Herdeiros Dos Elementais - A Guerra
25 Capítulo 25 A Ordem em Peso
Notas iniciais
Bjos
A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.
– Capítiulo Vinte e Cinco –
A Ordem em Peso
Kingsley saía apressado de sua casa, ele praticamente corria nas ruas da cidade Sem Nome, o destino dele, uma pequena praça no centro, a qualquer momento muitos bruxos iriam chegar, e ele já estava atrasado para a recepção.
Quando chegou à praça pôde ver que Jacob, Moody e Arthur já se encontravam lá.
– Quanto tempo? – perguntou Kingsley ofegante.
– Cinquenta segundos. – respondeu David se aproximando deles com Gui.
– Quando vamos falar com Harry? – perguntou Gui inquieto.
– Hoje mesmo. – respondeu Jacob – Bom, na verdade ele pediu que Kingsley, Arthur e eu fossemos até a casa dele, então vamos aproveitar e contar.
– Dez segundos. – disse David ansioso.
Eles aguardaram mais alguns instantes, quando o primeiro bruxo apareceu, seguido de vários outros em seguida, em questão de segundos a praça estava abarrotada de bruxos de todos os estilos, com roupas escuras, coloridas, apertadas, largas, estranhas, elegantes. Foi quanto um grupo muito animado se aproximou deles.
– Oi. – disse o rapaz que estava à frente, ele tinha os olhos e cabelos escuros, estes arrepiados, ele também usava vestes escuras e apertadas – Somos da América do norte, E.U.A.
– Estado Unidos. – disse Gui folheando vários pedaços de pergaminhos – Aqui está. – disse ele entregando o papel para o rapaz – Vocês vão ficar nesse endereço, perguntem pela família Goldstein.
– Obrigado. – disse o rapaz saindo em direção a rua com o grupo de americanos.
– Felizmente parece que todas as chaves de portal deram certo. – comentou David enquanto via Gui com alguma ajuda de Arthur a distribuir os papéis com os endereços.
– Como se no meio desse povo todo não tivessem espiões. – resmungou Moody.
– Ora não reclame Moody. – disse Arthur procurando o endereço de alguns japoneses – Aqui está, procure pela família Granger, vão reconhecer logo eles são trouxas. Eu os avisei hoje de manhã.
– Com licença. – disse uma moça acompanhada de um grupo – Somos do Brasil, América do sul.
– A sim. – disse Gui animado – Vocês ficam na casa dos Shacklebolt.
– É a minha casa. – disse Kingsley – Minha esposa Narcisa vai recebê-los.
– Sua casa é quente? – perguntou a moça – Acho que não trouxemos muitos casacos de inverno.
– Mas onde nós iremos lutar é verão. – disse Arthur.
– O verão da europa é o nosso inverno. – disse ela se afastando com o grupo, mas, antes gritou para eles – Esquenta não a gente se vira.
– Eles são bem animados. – comentou Jacob.
– É nem parece que vão lutar numa guerra. – rosnou Moody.
– Isso por que o país deles ainda não foi dominado por Você-Sabe-Quem – Disse Kingsley respirando fundo.
– Tem uma coisa engraçada. – comentou Gui entregando o endereço para um grupo de argentinos.
– O que? – perguntou David.
– Os franceses ficariam na minha casa. – disse Gui confuso – E Simon não veio.
– Tem certeza? – perguntou Kingsley.
– Tenho.
– Minha ir... Agatha uma vez me disse que Simon era meio desajeitado. – disse David sem emoção – Ele deve ter entrado no meio das árvores e se perdido, ele vai aparecer logo.
– Ok. – disse Gui.
Depois de mais alguns minutos de entregas de endereço, a praça voltara a ser calma como antes, e eles sabiam que há essa hora Harry já sabia da balbúrdia toda que ocorreu. Então Arthur, Kingsley e Jacob decidiram ir logo à casa de Harry. Eles lhe deviam explicações e muitas explicações, mas, eles não poderiam ficar parados assistindo Voldemort dominar o mundo inteiro sem que eles fizessem nada.
Quando chegaram em frente a casa de Harry e Gina, Kingsley bateu na porta, demorou alguns segundos para que alguém viesse atender, era Gina, quando ela viu que era eles sua face mudou de simpatia para desgosto.
– Olá minha filha. – disse Arthur sorrindo.
