Herdeiros do Olimpo
6 Aiden - Jogando Beisebol com a familia Busca pé
Notas iniciais

–Venha aqui semideus
A voz é estridente parece com um trovão, olho meu relógio, Graças a Zeus ele brilha no escuro, o tempo parece estar voando, estou correndo a tanto tempo que parece que meus pulmões iriam explodir a qualquer minuto. Eu estava neste momento em um túnel, agora estava fácil era uma corrida reta. Mas não foi aqui que isso começou.
Algum tempo antes.
–Olha aqui meu jovem, eu sou seu pai. — O soco foi tão forte na minha barriga que comecei a vomitar enquanto ainda estava no chão. O homem que me bateu realmente é o meu pai, mas como minha mãe dizia, esse aí é um guarda roupa gigante que só sabe reclamar e impor, ele também não fazia por onde, vestido como um motoqueiro, calça e jaqueta de couro pretas, coturnos com espinhos, luvas e óculos escuros que eu sabia que escondia orbitas que não queria ver novamente. Me levantei com dificuldade, coloquei minha mão na barriga enquanto com a outra limpava minha boca com a manga da camisa.
–Eu já estou cansado, você disse que aquele era o último trabalho. – Respirei compassado, meu corpo ainda me respondia, parti para cima dele com um movimento limpo e calmo, desviei do soco direto que estava vindo em minha direção, com um esquiva para a esquerda, e desferi um cruzado em seu rosto. Estava perfeito, esse iria acertar com certeza, ao menos era o que eu acreditava. Mas nada passou de um sonho de criança, ele esquivou o rosto, me segurou pela cintura, e desferiu um chute nas minhas pernas, fazendo com que eu caísse de costas no chão.
–Essa luta acabou, você perdeu pela centésima vez. — Ele começou a sorrir com aquele ar de não deu nem para o gasto, enquanto estralava seus dedos. Essa foi a última coisa que eu me lembro antes de apagar.
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Acordei em alguns estantes, meu pai estava me olhando desapontado, devia ter ficado desacordado por mais que um minuto, só isso explica o porquê do banho que acabei de tomar, ainda estávamos naquele maldito beco que fica nos fundos de uma lanchonete qualquer. Esses eram os lugares favoritos dele para me torturar. Húmido, e solitário, com bastante lixo para jogar na minha cara e lembrar que sou uma desgraça como filho.
–Serio? Você jogou água em mim? Vá para tártaro- Falei rabugento enquanto cuspia água, esse desgraçado queria me matar.
–Olha como fala comigo seu insolente. Estava lhe fazendo um pedido, agora é uma ordem. – Ele tirou os óculos e me olhou com aqueles olhos que eram como pequenos sóis. Isso só podia dizer que a missão era realmente algo importante para ele. Respirei fundo, olhei para minhas mãos, como de costume estava usando minhas luvas, memorias felizes vieram à minha cabeça. E comecei a repetir o meu mantra mentalmente, Vale apena! Vale apena! Vale apena!
–Está bem, o que tenho que fazer agora. – Já respirava compassadamente e minha mente estava clara. Me levantei do lado daquela lixeira caminhei na direção do meu pai e o olhei com ódio.
–Estarei lhe mandando em uma missão de vida ou morte. Se falhar apenas trará mais desgraça aos seus irmãos.
Apenas permaneci o olhando, muitas palavras, xingamentos e maldições em grego vieram aminha mente.
–Você está a poucas horas do estádio dos RED SOX’s, vá até lá e pegue minha BIGA. Ela está no centro do estádio. Não será problema para um parkurista como você. — A voz de deboche foi mais afiada do que uma lâmina em meu peito. – Logo depois a traga para este lugar.
–Considere a missão cumprida meu pai. — Fiz uma reverência enquanto falava, ou era isso ou tentar socar a cara dele novamente, mas não posso arriscar muito, ele pode destruir tudo o que importa para mim.
Ares foi embora enquanto estava de cabeça baixa, minha mãe sempre disse que ele é um guerreiro incrível, mas é uma pessoa detestável. Fui para o hotel onde estava ficando, era no subúrbio de Boston, não tinha muito luxo, mas estava em uma missão antes de voltar para o acampamento meio sangue. Já era noite, ainda não acredito que tudo isso não passou de 40 minutos desde que fui comprar comida, agora era pouco mais que oito da noite, tomei meu banho e comi meu lanche, fui dormir logo depois, meu corpo doía um pouco, mas nada que fosse me matar.
