Here With You
6 Lightweight
Notas iniciais
Capitulo 6 – Lightweight
A sala de espera do principal hospital de Nova York estava mais cheia do que o normal. O motivo era bem simples: em coma naquele hospital estava ninguém mais ninguém menos do que Annabeth Chase. Por isso quase todas as cadeiras estavam ocupadas. Sentados no canto, estavam sentados o casal Chase, e ao seu lado estava o casal Jackson. Algumas cadeiras depois estavam Thalia Grace e seu irmão, Jason Grace, Silena Beaugerad, dentre outras lideres de torcida. No ponto mais distante da sala estava Percy Jackson.
O garoto estava pálido e triste. Ver Annabeth naquele estado mais cedo havia o deixado mal, muito mal. Ele sentia seu coração doer de medo de que ela pudesse morrer e seu coração se apertava só de pensar nessa possibilidade. Por mais que ele sofresse sabendo que ela não ligasse para ele, ele preferia ela bem não ligando para ele, do que vê-la daquele jeito, com risco de morrer. Seu coração parou de bater quando o medico adentrou a sala de espera.
— Família da senhorita Annabeth Chase? – o medico perguntou e todos que a esperavam se levantaram, exceto Percy, é claro.
— Sim. – disse o Sr Chase.
— Tenho boas e más noticias. – disse o doutor – Por isso vou começar com as boas, ela vai acordar em breve pronta para a ativa!
Essas palvras fizeram todos ali presente sorrirem e fez a cor voltar ao rosto de Percy. Era sem duvida uma ótima noticia! O casal Chase e Perseu estavam quase pulando de alegria por saber que nada de mal ia acontecer com Annie, mas então o medico continuou.
— Mas também tem a noticia ruim. – ao dizer isso, as pessoas fecharam seus sorrisos e o encararam – Ela está com amnésia, ou pelo menos deve estar segundo os exames.
— Amnésia? – perguntou a Sra Chase.
— Bem, sim. Mas pelo o que vimos, é uma coisa temporária. Deve passar em no máximo alguns anos. – respondeu o funcionário de saúde como se fosse outra boa noticia.
— Alguns anos? – perguntou Thalia chocada.
— Sim, mas isso é o menos provável. E a amnésia não apaga completamente a memória, mas faz as pessoas esquecerem de algumas coisas. É provável que a Srta Chase ainda se recorde de algumas coisas. – disse o doutor – Agora tenho que me retirar.
Todos assentiram e voltaram aos seus lugares completamente chocados. Todos ali gostavam muito de Annabeth e não sabiam como agir quando a vissem sem memória. Eles sabiam que seria triste e difícil e que teriam que ensinar tudo novamente a Annie, mas sabiam que fariam isso sem excitar se precisassem.
Alguns dias se passaram e todos presentes na sala de espera naquele dia, vinham todos os dias para o hospital ver o estado da garota. A cada dia que passava, ela não parecia ter nenhuma melhora evidente. Percy estava quase enlouquecendo de preocupação quando os médicos permitiram as visitas no quarto da paciente.
Os primeiros a verem Annabeth foram, obviamente, os seus pais. Eles demoraram uns vinte minutos no quarto e quando saíram, a Sra. Chase possuía o rosto inchado e os olhos vermelhos, mas uma expressão levemente alegre. Isso significava que Annabeth parecia mal, mas estava bem, ou seja, respirava normalmente e seu coração batia em ritmo normal.
As próximas a entrar foram as amigas de Annabeth, que também demoraram um pouco no local e saíram com basicamente a mesma expressão da Sra. Chase. O próximo a entrar era Perseu, que respirou fundo antes de mover-se para o local.
Abriu a porta do quarto com cuidado e sentiu seu coração doer ao ver a figura pálida e delicada deitada na maca. Aproximou-se e confirmou seus pensamentos. Aquela garota era sem duvida Annabeth, sua Annabeth. Ela parecia tão delicada, tão doente, tão frágil, tão leve.
Lentamente, ele esticou sua mão e tocou-lhe o rosto. Era tão macio, mas estava tão gelado. Seu coração quase parou ao ouvir que o bip que alarmava os batimentos dela aumentara a velocidade assim que ele a tocara. Afastou-se um pouco e ouviu ela murmurar alguma coisa.
