Here With You
3 Crushcrushcrush
Notas iniciais
Capitulo 3 – Crushcrushcrush
Os primeiros dias de aula passaram-se rápido tanto para Percy como para Annabeth. E durante todos esse dias, Perseu não havia conseguido trocar uma palavra com sua amada, afinal ela estava sempre ocupada com as amigas, em aula, organizando coisas para as lideres de torcida das quais ela era chefe, ou pior, com o namorado dela, um tal de Luke.
Mesmo sabendo que suas chances com ela eram mínimas por causa do namorado, ele ainda queria tentar se aproximar mais dela, afinal vai que ela começasse a gostar dele e largasse o namorado para ficar com ele! Sempre que o moreno pensava assim, um sorriso bobo e apaixonado brotava em seu rosto e ele imaginava-os juntos em um dia ensolarado em um belo lugar, que variava com a ocasião.
O garoto ainda não havia descoberto que sua ‘’perfeita’’ Annabeth não o suportava por ser paraplégico, então ainda possuía esperanças e muitos sonhos com a mesma.
Por um acaso, numa tarde de terça-feira, no horário de Educação Física do ultimo ano, as lideres de torcida estavam ensaiando na quadra. Percy que por estar numa cadeira de rodas e segundo o seu professor, não podia praticar a aula, ficou observando a loira ensaiar.
Ele reparava no modo em que ela movia os quadris enquanto dançava, como seus passos eram doces e delicados, como seus movimentos eram leves, como seu cabelo dourado como ouro movia-se tão lentamente quando ela mexia a cabeça, em síntese, ele reparava em tudo que ela fazia. Para o cadeirante, Annabeth era um anjo, uma princesa, uma deusa. Para ele, Annabeth era perfeita.
Já a loira pensava o contrario sobre ele. Para a garota, Perseu era um ser anormal por ter que usar uma cadeira de rodas para se movimentar, invés de utilizar suas próprias pernas, mas era obvio que ela nunca diria isso a ele. Annabeth nunca arriscaria sua popularidade por causa de um preconceito.
Para Annie, a coisa que mais importava não era o interior, era o status. Não importava se era bonito, feio, inteligente ou qualquer coisa, se fosse popular, ela sempre tentara puxar assunto com a pessoa. E isso também contava para si mesma. Ela nunca faria nada para estragar sua fama e popularidade, por isso tudo o que fazia e dizia era bem pensado e planejado. Afinal dessa forma nunca poderiam interpretar de outra forma o que ela dizia.
Era por isso que ela estava evitando Percy. Ele era considerado nerd e fracassado, ee para ela ele ainda era paraplégico! Ela também tinha medo de acabar falando algo que não deveria para ele, então Annabeth preferia manter distancia do rapaz.
Mas naquela tarde não teve como evitá-lo. A jovem havia esquecido que o moreno era do terceiro ano e que ele não podia fazer educação física. Ela não sabia se o seu professor era daqueles que aprovavam que cadeirantes pudessem praticar esportes com os que tinham as funções motoras perfeitas. Annie achava aquilo uma loucura, afinal já não era demais que aqueles ‘’anormais’’ pudessem conviver com os normais e já tivessem privilégios! Ela achou uma ação muito inteligente do professor negá-lo de jogar, mas também havia um problema.
Quando a aula acabasse, as lideres de torcida estariam em pausa para descansar e se ele tivesse feito a aula, o professor o obrigaria ir para o vestiário se limpar e trocar de roupa, mas como ele não fez a aula, assim que elas entrassem em pausa ele iria falar com ela.
Ela ansiava que o professor o mandasse para a aula logo, mas sabia que ele não o faria. Então assim que a aula acabou, as garotas solteiras, alegando estar cansadas, pediram uma pausa para respirar, ou seja, para poder dar mole para os garotos. E como não queria ouvi-las reclamando, Annie permitiu, ficando sozinha ali bebendo uma garrafa d’água.
Percy viu-a sozinha, tomou coragem e foi falar com ela antes que alguém aparecesse e o impedisse ou antes de perder a coragem, o que viesse primeiro. Agradeceu a Deus por ela estar sentada no primeiro degrau da arquibancada, afinal ele não conseguiria subir até lá sem ajuda. Desajeitadamente, ele se aproximou da garota e disse:
— Hm, oi Annabeth.
— Ah, olá Percy. – ela respondeu torcendo para ninguém aparecer até o sinal tocar e ele ter que ir embora.
— Nós não nos falamos desde aquele jantar. Como você está? – ele perguntou meio constrangidamente.
— Ótima, e você? – perguntou tirando uma mecha do olho com a mão esquerda e vendo discretamente as horas em seu relógio.
Dois minutos. Ainda faltam dois minuto para a porcaria desse sinal tocar e esse anormal ir embora. Ela pensou.
— Eu vou bem também. – ele respondeu pensando em alguma coisa para falar.
O que você achou, hein? Que ia chegar lá e um maravilhoso assunto ia surgir? É, foi a maior babaquise vir aqui falar com ela! Acho melhor dizer que tenho que ir para aula e parar de ocupar o tempo dela. Pensou Percy.
— Acho melhor eu ir, se não, eu não vou ter um lugar para ‘’estacionar’’. – ele falou tentando fazê-la rir.
Percebendo isso, Annabeth riu falsamente, mas ele não percebeu que era mentira e sorriu satisfeito em sua mente.
— Então, nos vemos depois. – ela disse e ele assentiu saindo.
Ela suspirou aliviada quando ele foi embora e voltou a beber sua água torcendo por ninguém ter visto aquela cena. Mal ela sabia, que não muito longe dali algumas lideres de torcida a encaravam surpresas e planejavam suas perguntas com suas línguas afiadas. Afinal a popularidade trazia algumas desvantagens: a cobiça, a inveja e o ciúme. E para algumas garotas, o topo do colégio era algo a ser alcançado, nem que tivessem de passar por cima de tudo e de todas para alcançá-lo.
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