___o/___
Acordei em torno de 9 horas da manhã. E fui para o refeitório do hotel para tomar um café da manhã reforçado.
–Sr. Adan, onde está sua mãe? – Eu estava de cabeça baixa lendo o jornal, não percebi a chegada do dono da pousada. Era um senhor de seus 50 anos, devia ter sido forte quando jovem, mas agora era a sombra do que já foi.
–Minha mãe deve estar dormindo, ela vem daqui a pouco.
–Tudo bem, Sr. Adan, só queria saber se vocês pretendem ficar por mais tempo no hotel.
–Acho que só por hoje, devemos partir amanhã.
–Obrigado senhor Adan.
Não posso nem tomar o meu café da manhã mais em paz, vou cumprir logo essa missão de meu pai e ir para o acampamento meio sangue, vou chegar com uma semana de antecedência como estava marcado.
Levantei e fui para Fenway Park, a rua que fica na frente do estádio dos RED SOX’s, era grande, mas odiava esse esporte de maricas, Futebol (americano) isso sim era esporte de verdade. Não foi difícil entrar no estádio durante o dia, não estava tendo jogos, mas os turistas podiam entrar por uma pequena quantia, peguei meu caderno e fiz algumas anotações, daria para pular facilmente os portões principais, e a fechadura seria fácil de abrir, para um estádio com tanta tecnologia, ele realmente não é lá grande coisa quando o assunto é segurança. Parei na arquibancada e pude ver ela lá estacionada no centro do estádio, a biga de guerra do meu pai. Não quero nem saber o que os mortais estão vendo por causa da névoa, e muito menos pensar no porquê de ela estar lá parada e meu pai não a veio buscar.
–Agonia, pânico, isso é dever deles, mas depois que ele descobriu meu segredo, eu tenho feito esses trabalhos patéticos. – Sussurrei para mim mesmo, quebrando a caneta em minha mão.
Por precaução eu resolvi tentar decorar o máximo que conseguia das arquibancadas, caminhei em torno das portas de acesso ao campo, mas não iria agir ali, na frente de tantos turistas. Após umas três horas caminhando pelo estádio, eu fui embora, já havia desenhado um percurso no meu caderno, e traçado o melhor plano, então era só decorar.
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Cheguei no hotel e o dono já me esperava na porta, disse a ele que iria subir e chamar minha mãe, mas que eu iria jantar no hotel, e essa seria a minha última noite no hotel. Fui para o meu quarto, tomei um banho, e preparei meu equipamento. Arrumei minhas roupas, não era muita, cabiam completamente em uma mochila de acampamento que eu amava, tinha alguns botons de alguns lugares que eu estive, mas a única coisa que eu não iria deixar para trás era minhas luvas, se bem que eu só as tirava para tomar banho. Olhei para as minhas mãos
Era em torno das 21 horas quando fui para o restaurante do hotel, estava comendo algo simples e bastante leve.
–Olá mestre Adam, vejo que você irá embora hoje. – O dono do hotel falava apontando para minha mochila que estava sobre uma das cadeiras.
–Sim, como havia lhe dito, minha mãe já está descendo. – Peguei o dinheiro das diárias e o entreguei.
–Ah sim, obrigado senhor Adam. – Pegando o dinheiro comigo. – Mas por motivos que já havia lhe dito antes, gostaria de falar com sua mãe. – Mexi meu dedo, era sempre assim para usar a nevoa, eu não era o maior usuário de todos os tempos, mas sabia como usar o básico. Eu não sei o que aquele homem viu, mas nem chegou a completar sua frase, virou de costas, conversou sozinho por algum tempo, e foi embora.
– Dê a eles o que eles querem ver. – risos fracos. – Assim chega a ser covardia.
Fui embora do hotel e como a Fenway Park não era muito longe resolvi ir andando e observando a noite de Boston, meus pensamentos estavam longe dali eu pensava no acampamento meio sangue e o no que me aguardava.
Um corvo cruzou minha visão por alguns segundos antes mesmo de chegar na Fenway Park, isso nunca é um bom sinal, passei três dedos sobre meu peito, o que era um sinal de afastar o mal.
O local não estava vazio, já devia ser umas 23 horas, e as pessoas estavam ali vendo as estátuas de seus ídolos. Resolvi não dar muita importância para os moradores, então fui para a porta do estádio, olhei para aquelas portas, e realmente seria como roubar doce de uma criança.
