Here's Lucille

4 Capítulo 3 -Um Ímã Para Furadas


Notas iniciais
Boa noooite queridos, turu bom? Venho aqui com mais um humilde capítulo para vocês! Devo dizer que fiquei beem triste, não tive nenhum comentario no ultimo capitulo e quase 60 vizualizacoes... Mas enfim, eu estou me divertindo bastante quando escrevo essa historia! Espero que estajam gostando dessa Lucille tanto quanto gosto de escrevê-la. Entrei de recesso no colegio e espero conseguir postas mais aqui. Leiam as notas finais e um beijo grande e boa leitura!

— Capítulo 3- Um ímã para furadas -

Vendada, amordaçada e com as minhas mãos atadas nas costas, minha cabeça estava a mil. Ao meu lado eu podia sentir o corpo da menina balançando e seu choro soando baixinho.

— Eu vou matar essa piranha – o recém acordado Kevin rosnou. Seu bafo fedia tanto que eu consegui sentir seu cheiro a meio metro de distância – Essa garota vai...

— Chega Kevin – uma voz grossa interrompeu seu discurso – Já passou dos limites. Senta essa porra dessa bunda ai e cala essa merda da sua boca. Quem decide o que vai acontecer ou deixar de acontecer é Negan, não um pedacinho de merda como você.

Ui. Essa doeu.

Depois do meu momento de surto e imprudência, aquela meia dúzia de homens intragáveis me prenderam e me empurraram até um veiculo, que eu imaginava ser algo como uma caminhonete. A menina, Claire, foi igualmente amarrada. Nenhum dos homens nos dirigiu a palavra e a verdade era que eu não sabia se ficava grata por isso ou me borrava nas calças. Talvez um misto de ambas as coisas.

Algumas palavras sussurradas entre eles se seguiram. O nome de Negan era mencionado algumas vezes. Quem quer que fosse esse cara, ele deveria ser o cabeça daquele grupo, o quem determinaria o que iria acontecer comigo.

Um peso enorme parecia surgir nas minhas costas enquanto minha cabeça especulava no quão grande o grupo deles poderia ser. Cinquenta, setenta, oitenta pessoas? Mais?

Eu juro, que se eu fosse condenada a morte por humanos depois de sobreviver tanto tempo matando errantes, eu acho que eu mesma iria me matar de desgosto.

Calma Lucille. Respira.

Um plano mirabolante começou a se formar em minha mente. Assim que eles me soltassem eu iria agir. Abater um, pegar sua arma e o usar de refém. Se eu sei matar mortos canibais eu poderia machucar vivos trogloditas.

A caminhonete foi parando aos poucos e o som de portas abrindo me deixou alerta. Claire, ao meu lado, choramingou.

O resto aconteceu muito rápido.

Rápido demais.

Um braço me puxou e eu voei para fora da caminhonete caindo de joelho no chão. Uma mão me puxou pelos cabelos para cima me fazendo levantar e tirou minha venda, ainda me mantendo amordaçada. A primeira coisa que vi foi Claire sendo carregada no colo por um dos homens. Ela chorava muito e sua perna sangrava por causa do tiro que levara.

Depois disso fui puxada para dentro de uma porta grande, de algo que parecia ser uma enorme fábrica. Atrás de mim pude ouvir aquele inconfundível gunhido dos errantes.

Um calafrio percorreu minha espinha e dessa vez eu quase me borrei de vez.

As portas se fecharam atrás de mim e eu fui arrastada pelos cabelos até uma área enorme, cercada por centenas de pessoas. Me jogaram no chão e senti meus joelhos latejarem pela segunda queda do dia.

De todas as coisas que poderiam passar naquele momento pela minha cabeça apenas uma coisa me parecia muito obvia: meu plano era uma bosta. E estava oficialmente arruinado.

As pessoas ao redor começaram a se aglomerar em nossa volta, e eu mal tive tempo de ficar chocada por ver tamanha quantidade de pessoas vivas. Em outra situação eu certamente teria ficado feliz. Quando eu imaginaria que tantas pessoas teriam sobrevivido, juntas, nesse mundo dominado por mortos?

Em minha frente, uma porta se abriu e um homem de jaqueta preta carregando um bastão envolto com arame farpado entrou. O cabelo preto estava devidamente penteado para trás e suas botas pretas pareciam brilhar de tão lustrosas. O cara sorria de um jeito estranhamente provocador.

Que eu estava em uma furada eu sabia, mas ali, com aquele homem sorrindo para mim a ficha caiu como uma martelada na minha cabeça.

Eu estava oficialmente fudida.

A mordaça na minha boca foi tirada agressivamente e Claire foi colocada ao meu lado, ajoelhada. Ela tremia. Tentei captar sua atenção com meu olhar, mas ela olhava para o chão, incapaz de erguer a cabeça e encarar o homem.

