Herdeiros da Grand Chase- 3ª Temporada
5 Sequestro- Pecados e Virtudes
Notas iniciais
A presença da morena fez-se mais presente, com a Lua iluminando levemente o misterioso sorriso estampado no rosto da semi-divisione, que diz:
—Olá, Zira, como tem passado?
Começou uma estranha batalha verbal entre a morena e da cinzenta.
—Que surpresa você perguntar de mim! Pensei que ia perguntar do Ray!—Diz Zira, com uma pitada de sarcasmo na voz.
— Donec ipsa salutem mittit et salutem ... (Até que ela manda bem…)—Sussurra Scaevolas.
—Hoc fuit irrisorie, Scaevolas? (isso foi irônico, Sarcasmo?)
—Quid autem vobis videtur? (O que você acha?)
Enquanto a estranha discução entre duas divisiones se intensificava, a disputa verbal entre Zira e Cogitatione continuava tensa.
—Qual Ray? Aquele asmodiano baixinho? — Devolve Cogitatione
—Não, não. Aquele Ray que você abandonou após ter destruído Insanie. —Diz Zira, fria como aço.
—...
Sentindo-se um pouco encorajada quando não teve resposta, a filha de Zero resolve finalizar.
— O Ray que ficou tão arrasado ao saber que você era uma divisione que mal fala e chora todas as vezes que vê os jogos que jogavam juntos. O Ray que sempre sustenta a esperança de que tudo isso não passa de um pesadelo e que quando ele acordar, vocês dois vão ficar se provocando como sempre.
Cogitatione abaixa a cabeça, de modo que não é possível ver seu rosto e fecha seu punho com força.
“Idiota, não é hora para pensar nele... Merda! Quanto menos eu quero pensar nele, mais eu penso!” Pensa a semi-divisione, com raiva. Mas, ela esconde sua batalha interna e ignora Zira.
—Desacordem-na, Grande Irmã Ambitiones estará neste mundo em pouco tempo. Temos de preparar o ritual.
As várias divisiones sorriem de modo maligno com seus olhos vermelhos brilhando de forma sinistra.
Zira sente uma dor aguda em sua nuca, tudo torna-se negro.
—Lú...cian...
Sussurra, depois de olhar o corpo inconsciente de semideus.
Horas depois, em um lugar longe dali...
Lúcian sente uma dor incomoda em seus pulsos, junto com um frio férreo, mas ainda não conseguia abrir seus olhos, sua cabeça estava dolorida demais para qualquer coisa.
“Se eu fosse mais forte...” Amaldiçoou sua própria fraqueza. Queria ser tão poderoso quanto seu pai,o mais poderoso caçador de recompensas, Lupus Wild, ou até como sua mãe, a poderosa reencarnação de Agnécia, Lin.
Quando finalmente abriu seus olhos, deparou-se com uma masmorra em estado deplorável e escura.
—Acordou, Lúcian?
A voz que o mestiço mais queria, e ao mesmo tempo menos queria, escutar: Zira.
—Zira! Você está bem? Te machucaram?
Dizia ele com pressa e muita preocupação na voz.
Andarilha sorriu para ele e disse, rindo:
— Calma, Lúcian! Haha! Eu estou bem, pelo menos dentro do possível.
—Que bom! Não saberia o que fazer se você não estivesse—
O semideus interrompeu sua própria frase e corou.
— Por favor, me diga que eu não disse aquilo em voz alta...
—Você disse sim. E foi... humm... Fofo.
A porta se abre de maneira abrupta.
—Que bem ver que vocês dois se dão tão bem! Assim poderão ir ao mundo espiritual juntos.
Uma mulher loira de olhos dourados vestindo uma armadura feita de ouro entra na sala, com um sorriso indecifrável no rosto.
Ela olha para Zira com certo interesse.
