Herdeiros dos Nórdicos -interativa
11 X-Liesel
Notas iniciais
Minha cabeça doía demais,era como se alguém tivesse acertado um pedaço de madeira na minha cabeça. Abria os olhos lentamente e percebia que o ambiente ao meu redor não passava de sombras. Me encolhi um pouco e percebi que estava deitada sobre uma pequena cama feita com folhas,não consegui ver de que planta era,mas eram bem confortáveis. Olhei e meus olhos começavam a se acostumar com a escuridão e assim que já estava enxergando um pouco percebi que os outros estavam ali. Todos caídos sobre camas feitas de folhas.
A ultima coisa que me lembro é de Alexander correndo para nos avisar que Ann estava em perigo e que precisávamos ajuda-la rápido. Antes que qualquer um tivesse a oportunidade de se mexer pude sentir algo acertar minha cabeça e me fazer perder os sentidos. Tentei me levantar,estava com um pouco de medo de estar amarrada ou coisa do tipo,mas para minha surpresa estava solta e no local que estavam as queimaduras feitas por Alexander,para estancar o sangue,agora estavam com curativos feitos com algumas folhas também. Tossi um pouco e me apoie na parede. Ainda não enxergava bem naquele breu,mas de repente uma luz foi acessa. Ela vinha de uma tocha que não estava muito afastada de mim. Percebi que os outros se agitaram com a luz e abriram seus olhos lentamente e tentavam entender onde estavam e o que estava acontecendo. Estendi minha mão para ajudar Lucy e a jovem me olhou um pouco assustada e angustiada. Sabia o que estava se passando na cabeça dela,era o mesmo que se passava na minha. Oliver havia nos achado de novo e havia nos prendido. Desde que ficamos presas naquele porão passamos a temer o escuro,pois sabíamos que no escuro era onde o Oliver costumava se esconder.
Lucy apertou com força minha mão e ficou olhando ao redor,percebi que suas queimaduras também estavam com curativos.
–Onde estamos?-perguntava Lucy dando uns passos para trás.
Alexander estava mais próximo da tocha e olhou ao redor um pouco assustado e a primeira coisa que perguntou foi por Ann. Ele estava certo,Ann não estava ali. Será que ela foi morta?
–Ela deve estar bem.-respondia Alan se sentando na cama e observando o seu redor.
Drika estava com seu rosto um pouco sujo de terra,mas mesmo assim ela continuava parecendo uma modelo internacional ou coisa desse tipo e o ruim eram que era ela e Alan. Os dois continuavam bonitos não importando a situação,confesso que imaginei eles sendo esfaqueados para saber se eles permaneciam do mesmo jeito.
Bianca olhou ao redor e suspirou baixo.
–Presos,de novo.-resmungou a garotinha. -Acho que Odin deve ri muito quando prende a gente.
Ficamos ali por uns segundos até escutarmos alguns passos,todos se colocaram em posição de ataque,mas saíram ao perceber que quem adentrava aquele quarto era Ann.
–Hey! -a garota estava com suas roupas arrumadas e sem nenhum pouco de terra e aos seus pés estava seu gato que estava com o pelo escovado. -Vocês dormiram demais. Eles até começaram a fazer piadas sobre isso...
–Eles quem,Ann?-perguntava Enzo que estava sentado encostado na parede.
–Ae! Vocês ainda não conhecem eles.
–A gente estava meio que desmaiados.-resmungava Alaska.
–Venham! Eles preparam comida.
Ann saiu na frente e super animada,todos desconfiamos nos novos amigos que a garota havia feito,mas a unica coisa que podíamos fazer era seguir a garota sem alma e seu gato.
