Herdeiros dos Nórdicos -interativa
24 XXIV-Lucy
Notas iniciais
Estava parada ao lado de Alaska,a albina,assim como Bianca,estavam um pouco animadas com nossa parada em Oslo. Por Aleksander estar morto e Kerli não ter nos atacado,e nem nenhuma criatura mitológica,em quase um mês inteiro,resolvemos sair do meio do nada e voltarmos para a cidade. O tempo perfeito,não tinha nenhuma nuvem no céu e o sol brilhava bastante,não estava muito quente,não deveria passar dos 25 graus,mas a sensação térmica deveria ser menor por causa do vento gelado que vinha do oceano.
Tirei meu casaco branco e o prendi ao redor da minha cintura e ajeitei meu cabelo e suspirando baixo,não sabia muito bem o porque,mas parecia que estava segura ali. Tinha tanto tempo que não via a cidade desse jeito. Abri um pequeno sorriso e ri baixo ao ver Bianca agarrando o braço de Alaska e a puxando até o porto.
–Ei!-protestou Alaska,mas deixou que a menor a puxasse e riu baixo.
–Não é para irem longe!-ordenou Henry.
–Relaxa um pouco,acho que nenhuma criatura vai atacar aqui.-falava Lena,que também tirava seu casaco e o amarrava na cintura e ia atras de Bianca e Alaska.
–Como tem tanta certeza?-perguntou Henry cruzando os braços.
Lena parou e agarrou a mão do maior.
–Porque a maioria das criaturas nórdicas são noturnas e com esse sol,acho que vai irrita-los demais ou transforma-los em pedra. Agora deixa de ser chato e vem!
Uriah estava apenas parado rindo baixo,mas logo voltou a sua expressão seria e se voltou para o único grego e disse num tom frio:
–Não deveria voltar para seus pais? Já está seguro.
Percy ficou uns minutos calado apenas observando o mar.
–Esquece grego.-disse Liesel rindo.
–O que?
–Digamos que aqui seu pai não pode mandar em nada!-respondia a maior rindo um pouco.
–Por que?
–Você é lerdo mesmo. -disse Uriah rindo baixo e ajeitando seu cabelo.-Nossos pais não se dão bem. Sabe como é? Luta por poder e tal e sem contar que os gregos sempre nos jugaram bárbaros e sem cultura. Se você cair no mar aqui vai ser afogado.
–Ou partido ao meio.-comentou Liesel.
–Ou devorado por um tubarão.-disse Ann.-Sabe o que é engraçado? Tubarões não gostam do gosto humano,apenas dão uma mordida porque acham que somos tartarugas ou focas.-dizia a filha de Loki rindo.- Já calei a boca. Eu fico no meu canto.
–Mas se quiser pular na água. -continuava Allan.-Pode pular na frente naquela câmera? Eu consigo convencer eles a me dar a fita depois e ficar revendo sua morte varias vezes.
–Por que me odeiam tanto?-perguntou o grego cruzando os braços.
–Você é grego.-respondia observando os outros que estava a beira da praia apenas brincando. Observava rindo,mas não pude de deixar de notar em uma mulher de longos cabelos loiros,seus olhos tinham um brilho diferente e sua pele era branca demais,ela estava totalmente coberta por tecidos,alguém normal pensaria que ela é uma muçulmana ou coisa do tipo. Ann a percebeu bem rápido e disse que já voltava e caminhou até a mulher. Observava tudo de canto de olho e depois de uns minutos Ann voltou com seu olhar direcionado para o mar.
–Hamingja,disse que temos de achar o Voluspá.-falava a garota olhando ao redor e depois apontando para leste. -Pra lá.
–Desde quando entende do oceano?-perguntava.
–Hamingja me disse que era para lá e que teria um barco nos esperando até as seis da tarde no porto e que eramos para tomarmos muito cuidado no mar por que é muito pior que o bosque.
–Mas então,o que é Voluspá?-perguntou Percy.
–Uma pedra.-disse Uriah.
–Só?
–Uma pedra que mostra todo o destino do mundo,desde o dia que foi criado até o ultimo dia do mundo,que seria o Ragnarok. Também conhecia como profecias de Sybila.-continuava Uriah. -Pelo amor de Odin,como não sabe?
–Isso nem eu sabia.-disse olhando para Uriah.-Tsc...De qualquer forma temos de ir logo. Como já falamos,as criaturas nórdicas não gostam da luz. Alguém vai buscar os outros eu e Ann vamos procurar o barco.
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Era mais ou menos unas duas da tarde quando achamos o pequeno iate e fiquei muito animada com aquilo,esperava um barco feito de madeira velha que estivesse fedendo a peixe,mas não. Era um iate,com comida. Tudo dentro dele era bem confortável. Por sorte,Allan quando mais novo havia passado bom tempo dentro de um barco e por isso aprendeu a pilotar. O tempo estava claro e haviam algumas divãs,acho que não preciso dizer que na nossa cabeça aquilo eram ferias perfeitas,mas a viagem era mais longa que esperava e logo veio a noite. Com isso um som ensurdecedor tomou conta de tudo,eram como garras arranhando o iate. Era um som semelhante a metal se contorcendo. Olhei para Alaska e escorria um pouco de sangue do seu nariz e percebi o que aquele som estava fazendo.
–Temos de parar de ouvir isso! -gritei.
–Como?
Uriah tossiu um pouco e saiu um pouco de sangue. Aquele som estava nos matando de dentro para fora,seria questão de tempo até que todos nossos vasos sanguíneos explodirem.
–Temos de achar a fonte!-gritou Lena.
–Sereias...Devem estar debaixo do barco.-dizia Bianca caindo de joelhos no chão.
–Serias não fazem isso...-disse Percy,mas logo todos gritaram juntos.
–Cala a boca Jackson!
–Elas vão parar se alguém distrair elas. -dizia Henry.
–Mas isso só vai acontecer se alguém cair na água e se alguém cair na água vai morrer porque elas vão puxa-lo para o fundo do mar e estripa-lo.
Acho que não preciso dizer que jogamos o grego na água né?
No momento que Percy caiu na água aquelas criaturas pararam e o som da água ficou alto e pude ver o garoto ser puxado para dentro,mas por sorte Alaska congelou aquela parte da água e conseguiu puxa-lo antes das sereias.
–Vocês são loucos?
–Você tá vivo não reclama!-disse Henry.-Pelo...-Henry não conseguiu terminar pois uma seria se jogou contra ele. Sua cauda sumiu e suas mãos humanas viraram garras de água e ela ficou semelhante á uma harpia. Ela rosnava demais e na sua boca havia fileiras de dentes que poderia cortar qualquer coisa. Alaska criou um bastão de basebol e acertou a cabeça da criatura e nesse momento Lena colocou fogo em um pequeno pedaço de madeira que achou no chão. A luz irritou a seria de uma forma e só bastou uma pequena explosão para ela apenas rosnou e voltou para água e nesse momento tudo ficou calmo,sem nenhuma batida de cauda na água ou gritos.
–Essa não...-murmurou Bianca.-Está quieto demais.
–Elas fugiram,por isso. A luz assusta elas,lembra?-dizia Alaska.
–Não. Só uma foi afetada pela luz,as outras estavam na escuridão. Alguma coisa maior assustou elas. -falava Uriah. -Não vai ser divertido ver essa coisa.
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