—Então você é a vidente divina, hein? É bem mais bonita do que imaginei. —Ela segura o rosto da andarilha com uma das mãos, e a filha de Zero a encara com raiva —Que bela expressão! Pena que não é tão bonita quanto a da Cogitatione. Mas quem sabe eu não a capturo em meu harém também... Você possui um belo físico e adorei seu cabelo.
—SOLTA ELA!!
Lúcian grita com todo o ar de seus pulmões, enojado com a recém-chegada (e também um pouco enciumado, hehe).
A mulher se vira lentamente, sem retirar a mão do rosto de Zira.
—Então você é o semideus... —Ela faz uma expressão de decepção — Por que tinha que ser um homem? Não podia ser outra menina bonita que nem ela? Eu aceitava até uma menininha fofa...
Zira, que analisava fixamente a alma e a energia da estranha mulher, finalmente diz:
— Você tem uma energia bruta maior do que a de Kin... Deve ser a “Ambição de Cazeaje”...
A divisione volta-se para a vidente divina, com um brilho nos olhos e um estranho sorriso, que parecia ser de pura felicidade (eita mulher estranha).
—Kya!! ♥ Gostei mesmo de você♥ ! Não ficou nem um segundo sem fazer alguma coisa, e me analisou para reunir informações de um possível inimigo de maneira discreta! Definitivamente vou te colocar no meu harém ♥!
Tanto Zira quanto Lúcian ficam atônitos com a “cena”.
— Ha...Rém?
Perguntou o mestiço, um pouco relutante. Já a loira sorri de forma maníaca e, finalmente, solta o rosto da cinzenta, e abre os braços, posando de maneira estranha (sabe aquelas poses de “eu mando nessa merda”? essa aí).
— TUDO NESTE MUNDO ME PERTENCE!! TODAS AS MULHERES! TERRITÓRIOS! DINHEIRO! TESOUROS! PODERES! TUDO! — Seus olhos começam a se encher de raiva e ódio— Bem, menos os homens. Odeio-os, odeio a forma de como eles tratam as mulheres, odeio como sempre querem ter mais sacrificando todos sem se importar, odeio como eles desvalorizam o mais importante e só se importam com o ter, ter, ter! EU SEREI A EMISSÁRIA QUE VAI ENSINÁ-LOS NA PELE O QUE É A VERDADEIRA GANANCIA! VOU ENSINÁ-LOS A NÃO SUBESTIMAR OS PECADOS CAPITAIS!!! OS PECADOS QUE ELES MESMOS ESCOLHERAM PLANTAR EM SUAS ALMAS!! Eu irei consumir suas almas, suas essências, e ficarei mais forte...
E começou a gargalhar de maneira maligna, sua risada demoníaca ecoava pela “masmorra”. Zira, que não demonstrava, estava com medo. Não, medo é muito pouco para descrever o que a andarilha sentia naquele momento. A melhor palavra para descrever é: “Pavor”.
Os olhos azul-claros de Lúcian estavam arregalados, e ele sentia sua mão direita tremer, definitivamente, aquela divisione era aterrorizante.
Não sabia como, mas ele sabia que Zira estava apavorada só de olhar para ela, algo em sua fisionomia alertava isso de forma tão sutil, só alguém que repara nela e a conhece como ele, saberia o imenso medo que tomou posse em sua alma. Mas, justamente por conhecê-la bem, ele sabia que ela estava pensando em alguma estratégia para tirá-los dali. Repare que não há nenhum “talvez” ou “provavelmente”, mas uma simples e pura certeza e confiança que o semideus tem pela filha de Zero. Uma certeza e confiança que eram recíprocas, pois a mesma compartilhava uma ligação tão forte com ele que os dois poderiam decidir um excelente plano apenas encarando um ao outro.
Afinal, mesmo afrente de uma grande inimiga, vulgo Ambitiones, os dois sabiam que podem contar um com o outro, nem que seja para lutar até o fim.
Fale com o autor