Here With You
1 Crush
Notas iniciais
Here With You
Capitulo 1 — Crush
O sol brilhava naquela manhã de domingo em Nova York, brilhava tanto que os raios de sol conseguiram transpassar as cortins do quarto de uma menina loira que dormia tranquilamente e acordá-la. A garota cobriu o rosto por causa do sol, tentando em vão dormir novamente. Dando-se por vencida, ela abriu os olhos e levantou da cama.
Caminhou sonolentamente até o banheiro, onde fez sua higiene matinal e trocou de roupa. Por fim, se olhou no espelho e sorriu para o que via. Mesmo sendo de manhã cedo e ela ainda estar cheia de sono, Annabeth sempre ficava feliz quando se via no espelho e sempre pensava a mesma coisa: ‘’Foi por isso que você foi eleita a garota mais bonita da escola dois anos seguidos!’’.
A loira saiu do quarto sorrindo, desceu as escadas e foi para cozinha tomar seu café da manhã. Chegando lá, encontrou seu pai, Frederick, sentado na mesa tomando café e sua mãe, Atena, fazendo panquecas.
— Bom dia, família! – Annabeth disse.
— Bom dia, meu anjo. Ansiosa para a volta as aulas amanha? – Atena perguntou para a filha, lembrando-a que era seu ultimo dia de férias.
— Um pouco. – respondeu, enquanto a mãe servia-lhe panquecas e sentava-se do lado dela na mesa.
Quando a jovem havia acabado de comer e se levantado. Sua mãe a lembrou:
— Querida, não se esqueça que alguns amigos meus virão hoje a noite para o jantar e trarão o filho deles. Então se você sair chegue antes das 18 horas. Entendeu?
A filha assentiu e se retirou. Subiu para o quarto, escovou os dentes, pegou a chave do carro e desceu novamente. Como havia lembrado que era o ultimo dia de férias, lembrou-se também que precisava comprar roupas novas para o novo ano letivo.
As horas se passaram e quando Annabeth deu por conta já eram 17 horas, então saiu correndo do shopping e foi direto para casa. Chegando lá, tomou banho e vestiu-se decentemente para a ocasião. Assim que ficou pronta, a campainha tocou e ela desceu foi para o hall ficar junto de seus pais para receber as visitas.
A família Jackson de vista parecia ser muito agradável e simpática. A família era composta por três pessoas: Sra Sally Jackson, uma agradável mulher de trinta e poucos anos, olhos azuis e cabelos negros, Sr Poseidon Jackson, um sorridente homem de quarenta anos, de olhos verdes e cabelos negros e por fim, o filho deles, Perseu,um indo rapaz de olhos e cabelos iguais aos do pai. De rosto, Annabeth nunca havia visto um garoto mais lindo, mas havia um problema: ele era paraplégico e andava de cadeira de rodas.
Pouca gente sabia, mas por trás dos lindos olhos cinzentos, cabelos loiros brilhantes e sedosos e do sorriso belo, Annabeth escondia um forte preconceito com pessoas que possuíam deficiências físicas e mentais. Ela achava que essas pessoas eram anormalidades da natureza e não podiam ficar junto das pessoas normais.
Por isso, quando o garoto passou pela porta, ela dirigiu-lhe um sorriso agradável, mas que internamente possuía nojo e preconceito. Assim que a família toda já estava dentro da casa, os pais se cumprimentaram. E cumprimentaram as crianças, como sempre abordando temas como:
— Como você cresceu!
— Lembro de ter te segurado no colo!
— Você está tão linda (o)!
— Você puxou tanto a/o sua/seu mãe/pai!
Depois desses tradicionais cumprimentos, as duas famílias sentaram-se no sofá, enquanto Atena terminava o jantar. Frederick, como o de costume, tentando ser simpático, puxou assunto:
— Então, Perseu...
— Percy. O Sr pode me chamar de Percy. – o rapaz disse.