–Bonito não acha? – A voz estava vindo acima da minha cabeça, não percebei quando o homem mais esquisito que já havia visto se aproximou de mim, ele parecia torto, mas com todos esses anos ainda acho engraçado a névoa tentar enganar a minha mente, reconheceria um ciclope a quilômetros de distância, e esse ai era mais fácil ainda, ele era negro, seus cabelos com dreads dava a impressão de que havia centenas de famílias de piolhos alojadas ali, e seu corpo era tão grande e largo quanto a de uma baleia, mas ele diferente de uma baleia só tinha dois metros, ele usava uma camisa dos RED SOX’s, mas essa parecia ser novinha em folha.
– Verdade, mas não se compara ao estádio dos Yankes. – Dei um sorriso de leve, mas usando minha visão periférica, fiquei prestando atenção no corpo de marshmellow que estava do meu lado.
– Olha aqui semideus, eu já queria te dar de aperitivo para minha família. – Enquanto ele falava eu me virei, queria ver as possíveis rotas de fuga, mas ele nem precisou terminar a frase para mais dois gigantes e o que devia ser o maior boneco de marshmellow dos caças fantasmas malvestido que eu já pude ver aparecer saindo do meio da multidão que estava reunida na Fenway Park. Sério aquilo não podia estar acontecendo, aquele ser estava usando salto alto e um vestido tomara que caia. – Mas agora eu vou te matar e você irá sofrer.
– Olha, você é feio, mas aquela ciclope, é a mulher — Fiz sinal de aspas- mais feia que eu já pude ver.
–JOSÉ FREED, não deixa a nossa comida falar assim comigo. – Serio José Freed? Não, eu estava me segurando para não rir, mas ver a ciclope mais feia e horrenda de todas, chamar seu “homem” de JOSÉ FREED, era de mais.
–VOCÊ VAI MORRER SEMIDEUS! – Desviei do que seria um soco no centro do meu corpo com um rolamento para trás, e como eu dizia entrar no estádio era fácil, o portão não tinha mais que três metros, e sobre ele não havia mais nada, após desviar do soco do ciclope, escalei o portão e entrei no estádio.
–SERIO? JOSÉ FREED? Aqueles dois com ela devem ser seus filhos. – Apontava para os ciclopes, eles agora estavam em fila única na frente do portão, os ciclopes mais jovens também estavam usando dreads, e com camisas de uniformes de beisebol dos RED SOX’s. – Serio Freedzinho, você e sua família podia fazer uma plástica e ficarem mais bonitos. – Saí andando e balançando a mão, como algo esnobe.
–DAVID ORTIS¹, RAMIRES², vamos matar esse semideus e dar de presente para JOSEFINA. – Sério foi tudo que eu consegui ouvir até aquelas coisas monstruosas que pareciam gelatinas começaram a correr e derrubaram o portão, eu fiz o que qualquer pessoa sensata faria, corri.
Para minha sorte eu ainda estava por dentro dos planos o local não tinha iluminação, mas eu já havia decorado o percurso até as arquibancadas, de lá a lua seria meu farol até o meu objetivo.
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–VENHA AQUI SEMIDEUS! — A voz é estridente parece com um trovão, olho meu relógio, Graças a Zeus ele brilha no escuro, o tempo parece que está voando, estou correndo a tanto tempo que parece que meus pulmões iriam explodir a qualquer minuto. Eu estava neste momento em um túnel, agora estava mais fácil era uma corrida em linha reta. Olhei novamente para o meu relógio, e não havia passado mais que dez minutos, mas eu estava cansado, não devia, mas estava, o corredor por onde entrei era cheio de curvas, e eu achei que isso faria a família busca pé desistir ou que no mínimo eles seriam mais lentos.
– Freedzinho me deixa em paz!
Finalmente consegui chegar nas arquibancadas, dei uma boa olhada para baixo, e lá estava aquela maldita biga, mas algo estava me incomodando, como aquele lugar não estava lotado de policias, guarda nacional e essas cosias? Mas eu não tenho tempo para pensar nessas coisas, então comecei a correr para o campo, mas a família busca pé era rápida então comecei a correr utilizando as cadeiras, mas eles vinham correndo destruindo as mesmas.
– JOSEFINA EU IREI PEGÁ-LO!
Cara como essa família é persistente, se bem que eu estou feliz, pegar uma biga como aquela seria fácil de mais, ao menos eu estou tendo um pouco de emoção. Entrar no campo foi fácil, já que a parede que dividia a arquibancada da torcida não tinha mais que um metro e meio, caminhei até o centro fiquei ao lado da maldita biga, e esperei a família busca pé chegar ao campo.