Enquanto saíamos percebemos que estávamos numa tipo de caverna subterrânea e havia um lance de escadas que nos levava de volta a superfície,mas assim que saímos acho que todos sentiram um grande receio e desejaram voltar para o lado de dentro da caverna. Estávamos num tipo de floresta feita com as raízes das árvores no subsolo e ali estavam um pequeno mas,assustador grupo de dark elf's. Ao total eram cinco,mas eram o bastante para fazerem todos darem um passo para trás,principalmente pelo fato de um deles,mas parecer um cão. Ele não tinha nada de cão,só seus dentes que eram enormes,mas sim pelo fato de uma elfa está o prendendo em uma coleira e nas mãos desse elfo está um osso que ainda tinha umas partes de carne,era grande demais para ser um osso humano e aquilo foi um grande alivio.
–Vejo que seus amigos não são tão gratos como você,Ann.-dizia um elfo que eram um pouco maior que os outros em altura e em sentido de músculos. O cabelo de todos eram brancos e compridos com caimento até a cintura.
Ann nos olhos e fez uma cara feia para nós como se dissesse que estávamos sendo grosseiros. Depois disso a garota se voltou pro elfos e abriu um largo sorriso.
–Eles só estão confusos. -respondia Ann. -Tem acontecido muitas coisas conosco esses dias.-Logo eles se acostumam com tudo,Cernunnos.
Todos se entreolharam esperando alguma resposta lógica ou qualquer coisa do tipo,mas por sorte Lucy tomou a frente do grupo.
–Eeer...Desculpe se ofender,mas...Dark Elf não são malignos?
A elfa que segurava a coleira do outro revirou seus olhos negros se aproximou um pouco de Lucy.
–É só destruímos uma vila uma unica vez e somos lembrados apenas por isso.-respondia a elfa.
–Já quando salvamos alguma pessoa ela fica toda feliz com a comida,mas ao invés de contar que foi salva por nós apenas fala que foi salva por aqueles malditos elfos,só porque eles são mais bajuladores.-comentava Cernunnos.
Ann tomou a frente dos Dark elf e abriu um largo sorriso para nós.
–Eles me salvaram daquele tronco e salvaram vocês de um troll.-contava a garota. -Além de terem cuidado dos ferimentos que vocês tinham. Eles são legais...Tem umas brincadeiras assustadoras e piadas assustadoras,mas eles concordam comigo que Loki era um tarado sexual,Alexander!
Olhei na direção de Alexander e o maior começou a massagear suas temporãs e fingir que não havia escutado tal comentário.
Percebi que os elfos riram baixo e depois voltaram a nos observar.
–Eles são legais...Só vão matar todos nos se ficarem agindo do jeito que estão agindo! -dizia Ann cruzando seus baços. -Eles não gostam nenhum pouco de serem tratados dessa forma rude que vocês estão fazendo.
–Desculpa.-pediu Bifrost.-Nos acordamos num lugar estranho e fomos acertados na cabeça. Acho que é normal ficarmos paranoicos.
–Não se esqueça do vampiro que quase prendeu a gente para sempre.-disse Henry.
–É quase viramos comida para um garotinho de 8 anos que do nada ficou com 18 anos.-falava Bifrost.
–Está tudo bem. Devem está com fome. -falava a elfa que segurava o outro na corrente. -Me chamo Epona. Esses são Sitira,Néftillys,Sattyrus e Cernunnos.
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Uma coisa que gostei dos Dark elf era que no banquete que fizeram para nos havia bastante carne e isso era bom.
–Se vocês são espíritos ancestrais que cuidam dos humanos,por que essa fã tão negativa?-perguntava Lucy.
Epona riu baixo e tirou uma mecha de cabelo do seu rosto.
–Por causa dos anões e dos elfos de luz.-respondia Epona. -Temos características das duas raças. Somos o contrapartida dos elfos de luz e temos a pele sensível com as dos anões. Assim como eles se fomos expostos ao sol seriamos mortos.
–E essas duas raças espalharam boatos sobre vocês serem malignos?-perguntava Lena que mordia um pedaço de sua carne que estava quase crua,como os demais pedaços servidos para todos.
–Não. -respondia Sitira. -Apenas colocaram Dark no nosso nome.