– São vocês. – disse Gina friamente – Harry os está esperando no escritório, podem ir.
Em seguida ela deu as costas a eles e seguiu seu caminho para a cozinha. Os três se entreolharam pensando o quão irritado Harry estaria, eles se dirigiram até o escritório, como a porta estava entreaberta eles entraram sem bater. Harry estava sentado anotando algo em um pergaminho em sua escrivaninha, Rony estava acomodado em uma das poltronas do lugar, de frente a Harry estavam duas pessoas sentadas que eles não reconheceram de imediato, pois estavam de costas.
– Nos chamou Harry? – disse Arthur.
– Chamei. – disse Harry calmo – Obrigado por virem. Sentem-se.
– Harry. – começou Kingsley quando estavam acomodados – Eu sei que agimos pelas suas costas...
– Quem vai falar agora sou eu. – disse Harry, ele não parecia alterado ao contrário ele parecia muito calmo, calmo até demais. Por um instante ele lembrou a Jacob muito de Draco quando estava irritado, ele nunca demonstrava seus reais sentimentos – Ok. Esses são Simon Depardieu e Malkia Mokoena, vocês os convocaram.
– Sim. – disse Jacob confuso – Não os vimos chegar hoje.
– Sim porr que nós viemos alguns dias antes. – disse Simon.
– Não entendi. – disse Kingsley – Por que vieram antes.
– Precisávamos falar com Harry. – explicou Malkia.
– Deixa que eu explico. – disse Harry pacientemente – Depois que essa guerra começou há sete anos atrás, nós conseguimos infiltrar espiões que hoje trabalham para Voldemort.
– O que! – exclamou Arthur.
– Por que nunca nos disse? – perguntou Kingsley indignado.
– Seria perigoso se mais pessoas soubessem. – explicou Harry – Por isso eu sempre pedi que vocês esperassem para atacar, por que esses espiões já estavam trabalhando no assunto.
– Mas o que tem haver Malkia e Simon virem antes? – perguntou Jacob.
– Porr que nós somos comensais recrrutados porr esses espiões. – explicou Simon – Ficamos confusos quando a Orrdem nos chamou, porr isso viemos verr Arry primeirramente.
– Comensais! – exclamaram os três ao mesmo tempo.
– Exatamente. – disse Harry – Eles são comensais recrutados para trabalhar em favor da Ordem. E agora com essa idéia ridícula de vocês, atacarem Voldemort do nada, quase estragou sete anos de trabalho.
– Quem sabe se vocês tivessem nos dito antes. – disse Jacob aborrecido.
– Me desculpe, mas, não podíamos arriscar. – disse Harry calmamente – Colocaríamos eles em perigo.
– Nos diga então. – disse Kingsley ansioso – Quem são “eles”?
– Não posso dizer os nomes ainda. – disse Harry – Eles pediram que não revelassem, mas, pediram que vocês não saíssem mais da cidade, já que agora já sabem de tudo.
– Isso é estranho Harry. – disse Arthur – Todo esse tempo. Você sabe ao menos com quantos comensais nós podemos contar?
– Esses espiões têm recrutado metade ou mais da metade de comensais quando Voldemort domina um país. – explicou Harry – Então acreditem são muitos, eles só não recrutaram os dementadores, gigantes e lobisomens por falta de confiança.
– Nós só precisamos de uma posição correta deles. – disse Rony – A guerra está prestes a acabar, acreditem.
– E então. – começou Kingsley – O que faremos com os bruxos que vieram?
– Primeiro teremos que identificar quem são os comensais entre eles, para que fiquem menos preocupados. – disse Harry cansado – E depois avisaremos ao restante que por motivo maior a batalha foi cancelada por enquanto.
Jacob se levantou e encarou Harry, ele estava sério, mas, os seus olhos estavam pedintes, Harry sabia exatamente o que ele ia dizer, e ele odiava ter de mentir para o ex sogro.
– Me diz Harry. – disse Jacob com a voz trêmula – É a Agatha e o Draco que estão nos ajudando não é? Diz que a minha filhinha não nos traiu de verdade.
– Sinto muito Jake. – disse Harry chateado – Eu não tenho autorização para citar nomes. Mas lembrando que não são só eles que foram para o lado de Voldemort.
Jacob assentiu triste, mas, naquele momento Harry sabia que ao menos uma gota de esperança havia surgido no coração do Sr. Ridgeway.
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