Perseu estava extremamente constrangido de estar ali, não por estar na presença de dois velhos amigos dos seus pais, mas por também estar na companhia da linda filha deles. Assim que seus olhos bateram na jovem loira, ele não conseguiu pensar em mais nada. Era sem duvida a garota mais bela que ele já havia visto em toda a sua vida! Com seus cabelos dourados como ouro, olhos cinzentos e misteriosos, sorriso lindo e rosto de boneca, Annabeth Chase havia fisgado o coração de Percy em só uma noite, mas é claro que ele tentaria ao máximo disfarçar aquilo.
— Então, Percy, sabia que você vai estudar na mesma escola que a Annie esse ano? – Sr Chase continuou.
— Oh, eu não fazia idéia. – respondeu o garoto surpreso e internamente feliz.
— Ah, então talvez eu possa lhe mostrar a escola. Se você não se importar, é claro. – sugeriu Annabeth parecendo animada, enquanto por dentro torcia para ele negar.
— Oh, claro que não me importo! – ele respondeu sorridente.
— E talvez nós nos fiquemos na mesma turma em alguma matéria, afinal não muitos alunos no segundo ano do ensino médio. – disse Annie amavelmente.
— Na verdade, eu sou do terceiro ano. – ele disse e sem ninguém perceber, Annabeth suspirou aliviada e ficou ainda mais aliviada quando sua mãe apareceu com o jantar e a conversa morreu.
O jantar foi agradável e o Sr Jackson contou piadas durante ele todo, fazendo todos na mesa rirem. Estava tudo bem até Atena comentar:
— Eu sei que pode parecer rude, mas quando Percy era pequeno, bem, eu lembro-me de vê-lo engatinhar, mas agora por que ele é, bem... – ela começou, mas se sentiu tão envergonhada que não conseguiu continuar, mas Percy fez isso para ela.
— Por que eu sou paraplégico? Bem, quando eu tinha 14 anos, meu amigo que é meio manco estava atravessando a rua e um carro em alta velocidade iria atropelá-lo e como ele estava com um fone de ouvido, ele não conseguia ouvir o que eu gritava para ele, então para salvá-lo eu me meti na frente do carro e fui atropelado em seu lugar e como resultado acabei ficando paraplégico. – quando o jovem terminou de contar a historia, a Sra. Jackson já possuía lagrimas nos olhos.
Estava claro que aquela historia ainda fazia a família sofrer e por mais que não transparecesse, Annabeth sentiu uma enorme pontada no coração ao ouvi-la. Mas ignorou o sentimento.
O jantar terminou e enquanto os adultos tomavam o café, Annabeth levou Percy até o quintal a pedido de seus pais. Ela sentou-se num banco e ele estacionou a cadeira de rodas. Ficaram em silencio e parados por alguns minutos, até Percy mover sua mão para encostar-se à de Annabeth e ela tira-la rapidamente.
— Desculpe Percy, você é um cara legal, mas eu tenho namorado. – Annabeth disse fazendo os olhos de Percy perderem o brilho.
Por mais que o lance do namorado fosse só uma desculpa, ela não estava mentindo. Annie namorava o cara mais popular do colégio: Luke Castellan. Por mais que parecesse meio fútil, ela gostava mesmo dele, mas sabia da fama que ele tinha de galinha e achava realmente que ele tivesse mudado por ela.
— Oh, tudo bem então. – ele disse tristonho.
Ele sabia que parecia bobagem, mas no fundo sabia que ela realmente não gostava dele por ele ser paraplégico, afinal fora assim com todas as outras que ele gostou desde que ficara daquela forma. Nenhum namoro durava porque elas sempre achavam alguém ‘’melhor’’, que na verdade de melhor não tinham nada, só que podiam andar. Ele suspirou.
E assim a noite decorreu. Mas mal eles sabiam que era só o começo de uma longa historia repleta de intrigas e romance.
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