Então rapidamente tratou de chamar um medico para verificar o que lhe havia acontecido. Assim que o medico adentrara o quarto e vira o que estava acontecendo, pediu para que Percy se retirasse por um minuto.
Minutos depois, o doutor apareceu na sala de espera e viu todos o olhando esperançosos, afinal Perseu não havia perdido tempo em contar que achava que Annie havia acordado e todos ficaram ansiosos para saber se o que o rapaz falava era verdade.
— Ela acordou. – disse sorrindo, fazendo a alegria geral – Nós só vamos conferir se ela está bem e depois vocês poderão vê-la.
Todos assentiram alegremente.
A noticia de que a jovem havia acordado havia trazido de volta a cor do rosto dos ali presente e trouxera sorrisos para a face dos mesmos também. Todos ali esperavam ansiosamente para poder ver menina.
Sons. Passos. Vozes. Barulhos que não reconhecia. Gente tocando na sua mão. Lastimas. Lagrimas molhando seu corpo. Eram essas algumas das coisas que Annabeth sentia e ouvia quando não conseguia se mexer. Não sabia porque, mas não conseguia se mover, falar ou fazer qualquer coisa.
Por mais que ela quisesse, ela não conseguia. A loira ficava triste ao ouvir os lamentos e pedidos daquelas vozes para que ela acordasse, pois eram vozes estranhamente conhecidas para ela, mas ao mesmo tempo completamente desconhecidas. Por mais estranho que parecesse, ela não se lembrava de nada especifico.
Mas então, aquilo aconteceu.
Ela sentiu pontas de dedos quentes, másculos e macios tocarem-lhe o rosto e quando isso aconteceu, ela sentiu um calor e uma estranha felicidade subirem pelo seu corpo e como se fosse um milagre, ela conseguiu balbuciar alguma coisa. Mas para a sua tristeza, quando o fez, os dedos distanciaram-se de seu rosto.
Ouviu o som da porta fechar e sentiu um vazio no coração. Então fez uma coisa que já não fazia a tempos, abriu lentamente os olhos e viu onde estava. Era uma sala simples, com uma mesinha ao lado de sua cama, uma pequena TV a sua frente, umas poltronas no fundo e uma janela. Ela observava atentamente o local quando a porta foi aberta e um homem de branco passou por ela.
— Olá. – saudou-a.
— Oi. – respondeu.
— Sou o doutor Walker e não se sei se você se recorda, mas seu nome é Annabeth. – disse o medico.
Annabeth. Esse nome soou conhecido na cabeça da jovem. Ela o conhecia, mas não se lembrava de onde e por algum motivo, sabia que o tal de doutro Walker havia falado a verdade.
— Bem, acho que você deve querer saber o que você está fazendo aqui e como veio parar aqui, então vou explicar-lhe.
O medico levou um certo tempo falando com a paciente ate chamar seus pais na sala de espera. Ambos ficaram radiantes ao ver a filha os encarando sentada naquela cama e não tiveram pressa de explicar-lhe quem eram e falar-lhe um pouco de sua vida.
Annie ficava mais fascinada a cada minuto ao saber que tinha pais tão legais e como era sua vida. Ouvia atentamente as palavras dos dois e lembrava-se de algumas coisas que lhe eram ditas.
Assim que seus pais saíram, uma menina de cabelos negros, olhos azuis elétricos e um jeito meio punk adentrou a sala e abraçou a garota. Apresentou-se e falou que era sua melhor amiga. De uma certa forma, aquela garota dava um pouco de medo em Annabeth, mas mesmo assim ela sabia que sempre poderia contar com Thalia Grace.
Depois dela, um garoto loiro que disse se chamar Jason Grace e ser irmão de Thalia entrou e conversou um pouco com ela, ele foi seguido por varias garotas meios histéricas, até chegar nele.
Um garoto moreno de olhos verdes como o mar, adentrou o quarto. Ambos se encaram como se fosse a primeira vez e ficaram assim por minutos. Mal sabia ele que aquela era a primeira vez que eles se encaravam de verdade, afinal eles não viam superficialmene naquela vez, mas sim com o coração.
Fale com o autor