manhã, sabia que teríamos uma conversa séria depois dele e de certa forma eu me sentia mal pelo que fiz com o Rony, conversar sobre o assunto será complicado.

Infelizmente o café da manhã não durou muito mais. Colocamos os pratos na pia e Viktor me guiou para a sala, meu coração palpitava com a ideia dessa conversa. Ele jogou-se no sofá e me puxou junto a si, aninhei-me no peito dele, Viktor tirou o elástico do meu cabelo para mexer nele.

— O que te trouxe aqui Hermione? Por que não se casou?

— Porque quando me vi vestida de noiva e pensando em me casar com o homem que sempre amei não era o rosto dele que eu via, era o seu. A noite do baile, tudo me veio a tona e não pude me imaginar casada com ele e vivendo o resto da vida pensando em você.

— Lembro-me do dia em que você disse que não poderia viver ao meu lado e ter uma vida publica. Aquilo despedaçou meu coração.

— O meu também.

Ficamos ali sentados pelo que me pareceram minutos longos, sentia o peito de Viktor subir e descer com sua respiração acelerada. Ele mexia no meu cabelo acariciando minha cabeça, tudo parecia tão certo nesse momento. Nunca me senti tão em casa como aqui nos braços de Viktor.

O encarei e ele me beijou ardentemente, então ele estava sobre mim e sua mão direita percorria o meu corpo. Queria prolongar esse momento pelo tempo que pudesse, então lembrei-me que hoje é segunda.

— Droga. — Falei afastando meu rosto do dele ofegante.

— O que foi? — Ele perguntou.

— Hoje é segunda. Tenho que trabalhar. Não informei no escritório que ia viajar. Minha mãe deve estar uma fera, não entrei em contato com ela em nenhum momento desde que cheguei.

— Vou com você, ao menos até sua casa.

— Minha mãe deve estar louca para te conhecer. E o seu castigo?

— Posso dar uma escapada com você. — Ele sorriu para mim.

— Vou tomar banho e me vestir.

Levantei-me do sofá pude sentir os olhos de Viktor em minhas costas enquanto caminhava. Tomei banho o mais rápido que pude e puxei um vestido de dentro da bolsa.

Passei-o pela cabeça e saí do quarto, Viktor estava com uma roupa parecida com a do baile. Eu ri ao vê-lo vestido assim.

— O que foi? — Perguntou ele.

— Viktor meus pais moram em um bairro de trouxas, se alguém vir você assim vai chamar muita atenção. — Respondi.

— E como devo me vestir para conhecer os pais da minha namorada?

— Uma camisa e uma calça? — Sugeri.

— Certo, já volto. — Ele caminhou por um corredor em direção a um dos quartos e saiu de lá vestindo uma camisa de mangas longas e uma calça jeans.

— Agora está bom. — Sorri. — Vamos?

— Vamos.

Saímos da casa e Viktor colocou os feitiços ao sairmos da casa. Então demos as mãos e aparatamos, guiei a viajem até os fundos da casa dos meus pais. Viktor olhou ao redor observando as casas da vizinhança.

— Diferente, não é? — Perguntei.

— Muito.

Abri a porta dos fundos e nós entramos na casa, Viktor me seguiu enquanto eu ria da admiração dele pelos objetos da casa.

— Meus pais devem estar na sala. — Falei, nós caminhamos até lá e a surpresa pela pessoa que nos aguardava quase me fez infartar.

Rony estava sentado na poltrona de costas para nós, meus pais estavam no sofá a frente dele e o espanto nos seus olhos ao verem-me entrar com Viktor foi mais do que o bastante para Rony se virar com um de seus sorrisos tímidos de pedir desculpas, mas o sorriso se desfez quando ele viu Viktor atrás de mim com as mãos na minha cintura.

Notas finais
O que acharam? Aceito sugestões para a estória, se tiver algo que queiram muito ver aqui... Verei o que posso fazer... Até a próxima.