Here We Go Again
12 Até que não foi tão mal assim
Foi legal trabalhar em grupo – ainda bem que a chuva tinha passado — Joe pegava as ferramentas para Nick que estava tirando o primeiro pneu enquanto eu e Selena pegávamos um no carro deles. Depois pegamos um no meu carro – foi bem difícil tirar e colocar todas aquelas milhares de comprar, mas conseguimos. Então eu e ela voltamos para o shopping em busca de uma loja. Compramos os pneus que faltavam e voltamos para os garotos. Joe estava sentando tomando uma garrafa de água e Nick com todo o trabalho pesado. — Belo irmão você tem, hein Nick. – murmurei. — Pois é, fazer o que? Não pode se escolher os irmãos. – ouvi seu riso apesar de estar embaixo do carro. — Quer uma bebida, Nick? – eu e Selena somos boas samaritanas e compramos bebidas para eles e para nós,claro.
— Quero sim. – ele saiu de baixo do carro sem camisa! ‘Que visão. ’ – foi a única coisa que pensei. Acho que eles perceberam quando eu e Selly ficamos em — praticamente — estado de choque porque isso sim, era a oitava maravilha do mundo. Agora não tinha como negar. Nick era perfeito em todos os sentidos! Ele era prestativo, educado, inteligente e bonito, muito bonito! — Você é bem prestativo Nick. – eu finalmente disse algo e olhei para o lado e juro que vi uma babinha escorrendo pelo lábio de Selena enquanto ela mantinha sua cara de ‘oisoubobona’. — Obrigado. – ele pegou o refri da mão de Selly e se sentou no banco de frente do carro. Então Sel saiu do estado hipnótico que estava e disse: — A gente podia fazer algo, tipo um trocadilho pra esses garotos patéticos que queriam nos assaltar... — Verdade. – Joe começou a pensar. Isso não daria nada certo... — Você tem razão, Sel. – Nick sendo maligno? – Vamos ver se depois do nosso ‘susto’ eles param com isso. Minha amiga caminhou pra mais perto de seu amado e Joe fez o mesmo, enquanto eu sentia o mundo girando. Minha visão ficou embaçada e comecei a sentir que iria cair. 0 Tentei caminhar até eles e tropecei nos meus próprios pés e caí, não queria ver o chão tão perto do meu rosto e decidi fechar os olhos, mas eu mal encostei no chão, por que algo parou minha queda. — Demi! – ouvi Joe gritar. — Demi! Demi! Demi, amiga. – senti outras pessoas encostando em mim e eu queria abrir os olhos pra dizer “ Ei, gente. Eu to bem.” Mas não conseguia. Senti que fui arrastada, deitada em algum lugar e colocaram água na minha boca. Acordei enquanto estavam tentando me afogar. Eu estava sendo afogada entre soluços. — Demi. – Selena me abraçou. — Você está horrível, Demi. – Joe sempre me ajudando. — Você está pálida. Comeu algo? – então voltei no tempo mentalmente e me lembrei que não tinha comido nada desde o café da manhã. — Não. – respondi murmurando e de cabeça baixa. — Como você é descuidada, Demi. – Joe ralhou. — A culpa foi minha gente, desculpa. Eu a trouxe pra cá e depois das compras íamos comer em casa. – Selena se explicou. — Então vamos comer agora. – então percebi que Joe me pegou no colo de uma maneira nada confortável e estava me carregando para fora do carro, indo em direção ao shopping. Vi Selena e Nick ficarem para trás e eu comecei a gritar: — Selena! Nick! Selena você me paga! Nicholas manda seu irmão me soltar! — Ele não pode fazer nada... — Joseph me coloca no chão! AGORA! – comecei a me debater. — Não Demi. Já pensou se você desmaia de novo? — Não vou desmaiar! Quero descer! Vou chamar o guardinha! — Fica quieta. Vamos chegar logo! — Eu sei andar! Quero descer! – comecei a me espernear. — Para de gritar. – ele parecia meu pai. — Eu não vou parar! GUARDA! — Eu disse pra você parar. — então Joe me jogou para trás de seu corpo. Eu fiquei ali naquela posição maravilhosa, com o bumbum pra cima e o rosto quase na poupança dele. — Me solta seu tarado! – comecei a bater nele, socar suas costas. 0 — Eu só quero te ajudar. – ele respondeu e pude ver um sorrisinho em seu rosto. — Você quer é tirar um pedaço de mim seu maníaco do estacionamento! SEGURANÇA! — eu estava me sentindo um saco de batata sendo carregada dessa maneira. E o cara com um boné branco olhou para nós. — Isso,Demi. Continua e seremos presos. — Me coloca no chão seu tarado! – e ele finalmente me obedeceu. — Olha! Tarado não. – ele continuava a andar. Então desisti, não tinha como eu sair dali, estava totalmente presa. Droga! — Ok, Joseph. Pode me colocar no chão. – resmunguei. — Claro senhorita. – ele se inclinou para frente e eu desci. — Pelo menos você deveria ter me carregando decentemente, como pessoas normais fariam. – respondi enquanto arrumava minha roupa e meu cabelo. — Ah, fala que a caroninha não foi boa? – ele sorriu. — Foi péssima. – o fuzilei. — Não reclama pequena. – ele passou seu braço pelas minhas costas e me abraçou de lado. — Vamos logo. – ralhei e fugi de seu ‘abraço’. Caminhei até a praça de alimentação e como eu já estava faminta, pedi tudo o que tinha direito, porque foi Joseph quem se ofereceu pra pagar – usei isso como uma vingançinha pelo show no estacionamento.
— Caramba pequena, não lembrava que você comia tanto. – Joseph disse enquanto olhava todos os quatro lanches que eu tinha pedido mais as duas batatas médias, um refrigerante e um milk-shake. — Depois eu quero um sorvete. – disse entre mordidas. — Acho que não vai caber. – ele sorriu e eu também. — Toma – peguei um lanche e entreguei a ele – Eu tinha pego esse pra você. — Obrigado. – ele respondeu. Passamos mais algum tempo ali, conversando sobre o que, nem eu sei. — Acho que já está tarde, Joe. — Verdade. – ele se levantou da mesa e eu fiz o mesmo. Deixamos nossas bandejas no lixo e estávamos voltando para o estacionamento quando Joe disse: — Que tal vermos um filme? 0 — Joe, isso não é um encontro sabia? Eu estou sendo forçada a estar aqui com você. — Até parece. – ele voltou a caminhar. Chegando ao estacionamento foi quando eu me dei conta de que Selena e Nick não estavam conosco, nem o carro dele estava lá. — Eles foram embora? – perguntei entrando no meu carro. — Acredito que sim. Eles não ficariam esperando.. – Joe respondeu. — Será que eles se acertaram? – eu queria ser uma mosquinha agora, não. Acho que uma joaninha que é mais fofa. — Não sei. O Nick é meio lerdo pra essas coisas. — Ah, falo o Senhor Expert no assunto. – eu ralhei e dei a partida no carro. — Sou mesmo. – ele se garantia tanto. — Ta bom, ta bom. – eu respondi. E ficamos em profundo silencio até que Joseph ligou o rádio e um cara começou a cantar, quer dizer, ele falava tão rápido que eu não conseguia entender, como podiam chamar isso de musica? — Que porcaria é essa? – perguntei. — Isso não é porcaria, é música. — Isso não é música – respondi e mudei de estação, então uma canção compreensível começou a tocar. – Isso sim é musica. Pelo canto do olho pude ver Joe rolar seus olhos, mas alguns segundos depois ele estava cantando essa mesma música.
Fale com o autor