Notas iniciais
Eu tive umas ideias ora fic, espero que gostem...
Tudo o que eu menos queria era mostrar meu lado fragil novamente... Mas lá estava eu chorando no canto da minha sala e Joe me ninava como se eu fosse uma criança indefesa. De fato eu me senti uma agora

D: Eu.... Eu não queria ter feito isso... Mas ela foi tão insistente... Ela foi...

J: Injusta Demi... Ela foi injusta, ela não tinha o direito de contar isso pra ninguém.

D: Não Joe — eu disse limpando as lagrimas. — Ela foi sincera...

J: Como assim?

D: Ela me disse o que eu não tinha coragem de admitir... Eu vivia chorando pelos cantos na turnê... eu vivia me cortando. Eu tinha perdido o controle.. Tudo porque eu não suportava ver meu " ex namoradinho" com outra de forma tão facil.

J: Me desculpe... Isso é grande parte, minha culpa. — ele dizia triste.

D: Não se culpe, hoje não dou mais importancia. — de fato saiu mais rápido e frio do que calculei e notei que Joe, não ficou feliz com o que eu havia acabado de dizer. Fato que não era nem um pouco verdade, eu ainda dava importancia.

J: Isso é bom! — ele disse se levantando. — Eu vou indo.. — ele me olhou e me abraçou. — Está mesmo melhor?

D: Sim eu, estou! Obrigada Joe. — eu sorri. — Acho que somos colegas novamente.

J: Colegas? Só? Eu acho que logo chego ao posto de amigo...

D: Eu também acho. — eu sorri. — Está com seu carro?

J: Não.. Vou chamar um taxi . — ele sorriu.

D: Venha.- eu disse pegando as chaves do meu carro. — Eu te levo...

J: Mas você terá de sair de seu conforto, me levar e ...- ele percebeu meu olhar repreensivo e parou de falar.

Nós fomos conversando tranquilamente e algo que estava preso em nós parecia querer se soltar, pareciamos voltar no tempo onde eu não sabia que um dia eu e Joe ficariamos juntos, e até menos que ele me machucaria...

D: Está entregue...

J: Obrigado ... — ele ia saindo quando ele voltou a atrás. Parecia curioso. — Eu outro dia... falei conversei com um homem.... E ... — sua voz vacilava

D: O que o homem te disse?

J: É só bobagem... Boa noite e cuidado Demetria.

D: Boa noite Joseph, eu tomarei — lancei um sorriso e liguei o carro.

Fui para minha casa, e fui direto para minha cama. Pelo dia que eu havia passado e pelo tanto que já havia andando, meu dia exigia isso . Eu limpei meu rosto, coloquei um pijama leve e me joguei na cama. Dito e feito, peguei no sono, cerca de segundos após fechar os olhos.

Tudo era fumaça. Eu provavelmente estava sonhando. Eu estava em frente a casa dos Jonas... Eu girei a maçaneta... A porta estava aberta. Eu entrei e não havia ninguém na casa. Tudo parecia morto, até um grito vindo de cima. E eu conhecia bem de quem... Joe estava em perigo eu corri lá e o vi deitado na cama. Ele gritava, se contorcia, chorava. Ele parecia estar a meio de uma sessão de tortura. Eu o tocava, ele estava quente... Tentava acorda-lo mas ele.. somente gritava mais e se contorcia na cama. Nada do que eu tantasse falar ou fazer adiantava. Ele parecia não me ouvir. Um barulho me fez pular.

D: Era só um sonho.... Só um sonho. — quando eu destingui o barulho. — Meu celular? Onde está.- eu achei e atendi as pressas. — Alô?

Xx: Demi... Me desculpe te acordar eu...- seu tom de voz era choroso e pesado.

D: Tudo bem... Já acabei despertando. — pude ouvir ele fungar do outro lado. — Joe? Está tudo bem?

J: Sim, só um pesadelo... Eu queria ver se estava tudo bem..

D: Sim está. Teve um pesadelo, comigo?

J: Sim, eu fiquei desesperado com algo que pudesse acontecer a você. Eu só liguei pra diminuir o estresse.

D: Eu também.... Tive um pesadelo.. Onde você não acordava, e eu te chamava e você se contorcia... Foi

J: Pshhh. — ele dizia do outro lado da linha. — Eu estou aqui pequena...

D: Eu sei... — aquilo de certo modo me acordou.

J: Está bem mesmo? — ele parecia preocupado. E sua voz era tremula.

D: Joe.. O que está acontecendo? Voce ... Por acaso está... Chorando?!

J: Já está tudo bem.... Foi só um susto.

D: Eu estou bem Joe, se acalme e volte a dormir... Eu estou bem... E você também, então pare de chorar...

Eu ouvia o suspirar de seu peito, ele mal conseguia falar. Ele estava atordoado, eu sentia o desespero ao ver o quanto ele suspirava.

J: Tudo bem...

D: Durma de barriga para baixo — eu falei rindo e ouvi sua tensão diminuir.

J: Porque de barriga para baixo? — ele já soltava um riso abafado.

D: Dizem que te impede se sonhar.... — ele riu.

J: Obrigada pelo conselho... Dem.

D: Obrigada você. — ele riu.

J: Boa noite, eu te ligo pela manha...

D: Certo. Boa noite e... Durma bem.

J: Tentarei. — nós desligamos o telefone.

Desta vez eu fui dormir mais tranquila. Eu acordei pela manha, novamente com meu telefone tocando.

D: Achei que quando disse que ligaria pela manha estaria brincando. Bom dia Joe.

J: Eu liguei pela manha... Mas são duas horas da tarde.

D: Droga! Detesto acordar tarde. Culpa sua...

J: Eu sei... Eu sei. Te pago um almoço. Chego em 30 minutos.

D: Mas eu preciso tomar banho, me vestir, maquiar e...

J: Faça em 30 minutos! — ele desligou. Como ousava ser autoritario? Eu ri daquilo.

Cerca de 20 minutos eu já estava pronta. E ele por mais incrivel que pareça ja estava me esperando. Saimos e fomos almoçar ele nào escolheu nada a menos do queum restaurante a beira mar. Um lugar lindo e graça a algum milagre divido, afastado.

J: Por enquanto só isso — disse Joe ao garçom.

D: Jonas, ainda não me disse o motivo do ..... Digamos voce, sabe o que aconteveu ontem, não?

J: Sim... — ele bufou. — Eu, tive um pesadelo.

D: Até ai estamos no mesmo barco... Mas eu digo, porque chorou ontem? Porque você... Você parecia desesperado.

J: Foi um pesadelo terrivel, eu — ele desviava o olhar como se eles tivessem a chave, de onde me levaria para o que o assustava- ... E parecia, real. Eu só fiquei com medo e um pouco receoso, e acabei lhe incomodando tarde da noite, logo após a sua festa....

D: Joe- ele me olhou com os olhos marejados. — eu estou aqui. — ele abaixou a cabeça e pude ver as lagrimas rolando de seus olhos. — Eu estou aqui.

Ve-lo daquele jeito estava me causando angustia, tudo bem que dele, pena era algo que não podia sentir. Mas ele estava sofrendo, algo nele o estava o fazendo sofrer, ele chorava feito uma criança no qual alguém havia arrancado o pirilito a força. Foi por um impulso que eu aproximei minha cadeira da sua.... E dessa vez quem o ninava era eu, eu o abraçava do mesmo modo como se abraça uma criança assustada. E no final nós dois, não passavamos disso... Pequenas crianças, assustadas.

Notas finais
Reviews?