Here We Go Again
20 Uma família quase nada problemática
Fiquei até o dia clarear com Joe, nós não falamos quase nada, porém a presença dele ali já deixava tudo melhor. Aconchegada em seus braços eu quase adormeci, pois ele ficava mexendo nos meus cabelos de ma forma tão gostosa.. — Demi.. Pequena acorde. – quando abri os olhos o encontrei sorrindo. — Ahã... Eu? – comecei a me mexer e me sentei corretamente — É você adormeceu. Não acredito que sou tão chato assim... — Claro que não é! – eu o abracei toda abobalhada como sempre. – É que eu estou realmente com sono, mas gostaria de ficar aqui... — Já esta tarde mesmo... Acho melhor irmos. Nós fomos os dois para a casa da vovó, abraçados, porque o casaco de Joe era grande e quente e eu era pequenina e estava com frio..
Na hora da despedida eu não sabia o que fazer! Beijo na bochecha? Beijo no rosto? Beijo aonde? Tudo bem respira Demi. Resolvi só entrar sem me despedir, ele tinha que entender que eu não estava nada contente com a nossa situação, se posso chamá-la assim. Corri para cama e adormeci facilmente. — Demi, Demi acorda. – ouvi alguém me chamando. — Que? – tentei abrir os olhos e me levantar, mas eu estava cansada que desabei — Vamos Demi acorda! Eles estão chegando. — Eles quem? – foi a única coisa que consegui pronunciar. — Seus pais, filha! – então abri os olhos e vi vovó sentada na minha cama com um super copo de café feito na hora. — Vou acordar, espera ai! – levantei da cama e corri pro banheiro. — Mas filha quando você abre os olhos já não está acordada? — Sim e não, porque eu tenho que lavar o rosto para me sentir nova e folha. – lavei meu rosto e fiz minha limpeza pessoal. — Então ta, eles chegam em vinte minutos... – vovó respondeu. — Legal. – sai do banheiro e peguei meu café. — Vamos Demi. – ela saiu do quarto e eu a segui. Ainda eram dez da manhã, não acredito que acordei em plenas férias nesse horário! Ok, tudo bem. Era por uma boa causa... Acho. Minha família era uma boa causa para se acordar as dez na manhã nas férias? Claro que era! É minha família, não existe motivo maior... Além do Joe. Não, ele não é um bom motivo, é um péssimo motivo e alem do mais... — Eles chegaram. – ouvi vovó gritar da varanda. Então um carro chegou buzinando loucamente, sim eram eles. Fui para a varanda ficar ao lado de vovó, mas não me contive quando meus dois pestinhas favoritos saíram do carro, é eu amo meus irmãos fazer o quê? — Cole! Dylan! – corri para abraçá-los. — Demii! – eles gritaram em uníssono e me abraçaram. Não dava pra negar que eu era louca por esses dois, e como era possível em tão poucas semanas eles terem crescido tanto? Apesar de Dylan ter nascido cinco minutos antes do Cole, era esse quem estava maior e muito magro... Porém eles só tinham seis anos e aparentavam ter mais, tipo uns oito sei lá.. — Desde quando você é quase do meu tamanho? – perguntei a Cole preocupadíssima! Não queria ser a anã da família. Ele riu e respondeu: — Uma hora eu tinha que crescer né? – eu baguncei os cabelos dele e foi cumprimentar meus pais. — Mamãe! – eu sei, parece um bebê dizendo isso, mas na verdade era só uma bebezona de dezoito anos que ama e sentiu a falta de sua mamãe. — Filha. – ela deixou algumas coisas que estavam consigo sair quando veio ao meu encontro. – Como você está? Tem se alimentado direito? Mamãe ela estava se comportando bem? — Mãe! – ralhei tentando fazer com que ela parecesse de bancar a super protetora. — Deixa ela querida. — ouvi papai dizer. — Pai! – o abracei e sussurrei um muito obrigado a ele. — Patrick, na me venha com essa! – mamãe respondeu e papai me abraçou pela cintura e fomos para dentro de casa deixando a louca lá fora. Brincadeirinha mãe! — Então... Como foi a viagem? – vovó perguntou quando todos já estávamos na cozinha preparando o almoço. — Foi cansativa admito, já faz tempo que não fazemos essa rota. – mamãe respondeu cortando a salada. — É vocês deveriam vir mais vezes. – vovó nos incentivou. — Agora que a Demi arrumou mais alguém aqui acho que vamos vir mais vezes. Eu estava na minha, arrumando a mesa quando ouvi isto. Só que... quem era essa alguém que a mamãe estava falando? Ela sabia do Joe? Como ela sabia do Joe? A vovó tinha contado? — De quem você está falando Dianna? – vovó matou minha curiosidade — Da Selena é claro. – mamãe se virou para mim e continuou – Ou tem mais outro motivo para voltarmos sempre? — A vovó é sempre o motivo. – respondi desesperadamente, pois se mamãe soubesse de todo esse meu rolo com Joe ela ia querer ter uma conversinha nada agradável com ele... Trace tinha me contado dessa conversa... Esperai ai? Eu disse... Deixa pra lá. — Ela é o motivo numero um, querida – mamãe respondeu – Selena é o dois e existe um terceiro? — Não. – respondi então a campainha milagrosa tocou. – Eu atendo! A campainha sempre foi um ótimo pretexto para sair de uma conversa super tensa com a sua mãe ciumenta até a raiz dos cabelos.