— Ora, ora, ora, o que temos aqui – o homem sorriu, e Claire se encolheu mais, soluçando – por que está chorando docinho?

Ela não respondeu. O que não era de se surpreender, pois a menina soluçava tanto que parecia que poderia se engasgar a qualquer momento. Um pequeno espaço em meu coração, no momento quase completamente tomado pelo terror do momento, se apertou em pena e solidariedade por ela.

Ele soltou uma gargalhada sarcástica.

— Ah Claire – falou entre dentes se aproximando cada vez mais – Você rouba minhas coisas, foge de mim e ainda quer fazer um show na frente de todos? – Ela chorava tanto que não conseguia nem olhar para ele- O que você quer que eu faça garota. Você sabe muito bem as regras...

O tal do Negan segurava aquele bastão letal em sua mão com muita força.

Ele iria mata-la?

Ele seria capaz disso?

Eu não sabia. E algo em mim não me deixou esperar para ver. Quando percebi eu já estava de pé entre o homem e Claire.

— NÃO! – o meu grito soou no recinto.

Eu não sei quem estava mais surpreso. Eu, ele ou todo mundo que estava nos cercando. Fiquei encarando o homem pelo que pareceu uma eternidade até que ele simplesmente soltou uma gargalhada.

Meus senhores... se eu estava fodida antes, então eu já estava me preparando para deitar a sete palmos do chão em um soninho eterno. Se antes eu seria morta com um rápido tiro na cabeça agora eu ia levar um socão por dentro da cara e ser jogada de comida para os mortos-vivos sem um dos braços e vendada.

Negan jogou a cabeça para trás e continuou a gargalhar. Colocou o taco de baseball por cima do ombro e olhou para mim, ainda rindo sarcasticamente.

— Aqui tem coragem – ele se inclinou para trás e olhou diretamente para um cara de cabelos loiros e nariz grande – Ei, Dwight! Mas que porra que aconteceu que você me aparece com esta máquina de coragem aqui?

Ele estava sendo irônico. E babaca.

Tentei não tremer nas bases.

— A garota apareceu e atacou Kevin com um machado – Dwight foi breve.

Negan se virou para mim, com um sorriso sarcástico de ponta a ponta.

Fechei os olhos, esperando o pior.

— Garota, você atacou meu homem com um machado? Porra, tenho que admitir que você tem um culhão do caralho... – ele fez uma pausa – A quem devo a honra?

Ok, eu ainda não tinha sido morta. Abri lentamente um dos olhos, e depois outro.

Respire e aja naturalmente.

— Lucille – falei em um suspiro.

— Doce Lucille – Ele se aproximou. Novamente suas palavras eram carregadas de uma ironia – Veja se entendo bem a situação: Você apunhalou um de meus homens na minha área... Com uma machadinha?

De onde eu tirei coragem para o que se seguiu eu não sei. Senti que meu corpo estava em estado de defesa automática.

— Eu não agredi um dos seus homens! – me denfendi.

— Não? Então meu braço direito está mentindo para mim? – ele perguntou, com tom de deboche – E o ferimento de Kevin é a porra de uma miragem?

— Sim! Não! Quero dizer, agredi, mas foi por um bom motivo – simplesmente falei tudo em um folego só – Eles iam matar essa menina! Iam estupra-la! O seu braço direito – falei com desgosto – é um pau no cú e não está falando a verdade completa! Cacete, eu não ia atacar um bando de meia dúzia de caras armados, pelo amor de Deus!

Ok, eu só estava dando bola fora. A cara que Negan fez foi tão azeda que eu achei que ele ia pisar em mim com aquelas botas lustradas e brilhantes.

Mas ao invés disso ele olhou diretamente para Kevin, que empalidecera.

O ar do recinto ficara pesado. Negan pareceu se esquecer de mim por um momento enquanto fuzilava Kevin com seus olhos escuros.

— Dwight – ele cuspiu – Ela fala a verdade?

A resposta do loiro demorou para sair, mas a confirmação por parte dele me surpreendeu.

E novamente fui pega de surpresa pela gargalhada de Negan. Essa porém se transformou em uma careta de irritação e desgosto.

— Simon, Thomas – sua voz era firme – Segurem ele. Colin, Dwight, levem-nas.

A comoção já tinha sido instaurada. Algo ruim estaria por vir, era certo.

Senti uma forte pancada na cabeça e a minha visão começou a escurecer lentamente enquanto me deixava ser carregada pelos homens de Negan para longe dali.

Notas finais
Oi de novo! Então, o que acharam? Não sei o que estão achando, e gostaria muito do feedback de vcs!Críticas são muito bem vindas! Até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.