Here With You
24 Happy Endings
Notas iniciais
Capitulo 24 – Happy Endings
O inverno já estava por fim quando o aniversário de Silena chegara. Como que para comemorar ambas as coisas, ela marcara uma festa em sua casa no dia de seu aniversario, que caíra, coincidentemente num sábado. Para sorte da garota, fizera muito calor e Sol no dia. Quem não comparecesse estaria sendo tolo.
Obviamente Percy e Annabeth haviam sido convidados. Ambos estavam muito bonitos juntos. Percy com uma calça jeans e uma blusa com manga ¾ de botão azul e Annabeth com o vestido verde que Percy mais gostava. Chegaram na festa cedo, porem ela já estava cheia. Lideres de torcida, membros do time de futebol e seus amigos lotavam o quintal da casa de Silena. Varreram o local a procura da aniversariante, mas como não a encontraram foram na direção de Thalia que estava conversando com Nico não muito longe dali.
— E ai, casal! – disse Thalia, recebendo um olhar inquisidor de Annabeth e rindo.
— E ai, outro casal! – disse Percy brincando.
— Onde está a aniversariante, afinal? – perguntou Annabeth olhando em volta.
— Ah, a gente viu ela indo lá pra dentro pra pegar alguma coisa, daqui a pouco ela aparece. – disse Nico.
Eles assentiram e começaram a conversar. A festa passou rápida e divertida. Estava tudo indo bem, até aquele momento. Na casa de Silena havia uma piscina e, em certo momento da festa, alguém se jogara nela. E então todos começaram a fazer o emsmo, no final, só sobrara Percy, Annabeth e umas poucas pessoas que não podiam entrar na água por motivos pessoais.
— Você pode ir, se quiser. – disse Percy para a namorada – Não é porque eu não posso que você não possa ir se divertir.
Annabeth olhou para ele surpresa. Era claro que ela não iria. Gostaria, é claro, mas não faria isso com Percy jamais. Não conseguiria vê-lo triste e sozinho ali, doeria demais.
— É claro que não, Percy! Estou me divertindo aqui com você! – ela disse.
O garoto revirou os olhos. Era claro que ela estava mentindo. Mas não tinha nada o que dizer e então desviou o olhar para as pessoas nadando e se divertindo na piscina. Sentia falta daquilo, sentia muita falta daquilo. A água sempre fora seu refugio. Amava nadar desde pequeno. E era bom nisso. Havia ganhado medalhas de natação e vencido campionatos. Mas não o fazia porque gostava de vencer, mas porque simplesmente gostava de nadar e de estar na água. Praia, piscina, rio, lago, não importava o que fosse, se Percy pudesse nadar ele já adorava. Mas o destino fora cruel com Percy e ele não podia mais ficar em seu lugar favorito, nadar, agora, era algo fora de seu alcance. Suspirou, tristemente, deixando seus ombros caírem.
— O que houve? – disse Annie, ao ouvir o suspiro do rapaz, virando-se para encará-lo.
— Nada. – ele respondeu. Não gostava de falar das suas dores, do que tinha perdido.
Obviamente, Annabeth não acreditara. Ela conseguia ver algo diferente nos olhos de seu namorado. Uma tristeza. E sentiu uma pontada no coração.
— Pode me contar. – ela disse, segurando, delicadamente as mãos dele.
Percy suspirou, sabia que se não dissesse, Annabeth começaria a usar seu charme.
— Eu era um ótimo nadador, sabe? Eu amava nadar. Quase todo mês, meus pais e eu íamos para uma praia em Montauk e eu e meu pai nadávamos juntos. Fazíamos isso desde que eu era pequeno. Sempre amei a água. Sempre foi me lugar favorito. E Montauk era quase o paraíso para mim, eu amava ir lá, mas tive que parar de fazê-lo.
O coração de Annabeth se apertou ao ouvir a voz embargada de seu amado e ver seus olhos verdes ficarem triste e meio marejados. E então, forçada pelo seu coração, ela inclinou-se e o abraçou, prendendo-o em seus braços, o que o fez se aclamar. E Percy percebeu que agora, ele tinha outro lugar favorito: os braços de Annabeth.
Percy e Annbaeth caminhavam juntos em seu refugio, o Central Park. Ambos comiam sorvete e riam das bobeiras um do outro, até que Percy reparou numa coisa. Um grupo de skatistas estavam parados olhando para eles não muito longe de onde o casal estava sentado. Para eles não, para Annabeth. Eles a olhavam como se ela fosse um pedaço de carne e ás vezes lambiam até os lábios. E isso irritava o cadeirante mais que tudo.
E tal irritação não passou despercebida para Annabeth. Ela o viu bufar diversas vezes e olhar feio para algo atrás deles. Então ela se virou e viu o grupo. E riu. Percy estava com ciúmes dela, essa era a coisa mais fofa e engraçada que ela já havia visto.
— Está rindo de que? – ele perguntou.
— Dos seus ciúmes bobos, meu bobinho. – ela disse.
— Eu não estou com ciúmes! – ele disse irritadiço.
— Ah é? Então Eu acho que vou lá falar com aqueles garotos com skates, eles parecem tão simpáticos! – a loira disse levantando-se, mas Percy segurou sua mão com firmeza.
— Não vai não.
— E por quê?
Ele abaixou os olhos, completamente constrangido debaixod o olhar inquisitivo de Annabeth.
— Porque eu estou com ciúmes. – ele murmurou.
— O que? Eu não ouvi!
— Porque eu estou com ciúmes! – disse alto – Satisfeita?
Ela assentiu, rindo a gargalhadas.
— Ei! Não é engraçado!
— Ah, é sim! – Annabeth disse se controlando – Eu só não entendo o motivo!
— Você não passou pelo o que eu passei. – ele disse, meio irritado.
— E pelo que você passou, hein? – disse a garota se irritando com o tom de voz do namorado.
— Você não sabe o que é se apaixonar por alguém, tentar fazer uma amizade e quando finalmente se declarar, levar um fora dizendo que você ‘’não faz o tipo’’ da pessoa. Não sabe o que é ser julgada pelas pessoas só por não poder fazer determinada coisa. Não sabe o que é ter alguém por um período de tempo e ser abandonada. Você não sabe o que é se sentir amado e logo depois ser deixado para trás.
Aquelas palavras tocaram Annabeth. Ela abaixou os olhos envergonhada. Sentia que havia algo naquelas palavras que realmente haviam acontecido com Percy. E sentia-se culpada. Não sabia por =que, mas sentia-se.
— É por isso que eu sinto ciúmes de você Annabeth. Porque eu te amo demais e tenho medo de te perder. – Percy disse, segurando o rosto da namorada entre as mãos.
— Mas você nunca vai me perder Percy, eu juro. – ela disse.
Mal ela sabia que seriam aquelas palavras que torturariam Percy numa época não muito distante daquela.
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