— Oi Sel. – eu disse assim que abri a porta. — Oi Demi, tudo bem? – ela parecia preocupada. — Tudo sim. Entra. Você está bem? Selly olhou para os lados e percebeu que tinha gente em casa só que estavam nos fundos – mamãe e vovó na cozinha e meu pai com meus irmãos no quintal – daí ela se virou para mim e disse: — Eu vou enlouquecer Demi. — O que foi? – a levei para a sala e nos sentamos no sofá. — A minha mãe ta com a TPM dela... — Temperamento Pré Menstrual? Mas sua mãe, quer dizer nossas mães já não estão na menopausa? – eu me contive e ri do meu trocadilho maldoso. — Eu não sei, mas o dela ta mais para Temporada Para Matança, ou Todos os Problemas Misturados! — Ai Selly como você é má. – dei um empurrãozinho nela. — Mas e verdade, ela vai acabar endoidando a mim e meu padrasto. — Padrasto? — eu a encarei – Sei que estou mundando o rumo da nossa conversa, porém ele é não seu pai? — Não, há pouco tempo descobri que ele é meu padrasto e meu pai dele ter voltado pro México. — Nossa Sel... Você nunca teve a curiosidade de saber a verdade? — Não.... Até agora. — Eu te ajudo se você quiser – eu sempre quis ser um detetive, tipo Sherlock Homes, mas seria Sherlock Lovato.. Uh, adorei. — Terra chamando Demi! – vi a mão de Selena descendo e subindo na frente do meu rosto. — Oi. – respondi. — Ta sonhando acordada? – ela estava com um sorriso de deboche — Demi vem cá! –ouvi mamãe gritar. — Não estava sonhando e pra sua informação não era com o Joe. Selly foi para cozinha rindo a toa, o que me fez ficar com raiva. — Selena! Como você está crescida! – mamãe lavou as mãos e veio nos cumprimentar – Está quase irreconhecível! — Obrigada Senhora Lovato. – Selly respondeu toda sem graça. — Que isso querida. Meu nick é Dia. — Nick? – eu perguntei confusa. — É... Aquilo que você coloca no tal de mns... O seu nome. — No MSN? – eu a encarei tentando acordar desse pesadelo em que minha mãe queria parecer ‘descolada’ sendo que ela não sabia nada de nada. — Ah! No nick! Agora entendi – Selly disse sorrindo. Eu queria muito cavar um buraco e esconder minha cabeça! Desde quando minha mãe me fazia pagar um mico daqueles na frente de adolescentes! Era por isso que eu nunca trazia ninguém para casa, olha os perigos que estavam escondidos lá! — Selena — vovó a chamou – Se quiser pode almoçar com a gente. — Se não for incomodar.. – ela respondeu, mas no fundo eu sabia que ela só tinha vindo pra cá na hora do preparo do almoço só para comer... — Desde quando você incomoda? – vovó disse sorrindo. — Tudo bem, a Selly fica. – me virei para ela e disse: — Você pode ir pegar meu violão no quarto? É claro que pode vai. – eu um empurrãozinho nela. — Ok. – ela saiu em entender, porém era melhor assim. Respirei três vezes antes de começar a bronca. — Mãe... O que você estava fazendo? — Me enturmando migs – ela disse rindo. — Migs? – eu a encarei sem entender absolutamente nada, o que era aquilo? Uma língua alienígena? — Amiga. – ela me encarou como se estivesse dito: quanto é 2+2? E eu estivesse respondido: 5 — Mãe, não faça isso. – eu respondi – Você é uma mulher casada, não tem nada que ficar falando essas besteiras ta? – E me fazendo passar vergonha! Eu deveria ter dito. Sai da cozinha morrendo de vergonha, entre tanto encontrei Selly e meu lindo violão e fomos para a varanda. Minha amiga e eu ficamos cantando até que.. — Oi meninas. – Nick apareceu sorrindo. — Oi. – respondemos em uníssono. — Gostei da música. – ele me elogiou. — Obrigada, quer se juntar a gente? – perguntei sorrindo — Claro. – ele se sentou ao lado de Selly – Estão compondo? — Tentando. – ela respondeu com um sorriso imenso. — Acho que posso ajudar. — Então, eu estava pensando em algo como..We can't stop the worldBut there's so much more that we could doYou can't stop this girl— Hum.. Você pode continuar com 'From falling more in love with you'. — Isso! — eu respondi super entusiasmada. — O almoço está pronto. – papai apareceu para nos avisar. — Ok. – respondi sorrindo — Então deixa ir. – Nick se levantou. — Se quiser pode almoçar aqui também.. — Se não for incomodar... — Já ouvimos essa hoje – eu olhei para Selly – Então vamos. — Obrigado, eu estava precisando mesmo de comida de verdade, porque lá em casa tudo pega fogo, ou apodrece. Entramos rindo em casa.
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