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Enquanto comíamos percebi que Alaska estava encolhida em um canto e mal tocava na sua comida. Ela havia perdido uma de suas luvas quando fomos acertados por um troll e com isso era apenas pegava nas coisas com sua mão que estava com a luva que era a esquerda.
–Pelo visto vocês serão mortos antes de Odin começar a escolher seus guerreiros.-comentava Cernunnos que dava uma dentada numa coxa de galinha.
–O que?-perguntou Enzo um pouco surpreso com aquilo.
Os elfos riram baixo e apenas Epona respondeu:
–Nem vocês sabem o destino que traçaram para vocês?
–Que destino?-perguntou Alexander.
–Os deuses mandam em tudo e eles já escolheram a morte de cada um aqui. Provavelmente seus próprios pais e mães que escolheram.
–Como vocês sabem?-perguntou Bianca.
–As Norns.-respondia Epona nos observando. -Vocês nem acharam elas ainda,certo?
–Não.-respondi.
–Vocês duas tiveram sorte de fugir do covil de Oliver.-falava Epona para mim e Lucy.-Mas os deuses teriam sido mais gentis se tivessem os deixado morre lá dentro do que aqui fora.
Engoli em seco ao escutar aquilo e me afastei um pouco,agora sei porque todo mundo prefere os Elfos da luz.
–Fale logo o que sabem!-ordenava Henry.
–Apenas um de vocês está sendo observado pelas valquírias. -contava Epona tomando um pequeno gole do seu vinho. — Esse único alguém que está sendo observado é justo o traidor.
–Traidor?-perguntava Lena.
–Sim. Vocês confiam muito uns nos outros e nem imaginam que um de vocês está louco por causa do poder que tem e espera o momento certo para matar a todos e mostra seu valor para Odin.
Todos se entreolharam e agora um estava desconfiando do outro,era como se tudo que todos ali passaram juntos tivesse simplesmente sumido. Acho que até eu e Lucy nos estranhamos.
Epona riu baixo e continuou contando o que sabia.
–Além do traído,um inimigo vai se torna um aliado poderoso e valioso...A ultima parte acho que não consigo contar sem ri.
Alexander bateu na mesa e se aproximou de Epona,isso não foi uma boa ideia pois vi o negro de suas pupilas se espalharem por todo seus olhos e percebi que ela estava preste a ataca-lo.
–Fale logo!-ordenava Alexander.
–Tem coragem e agir assim com um dark elf!-comentava Epona.- Foi essa mesma coragem que nos fez matar milhões de pessoas,mas não vai ser eu que irei acabar com o plano dos deuses.
Em meio a risos Epona contava a ultima parte:
–Todos vocês acham que seus pais estão mortos por causa de acidentes,certo? -Epona olhou diretamente para Alaska.-Menos ela...A mãe dela não se importou em criar memórias falsas para ela.
–Memórias falsas?-perguntava junto com Alexander.
–Sim. Sabe os pais de vocês acham mais divertido ver filhos matando os pais,mas se vocês se lembrassem seriam perigosos demais pois perderiam completamente o controle,do mesmo jeito que aconteceu com a Alaska. Isso iria acabar com uma parte da diversão dos seus pais.
–Bom...Já ficaram muito tempo aqui. Vão dormir e a parti de amanha se virem sozinhos,não vamos ficar ajudando um bando de semideuses que podem atrais a fúria de Odin. -dizia Epona.-Vamos nos encontra de novo,mas quando isso acontecer o traído já vai ter feito a parte dele nesse grupo.
Todos ficamos parados sem saber o que fazer o pensar,não havia comentaria de ninguém e todos agora estavam se encarando como se a qualquer momento um ali fosse puxar uma faca e esfaquear todos do nosso grupo. Engoli em seco e tentei regular minha respiração. Eu não conhecia ninguém dali,apenas Lucy e não podia me apegar a ninguém pois um ali estava apenas querendo nos matar
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