Herdeiros Dos Elementais - A Guerra
16 Capítulo 16 Perguntas e Dúvidas
Notas iniciais
Bjos
A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.
– Capítulo Dezesseis –
Perguntas e Dúvidas
Agatha estava nos aposentos de Voldemort, onde começara a preparar a poção, ela queria fazer a poção em seu próprio laboratório, mas, ele insistiu que queria ver de perto o preparo, então ela teria de ir todos os dias até lá, para preparar.
Definitivamente Agatha odiava ter que preparar uma poção com alguém a observando o tempo todo, era como se a tivessem avaliando para uma grande prova, e não ajudava nada a Nagine ficar perto dela.
- Ainda tem medo dela? – perguntou Voldemort quando viu Agatha estremecer.
- Receio. – respondeu Agatha voltando a se concentrar na poção.
- Acho que terá de se acostumar. – disse Voldemort calmamente – Nagine está onde eu estou.
- Não se preocupe. – disse Agatha medindo um pouco de pó de besouro – Eu vou me acostumar.
Ele sorriu satisfeito e Agatha voltou a ficar em silêncio, ela precisava entrar no assunto das horcruxes, mas, de uma maneira que ele não desconfiasse. Voldemort era muito inteligente, e se ela vacilasse adeus vida.
- Milorde, posso te fazer uma pergunta? – pediu Agatha meio hesitante.
Ele assentiu com a cabeça e ela continuou.
- Como o Lord teve a idéia de fazer uma horcrux? – perguntou Agatha – Eu sempre pensei que o senhor tivesse se deixado morder por um vampiro.
- Um vampiro? – disse ele descrente – Não, embora sejam imortais, eu ficaria dependente de sangue e da noite, isso não era bom para os meus planos. Tive a idéia das horcruxes ainda novo, quando ainda estudava em Hogwarts, quando me formei coloquei em prática.
- Horcruxes? – disse Agatha se fazendo de desentendida – O senhor tem mais de uma?
- Na verdade sim. – disse ele somente.
- Devem estar bem seguras. – continuou Agatha colocando um líquido azul na poção – Quero dizer, horcruxes não são para se deixar assim, jogadas. Devem ser escolhidas a dedo ficarem em lugares especiais, pois, é uma parte de você.
- Exatamente. – disse Voldemort se levantando da poltrona para andar pela sala.
- Eu lembro que no meu primeiro ano. – começou Agatha ainda concentrada na poção – Vimos o Profº Quirrell tomando o sangue de um unicórnio, para ajudar a manter o senhor vivo. Se me matarem eu vou ter que usar corpos de outras pessoas ou animais até conseguir o meu devolta?
- Não pense que irão te matar. – disse Voldemort sério – Pense apenas que você viverá para sempre.
- Eu me adiantei e já escolhi o objeto que quero usar. – disse Agatha se fazendo de inocente – Gostaria de saber o que é?
- Confia em mim para que eu saiba? – perguntou Voldemort como num silvo.
- Mas é claro Milorde. – disse Agatha decidida – Foi uma pulseira que eu comprei quando estudava em Hogwarts, ela me faz lembrar de lá, são boas lembranças, Hogwarts sempre foi meu segundo lar.
- Hogwarts. – disse Voldemort como se para si mesmo – Hogwarts foi o meu único lar.
- Por que Milorde? Não gostava da sua casa?
- Isso não interessa agora. – disse Voldemort como se encerrasse o assunto. Mas ela tinha que continuar, para tentar descobrir.
- Tem algum comensal que sabe sobre elas milorde? – perguntou Agatha agora mexendo a mistura no caldeirão.
- Você está muito curiosa minha cara. – disse Voldemort sério.
- É que. – começou ela um pouco nervosa – Fui pega de supresa por tudo isso, foi meio repentino, e eu realmente fiquei curiosa.
- Tudo há seu tempo. – disse ele se sentando novamente enquanto Nagine se enroscava perto de seus pés – Soube que chamou um Medibruxo, não se sente bem?
- Um pouco de mal estar. – disse Agatha rapidamente – Ele disse que é estresse, mas vou fazer alguns exames para ter certeza. Não é nada demais.
Voldemort a observou como se tivesse entrando em sua mente, o que ele fazia constantemente, Agatha sorriu inocentememte para ele enquanto alterava a sua lembrança referente à consulta.
- Me avise sobre qualquer coisa. – disse Voldemort quando parou de analisar a mente de Agatha.
- Aviserei Milorde.
__________
Quando Agatha terminou o que tinha de fazer na poção aquele dia, ela foi direto trocar de roupa, ela iria para Gringotes com Bella, só ela mesma sabia o quanto estava assustada com a possibilidade de dar errado.
- Você vai sair? – perguntou Natasha quando Agatha desceu do quarto com a capa de viagem.
- Sim. – respondeu Agatha indiferente.
- Aproveitando que o Draco não está. – disse Natasha se aproximando de Agatha. – Me diz uma coisa, qual o tipo de relacionamento vocês dois possuem?
- Eu acho que não entendi. – disse Agatha indignada.
- Serei mais clara. – disse Natasha, seu leve sotaque russo começara a irritar Agatha. – Depois que essa guerra acabar vocês vão se divorciar?
- Nos divorciar?
- Sim. – disse Natasha como se fosse óbvio – Vocês foram obrigados a se casar e depois, o Lord até pediu que tivessem um filho.
- Como você sabe disso? – perguntou Agatha irritada.
- Draco me contou. – explicou Natasha sorridente – Quando você voltou para a Inglaterra, nós saímos juntos para jantar, conversar mais sobre os planos, acabamos bebendo demais e ele me contou.
Agatha deu as costas para Natasha para que ela não visse a sua cara de decepção. Como ela conseguia ser tão desagradável? E Draco por que ele nunca lhe disse sobre as coisas que contou para Natasha? Será que o que ela dizia era verdade? Draco iria querer se separar depois da guerra? Se o seu poder do ar não a deixasse tão fraca quando usado sem os outros herdeiros ela iria fazer Natasha voar longe. Nisso Natasha se aproximou mais e disse numa voz baixa perto do ouvido de Agatha.
- Tenho certeza que se vocês se divorciarem. – disse ela num sussurro – Eu conheço alguém da Rússia que iria gostar de ficar com você.
- Me deixa em paz. – disse Agatha com a voz baixa.
- Vocês nem se amam. – afirmou Natasha no mesmo tom de voz – Ele já disse que te ama?
- Não é necessário palavras se ele demonstra. – disse Agatha tentando firmar a voz.
- Você já disse que o ama?
- Não.
- Eu não vou mais tomar o seu tempo. Vamos esperar até que a guerra acabe e você tira suas próprias conclusões. – disse Natasha num tom satisfeito.
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