Eles estavam na base central e eu do lado da biga, onde o arremessador fica.
– Ei família busca pé? Não estão cansados né? E a nossa diversão? – Só faltava subir, mas tinha que brincar, e valeu apena ver a família busca pé, ali parada no local do rebatedor, quando que eles haviam pego bastões de beisebol?
–Você vai morrer semideus. – Freedzinho apontava o bastão para mim.
–Ah, que isso Freedzinho, formem fila, eu vou arremessar para vocês.
–Você vai morrer seu homenzinho raquítico. – Sério agora eu percebi porque eles conseguiam me acompanhar, Josefina corria rápido demais, parecia um elefante vindo em minha direção. Eu não tinha mais escolha então subi na biga, meu pai estava sempre nela, e ela tinha a aparência de uma harley.
Arrependimento e gratidão, foi o que eu senti, quando entrei na biga, as luzes do estádio acenderam, eu já havia percebido que o alarme não tinha disparado quando o portão foi destruído, mas aquilo era inesperado, uma trava de rodas estava colocada na biga, e o telão central ligou e apareceu uma ninfa.
–BEM VINDOS A TV OLIMPO, AGORA VEJAM SÓ, RECEBEMOS UMA DENUNCA ANÔNIMA DE QUE O VALENTÃO DO OLIMPO, E VOCÊS SABEM DE QUEM EU ESTOU FALANDO, ESTARIA SE ENCONTRANDO NESTE MOMENTO COM UMA MERETRIZ NO ESTÁDIO DO BOSTON RED SOX’S, E TEMOS SÓ AQUI NA SUA AMADA TV OLIMPO IMAGENS AO VIVO.
–Serio? Eu realmente tenho que passar por essas coisas? – Saí de dentro da biga e olhei as travas de roda. – Por Zeus, isso já está virando sacanagem.
Não sei o que estava passando na cabeça dos membros da família busca pé, mas eles não recuaram continuaram vindo na minha direção, não daria tempo para destrancar ou quebrar as travas das rodas, então eu vou ter que lutar. Fiquei parado, Josefina estava vindo em minha direção, apertei minhas mãos, e se não estivesse de luvas, provavelmente poderia ver as juntas ficarem brancas.
–Vamos dançar Josefina. – Josefina veio balançando o bastão de beisebol, e por causa do tamanho dela foi fácil desviar, aproveitar o braço dela onde deu para segurar e usar a força dela para me impulsionar para o alto, fiquei em pé sobre os ombros de Josefina, e pude perceber que o resto de sua família estava a poucos metros, apenas, joguei minha perna direita para trás e chutei o rosto de Josefina, que se transformou em poeira dourada.
–JOSEFINAAAAA!!!! – Freedzinho gritou.
Freed e os gêmeos pararam na minha frente, e atacaram juntos com o bastão, desviei, do ataque do Freed, já que os gêmeos, chocaram os bastões e recuaram. Eu não ia ficar ali parado, então usei o que eu podia, ativei a segunda parte das minhas luvas, e laminas apareceram nos meus antebraços, aproveitei que Freed atacou de cima pra baixo e enquanto estava inclinado com o bastão no chão, aproximei, e usei minha agilidade para cortar o tendão de Aquiles do Freed, finalizá-lo depois disso foi fácil, já que um dos gêmeos tentou me acertar e bateu com o bastão nas costas do Freed que virou poeira dourada.
–Então, vocês também querem ser mandados para o Tártaro? – Meu sorriso deve ter assustado os dois, pois eles saíram correndo.
–Um dia nós vamos nos vingar, seu magricelo. – Ortis correndo.
–Sim, quando a mãe e o pai voltar, nós vamos caçar você e vamos fazer ensopado. – Ramirez correndo e tropeçando nas pernas antes de cair levantar e correr novamente.
–DEUSES E DEUSAS, VAMOS VOLTAR PARA A PROGRAMAÇÃO NORMAL DO CANAL OLIMPO.
–Serio, essa menina tem problemas, parece uma filha de Afrodite. — Olhando para o telão onde uma ninfa apresentava o programa. Fiz o sinal de três dedos no peito, porque aquilo só podia ser um mal sinal.
As luzes do estádio se apagaram e as travas de roda saíram da biga, subi nela novamente e ela se transformou em uma kawazaki ninja, completamente negra. – Era disso que eu estava falando.
Fui com a moto até o maldito beco. Ao menos é o que eu imaginava.
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